equipe do blog, será publicada no próximo sábado

Vitor Ramil:
"Chamem a
população"
"Prezados colaboradores do blog Amigos de Pelotas, quero agradecer pelas três horas de conversa no "quadrado vivo", mais adequado ao tabuleiro de ruas pelotense que uma "roda viva". A iniciativa é ótima e importante para Pelotas. Não tenho dúvidas de que, em breve, a equipe de vocês vai estar tão azeitada quanto a do Celso Roth, e as entrevistas vão melhorar cada vez mais. Boa sorte a todos.
E já que estou aqui, 'Seguem minhas visões de Satolep em ruínas': gostaria de pedir ao blog que se manifeste a respeito da última onda na cidade que é o roubo de metais nas portas das residências, fechaduras, puxadores, caixas de correio, adornos etc. Se esse vandalismo não for contido, depois que o asfalto matou o brilho das pedras e trouxe à tona a feiúra da cidade, corremos o risco de ver Pelotas tornar-se conhecida como a velha, feia e desdentada Princesa do Sul.
Aliás, por que o blog não começa uma seção de denúncias de crimes contra o patrimônio arquitetônico de Pelotas? Vê-se isso a todo momento em toda parte. Chamem a população a colaborar. Não esperem pelos poderes, que eles estão muito ocupados com o poder.
Um abraço
Vitor Ramil"
* Foto de Ana Ruth.




12 comt.:
Esta Princesa está precisando "rodar a baiana".
Acho ótima a idéia de formarmos um Brancaleone local para denunciar e insistir com os resposáveis pelo Patrimônio Estético e Cultural (seja lá quem for)pela manutenção plena de nossa identidade.
Ah... uma volta em algumas quadras do centro serva observar placas, luminosos e assemelhados, escondendo nossa arquitetura caracteristica, poluindo visual e... desdentando a Princesa.
Minduim
Brilhante, Poeta!
É dificil ver uma cidade já tão maltratada perder seus pequenos encantos restantes, por conta da falta de noção de "governos". Sim, já perdemos tampas de esgotos, estátuas e outros adornos do casario...aos poucos a princesa vai perdendo seus enfeites...uma rainha descabelada, desdentada e louca...que recebeu um "pankake"...este asfalto tão disputado...que soterrou e escondeu canos quebrados, apagou o granito...agora tinge-se o chão da princesa com os riscos de sinalização...meio borrados, alguns já apagados...alguns inventados...parecendo, por vezes, a pintura deseperada na pele de um índio que vai para a guerra.
Parabéns ao blog...bravo ao Poeta Ramil.
Prezado Vitor Ramil
Pelotas é que te deve agradecer por ter um filho ilustre e generoso e sua criação literária e musical.
Os que participaram da entrevista e quando ela vier a público terão uma visão adequada da necessidade de cultura que Pelotas necessita recuperar.
A tua indicação para abrir a série de entrevistas, foi preciosa, e tua narrativa e carinho pela cidade se manifesta também pelo ataque ao acervo e aos detalhes significativos. História e tradição são elementos da vida, que não podem se perder nem sofrer vandalismo.
Triste é ver que os maiores predadores do patrimônio são o poder público e alguns arquitetos com pretensões de restauradores que nem, ao mínimo, se deram o trabalho de pesquisar o que é dizer patrimônio cultural. Mas tudo bem, sabemos que em Pelotas, o que menos tem valor é a qualificação profissional das pessoas, tendo um "belo" sobrenome já tá bom!
Espero que o Vitor não perca a esperança, nem deixe Pelotas para instalar-se no Rio, ou Floripa, porque seria uma perda muito grande.O Vitor desta família fantástica, de artistas que não negam sua origem e um médico que como ser humano é incrível ( Kleber), nos alerta em boa hora para que recuperemos o amor e a auto estima.
dá-lhe Vitor
João Garcia - Band Poa.
Olha, bacana a observação sobre combate ao vandalismo ou roubo, mesmo. Mas achei, bacana mesmo, a visão de que os poderes estão só preocupados com o poder. Pois não é novidade. O problema é que muitos pelotenses tem uma sindrome da monarquia, gostariam de manter viva a idéia de prestigio imperial, sem ser questionada e reverenciada ao passar. Quando alguns começarem a se dar conta da contemporaneidade, que outras infinitas cidades do Brasil que apresentam altos indices de qualidade de vida, possui cidadãos olhando pra frente, simples, joviais se essa frescurite de barões falidos, então pode ser que comece um movimento em direção ao verdadeiro orgulho!
E se formos pensar na herança histórica, fica ainda pior, pois Pelotas foi a última cidade do Brasil e libertar os escravos!
Meu amigo Vitor Hugo, colega de aula de Assis Brassil, é um tarado!
Tarado pela cidade.
No exercício desta tara ele vem denunciando, com razão, a perda de personalidade da cidade.
Artista de talento, reconhecido mais fora do que aqui, só tem um gosto prá lá de duvidoso no futebol.
Celso Roth é a anti-arte, Vitinho!
Como membro da realeza e acostumado a andar de carruagem, o Marquês imaginava que estava sozinho na sua opinião sobre o asfalto. De fato, o asfalto deu mais uma contribuição à princesa do sul, e em especial ao centro, tornar-se cada vez mais sem graça, já com a proliferação de farmácias e estacionamentos. Numa terra que parece hipnotizada com a "modernidade", cobrando vítimas em virtude do descaso das autoridades, Vitor Ramil é uma voz de respeito, em meio ao um oceano de mediocridade.
"Não esperem pelos poderes, que eles estão muito ocupados com o poder", a frase é perfeita e é revoltante. O fazer político perdeu seu sentido e os governantes já não sabem identificar exatamente o motivo de terem desejado ocupar suas majestosas cadeiras! Governa-se com um único objetivo bem claro: exercer o poder, ou mais especificamente, exercer mais poder e mostrá-lo mais que seus antecessores! EGOCENTRISMO é a palavra. Por mais que procuremos outros sentidos e que os achemos, tudo na nossa política acaba desembocando em um narcisismo nojento!
Como queremos que nossos jovens alunos (é, pois é, eu sou professora, algum problema???) entendam o que é política e se interessem pelo tema? Nem mesmo os detentores (imperadores? reis?) do poder sabem o que é isso, perdeu-se o ponto de partida...
Desabafos a parte, acho que a escolha do primeiro entrevistado do blog foi extremamente feliz! Ao Vítor, só tenho que dar os parabéns pelo trabalho de alta qualidade que vem desenvolvendo... sem palavras para expressar minha admiração!
Abçs
Me desculpem os obstinados por carros,alimentados pelo marketing cotidiano das grandes empresas automobilísticas que sustentam o sistema capitalista liberal, mas eu também sinto falta do brilho das pedras...
Parabéns ao blog pela escolha do primeiro entrevistado!Com certeza em tempos de "propagandas eleitoreiras" vazias,teremos um momento mais produtivo ao ler a entrevista de Vitor Ramil.
Concordo com o autor, menos em relação ao asfalto. Ele já veio tarde, pois as ruas mais pareciam crateras lunares. Francamente, a maioria das ruas com pedras estavam um lixo, só buraco. Moro aqui a 8 anos, e tenho a nítida sensação que aqui se vive de passado, de aparências. A cidade não evolui, não cresce, não se desenvolve. Aliás, está em decadência contínua. Pelotas perdeu-se no passado, vive de lembranças. Nada contra, mas isso não traz emprego, não traz desenvolvimento, não gera riqueza. Aliás, até quando os pelotenses vão permitir que flanelinhas pratiquem extorção com o aval (crachá) da prefeitura?
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