Sílvia Bauer Barcellos
Colaboradora do blog
Alçam vôo sob os algodões rendados.
Das bocas babadas pinga o muco sangüíneo sobre as cabeças tolas.
Ganham altura, pousam na toalha branca.
Depois, lá em cima, os fedorentos batem asas em conferências secretas.
Arqueiam as bundas na borda do pano engomado e defecam sobre nossas casas.




6 comt.:
Qualquer relação com a realidade é mera metáfora, ou mera coincidência (será?).
Parece o lado B do poema As Andorinhas ou As Pombas. Tb parece metáfora de certos tipos humanos.
As pombas, de Raimundo Correa? Não percebo relação.
É uma metáfora de tudo que anda por aí. Outro jeito de contar nossa história humana.
A foto é da Silvia ou do Fábio? Só pode ser naquele jardim lá no Quilombo, um altar da natureza.
MUito boa e significativa a imagem. Parabéns.
Os sonhos, um a um, céleres voam, Como voam as pombas dos pombais;
No azul da adolescência as asas soltam, Fogem... Mas aos pombais as pombas voltam, E eles aos corações não voltam mais. Raimundo Correa
Nos
fios
ten
sos
da
pauta
de me-
tal
as
an
do
ri
nhas
gri-
tam
por
fal
ta
de u-
ma
cla-
ve
de
sol
Cassiano Ricardo
É o que nos espera a partir de agora.
Rirão nos salões, outra vez.
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