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Segunda-feira, Janeiro 30, 2012

A felicidade em Pelotas


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Carnaval

ARTIGO


Reginaldo Bacci*

A origem do carnaval é um tema que gera dúvidas até os dias de hoje. O que se sabe é que pode acontecido há mais de 12 mil anos e tinha a proposta de agradecer aos deuses as boas colheitas. Por outro lado, para alguns historiadores teria ocorrido mais tarde, no Egito, em homenagem a deusa Ísis e o Touro Apis, com danças, festas e máscaras. Outros atribuem o carnaval aos gregos para festejarem a celebração da primavera e cultuar o Deus Dionísio. Para outros, ainda, teria sido na Roma Antiga em honra aos deuses Baco, Saturno e Pã. No entanto, uma coisa é comum entre todos os estudiosos do carnaval: sua história está ligada a fenômenos astronômicos, agrários e da natureza. O carnaval se caracteriza por festas, divertimentos públicos, bailes de máscaras e manifestações folclóricas eminentemente populares.

Já a palavra carnaval, também controversa, teria sua origem por ocasião da implantação da Semana Santa, no século XI, pela Igreja Católica e, por conseguinte, da quaresma - período de 40 dias dedicados a oração, sacrifícios, onde a carne não poderia ser consumida (carne vale/latim – adeus carne). Teria o povo, a partir desta época, dedicado os 4 dias últimos dias que antecedem a quaresma a realizar várias comemorações e festas populares que não mais poderiam acontecer até a Semana Santa. Daí carnaval (carne vale)!

No Brasil o “carnaval” foi introduzido pelos portugueses em 1723 e era chamado de Entrudo, nesta festa popular os foliões dançavam, cantavam, brincavam jogando água, ovos e farinha uns nos outros. A revolução do carnaval no Brasil veio com o Zé Pereira (tocador de bumbo – século XIX) que trouxe consigo a cuíca, o pandeiro, o tamborim, a frigideira, o reco-reco, que durante décadas foram utilizados pelos blocos dos “sujos” e depois incorporados às baterias das escolas de samba.

O samba era como se chamavam as danças dos negros escravos e que incorporavam diferentes ritmos e é neste novo ritmo que o Brasil inteiro começa ainda no século XIX a dançar o carnaval. No início as elites brasileiras reagem ao samba, mas depois este se torna um grande elemento da democratização do carnaval nacional.

O que se busca neste pequeno texto é demonstrar que se não temos certezas sobre as histórias do carnaval, sua origem ou significado da palavra, podemos afirmar com certeza que o carnaval foi, é e será sempre uma festa popular!
Lembro-me do carnaval de Pelotas das décadas de 60 e 70. Minha mãe, Dra. Leda Bacci, advogada, carnavalesca, umbandista e pobre nos ensinou a amar e respeitar esta mais importante manifestação cultural brasileira. Íamos, eu e meus irmãos, para os ensaios e desfiles da Escola de Samba General Teles. Eu tinha somente 6 anos de idade e até minha adolescência frequentei blocos burlescos, escolas de samba e bailes de carnaval populares, os dos clubes sociais os frequentava na qualidade de “furão”, por absoluta falta de grana.

Passei muitos anos fora de Pelotas e ao retornar em 2008 para fundar o ILBD, reencontrei-me com o carnaval da cidade e chocou-me o fato de ver nossa festa popular fruto de denúncias de todos os tipos. Li ou ouvi na mídia local os seguintes problemas: (i) gastos excessivos e irregularidades referentes ao Carnaval 2011; (ii) grande quantidade de ingressos dados à Câmara de Vereadores; (iii) quebra do regulamento das Entidades Carnavalescas; (iv) Sérgio Cabral, jornalista do DP, responsável pela realização do Concurso dos Conjuntos Vocais, teria recebido, para a realização de um único evento mais de R$ 20 mil; (v) problemas no concurso que elegeu a corte do carnaval; (vi) falta competência da prefeitura na organização do carnaval; (vii) troca no comando da organização do Carnaval; (viii) falta de espaço para atender a todos os que tinham ingresso e superlotação; (ix) não se tem um espaço apropriado para a realização da maior festa popular da cidade.

Parece-me que há mais problemas do que soluções propostas, mas o que acredito na qualidade de folião e não de especialista em carnaval, que não sou, é que o carnaval de Pelotas precisa ser tratado pelos poderes públicos com o respeito que merece. Óbvio, que compreendo a falta de interesse da atual gestão quanto ao carnaval, pois estes representam as elites que não gostam da festa de Baco e preferem neste período ficarem reclusos em suas mansões ou viajarem para belas praias.

Tratar com respeito a maior festa popular de Pelotas é manter um diálogo permanente na construção de soluções definitivas e dar transparência em todo o relacionamento entre o poder público e as entidades. Definir regras claras para todas as partes envolvidas definidoras de responsabilidades e atribuições, evitando surpresas e casuísmos. Acredito que três medidas são urgentes, necessárias e estimuladoras para o nosso carnaval: (i) a escolha de um local definitivo e a construção de um equipamento urbano multiuso para a celebração do carnaval (sambódromo) e outras festividades; (ii) a definição da verba da subvenção municipal para o carnaval do ano seguinte entre março e abril do ano anterior para distribuição parcelada a partir de julho, portanto, com no mínimo 6 meses de antecedência; (iii) apoio institucional da prefeitura e ou entidade conveniada, para a regularização das entidades carnavalescas que precisarem, com instituição de programas de qualificação e capacitação de mão de obra das pessoas ligadas as entidades carnavalescas (o carnaval pode ser um espaço permanente de geração de emprego e renda).

Concluo afirmando que acredito no carnaval, nas pessoas que fazem o carnaval e que Pelotas pode e deve recuperar o brilho dos carnavais passados e que para tanto deve prevalecer os interesses do povo, pois é este que faz o carnaval, gosta do carnaval e vive o carnaval.

* Reginaldo Bacci, advogado e economista. Presidente do ILBD e Conselheiro da OAB/DF.

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Coluna do Arrastão

Atualizada às 15h16

Política, negócios, servidores etc. 


Arrastão *
Para o Amigos

Prefeitura decreta ponto facultativo na sexta
Nesta sexta (3) será ponto facultativo no âmbito da Administração Municipal - em comemoração à homenagem à Nossa Senhora dos Navegantes e Iemanjá. Prefeitura avisa porém que ficam mantidos os serviços essenciais, principalmente relativos à Saúde, Sanep e Rede de Proteção da Secretaria Municipal da Cidadania e Assistência Social (SMCas).

Mundial sorteia livro nesta terça
Livraria Mundial sorteia O Livro do Boni a leitores que nos seguem pelo Facebook. O nome do sorteado será publicado hoje à noite. Ele poderá retirar o livro a partir de quarta, na Mundial, diretamente com Marcos Macedo ou no balcão da livraria.

Sanep convoca 26 aprovados em concurso
Para os cargos de escrevente, instalador, operador de máquina pesada, operador de sistema hidráulico, servente, técnico em química e telefonista.
Os nomeados:
Gisele Ferreira Dutra, Gabriel Monteblanco Leal, Catia Pereira do Amaral, Maicon Gularte Moreira, Iarles Soares Ferreira, Vinicius Noviki Obadowski, Cariane Harter, Daiane Silva Soares, Matheus Silva de Mattos, Flavio Luz de Vasconcellos, Luciana Strazzabosco, Leonardo da Silva Alves, e Daniela Letícia Furtado Pinheiro.
Elisangela Padilha Berneche, Dianelisa Amaral Peres, e Marilene da Costa Ribeiro.
Alexandre Chaves dos Santos
Jorge Wilson da Silva Conceição, Roberto Ferreira dos Santos.
Fernando Casarin Ludke
Paulo Sérgio Hardtke Bitencourt, Plínio da Paz Ribeiro
Dinamara Espilma Lima
Maria do Carmo Ferreira Gonçalves, Talita Kerstner
Josiane Machado da Silva.

Os nomeados deverão comparecer na sede do Sanep, na rua Félix da Cunha, 653, em horário de expediente da Prefeitura, para avaliação médica e psicológica, levando os seguintes documentos, originais e fotocópias:

CPF, Carteira de Identidade, Título Eleitor, Carteira Profissional, Carteira de Habilitação para os cargos que exigirem certificado de quitação do serviço militar, comprovante da última votação, PIS/PASEP, certidão de nascimento de filhos menores de 14 anos, carteira de vacinação e comprovante de frequência escolar dos filhos, certidão de casamento, comprovante de residência, diploma escolar, registro na entidade profissional, duas fotos 3X4, e alvará de folha corrida. A posse deve ocorrer até o dia 20 de fevereiro.

Pagamento do funcionalismo
Será nos dias 7 e 8, terça e quarta que vem. No dia 7 estará disponível a primeira faixa salarial de até R$ 1 mil e no dia 8 os demais vencimentos. O vale-alimentação no valor de R$ 120,00 será depositado no dia 5.

Conteiners de lixo em novas áreas
Prefeitura anuncia que instalará conteiners de lixo em mais três zonas da cidade: Centro Sul, Centro Sul A e Centro Sul B. A Região Centro Sul corresponde ao perímetro entre as ruas Barão de Santa Tecla, Almirante Barroso, Gomes Carneiro e Voluntários da Pátria. A Centro Sul A, ao perímetro entre as ruas Marcílio Dias, Barão de Santa Tecla, Almirante Barroso, Uruguai, Voluntários da Pátria e avenida Bento Gonçalves, e a Centro Sul B ao perímetro entre as ruas Almirante Barroso, João Pessoa, Marechal Deodoro e Uruguai.

* Nascido nas ruas, como tantos, Arrastão é o primeiro cão errante de Pelotas a desenvolver a escrita. Cientistas da UFPel acreditam que, por causa da necessidade de sobrevivência, ele adaptou-se ao ambiente. Arrastão vai coletando notas e atualizando esta coluna no decorrer do dia. A coluna sairá de segunda a sexta, quando não houver osso duro para roer

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“Não existe a tão aclamada neutralidade da imprensa”, diz diretor do Le Monde Diplomatique

 Diretor de redação do jornal francês
Le Monde Diplomatique, Ignácio Ramonet

Samir Oliveira, do Sul21

O diretor de redação do jornal francês Le Monde Diplomatique, Ignácio Ramonet, acredita que a mídia deveria se posicionar claramente sobre a linha ideológica e política que segue. Doutor em Sociologia e professor de Teoria da Comunicação, o jornalista, que comanda um periódico abertamente de esquerda, diz que não existe a tão aclamada neutralidade da imprensa.

"Um jornal que diz que é objetivo é um jornal alinhado à direita e que tenta esconder seu ponto de vista", explica.
Ramonet entende que os veículos de comunicação deveriam deixar claras as posições políticas e ideológicas que defendem.

"Não tenho nada contra um jornal ser de direita, acho interessante que existam. Mas que fique claro que representa o ponto de vista dos empresários, da burguesia e da classe conservadora", aponta.

O jornalista esteve em Porto Alegre na semana passada para participar das atividades do Fórum Social Temático e mesmo com uma apertada agenda encontrou tempo para conversar durante meia hora com a reportagem do Sul21.

Nesta entrevista, ele analisa também o papel das esquerdas na crise capitalista que assola a Europa e contrapõe a situação no velho continente ao momento vivido pela América Latina. "A América Latina está construindo o Estado de bem-estar social, enquanto na Europa ele está sendo destruído", compara.

O senhor escreveu o livro A tirania da comunicação. Quais os propósitos por trás da atuação jornalística dos grandes veículos e comunicação?

O jornalismo está vivendo várias crises. A primeira delas é a dominação pelos grandes grupos globais. Esses grupos são multimídia, detêm televisões, imprensa escrita, rádios e sites. E se comportam como atores da globalização, o que faz com que não tenham a mesma relação direta com os leitores. A segunda crise jornalística foi criada pela internet. Em muitos países, a imprensa escrita está desaparecendo, sendo substituída pelos meios digitais. E aí vem também uma crise econômica, porque o modelo de sustentação da imprensa escrita não funciona mais. Caíram a publicidade e as tiragens.

A internet não trouxe benefícios ao jornalismo?

O problema é que temos dois modelos - o impresso e o digital - e nenhum deles funciona. Provavelmente, o que vai prevalecer será o modelo digital, até porque a informática se aprimora cada dia mais nos países em desenvolvimento. Uma consequência do advento da internet é o que os cidadãos podem intervir muito mais do que antes. O público não é mais passivo, hoje existe a possibilidade de comentar e de difundir a informação. Isso também afeta o trabalho do jornalista, que acaba possuindo um papel diferente, não está mais num pedestal. Não é mais só o jornalista que fala. A relação hoje em dia é muito mais interativa. Por outro lado, isso gera uma crise de identidade: se todo mundo pode ser jornalista, o que é, de fato, ser jornalista? Onde está a especificidade de um jornalista, se qualquer pessoa pode sê-lo?

A internet, com a força das redes sociais, está se convertendo numa ferramenta efetiva contra o monopólio da informação pela mídia tradicional?

O panorama está mudando. A internet pode romper os monopólios? Sim, pode ser que seja possível. Mas não acredito que se deva pensar que se alcançará uma fase de democratização da informação. O que há é uma ilusão de democratização, já que hoje em dia todos podemos produzir e difundir informação. Há uma noção de que estaríamos nos auto-informando. Mas, na realidade, todos são auxiliados pelas fontes centrais de informação. Então há uma maior participação das pessoas, mas ainda existem os monopólios. E esses monopólios já integram o Facebook, o Twitter e possuem suas páginas digitais. A democratização existe, mas os monopólios não se enfraqueceram. No fundo, o que está mudando é a defesa das pessoas contra a tentativa de domesticação levada adiante pela mídia dominante. Do ponto de vista ideológico, o objetivo dos grandes meios de comunicação é domesticar a sociedade. Com as novas ferramentas digitais e com as redes sociais, surge um modo de se defender disso.

Ramonet: "Os leitores é que dão identidade a um jornal"

Aqui no Brasil a mídia se diz imparcial e desprovida de objetivos políticos. Nenhum jornal da imprensa tradicional se qualifica abertamente como de esquerda ou de direita. O senhor, como diretor do Le Monde Diplomatique, um jornal de esquerda, avalia que é necessário haver maior transparência quanto à posição ideológica da mídia?

Acredito que são os leitores que dão identidade a um jornal. O jornal não diz 'somos de esquerda'. Mas, sem dúvida, a neutralidade não existe. Um jornal que diz que é objetivo é um jornal alinhado à direita e que tenta esconder seu ponto de vista. Não tenho nada contra um jornal ser de direita ou de centro-direita, pelo contrário, acho interessante que existam. Mas que fique claro que representa o ponto de vista dos empresários, da burguesia e da classe conservadora. Não acredito que se possa dar a informação de maneira objetiva. Existem fatos objetivos, mas o comentário sobre eles será sempre diferente. E é importante que seja assim, desde que se jogue com as cartas na mesa.

O governador Tarso Genro disse num evento do FST que a esquerda precisa perder o medo da mídia e enfrentar temas que a imprensa “mastiga de forma negativa”. É exagerada a cautela dos políticos em relação à mídia?

Os meios de comunicação têm uma função absolutamente indispensável numa sociedade democrática. Mas não são partidos políticos e não devem pensar que o são. Se querem se transformar em partidos, que se apresentem nas eleições. O papel crítico da mídia é indispensável na democracia. Mas não podem confundir crítica com oposição. Na América Latina muitos veículos de comunicação que têm dominado a vida intelectual acreditam que são mais importantes que os partidos políticos. Nesse continente, os latifundiários da imprensa são os novos amos das consciências. Acreditam que podem domesticar a população e não aceitam a autonomia do poder político.

O senhor entende que a esquerda não está conseguindo propor alternativas ao capitalismo. A esquerda também é culpada pela atual crise do sistema?

Claro que sim. A esquerda europeia, por exemplo, não apenas não propôs nenhuma alternativa, como tem se prestado a legitimar as políticas impostas pelo Fundo Monetário Internacional e pelo Banco Central Europeu. A esquerda social-democrata, quando estava nos governos, deu provas de sua incapacidade, até mesmo teórica, de enfrentar essa crise. Não apenas é uma crise econômica, é também uma crise das esquerdas.

E qual a alternativa, já que a esquerda tradicional não está dando conta?

Existem outros partidos de esquerda que estão decididos a adotar políticas diferentes, por exemplo, mudando a relação com o Banco Central Europeu, que não permite ajuda aos países. Há partidos que dizem que se deve obrigar o Banco Central a ajudar, que é preciso adotar uma política de estímulo, não apenas para reduzir o déficit, mas para promover crescimento econômico. Mais ou menos como faz Barack Obama nos Estados Unidos, e ele não é nenhum revolucionário. Mas está promovendo uma política de estímulos, uma política neo-keynesiana e não conservadora. Existem forças propondo uma mudança efetiva, mas elas ainda não estão nos governos europeus.

Aqui no Brasil existem outros partidos de esquerda que propõem ações não previstas no programa do governo federal. Mas alguns deles defendem, inclusive, uma ditadura do proletariado. Até que ponto é possível buscar alternativas mais à esquerda sem incorrer no totalitarismo?

Não faz mais sentido falar em ditadura do proletariado. A história já passou por isso. Hoje, qualquer alternativa deve partir do respeito aos mecanismos democráticos. Quando eu falo de outras esquerdas, não estou falando de esquerdas fora da esfera democrática. A esquerda dentro da democracia é a única que interessa. É a única que pode ser realista e que pode trazer soluções num panorama totalmente democrático.

Como o senhor avalia o contexto político da América Latina, mais especificamente da América do Sul, onde a maioria dos países é governada pela esquerda?

Para muitas esquerdas no mundo, a América Latina é algo que está funcionando. Aqui implementam políticas originais. Não seguem os ditames do FMI, promovem políticas de integração continental, de inclusão social e não de exclusão. A América Latina está construindo o Estado de bem-estar social, enquanto na Europa ele está sendo destruído. E, lá, as esquerdas participam dessa destruição. A América Latina, pela primeira vez na história, aparece para toda a esquerda mundial como uma prática na qual podem se inspirar.

Pode surgir daqui uma saída para a crise capitalista?

A América Latina está num período de construção do Estado de bem-estar e de classes médias. É a mesma situação que viveu a Europa após a Segunda Guerra Mundial. A América Latina lembra a Europa que o Estado é um ator importante, não somente os mercados. Na Europa os mercados governam e os estados e a política não conseguem se impor. E a América Latina lembra o mundo inteiro que a política ainda vale, que os dirigentes políticos ainda valem e que, por consequência, a política e as eleições ainda têm sentido. Na Grécia, na Itália e na Inglaterra os jovens se revoltam. Estão indignados, porque consideram que os políticos não fazem nada e são cúmplices das soluções propostas pelos mercados. A América Latina mostra ao mundo que é possível o Estado se impor aos mercados.

Mas há diferenças entre as esquerdas que governam na América Latina. Venezuela, Bolívia e Equador intensificam reformas e mudanças anticapitalistas que países como Brasil, Argentina e Uruguai não parecem dispostos a implementar.

Essa suposta oposição entre as esquerdas na América Latina é muito mais uma invenção dos meios de comunicação ocidentais, que têm interesse em criar oposições artificiais. É evidente que cada país é diferente, mas globalmente todos estão fazendo políticas de inclusão social. Cada um com seus métodos, mas estão construindo o Estado de bem-estar e uma democracia participativa. Tudo isso tem muito mais semelhanças do que diferenças. É claro que há diferenças, mas não há oposição. Toda a América Latina vai pela primeira vez na mesma direção, isso é muito importante..

A Europa está dominada hoje por governos conservadores. Inglaterra, Alemanha, França, Grécia, Itália e Espanha são governados pela direita e implementam soluções reacionárias e autoritárias para sair da crise. Este ano tem eleições na França, se a esquerda vencer o país pode se tornar uma luz no fim do túnel europeu?

Se essa esquerda que tem possibilidade de ganhar as eleições se comportar de maneira diferente da esquerda que estava no poder na Grécia, na Espanha, em Portugal - se agir da mesma forma - não haverá nenhuma mudança. É bem provável que François Hollande (do Partido Socialista) possa ganhar a eleição. Fará uma política diferente? Muitas pessoas desejam isso. Mas será que ele poderá fazer algo diferente? Os mercados permitirão? A Alemanha permitirá? Não sabemos. O que é seguro dizer é que se a França muda sua política de maneira racional, mas atrevida, terá uma grande influência no mundo inteiro e na Europa. E isso pode mudar as coisas, inclusive numa aliança com a América Latina.

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Jornalismo em Pelotas pode acabar bem


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Amigos é p/ pessoas inteligentes, honestas e exigentes


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Açaí Irado na Tigela / Feira da Fruta, Galeria Malcon

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Flashes: Laranjal, amanhecer

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Fotografias feitas por Hélio Machado de Oliveira.

"Tiradas nesta segunda, entre 6h30 e 7h, no Laranjal... uma baita semana pra nós. abraços".

Hélio.

Blog do Hélio.

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Flashes

Foto: RF
"Uma andorinha só não faz verão"

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Uma grande semana



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O eterno recomeço

Pouco a pouco, a cada dia que passa como se não houvesse, o ano de 2012 vai começando.

Daqui a dois dias, entraremos em fevereiro, quem diria...

Logo a procissão das santas retornará uma vez mais às nossas retinas. Iemanjá e Nossa Senhora dos Navegantes puxarão cortejos fluviais, e homens, mulheres e crianças esperarão emocionados nos ancoradouros, com oferendas nas mãos.

Logo virá - outra vez - o Carnaval. Em Pelotas, teremos o organizado desfile formal na passarela da antiga estação férrea, que é ao que reduziu-se o que um dia foi o espontâneo e democrático carnaval de rua pelotense.

Depois da festa, virão as águas de março e, no vai-vem das ondas da Lagoa, uma vez mais nossas ilusões terão o destino do esquecimento.

Tudo na vida é tão volátil, tudo que importa se dá de forma tão imprevisível, tão injusta, que Deus (como diz um trecho de um filme de Allen) parece não ter incluído a felicidade no momento da Criação.

Mal temos tempo de conhecer uns aos outros de verdade. Mesmo com o progresso das comunicações, a solidão é um fato. "Comunicação" é como entendemos o que o outro diz, não o que ele diz. Quando a ficha dá sinal de queda, é hora de partir, recomeçar tudo de novo.

Os motores dos barcos, o gestual dos foliões, a ilusão do recomeço do ano, tudo se move por uma coisa nomeada esperança. Assim, parece, sempre será.

Tantos séculos e seguimos incapazes de conceber significado maior que justifique nossa presença neste mundo a não ser esse sentimento básico: esperar...

Não é a esperança que morre por último.

Sem nós, o mundo vive um equilíbrio perfeito demais para a nossa compreensão. Fora de nós, a esperança não depende de expectativa para tornar-se realidade. (RF)

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Agora é definitivo: comentário anônimo acabou

Agora é para sempre. Não vale mais, a partir desta segunda, 30/01/12, o anonimato nos comentários.

A decisão decorre de um novo momento do Amigos, após a conquista do Top Blog Brasil, e pretende estender a credibilidade do blog à zona de comentários.

Faz parte também de um posicionamento negocial, com o objetivo de criar um ambiente mais favorável à comercialização de anúncios.

Peço a compreensão dos leitores para esse novo momento. Relembro: registrar-se com nome ou pseudônimo é simples e trará, ao longo do tempo, maiores benefícios para todos.

Apostamos agora, em termos de comentários, na qualidade, não mais na quantidade - mesmo que moderada, como era.

Nem sempre é fácil tomar decisões. Esta não foi fácil, já que muitos leitores gostam do anonimato. Mas, após quase quatro anos aceitando o comentário de anônimos, o momento é outro e exige um novo posicionamento. A hesitação foi grande, como você testemunhou. Mas, agora, a decisão é permanente.

Um abraço. Rubens.

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Domingo, Janeiro 29, 2012

Poema da hora

Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.

Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.

A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.

Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.

À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera , amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.

Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.

O Teu riso | Pablo Neruda

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Puro prazer: Luo Fa Hui





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Um pouco da alma do Monty Python



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Sábado, Janeiro 28, 2012

Flashes: Pelotas à noite

Fotos: Coleção RF.

Rua General Neto

Rua General Neto com Osório

Esquina da Santa Casa pela rua General Neto

Santa Casa

Fotos feitas no início da noite deste sábado, 28, depois de conversar, repentinamente, pela janela do carro, com o amigo Ivomar.

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Cavalo de Guerra



Déborah Corrêa Schmidt
Para o Amigos

Baseado no livro de Michael Morpurgo, Cavalo de Guerra conta a história do jovem Albert Narracot (Jeremy Irvine), que estabelece uma incrível amizade com um cavalo, batizado por ele de Joey. Porém, durante a 1ª Guerra Mundial, Albert e Joey são separados, já que o cavalo é vendido para o exército inglês, começando uma jornada pelos campos de batalha europeus. Adaptado para o cinema pelos ingleses Lee Hall e Richard Curtis, e dirigido por Steven Spielberg, Cavalo de Guerra é um filme simples, mas visualmente belíssimo. Como é de praxe nos trabalhos do diretor, muitas cenas parecem um quadro, graças à genialidade do cinematógrafo Janusz Kaminski.

Inicialmente, Spielberg exalta o estilo de vida simples, com a trama tornando-se mais sombria à medida que a guerra avança. Cavalo de Guerra utiliza os olhos do animal do título para expor as virtudes de uma vida modesta, para depois culminar nos horrores da guerra, sempre ressaltando o lado emocional. E é Joey que leva o espectador aos diversos momentos do conflito, mostrando o sofrimento de civis e de soldados. Como já mencionado, tecnicamente o filme é impecável, resultando em um dos trabalhos mais bonitos de Steven Spielberg. A fotografia épica destaca desde vales ensolarados a sombrias trincheiras, enquanto a direção de arte ressalta, além de uma perfeita ambientação da época, planos abertos que realçam cores vivas e vibrantes, contrastando com a escuridão dos planos mais fechados. E tudo isso embalado pela trilha sonora do maestro John Williams.

Com um elenco formado pela sua maioria de competentes atores britânicos, o filme é protagonizado pelo novato e inexpressivo Jeremy Irvine. Papéis menores, mas não menos importantes, ficaram com os talentosos Tom Hiddleston e David Kross, que vivem respectivamente um capitão inglês e um recruta alemão. Há ainda a participação do ótimo ator francês Niels Arestrup, como um camponês que tenta ajudar sua neta a suportar esse período difícil. Mesmo com grandes nomes, o destaque do filme é mesmo o cavalo que "interpreta" Joey. Com uma imensa capacidade de expressão, demonstrando uma emoção surpreendente, o animal torna-se alvo fácil de conexão com o público. Até sua relação com o cavalo “rival” é retratada com maestria, graças ao talento dos eqüinos.

Sem nunca mostrar sangue na tela, não há como negar que Cavalo de Guerra é um filme violento. Para não chocar, Spielberg inteligentemente utiliza a violência gráfica para ilustrar os horrores pelos quais os personagens passam, deixando-os implícitos ou então utilizando saídas para evitar mostrá-los diretamente na tela. Apenas o roteiro peca em alguns momentos, tornando o filme irregular e apelativo, mas nada que prejudique o resultado final de um inocente e sincero épico. Repleto de cenas grandiosas, Cavalo de Guerra recebeu 6 indicações ao Oscar, mas apesar de Steven Spielberg não concorrer como diretor, o filme está na briga com mais 8 títulos na categoria de melhor filme. Portanto, preparem-se para belas imagens, diálogos e músicas que conspiram para emocionar o público. Afinal, é o que Spielberg faz de melhor.

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Jurandir, pré-candidato a prefeito pelo PSol, fala ao blog












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Outras entrevistas com pré-candidatos a prefeito já realizadas
- Reginaldo Bacci, do PCdoB
- Eduardo Macluf, do PP
- Eduardo Leite, do PSDB
- Paulo César Gonçalves, do PV
- Catarina Paladini, do PSB, não respondeu aos nossos pedidos de entrevista.

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Medalha para quem?


Quem você acha que merece ganhar a medalha da semana, conferida pelo blog a autoridades públicas por algo "notável" que tenham realizado?

Deixe a resposta aí na zona de comentários, nome da autoridade e motivo.

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Sem mentira


Cristovam Buarque*

A Educação é um processo de acúmulo de conhecimento, não de consumo de aulas. Mas, as salas de aula de nossas faculdades estão parecendo restaurantes, onde se consomem aulas. Pela baixa qualificação dos alunos, o aumento nas vagas do ensino superior não trará o resultado desejado. Elas fracassarão como construtoras de conhecimento de alto nível.

A solução não está na volta ao passado elitista, quando raríssimos jovens entravam em faculdades. A solução está no avanço, pelo qual todos que desejem um curso superior tenham tido um Ensino Médio com qualidade e possam cursá-lo com a base educacional que os tempos atuais exigem.

Nos últimos 20 anos, o número de vagas no ensino superior cresceu 503%, mas o número de jovens concluindo o ensino médio cresceu apenas 170%, e certamente sem melhora na qualidade. São 2,6 milhões de vagas no ensino superior para 1,8 milhão de concluintes do Ensino Médio. Ao invés de 10 a 15 candidatos por vaga, são 2,3 vagas por candidato.

Mesmo considerando a necessidade de vagas para antigos concluintes do ensino médio, esta diferença é uma distorção absurda e trará graves conseqüências na formação universitária no Brasil, ficando impossível ter boas universidades e faculdades, pois um bom ensino superior depende de uma boa educação de base.

Eliminou-se o elitismo da falta de vagas, mas manteve-se o elitismo econômico e as boas e grátis universidades para os alunos que puderam pagar por boa educação de base.

Corretamente, os últimos governos criaram vagas, mas pouco fizeram para que toda criança tenha acesso à escola de qualidade. O governo Lula criou o PROUNI, que paga a mensalidade dos carentes, que, por falta de bom ensino médio, não ingressam nas públicas. Abandonamos a busca da construção de uma elite intelectual, sem destruir o elitismo social. Assim não acumulamos conhecimento, consumimos aulas.

Além de mais vagas em faculdades é preciso promover uma formação de qualidade para todos na educação de base. Isso exige uma revolução, não apenas um II Plano Nacional de Educação, possivelmente tão irrelevante quanto o I PNE. Esta revolução só será possível se fizermos da Educação de Base uma questão nacional como já fizemos há décadas com o Ensino Superior.

Esta revolução se faria por meio de uma Carreira Nacional do Magistério e de um Programa Federal de Qualidade Escolar em Horário Integral. Por esta nova carreira, os professores e os servidores da educação seriam contratados por concurso público federal; receberiam um salário mensal de R$ 9 mil, depois de um ano de curso adicional, posterior ao concurso; a estabilidade não protegeria os que não se dedicarem com exclusividade e competência a seus alunos.

Esses professores seriam lotados nas mesmas cidades; todas as escolas dessas cidades seriam federalizadas, como hoje se faz com as 300 escolas federais; e todas as escolas teriam prédios bonitos, confortáveis e seriam equipadas com os mais modernos equipamentos da pedagogia, com os quais todos os professores estariam familiarizados.

Esta proposta está desenvolvida em detalhes no livro "A Revolução Republicana na Educação", que pode ser obtido gratuitamente pelo link http://bit.ly/ukvvGJ.

Um programa como esse pode ser iniciado de imediato, mas demora a ser implementado em todo o país, sobretudo por falta de recursos humanos em quantidade. A solução é executá-lo por cidades.

Pode-se imaginar que o novo quadro de professores incorporaria cem mil professores a cada ano, sendo lotados em 10 mil escolas, em 250 cidades de porte médio, atendendo cerca de três milhões de alunos. A revolução se faria de imediato nessas cidades, e em todo o Brasil levaria 20 anos.

Ao longo desse período, o novo sistema de escolas federais iria substituindo o sistema tradicional municipal ou estadual. Ao final de 20 anos o custo total estaria em 6,4% do PIB.

Esta revolução foi iniciada no final de 2003, em 28 pequenas cidades, e interrompida antes mesmo de ser implementada. A posse de um novo ministro pode ser o momento para iniciar a execução dessa proposta que em 2003 recebeu o nome de Escola Ideal. Com ela, contaremos todos com uma educação de base qualificada e teremos a possibilidade de um sistema de ensino superior de qualidade, no qual as vagas sejam disputadas sem discriminação social, em vez de oferecidas com discriminação social. Teríamos o bom elitismo, intelectual, com a mesma chance para todos, como no futebol. E sem mentira.

*Cristovam Buarque é professor da UnB e senador do PDT-DF

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Luiz Cláudio Cunha: "Eu leio o Amigos"

Luiz Cláudio Cunha. Foto | Ichiro Guerra

Um amigo supõe quem diz tudo o que deve e precisa ser dito, quem melhora a percepção da vida e quem cultiva e respeita a inteligência. A minha, a tua, a nossa inteligência.

O Amigos de Pelotas, o primeiro jornal em tempo real da cidade desde 2008, é tudo isso, e muito mais.

No caos libertário, confuso, difuso da internet, o Amigos consegue ser um remanso de qualidade e reflexão, um oásis para pensar e repensar o que realmente importa neste frenesi cibernético.

Com elegância e firmeza, agregando informações e pensamentos diversos da política à cultura, da economia às redes sociais, das questões internacionais aos entreveros locais, Rubens Amador Filho conseguiu realizar a proeza que poucos jornalistas alcançam: trouxe o mundo para a província, levou a província para o mundo.

O segredo está no compromisso seminal de seu blog: "Fazer jornalismo de verdade".

Todo mundo sabe que a receita para isso é cultivar a verdade, fiscalizar o poder, exercer a crítica, valorizar o mérito, como expressa a 'linha editorial' definida por Rubens, que abraça a saudável divisa de Gramsci nesta épica empreitada: "Otimistas na ação, céticos na inteligência".

Com esta receita vitoriosa, o Amigos de Pelotasconquistou um milhão de amigos — por ano. São quase quatro milhões de acessos neste curto tempo de vida, recompensados pelo que aqui vemos, lemos e apreendemos.

Para quem acha difícil transpor os limites estreitos da paróquia, do feudo, da província, a boa notícia é que a qualidade não tem fronteiras neste pampa largo sem porteiras, nem tranqueiras da internet.

O Amigos de Pelotas, aqui do sul do mundo, acaba de arrebatar o respeitado Prêmio Top Blog Brasil, numa dura disputa com 153 mil blogs, eleito pelo júri popular de todo o país como o melhor blog da categoria Notícia e Cotidiano.

Para o júri acadêmico, é o terceiro melhor.

Ou seja, o Amigos chega aos quatro anos de vida como um sucesso nacional de público e de crítica.

Não é todo dia que se encontra um amigo assim.

E aqui nos encontramos, todos nós, amigos e cada vez mais cativos.

Obrigado, Rubens!

Luiz Cláudio Cunha
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Luiz Cláudio Cunha é jornalista. Trabalhou para diferentes órgãos de imprensa: jornais O Estado de S.Paulo, Jornal do Brasil, O Globo, Correio Braziliense, Zero Hora, Diário da Indústria e Comércio, e as revistas Veja, IstoÉ e Afinal. Foi editor-contribuinte da revista Playboy. Comandou a redação da Veja em Porto Alegre (1973-1980) e em Brasília (1981-1983). Em Brasília, chefiou ainda a redação de IstoÉ (1984) e Afinal (1985-1986), e de O Estado de São Paulo, Jornal do Brasil, Zero Hora e Diário da Indústria e Comércio. Sua carreira está marcada pela reportagem investigativa e pelo jornalismo político. Ganhador de vários prêmios, cobriu episódios políticos marcantes da história e escreveu sobre crimes contra direitos humanos praticados por ditaduras militares do Cone Sul. Dentre seus trabalhos mais importantes, destaca-se a série de reportagens sobre o episódio conhecido como “Sequestro dos Uruguaios”, uma tentativa ilegal de militares brasileiros e uruguaios para a prisão de ativistas uruguaios, no âmbito da clandestina Operação Condor. O trabalho rendeu-lhe o prêmio principal do Esso de Jornalismo de 1979, Em 2008, lançou o livro Operação Condor: o Sequestro dos Uruguaios, recebendo da Câmara Brasileira do Livro um Prêmio Jabuti e menção honrosa do Prêmio Vladimir Herzog do Sindicato dos Jornalistas de SP. É detentor do Título de Notório Saber em Jornalismo pela Universidade de Brasília.
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