Sábado, Outubro 25, 2008

O poder (miniconto)











Sílvia Bauer Barcellos
Colaboradora do blog

Alçam vôo sob os algodões rendados.
Das bocas babadas pinga o muco sangüíneo sobre as cabeças tolas.
Ganham altura, pousam na toalha branca.
Depois, lá em cima, os fedorentos batem asas em conferências secretas.
Arqueiam as bundas na borda do pano engomado e defecam sobre nossas casas.

6 comt.:

Anônimo disse...

Qualquer relação com a realidade é mera metáfora, ou mera coincidência (será?).

Francisco Antonio Vidal disse...

Parece o lado B do poema As Andorinhas ou As Pombas. Tb parece metáfora de certos tipos humanos.

Anônimo disse...

As pombas, de Raimundo Correa? Não percebo relação.
É uma metáfora de tudo que anda por aí. Outro jeito de contar nossa história humana.

Anônimo disse...

A foto é da Silvia ou do Fábio? Só pode ser naquele jardim lá no Quilombo, um altar da natureza.
MUito boa e significativa a imagem. Parabéns.

Anônimo disse...

Os sonhos, um a um, céleres voam, Como voam as pombas dos pombais;
No azul da adolescência as asas soltam, Fogem... Mas aos pombais as pombas voltam, E eles aos corações não voltam mais. Raimundo Correa

Nos
fios
ten
sos

da
pauta
de me-
tal

as
an
do
ri
nhas
gri-
tam

por
fal
ta
de u-
ma
cla-
ve
de
sol
Cassiano Ricardo

Anônimo disse...

É o que nos espera a partir de agora.
Rirão nos salões, outra vez.