Reitor César Borges, da UFPel, terá de demitir 700 funcionários sem concurso. Será o fim da mamata?

Reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), César Borges, candidato à reeleição, é surpreendido com decisão judicial que manda demitir centenas de pessoas, inclusive de suas relações pessoais, beneficiadas com a prática do nepotismo

A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) terá de demitir cerca de 700 funcionários sem concurso público que trabalham na UFPel, na Fundação Simon Bolívar e na Fundação de Apoio Universitário (FAU). Segundo a decisão do juiz federal Cristiano Bauer Sica Diniz, titular da 2a. Vara Federal de Pelotas, a contratação de pessoal fora das áreas de pesquisa, ensino e extensão e de desenvolvimento institucional, científico e tecnológico é ilegal. A decisão, concedida na forma de tutela antecipada à Ação Civil Pública interposta pelo Ministério Público Federal (MPF), é uma vitória contra o nepotismo na UFPel, dirigida pelo reitor César Borges (à dir. na foto abaixo). Metade dos funcionários do Hospital Universitário, por exemplo, terá de ser demitida.
A UFPel poderá recorrer da decisão. Mas a concessão da Tutela Antecipada (decisão a ser cumprida pelos próximos seis meses) é evidência forte de que a UFPel terá dura luta judicial pela frente. O prazo para demissão é longo por causa do número expressivo de contratações. Nesse período, UFPel e as fundações devem, além de comprovar a rescisão dos contratos trabalhistas sem concurso, realizar seleções públicas para preenchimento de todas as funções referentes a projetos desenvolvidos em conjunto pela Universidade e fundação de apoio. Por fim, diante da reiterada relutância do reitor César Borges em restaurar a moralidade administrativa, a Justiça definiu multa caso a presente decisão não seja cumprida. A multa é de R$ 20 mil para cada uma das requeridas (UFPel e fundações).

Na decisão, o juiz diz que houve a contratação de funcionários terceirizados para atividades de caráter permanente, na maior parte privativas da carreira dos servidores técnico-administrativos, desrespeitando a lei. A decisão diz que "a UFPel não foi capaz de apontar uma contratação sequer, efetuada por intermédio de suas fundações de apoio, que atendesse aos requisitos da Lei 8.958/94".

A decisão diz ainda que "a ilegalidade das contratações feitas através das fundações é fato notório e reconhecido". Fato este comprovado pelo procurador da República Max Palombo (foto ao lado). Classifica ainda de "estranha" a redução pela UFPel da carga horária de seus servidores técnico-administativos (de 40 para 30 horas)", já que há negociação nacional (no âmbito do Tribunal de Contas) para equacionar o problema do déficit de pessoal em relação a "todas" as universidades federais.

PRÁTICA DE NEPOTISMO ESTÁ
FARTAMENTE DOCUMENTADA
PELO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

A decisão judicial diz que a realização de concurso público é necessária para evitar violações dos princípios da impessoalidade e da moralidade. Porém, a UFPel e as fundações citadas ferem a lei, o que deu margem a práticas ilegais como nepotismo, que fica claro, segundo a decisão, nos fatos levantados pelo MPF. Fatos esses em nenhum momento refutados de forma convincente pela reitoria da UFPel, seja na esfera judicial, seja na esfera administrativa."

FAMÍLIA INTEIRA
É BENEFICIADA COM EMPREGO
NA FAZENDA PALMA

Trecho da ação civil do MPF que chegou ao juiz: "Encontram-se nesta Procuradoria da República vários procedimentos destinados a apurar nepotismo na UFPel. O MPF constatou a presença de inúmeros parentes: de servidores da UFPel; de detentores de cargos de direção e até de pró-reitores, nos "projetos" das fundações de apoio.
Em alguns casos, como no do Centro Agropecuário da Palma (CAP), há notícia de que o irmão do diretor trabalha com este. O diretor do CAP, aliás, parece ser o recordista de parentes nos projetos da Universidade - pelo menos cinco parentes, entre irmãos, esposa, cunhada etc."

CÉSAR BORGES
EMPREGA PESSOAS
DE SUAS RELAÇÕES

"Desta forma, a prática do nepotismo é conhecida, tolerada e aceita de longa data na administração do reitor César Borges. Além do nepotismo, a administração tem favorecido com empregos em suas fundações a pessoas ligadas diretamente ao reitor, como no caso da Dra. Adriana Guido Bernardes, a qual, ao mesmo tempo que era advogada do reitor em ação de improbidade patrocinada pelo MPF, foi agraciada com um cargo de advogada na Pró-Reitoria de Administração da UFPel."

MPF DIZ QUE MULHER
DE CANDIDATO A VICE-PREFEITO FOI
BENEFICIADA COM PRIVILÉGIO

Ainda segundo o MPF: "Da mesma forma, a esposa (Geane Barz Matiello, foto ao lado), de seu outro advogado em outras ações de improbidade, Fabrício Matiello (candidato a vice-prefeito de Matteo Chiarelli), também foi brindada com o cargo de jornalista na Fundação Simon Bolívar (para desempenhar atividades relativas à Universidade, e não à fundação de apoio). Da mesma forma, assessora ligada proximamente a seu assessor de comunicação social, Sr. Clayton Rocha, a qual é inclusive a produtora de seus programas em uma rádio privada, também obteve cargo para atuar na universidade.Todos estes casos já foram relatados pelo MPF em recomendação à UFPel, bem como na referida ação civil pública. Também foram apontados, especialmente ao pró-reitor Administrativo da UFPel, Francisco Luzzardi (ao lado), sem que até o momento se tenha tido notícia de qualquer providência da administração para sanar estas (no entender do MPF) escancaradas violações ao princípio da moralidade administrativa."

NOMES CONHECIDOS, FILHOS DE PESSOAS ILUSTRES,
ESTÃO EMPREGADOS SEM CONCURSO NA SIMON BOLÍVAR

O MPF afirma também (sobre o projeto Modernização, vinculado à FAU, implantado na atual gestão da UFPel) que "recomenda o imediato cancelamento, já que os funcionários são contratados sem seleção pública, sendo que vários deles são parentes de servidores ocupantes de cargos de direção dentro da estrutura da universidade - sem contar o número, presumivelmente maior, de empregados parentes de outros servidores da Universidade. Provavelmente nem a universidade tenha conhecimento da dimensão da prática do nepotismo nestes projetos. O caso mais notório de nepotismo certamente é do servidor Alexandre César Lopes, ocupante de cargo de direção no Centro Agropecuário da Palma; seu irmão Leandro anteriormente prestava serviço no projeto Modernização da FAU - já na atual gestão e sem qualquer espécie de seleção -, e atualmente ocupa cargo em comissão junto à Unipampa em Jaguarão."

"Outro irmão do Sr. Alexandre, o Sr. Adriano César Lopes trabalha na Fundação Simon Bolívar (sob as ordens diretas de seu irmão, pois é capataz no Centro Agropecuário da Palma). Outra irmã, Sra. Anelise César Lopes, também trabalha na Fundação Simon Bolívar. A esposa do Sr. Alexandre é servidora da FAU."

"Já o filho do Pró-Reitor de Extensão,Vitor Hugo Manzke, é servidor da Fundação Simon Bolívar."

FILHOS DE PROFESSORES
TAMBÉM CONSEGUIRAM BOQUINHA

"A Sra. Maria Isabel de Oliveira Koglin, muito provavelmente é parente do detentor de cargo de direção, Sr. João Carlos de Oliveira Koglin, que anteriormente também atuava no dito Projeto Modernização. Anteriormente, o projeto Modernização abrigou a Sra. Geane Barz Mattiello, esposa de docente da UFPel que Vossa Magnificência pretendia nomear Procurador Geral da instituição, bem como o Sr. Vítor Castagno, filho de docente da Faculdade de Medicina e sobrinho de diretor da Fundação Simon Bolívar."

"Da mesma forma a Sra. Cláudia Porto Rodrigues, companheira do programa jornalístico do Assessor de Comunicação Social da UFPel, também detentor de cargo em comissão na UFPel, atuava no Projeto. A par destes, há várias outras notícias no Ministério Público Federal referentes a servidores de referidos projetos com relação de parentesco com servidores ou ex-servidores da UFPel (...) "Não houve, ao que se saiba, nenhuma mudança quanto à situação retratada um ano atrás e que já tinha se estabelecido há três anos, desde o começo da gestão do reitor (...)"

LEIA MAIS
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47 comentários:

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

Então a esposa do Dr. Matielo, conforme cita a ação civil do MPF, além de jornalista da Câmara de vereadores, era jornalista na Fundação Simon Bolívar/UFPel. Se fosse concursada não poderia exercer dois cargos públicos!!! Como não é...não sei como fica.

Anônimo disse...

Então a esposa do Dr. Matielo, conforme cita a ação civil do MPF, além de jornalista da Câmara de vereadores, era jornalista na Fundação Simon Bolívar/UFPel. Se fosse concursada não poderia exercer dois cargos públicos!!! Como não é...não sei como fica.

Anônimo disse...

Parabéns pela coragem de publicar a notícia (que obviamente não vai sair na folha de ouro e prata). Com certeza, tratando-se a decisão de demitir os 700 servidores de medida de antecipação de tutela, há uma longa batalha judicial pela frente. Mas com certeza, a moralidade da coisa pública no fim prevalecerá.
Sobre a UFPEL, tudo que posso dizer é que se trata de uma instituição fora-da-lei.

Anônimo disse...

Parodiando o irmao do Lula:
tiu, nao tem uma boquinha pra eu???

Anônimo disse...

Gostaria que o Sr. Amador, como ótimo jornalista investigativo que é, e eu o adimiro por isso, conferisse os nomes que estão postados em seu blog como servidores do nepotismo, pois acabo de ler sua postagem e de pronto, verifiquei que mais de 4 nomes estão sendo citados com injustiça, pois se algum dia fizeram parte do rol de nepotismo, ainda que contestável em vários destes casos, pois o nepotismo deveria ser provado, a muito tempo já estão fora destas instituições. Inclusive, sugestiono ao Sr. Amador, que faça uma postagem com citação de casos em que sejam REALMENTE caracterizados nepotismo, pois em algum destes casos citados, não podemos caracterizar nepotismo, talvez "apadrinhamento", mas não nepotismo.

Anônimo disse...

É provável que o dito jornal publique: "Pelotas perderá 700 postos de trabalho que movimentam R$XXX em dinheiro na economia do nosso próspero município...". "Ó céus!!"

Anônimo disse...

Pois é, a decisão de demitir, 700 servidores, acho bem válido, pois como os impostos que todos nós pagamos é pouco para pagar o salário da nossa governadora que teve um aumento de 143% que foi de 7.000 para 17.000, e de nossos deputados que foi pra 11.000, acho justissimo demitir este pessoal para assim poderem compensar estes gastos, portanto o povo que reclama e reclama, sempre acaba acatando e achando bom as falcatruas do governo, como o pessoal que poostou aqui.

Esse Brasil é que nós merecemos...

BRasiiiiiilllllllllllll

Anônimo disse...

Rubens, parabéns pela matéria. Ao que me consta, nunca sequer os sindicatos conseguiram fazer uma denúncia deste porte. Eventualmente conseguimos ler no jornal da ASUFPel alguma denúncia sobre a administração do Magnífico, mas nunca com tanta clareza e expondo o nome dos "mamadores" da maneira que tu fez. Parabéns,continua assim que Pelotas precisa de gente que faça esse trabalho.

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

Fantástico! Parabéns Rubens.

Rubens Filho disse...

O conteúdo da reportagem reproduz o texto da decisão judicial e de ação do Ministério Público Federal. O blog apenas repetiu os termos usados pelas autoridades.

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

Gente, que falta de compreensão! A vida tá difícil, como manter o status se não tiver uma boquinha?

Anônimo disse...

A filha de um ex pro-reitor faz o horário flex na UFPel. Que desmoralização!

Anônimo disse...

Com certeza, todos os apadrinhados devem ser demitidos. E só. De resto, se o método de ingresso deveria ter sido por concurso público e não foi feito (tendo sido realizada apenas uma seleção por currículo, entrevista e prova prática), a culpa não é do funcionário, mas ele que pagará caso acabe ficando desempregado. E além do mais, se o funcionário esta trabalhando ainda sem ser apadrinhado é porque ele é bom no que faz.
Quem escreveu a seguinte bobagem "Estas Fundações estão aí para colocar gente ruim em lugar bom." não tem conhecimento que existe sim processo de seleção para as vagas que não tem "apadrinhamento". Mas é bem provável que o camarada aí não tenha conseguido tal aprovação.

Anônimo disse...

Ótima reportagem.
Mas me preocupa também o "Agosto Negro" da reportagem abaixo.
Saem uns por nepotismo, entram outros por ... "Racionismo" "Etnianismo" ... sei lá que nome terá este novo subterfúgio.

Anônimo disse...

Ao que inicia com "com certeza", é que fala de modo equivocado.
Não sou de "boquinhas", entrei pela porta da frente, e reitero o que declarei, e quando sair a lista dos demitidos, se o ilustre "com certeza" tiver algum conhecimento dos perfis dos excluídos ficará boquiaberto e não conterá exclamação:
" mas como estas pessoas chegaram lá?"
Pela manifestação tão intensa, é pároco ou coroinha? Terá concurso para sacristão? Podes te habilitar...

Anônimo disse...

Original a forma de pagar honorários advocatícios!
No entanto esta maneira não consta da tabela de honorários da Ordem dos Advogados.

Anônimo disse...

Não acredito que o jornal vá publicar esta notícia sem importância.
Mas certamente poderemos ver e ouvir por diversas vezes nas interessantes reportagens da TV da Câmara de Vereadores de Pelotas.

Anônimo disse...

O que estamos vendo na UFPEL é uma ponta "esquema" mantido a partir da criação das fundações, que não tem como objetivo principal a pesquisa, o apoio ao ensino, e sim propiciar uma forma de burlar a lei.
Os recursos repassados às fundações estão sendo gastos sem respeito à lei de licitações, as contratações ocorrem sem concurso público, embora os recursos sejam todos "doados" pelo poder público.

Vale cempre a Lei de Gerson!
Pobre povo, que para tudo isto!

Anônimo disse...

O senhor entrou pela porta da frente? Poxa, que legal campeão. Queres uma medalha? O senhor foi o único será?

Enfim, repito que somente os apadrinhados devem ser demitidos. Os demais funcionários Fau/Simon Bolívar foram contratados com mérito, através de um método de seleção competitivo e muito adotado em outras empresas.

Logo, não vejo como me surpreender a respeito do perfil de possíveis demitidos (repito, sem serem apadrinhados). Até porque creio que ninguém se sustenta em um emprego sem qualidade e competência (ou sem apadrinhamento). E pelo visto o senhor pensa ao contrário, estou certo?

Lembro que não estou reividicando aqui que os Fau/Simon Bolivar tornem-se funcionários públicos ou que eles tenham os mesmos direitos. Só estou enfatizando que não são todos que foram apadrinhados, e logo creio ser injusta a demissão destes que não foram.

Anônimo disse...

existem 3 tipos de pessoas: aquelas que possuem padrinho e portanto estão recebendo pela instituição; aquelas que não posuem padrinho e estão na instiuição trabalhando porque seu serviço é bom e realmente necessário; e aquelas pessoas que nunca passaram em nenhuma forma de seleção e, enciumadas, aproveitam-se de uma ocasião crítica para fazerem jogo político, tentando substituir os padrinhos que estão no poder no momento (pq tudo é momentâneo), colocando no lugar os seus padrinhos, criando assim a sua chance de ouro, repetindo o cliclo.

Anônimo disse...

Parabéns, excelente reportagem

Anônimo disse...

Que maneira ABSTRUSA de obter um cargo PÚBLICO.

Anônimo disse...

Mas ô hein, não é que esse Ministério Público funciona??

Anônimo disse...

Apenas para esclarecer um ponto escrito acima por um comentarista:

"Os demais funcionários Fau/Simon Bolívar foram contratados com mérito, através de um método de seleção competitivo e muito adotado em outras empresas."

A FAU/FSB são fundações que podem ser autotitular como de direito privado. Mas na verdade são instituições inteiramente mantidas por recursos públicos. As decisões dos tribunais são pacíficas no sentido de que é obrigatória a realização de concurso público para admissão de servidores nas fundações, sociedades de economia mista, empresas públicas,autarquias e na administração direta. Pobre de nós se fosse aceito o artifício de uma instituição pública poder criar fundações privadas e contratar sem concurso!

Tamanha resistência da UFPEL (que mantém as fundações) é provada pela tentativa de "concurso" há um tempo atrás que exigia "experiência prévia" do candidato. Provavelmente referia-se a "experiência prévia" para quem trabalhava na FAU/FSB... Algo totalmente inédito. O concurso foi anulado.

Enfim, que não se confunda "processo de seleção" com concurso. No processo de seleção são escolhidos apadrinhados e são "aprovados" por meio de uma entrevista, algo diferente de concurso em que é aberto para toda a sociedade, submetendo os candidatos a provas de conhecimento das atribuições exigidas pelo cargo, que é exigido pela Constituição.

Anônimo disse...

Não se deve confundir processo de seleção com concurso realmente. Mas você está redondamente enganado quando cita somente o apadrinhamento e a aprovação por meio de entrevista como métodos de seleção. Além destes, em muitas das vagas oferecidas pela FSB/FAU o processo de seleção é composto de 4 etapas após uma divulgação a toda a comunidade sobre a vaga: 1) Análise de curriculos. 2) Análise Psicotécnica. 3) Prova Prática. 4) Entrevista. Não sei precisar a porcentagem dos funcionários que foram contratados seguindo estas 4 etapas, mas sei que é uma quantidade muito grande. Estes, creio que serão injustiçados caso sejam demitidos de acordo com a decisão do MPF, mesmo sabendo que para ocupar aquela vaga eles deveriam ter passado por um concurso público. Até porque muitos estão ocupando seus cargos há muito tempo, e com extrema competência, senão, visto que não são apadrinhados, ja teriam sido postos para rua.

Anônimo disse...

Parabéns Rubens, matou a cobra e mostrou o pau. Esse é dos meus. Mas parece que tem gente que não gostou... Onde está a Ediane e a Rosane, sempre tão atentas às matérias do blog?

Anônimo disse...

O filho de um pró-reitor, além de trabalhar na Bolivar, também trabalha na agência de publicidade que atende o Diário Popular e a UCPel. O responsável pela agência seria parente do marido da diretora do DP. Ou seja, UFPel, DP, UCPel, agência, uma família!

Anônimo disse...

o anônimo que diz que tem uma seleção nas fundações com quatro etapas está brincando com a paciência dos leitores. só lhe pergunto uma coisa: quando foi publicado o edital para estas vagas? no diário popular? no diário da manhã? quantas concorreram? nenhuma das fundações, nunca, jamais fez este tipo de seleção. ou, se fez, abriu só para alguns interessados, já previamente escolhidos a dedo. isso é pura balela. desafio as fundações a trazer cópia do edital, atas das provas, etc. tudo o que seria necessário para uma seleção minimamente séria.

Anônimo disse...

Que REDE - verdadeiro emaranhado !
Será verdade mesmo?
Inverossímel ! Seria uma indignidade.
Tantas pessoas ilustres!
Não acredito !
É tudo questão de Q.I. ?

Anônimo disse...

O processo em 4 etapas acontece sim. Claro que não são em todas as vagas (e defendo a manutenção somente dos que passaram por este processo).

O senhor por acaso tem conhecimento de como todos os funcionários da FAU/FSB ingressaram em seus cargos? De todos eu pergunto? Porque se o senhor não tem conhecimento de como todos ingressaram nas vagas o senhor não pode afirmar que estou brincando com a paciência do leitor. E caso você afirme que ninguem que entrou teve que passar por este processo de seleção em 4 etapas o senhor é um mentiroso, pois se o senhor fizer uma pesquisa verá que alguns sim passaram por esta seleção em 4 etapas.

E repito, este processo de seleção em 4 etapas não é igual a um concurso público, mas não pode ser desmerecido quando ele tiver sido realizado e com seriedade.

Saiu no Diário Popular sim o anúncio da vaga. Não tenho como provar, mas já vi ínumeras vezes. O senhor não acredita? Pouco me importa. Afinal de contas não sou advogado de ninguém. Só estou citando minha opinião.

Anônimo disse...

não saiu nunca nunquinha nenhum edital deste tipo no diário popular nem no diário da manhã. para as fundações seria fácil provar isso agora. é só dizer a data da publicação. mas todo mundo fica em silêncio, só o senhor, que não está emitindo uma opinião, mas narrando um fato, a publicação do edital, que é absolutamente falso.

teresinha brandão disse...

Freqüentemente lamentei e até chorei por sofrer muitas injustiças e ver muitos outros sofrendo, porque me considerava uma "inútil e incompetente", vendo ao meu redor alguns terem seus empregos garantidos e eu não conseguir isso. Talvez com essa "varredura" de cabide de empregos a coisa melhore um pouco.
Nesse sentido, vale lembrar as palavras do nosso sábio Mario Quintana: "O primeiro sinal da incompreensão é o riso; o segundo, a seriedade".
Pois é. Esperemos, agora mais risonhos, por novas notícias. E escutemos, atentos, é claro.
Parabéns à equipe do blog! Bom trabalho!
Teresinha Brandão.

Anônimo disse...

Mas porquê não dar nomes aos bois? O pré-requisito para assistente administrativo foi retirado do concurso porque segundo me consta a função não exigia experiência. Parte-se do princípio que quando é feito um concurso para assistente administrativo você nem sabe onde vai trabalhar, se no rh, setor de compras etc. Bom, para assistente administrativo, com certeza não deve ter ocorridos seleção alguma. Mas se o defensor das FAU/FSB, estiver falando de cargos mais técnicos como enfermeiros etc, aí sim, eu acredito! Ou seja, as seleções para assistente administrativos são sim por QI e pronto!!!!!!

Anônimo disse...

Não me admiro da homenagem. É uma chance de anunciar de promessas.
Lembro que também nas eleições passadas os aposentados que estavam recontratados tinham medo de serem demittidos caso o reitor não ganhasse as eleições. O que aconteceu? o M.P. mandou demitir todos. O engodo continua.
Onde será esta homenagem (local)? A que horas? Quem pagará a conta da festa? Quem estará lá trabalhando? Quem serão os convidados?
Quero acreditar que a APUFPEL está contratando uma agência de eventos para tal.
E o discurso cheio de promessas não cumpridas de obras não terminadas?

Anônimo disse...

E a lista? Quem são os 700 funcionários contratados a serem demitidos? Onde estão trabalhando?
Por que estes contratos não são legais? Tem muita gente que entrou por QI, e que são pobres e estão dependendo do que ganham pra viver.
Se foram contratados pelas fundações não quer dizer que trabalhem dentro delas?
A imprensa local não está divulgando? Mas a Zero Hora ja largou matéria. Se um "contratado" roubar pára na cadeia, porque é pobre! O doutor vai receber homenagem dos aposentados? Sabemos como elas acontecem. Inclusive usando funcionários para trabalhar no coquetel. Por acaso o local da homenagem é o Restaurante Universitário, a Casa do Estudante da UFPel? "Exemplo de prédio do patrimônio arquitetônico de Pelotas que há mais de 25 anos é o mesmo, abrigando 250 alunos". E a UFPel cresceu... me engana... eu não gosto disso!

Anônimo disse...

em algum momento eu falei em edital? também não falei que ocorreu concurso público.

falei que havia sido divulgada a vaga por meio do diário popular. portanto que estava aberto para quem quisesse se inscrever nessas vagas.

em nenhum momento eu disse que houve concurso ou liberacao de edital.

e não estou defendendo fau/fsb e sim os funcionarios com capacidade contratados por ela que vão perder os seus respectivos empregos.

e estou falando sim dos cargos em geral (ocupados por funcionários competentes que foram aprovados no processo de seleção este de 4 etapas a qual me referi anteriormente), embora eu tenha muito mais conhecimento de causa dos funcionários técnicos.

assistentes administrativos realmente não tenho conhecimento do processo de seleção, mas SE HOUVER algum que passou por um processo de seleção como o que citei acho injusto também sua demissão.

Rosane disse...

Confesso que estou me sentindo lisonjeada! Tenho estado sempre atenta ao blog, não se preocupem. Nem sempre assino minhas postagens, não acho importante que as pessoas se identifiquem. O importante é a denúncia ou a defesa de alguma idéia. Não importa quem faça mas sim que esta seja verdadeira. Já dei (como anônima) parabéns ao Rubens pela excelente matéria e já pus alguns comentários sobre o ocorrido. Já, tbém, conversei certa feita com o Pró-Reitor Administrativo sobre a maneira como ocorrem as contratações nas Fundações e expus a contrariedade de uma grande parte dos trabalhadores da UFPel sobre isso. Como resposta ouvi que pretendiam fazer seleção para novas contratações. Foi uma conversa informal, em uma reunião do CONSUN. Parecia que este concordava comigo e com a maioria dos leitores deste blog em relação a este ponto. Inclusive me falou que havia denúncia no MP em relação a isto. Foi no início deste ano. Desde então, sempre atenta, não se enganem, nunca soube de nenhum tipo de seleção para suprir cargos. Nem, tampouco, se alguém mais foi contratado depois disso. Que eu saiba, o que foi descrito pelo blog e pelo MP é pura verdade. As vagas são supridas através de apadrinhamento mesmo. Ah, e para quem estranha a falta da companheira Ediane (que tem lutado incansavelmente por nós trabalhadores da UFPel juntamente com toda a direção da ASUFPel), informo que a mesma encontra-se com problemas de saúde na família. Mas com certeza logo estará aqui nos acompanhando com sua clareza e talento comprovados.

Anônimo disse...

O que da mais raiva, é que só quando há intervenção da justiça federal, e claro, a repercussão em blogs como este, é que resolvem arrumar a m...(http://ccs.ufpel.edu.br/wp/2008/08/07/comunicado-ufpel/)

Anônimo disse...

Acho que o Lange está equivocado. As Fundações da UFPel não fazem concursos públicos. Deveriam fazer, mas não o fazem. Concordo com o relato do amigo, mas não é o que ocorre. Simples assim: deveria ser mas não é. Os cargos são ocupados através de QI (quem indica), para os que não conhecem a referida sigla. Os indicados do REItor, dos amigos do REItor, etc. E isso é do conhecimento de todo servidor da UFPel, não é nenhuma novidade. Aliás, de onde vcs. acham que o REItor consegue tanto voto?

Anônimo disse...

Vitor Castagno???? Será parente de Roger Castagno? Irmão do Sidney? Sidney seria diretor da Simon Bolívar? É isso mesmo???

Ediane Acunha disse...

Pra quem estava com saudades, informo que estive longe da internet por problemas de saúde na família, que me mantiveram às voltas com hospitalização e afins.
Tenho a dizer que, pessoalmente essa decisão não muda minha vida, pois sou servidora concursada e não tenho parentes trabalhando na UFPel através das Fundações. Declaro isso com a mesma tranquilidade com a qual ASSINO OS MEUS COMENTÁRIOS!!!!!
Embora acredite que exista muita gente competente trabalhando através das fundações na UFPel, sempre fui contra esse tipo de contratação - por indicação - pois também existe muita gente competente procurando emprego em nossa cidade, que não tem "contatos quentes" na UFPel e, por isso, essas pessoas ficam excluídas do "processo de seleção". Acho louvável que o MP finalmente tenha tomado uma atitude mais dura em relação ao caso e excelente a cobertura que o Blog está fazendo, inclusive desafiando e imprensa local a dar alguma importância ao caso.
É isso aí, cargo público tem de ser ocupado através de concurso público, na forma da Lei, como prevê a nossa Constituição!

Parabéns ao Rubens e equipe!
Abraço

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

Lendo todos os cometários sobre o nepotismo que "existe" sim na FAU e na Símon Bolivar, quero aqui deixar meu depoimento que vivi, três vezes experiência onde meu marido participou de "seleções" para trabalhar na FAU, sempre ficava em primeiro ou segundo lugar, e nunca foi chamado, na última vez, ainda este ano, uma "fulana" descartou o nome dele, pois já tinha sempre "nomes" que nem participavam de seleção nenhuma. E que hoje estão na FAU, sem participar de seleção nenhuma.

Anônimo disse...

Pois é mais um eito de desempregados em pelotas ,onde essa city vai parar.Ó céus!!!