Terça-feira, Agosto 12, 2008

A fraternidade é vermelha

A história da transferência da clínica privada de hemodiálise da Santa Casa para a UFPel, denunciada pelo Ministério Público à Justiça. Segundo o MP, reitor César Borges e servidor Alípio Coelho cometeram atos de improbidade e infringiram a lei penal


Rubens Filho

Obrigado pela Justiça a demitir 700 pessoas contratadas ilegalmente sem concurso público, na semana passada, o reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), César Borges (foto abaixo, dir.), responde a três Ações por Improbidade na Justiça Federal. Em duas delas, desafiando a lei, Borges trata as esferas pública e privada como se fossem bolas - de um mesmo bilhar. Empreendimentos privados usavam ilegalmente dependências públicas da universidade para tocar negócios particulares com finalidade exclusiva de lucro, e sem contrapartida vantajosa para a UFPel. Um deles continua a fazê-lo, apesar de ação impetrada na Justiça pelo Ministério Público Federal (MPF). Trata-se da Clínica de Doenças Renais Ltda., de propriedade da Santa Casa de Misericórdia de Pelotas, entidade privada de "filantropia".


A clínica particular ocupa 1.245 metros quadrados térreos do Centro de Pesquisa Dr. Amílcar Gigante, pertencente à UFPel. Segundo o MPF, a ocupação se deu com base em um convênio precário e ilegal, sem que a reitoria tenha sequer promovido licitação pública para cessão de sua área. As irregularidades, porém, apenas começam aí. A clínica tem hoje como responsável técnico o médico e professor da UFPel Alípio Coelho (foto acima, à esq.), antigo dono da clínica (e de seus equipamentos), o que contraria a Lei 8.112/90, que proíbe servidores públicos de gerenciar ou administrar sociedades privadas. Alípio é também homem de confiança do reitor, seu assessor direto em várias frentes. Esses fatos, além da transação de compra e venda dos equipamentos da clínica e sua transferência para a UFPel, atraíram os olhos do Ministério Público.

Ministério Público acredita
que esquema envolve Alípio,
reitor e Santa Casa em
operação triangular casada,
em benefício direto de Alípio

A promotoria seguiu o rastro patrimonial e físico dos equipamentos e descobriu um esquema envolvendo Alípio Coelho, o reitor César Borges e outros nomes de proa. De propriedade de Alípio, o maquinário de renovação de sangue foi oficialmente vendido à Santa Casa, que pouco depois o transferiu fisicamente à UFPel. Por trás desse trajeto, uma teia de ilegalidades foi comprovada pelo procurador da República Max Palombo, do MPF (acima, de camisa branca e gravata). A Procuradoria levanta até mesmo a hipótese de que os equipamentos pertençam ainda hoje, de fato, a Alípio. Nesse caso, a Santa Casa teria participado da trama como "laranja". Mesmo sem provar este ponto, a denúncia levada à Justiça é suficiente, segundo Palombo, para confirmar inúmeras infrações cometidas contra a administração pública e a legislação federal.
Borges e Alípio respondem, judicialmente, por infringir artigos da Lei de Improbidade Administrativa e da legislação Penal. Seus "crimes", segundo o MPF:

1) Improbidade Administrativa;
2) Tráfico de Influência;
3) Advocacia Administrativa (patrocinar interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário);
4) Condescendência Criminosa (deixar, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo).

Na denúncia feita à Justiça, o MPF cita também como réu o provedor da Santa Casa Roberto Lamas. Juntamente com a Santa Casa, ele aparece como beneficiário direto do tráfico de influência praticado por Alípio e Borges, pois foi, segundo o procurador, conivente com as irregularidades. "Todos sabiam, por exemplo, da dupla militância do professor Alípio, como representante dos interesses da hemodiálise da Santa Casa e como funcionário de alto escalão da UFPel, responsável pela área de Saúde da universidade", afirma Max Palombo.

Mesmo que Alípio não seja
mais o dono da clínica, ele não
poderia ser seu responsável,
pois tem cargo de dedicação
integral na UFPel

Segundo o MPF, mesmo que Alípio não seja mais o dono da clínica, ele não poderia ser seu responsável, pois é servidor da UFPel, em regime de dedicação integral ao serviço. Além do salário na UFPel, o professor recebe R$ 10 mil da Santa Casa para gerir a clínica, outro privilégio proibido pela lei e pelo Regime Jurídico Único dos servidores.
A situação se agrava porque Alípio é ainda coordenador de Assuntos Estudantis da UFPEL e, até pouco tempo, exercia a função de Pró-Reitor de Assistência Estudantil, ocupações que, por si só, exigem dedicação integral ao serviço público.
Uma pessoa comum teria dificuldades de cumprir tantas tarefas. Não Alípio. Sua influência, segundo o MPF, estende-se à fundação Simon Bolívar, onde é diretor e exerce eventualmente o cargo de presidente, nos impedimentos da titular, Lisarb Crespo da Costa. Além disso, o professor é uma espécie de representante do reitor César Borges em assuntos de Saúde, inclusive no Conselho Municipal de Saúde, e responsável da UFPel na gestão do Pronto-Socorro de Pelotas. "Pior é a participação do servidor em todo o processo de negociação da concessão de uso de imóvel público pela Santa Casa, sem contraprestação pecuniária, para favorecer seus próprios interesses patrimoniais", diz o procurador da República, em sua ação.
Apesar de sua situação, Alípio recebeu apoio do reitor César Borges na operação de transferência da clínica. Ao fazê-lo, acredita o MPF, Borges favoreceu Alípio, que passou a desfrutar de perspectivas melhores de "venda" dos equipamentos da clínica à Santa Casa, consumada por mais de R$ 700 mil. "Ao mesmo tempo, o reitor favoreceu a lucratividade de um ente privado (a Santa Casa), uma vez que a prestação de serviços de hemodiálise ao SUS é um dos poucos ramos de atividade em que o sistema público remunera adequadamente os prestadores de serviço. Tanto assim que é conhecida, vulgarmente, como 'filé do SUS'", afirma o Ministério Público Federal.

Negócio ocorreu quando
clínica estava à beira da
falência. Já Santa Casa corria
risco de perder credencial da
Vigilância Sanitária

No tempo em que formalmente tinha Alípio como proprietário, a clínica funcionava na Santa Casa, um prédio centenário, em precárias condições, com risco de ser fechado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e na iminência de perder a credencial para operar a hemodiálise, que rende dinheiro certo e gordo todo mês. Tão a perigo estava a Santa Casa que, para salvar a credencial e manter o serviço, teria - por orientação da vigilância sanitária - de fazer uma reforma ou construção de novo prédio (de custo alto) na área destinada ao seu serviço de diálise. Ao mesmo tempo, segundo o MP, a clínica de Alípio estava à beira da falência, com equipamentos sucateados. Não tinha dinheiro sequer para pagar o financiamento do maquinário por ele adquirido. Providências eram urgentes para salvar tanto Alípio quanto a Santa Casa. E elas vieram - por outros caminhos, contudo.

Saída pouco convencional
salvou clínica e hospital,
utilizando os braços
"amigos e generosos"
da administração pública

A primeira providência para salvar a clínica e a Santa Casa foi tomada quando o contrato entre ambos venceu, no primeiro semestre de 2007. Nesse momento, Alípio oficialmente vendeu os equipamentos à Santa Casa. Com isso, ele se tornou o maior credor do hospital. Mesmo nessa condição, continuou ligado à clínica, agora como seu responsável técnico, passando a receber por RPA (Recibo de Pagamento a Autônomo) R$ 10 mil pelo trabalho, equivalente a 5% do faturamento mensal bruto do serviço. Assim, passou a acumular dois salários: um da Santa Casa, outro da UFPel.
A segunda providência contou com apoio direto do reitor César Borges. Segundo o procurador da República Max Palombo, Alípio utilizou de sua influência e cargo para que o reitor acolhesse a clínica nas dependências da UFPel. Um convênio disciplinando a transferência dos equipamentos foi assinado em 26 de setembro de 2007. Apenas cinco dias depois, com um fim de semana no meio, a clínica começou a funcionar na UFPel, o que mostra, segundo Palombo, que a transferência dos equipamentos ocorreu "antes" do convênio ser firmado. "Não só a pessoa jurídica (Santa Casa), onde Alípio presta assessoria técnica, beneficiou-se com suas ingerências na atividade pública, mas ele próprio foi e continua a ser beneficiado", diz a denúncia do MPF.

Convênio foi bom
para Santa Casa e
para Alípio. Mas
foi ruim para a
universidade, diz
Ministério Público

Para formalizar a transferência dos equipamentos da clínica para a UFPel, o reitor César Borges utilizou a figura jurídica do “convênio”. Ele foi firmado com a Santa Casa, mas em benefício financeiro e patrimonial direto, sobretudo, de Alípio. Na prática, o professor e a Santa Casa saíram ganhando muito mais do que a UFPel, que, de acordo com o MPF, fez um acordo ruim.
Nos termos do acordo, a clínica foi transferida para o Centro de Pesquisas Amílcar Gigante. Em troca do acolhimento da clínica na UFPel, a Santa Casa cedeu área própria com 22 leitos, permitindo assim a ampliação da Clínica Médica do Hospital Escola da UFPEL. Este foi o único ganho da UFPel. Já Alípio e a Santa Casa, além de escaparem da falência e das sanções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), obtiveram muito mais.
Até quando parece estar perdendo, a Santa Casa ganha. Quando cedeu a área com 22 leitos para a UFPel, compensou essa "perda" com a possibilidade de utilizar as dependências do antigo setor de hemodiálise no hospital, que, transferido à UFPel, ficou vazio. O próprio provedor Roberto Lamas admitiu isso, informando que a Santa Casa passou a obter faturamento maior, pois ocupou o antigo espaço do setor de hemodiálise com novos leitos.
Ao mesmo tempo, ao se instalar na UFPel, a clínica ganhou de bandeja instalações novinhas em folha. A clínica particular ocupa hoje todo o andar térreo do Centro Amílcar Gigante, construído para abrigar originalmente um serviço de hemodiálise e de Diálise Peritoneal Ambulatorial, com infra-estrutura de água e energia elétrica.
O local possui também um conjunto de filtros, tanques e bombas de circulação para tratamento de água por osmose e reservatório para 1.000 litros de água; quatro bancadas de reuso de capilares; onze computadores; uma impressora a laser e outra multifuncional; um servidor; 11 estabilizadores e nobreak; 22 poltronas para pacientes de hemodiálise; 11 aparelhos de televisão nas áreas de tratamentos; refrigerador de 80 litros e microondas de 35 litros; conjunto de móveis para computadores e impressoras, mesas de secretaria e de exame clínico dos pacientes; projetor de multimídia; além de cadeiras de aproximação, armários de aço para vestiário e mesas de reunião oval e de trabalho médico, mesas de copas para os pacientes e funcionários e duas camas Fowler.

Ao aceitar receber a clínica,
reitor "favoreceu" venda dos
equipamentos de Alípio à
Santa Casa. E o fez apesar
de parecer de procurador da
UFPel apontar "problemas"

O sinal verde do reitor para que Alípio acenasse à Santa Casa com a possibilidade de transferência da clínica ao prédio da UFPel, que se encontrava sem uso, por causa de problemas de promiscuidade entre o interesse público e o privado na gestão da reitora Inguelore, ajudou Alípio a condicionar a venda de seus equipamentos que, segundo o MPF, se encontrava financiado e não era (ou não é) ainda inteiramente de propriedade do professor. Aquela situação - acredita a procuradoria - serviu como "moeda de troca" na transação.
Outra hipótese, relatada pelo MP, é de que a "venda" dos equipamentos de hemodiálise pertencentes a Alípio não passou de uma forma de tentar disfarçar o fato de que na verdade a clínica ainda é do professor e não da Santa Casa. Reforça essa tese o fato de que, antes mesmo da "venda" dos equipamentos, as negociações já haviam sido iniciadas, sempre capitaneadas por Alípio, para conseguir a cessão da área da UFPel para a clínica.
O depoimento do procurador da UFPel, André Oliveira, reforça a convicção do MPF. O procurador aprovou - com reservas - o texto do convênio entre a UFPel e a Santa Casa. Em parecer inicial, ele afirmou que os termos do acordo, "genéricos demais", não respeitavam especificidades exigidas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). E que, para que o convênio fosse assinado pelo reitor, seria preciso acrescentar a ele "Plano de Trabalho, objetivos claros e obrigações dos convenientes".
Alípio fez os acréscimos em 28 de janeiro de 2008, depois do início das investigações do Ministério Público Federal, quando o serviço já estava em funcionamento na UFPel. Porém, o teor dos acréscimos foi precário. Tanto que, em novo parecer, o procurador classificou o convênio como mero "protocolo de intenções". Mesmo assim, segundo o MPF, o reitor, "favorecendo as pretensões de Alípio", assinou o convênio e autorizou formalmente a transferência do setor de hemodiálise à UFPel.
Além das ilegalidades mencionadas, a UFPel não planejou "atividades de ensino (plano de trabalho)" a serem desenvolvidas na clínica - cuja estrutura é, oficialmente, de Centro de Pesquisas da UFPel. Nenhum outro professor da área de Nefrologia (profissionais da área de diálise) presta atividades acadêmicas naquele local - só Alípio. Nem o diretor da Faculdade de Medicina foi capaz de esclarecer ao MP quais as atividades acadêmicas que seriam desenvolvidas naquele espaço. As provas levantadas fizeram que o procurador da República escrevesse em sua denúncia: "É indubitável a ilegalidade do convênio realizado".

UFPel deveria ter
realizado licitação pública
para receber a clínica. Mas
também burlou esse
procedimento legal

A UFPel desrespeitou a Lei 8.666/93 (Licitações) quando aceitou a clínica da Santa Casa em seus domínios. Segundo o MPF, o convênio, nos moldes em que foi firmado, não se enquadra em nenhuma das hipóteses legais de dispensa de licitação. A lei até permite que um órgão público, caso da UFPel, aceite em suas instalações serviços privados. Na concessão de direito real de uso de bem público, porém, é obrigatório que realize a modalidade mais complexa de licitação - a concorrência pública. Ao burlar mais esse procedimento, a UFPel privilegiou Alípio e Santa Casa, em detrimento de terceiros prestadores de serviço.

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FURO JORNALÍSTICO
Este foi mais um furo que o blog Amigos de Pelotas aplica na imprensa de Pelotas. "Furo" é quando o jornalista ou grupo de jornalistas publica (m) notícia exclusiva antes dos concorrentes.
Blog Amigos, como Chapolim Colorado:
"não contavam com a nossa astúcia"

27 comt.:

Anônimo disse...

Coitado do Dr Gigante. Não merecia isso.

Anônimo disse...

O Prof. Gigante deve estar se revirando...

Anônimo disse...

Estas errado Sr. Rubens, apesar de achares que suas noticias são sempre bombasticas e estarem sempre certa o proucurador jurídico da ufpel não apontou problemas no convênio- na realidade não estamos falando de um convênio e sim de um protocolo de intenções- tanto que assinou documentos que o firmam. Peça o protocolo de intenções para o Dr. André e veras que possui assinatura e carimbo do proucurador(Dr.André).
Concluimos que tentar manipular notícias prejudiciais a certas pessoas não é jornalismo verdadeiro e sim sensacionalismo. Obrigado pelo espaço.

Anônimo disse...

Prezado jornalista, improbidade administrativa NÃO É CRIME. É um ilícito civil que, como parece óbvio no presente caso, deu origem a uma ação civil pública.

Rubens Filho disse...

Ao leitor aí de cima, que diz que há uma informação errada. Todas as informações desta matéria foram retiradas da denúncia que o Ministério Público Federal fez à Justiça Federal.

Rubens Filho disse...

Outra coisa: o blog não tenta manipular informações em prejuízo de ninguém. Alguns pelotenses, como o leitor que apontou erro na matéria (dois comentários acima), têm mania de achar que tudo é pessoal. A UFPel, embora tenha relativa autonomia, é órgão do governo federal. Logo, passível de fiscalização por parte da imprensa. Ao produzir as matérias sobre os problemas judiciais que envolvem a UFPel, fazemos o que a imprensa local não faz, por covardia e conveniência. Ao fazê-lo, consideramos que estamos prestando um serviço aos cidadãos pelotenses, que podem, através do blog, informar-se e formar suas próprias opiniões. isso se chama democracia. Se o senhor não está acostumado, vá se acostumando.

Egídio Pizarro disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Anônimo disse...

Improbidade não é crime, mas advocacia administrativa é crime sim. O mesmo fato pode ser improbidade e crime ao mesmo tempo, daí se poder falar no caso, tanto num como no outro, embora, ao que parece, só haver denúncia por improbidade3.

Anônimo disse...

Não entendi o post acima : anônimo, 15:45h.

" o proucurador jurídico da ufpel não apontou problemas no convênio",
convênio, protocolo de intenções...
que figura jurídica é mesmo ?

já o MPFederal tem o parecer contrário:
"A UFPel desrespeitou a Lei 8.666/93 (Licitações) quando aceitou a clínica da Santa Casa em seus domínios.", segundo leio no Blog.

É nós não temos direito de saber...?

Acontece que se a mídia cá da terra não publicava fatos como esses, ninguém sabia, somente cochichos.

Não estava lá, não existiria.
E se dizia algo sobre o assunto, aquilo era verdade.

Mudaram os tempos.
Sem sair de casa, soubemos tudo pelo "Amigos".
Todas as versões abrigadas pelo Blog, como do anônimo das 15:45h., : convênio, protocolo.

E tiramos nossas próprias conclusões.

Anônimo disse...

Acho que tenho que voltar para a faculdade, porque em 5 anos de direito nunca tinha ouvido falar neste tal 'protocolo de intenções'. De repente, o procurador da Ufpel poderia explicar do que se trata. O tal protocolo de intenções autoriza o uso de bem público por particular?

Anônimo disse...

Sim, há os que querem que nos mantenhamos na ignorância. Em geral, são beneficiados pelos acordãos atrás das portas.
rubens, o creedito das fotos não está errado? Dá uma olhadinha no texto.
Obrigada por mais essa "abrida" de olho, hehe.

Anônimo disse...

Pode voltar prá Faculdade! Aproveita e estuda os ATOS ADMIISTRATIVOS, um dos quais é o protocolo de intenções entre órgãos da administração pública.

Anônimo disse...

Sabem o que é pior? É que mesmo com as denúncias divulgadas pelo blog e as investigações do MPF, é bem provável que nada aconteça e o Ilmo. Sr. Reitor César Borges ainda será reimpossado para mais um mandato (reinado) à frente da UFPel.
Cadê a comunidade da UFPel??? Não está na hora das três entidades se reunirem e fazerem alguma coisa?

Na Corrida Maluca, o Dick Vigarista gritaria nesse momento: "Mutley, faça alguma coisa!"

teresinha brandão disse...

Ao fim e ao cabo _ se me permitem usar uma expressão prá lá de lusitana, até porque, pelo que se pode observar, a "Princesinha do Sul" ainda vive nos tempos em que o Brasil era colônia das terras do Além-Mar _,quer dizer que não são "700" apenas? São "701", então?! Como posso fazer referência ao (s ?) caso (s ? ) da ufpel: "grupo dos 700 e ......????" A cada dia surgem novas irregularidades!!!!
Eu estou pensando em me referir à cidade em que nasci e onde vivo como "Princesinha de Taj Mahal", já que tem sempre um "rei" disposo a construir ou aumentar esse "castelo", chamado ufpel!
Parabéns pela excelente matéria, Rubens!
Teresinha Brandão.

Anônimo disse...

Pois vou estudar mesmo estes protocolos de intenções que servem para transferir o uso de um bem público para uma pessoa jurídica. Não sabia, pensei que tinha que ser contrato. Pensei até que precisava licitação. Vai ver a minha lei de licitações deve estar desatualizada. Vou pedir emprestada o exemplar da procuradoria da ufpel. Lá deve ter explicação sobre o tal protocolo.

abraço colega anônimo, que bom lhe ver por aqui

Anônimo disse...

isso aí mandou bem, protocolo de intenções entre órgãos da administração pública...oopps..., péraí, só um pouquinho, Santa Casa é órgão da administração pública????? ih, eu também vou ter que voltar a estudar!!!!

Anônimo disse...

As 3 entidades tentaram fazer uma eleição, anônimo. Não deu. Nenhum candidato se inscreveu. Se tivessemos eleição, poderíamos discutir tudo isso. Uma candidatura foi engambelada com a conversa dos professores e não se inscreveu. A outra bateu palmas. Agora é chorar no leite derramado. Agora vai ficar só na denúncia mesmo. Pode ser que a justiça resolva se mexer. Sempre foi morosa, mas... Ah, e não tenham dúvidas: se o nome do Prof. Cesar for parar na lista tríplice em primeiro lugar, ele vai ser nomeado. Se não tiver nada provado contra ele, assim será. Já foi da outra vez, qdo. já sabíamos dos problemas do processo por improbidade eqto. secretário de saúde. Se quiserem eleição, só se conseguirem reverter a palhaçada e convencer as entidades. Mas é isso, a burrice só morre com a morte do burro, né? Ou não?

Anônimo disse...

Sinto informar Rubens, mas não tens lido o centenário bem. O DP já havia registrado essa denúncia que colocas como furo. Tá certo que ampliaste bem mais a cobertura, mas a notícia em si já tinha sido veiculado há mais de um mês, com certeza. Sei q o DP peca, mas como leio o jornal por inteiro, posso afirmar que eles fizeram a matéria antes de ti sim.
Abs

Rubens Filho disse...

O leitor acima tem razão. O DP deu matéria sobre o assunto antes de nós. É verdade, embora tenha feito um registro curto. Por sinal, eu mesmo dei a matéria antes, apenas um registro também. De qualquer forma, o furo de hoje se ampara no fato de ninguém ter até este momento feito uma cobertura tão profunda sobre o tema e tocando em pontos que antes não haviam sido tocados.

Anônimo disse...

Rubens, eu leio todos os dias o teu blog, com enorme admiração por teu trabalho, mas essa história das contratações ilegais infelizmente não vai dar em nada. Se "ele" realmente demitir esse povo todo, em seguida faz outro concurso "daqueles" que eu fiz este ano (infelizmente fiz o tal concurso) e depois descobri que já existia uma lista com os nomes de funcionarios da UFPEL.. que não eram concursados; inclusive isso foi levado ao Ministério Publico, mas era preciso ter provas; então, mais uma vez, ficou por isso. Pior que ainda tem quem defenda este concursos arranjados. Por isso, o país esta deste jeito.

Anônimo disse...

OBITUÁRIO:

A família da sempre lembrada "Impessoalidade" convida os parentes e amigos para a cerimônia de sepultamento desta ente querida.
Faleceu em Pelotas, vitima do virus "promiscum publicum".
Deixa duas filhas. A "Legalidade" e a "Probidade".
Sua mãe, a "Moralidade" recentemente faleceu do mesmo mal.
O féretro sairá de uma clinica "pública" e seguirá até o cemitério do "Anglo" onde será enterrada.
Agradecem outrossim, a todos que se solidarizaram neste momento difícil.
* Nasceu na Constituição de 1988.
+ Faleceu há algum tempo...

Anônimo disse...

Gostei que o centenário havia publicado "a notícia em si".
~Bom costume.

bob esponja disse...

e os demais contratados sem concurso e a um bom tempo na fau como ficam? somente os casos de parentes que vão bailar? empresas que prestam serviços a terceiros e recebem pela fau como o caso de têcnicos....

Anônimo disse...

Boa matéria, Rubens: não se compara à do DP, a de lá é sempre na água morna. Estou impressionada com o que acontece na UFPEL: concursos duvidosos, contratações ilegais, abuso de poder. O reitor pensa que a UFPEL é dele. Mas é de TODOS OS BRASILEIROS (órgão público federal). É bom lembrar disso, pq tem pelotense que acha que a UFPEL é dos pelotenses: dentro da UFPEL há professores que acham que tem que entrar quem é da região, logo, ignoram um currículo muito melhor quando é de SP, UNB. Claro, não em todas as unidades, só nas mais tacanhas, mais Dunas Clube... As denúncias ao MP precisam de provas, e lá mesmo eles aconselham: "não temos como ter prova se este concurso foi fraudulenta, pois é a própria UFPEL que nos manda os documentos: "Eles podem ocultar material, mas entrem na justiça, assim podem investigar melhor pois isso cheira mal".
Já nos casos de contratações indevidas, a coisa não é tão fácil de esconder...
Bem, uma hora dessas alguma gota transborda o copo e daí vai virar enchente!

Anônimo disse...

Amigos gosto de ler os comentários, mas lembro sempre de uma música que fala "... a nossa indignação é uma mosca sem asas que não ultrapassa a janela de nossas casas ..." se não é isso é, mais ou menos isto. Mas entendem o que quero dizer?!
O Alipia como diz a minha querida Vó tá lindo e gordo...

Anônimo disse...

Lindo, gordo. E apontado na rua.

Anônimo disse...

E eu trabalhando para tentar ficar bem depois na velhice.... Queria ser amigo do Borges e do Coelho...