buscando reparação por danos morais
O ator Paulo Sérgio Klug, conhecido como "Homem de Prata", que trabalha como estátua viva no calçadão de Pelotas, ao lado do chafariz Três Meninas, foi confundido num jornal local com um condenado por tentativa de homicídio. O engano foi cometido nas páginas do Diário da Manhã, por um de seus colunistas. Ilustrando a matéria sobre a condenação, o jornal publicou por engano uma fotografia de Paulo Sérgio.
O texto afirma que o homem foi condenado por tentar matar a própria mulher, a quem teria contaminado com o vírus da AIDS.
O autor da confusão foi o advogado e ex-delegado Roger Antonio Cavichioli, dono da seção de notícias Espaço Jurídico. Em sua coluna da última quinta-feira (2), o advogado cometeu um erro comum: não checou a informação antes de publicar. Resultado: "confundiu as estátuas vivas".
Na verdade, o homem condenado é outro ator - que também ganhava a vida como estátua viva no calçadão - e não Paulo Sérgio, que nada tem a ver com a história.
Paulo Sérgio procurou advogada e promete recorrer judicialmente para ser indenizado por danos morais. Ele diz que tem sido motivo de ofensas e de chacotas. Diz também que sua arrecadação caiu desde a publicação da falsa notícia.
No dia seguinte ao erro, o colunista-advogado escreveu uma nota no DM admitindo o erro e pedindo desculpas ao ator. O advogado elogia Paulo, chamando-o de "artista excepcional". Ao mesmo tempo procura auto-desculpar-se, atribuindo a confusão ao fato de, na foto publicada, o rosto de Paulo estar parcialmente encoberto por um chapéu. No pedido de desculpas publicado, o advogado grifa errado o sobrenome do artista: em vez de Klug, escreve "Kug".
NOTA DA REDAÇÃO
Ninguém que trabalha na imprensa está livre de um engano desses. São ossos do ofício. Por isso, o jornalismo é uma das profissões com maior nível de estresse. Um cochilo, e pronto: o estrago está feito, por vezes deixando consequências desagradáveis para ambos os lados. Foi o caso do "Homem de Prata", reduzido a um homem de lata pelo que parece ser um lapso.




6 comt.:
Os artistas de rua, não é só o "Homem de Prata", dependem da simpatia que conseguem trasmitir, e assim obter seus caraminguás cotidianos, e disso sobreviver. Jogar na lama a boa imagem que eles alcançam significa relegá-los a passar fome, não bastasse a indigência que conseguem driblar dia a dia. O "Homem de Prata" merece uma urgente e compensadora reparação.
Descordo de muitos pontos, e penso que a profissão de jornalista é muito subjetiva e sem balizamento nenhum e por isso encontramos a intencionalidade e inconsequencia, temos de ser mais responsáveis. Existem profissões muito mais estressantes como a do médico que um erro pode ser fatal. Retratação é o mínimo!
É aquela velha estória: o médico pensa que é Deus, o jornalista tem certeza. Pergunto: qual a finalidade do "jornalista" ter publicado uma matéria com esse cunho. Péra lá, tem que ser mais responsável.
Quem escreveu, publicou e assinou - apontando erradamente o artista de rua - não é jornalista. É advogado, colunista de um jornal. É diferente. São profissões diferentes, com seus próprios macetes. E suas próprias responsabilidades.
Posso ser radical ou até ignorante, mas uma coisa é você ser um artista de rua que ganha o seu dinheiro por merecimento a favor da arte, enquanto a outra é ser uma estátua humana e interesseira que atrai dó e desprezo da sociedade pelotense, a custas de algumas moedas.
Mas, claro, a minha opinião não se refere ao fato da imagem erroneamente publicada no jornal, o que foi extremamente condenável.
Como estudante de Jornalismo, acho lamentável este tipo de coisa;independentemente de sua profissão a pessoa deve ter no mínimo a preocupação de saber o que está divulgando - sobretudo advogado.
Algo que aprendemos na Universidade é ter Ética em nossa profissão, pois estamos lidando com outras vidas, podendo prejudicá-las, como aconteceu neste caso.
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