Como o partido de Catarina, o PC do B, não coligou na proporcional, precisavam alcançar 12 mil votos na legenda. Ou seja, mesmo com o tamanho da votação que obteve, ele não foi eleito.
O blog Amigos de Pelotas conversou com Catarina para conhecê-lo um pouco melhor e saber um pouco mais de seus projetos e sua opinião sobre a legislação eleitoral que o deixou fora da Câmara Municipal.
"Juventude" e "atitude" foi o mote da campanha de Matteo Chiarelli (DEM) e Fabrício Matiello (PMDB), candidatos (de idades próximas) derrotados no primeiro turno. Contudo, lendo a entrevista a seguir, percebe-se que, se houve a real combinação daqueles dois predicados, eles se concentram em outro e único personagem: Catarina. Boa leitura!
A entrevista foi feita por Niara de Oliveira, da equipe do blog.

AP - Tu és natural de onde?
Catarina - São Miguel do Oeste, Santa Catarina.
AP - Veio para Pelotas estudar?
Catarina - Na realidade quem veio estudar foi minha irmã, e minha família veio a reboque. Mudamos em janeiro de 1994 e nos estabelecemos no Fragata, onde temos uma madeireira.
AP - Que idade tens e desde quando és filiado ao PC do B?
Catarina - Tenho 25 anos e sou filiado desde 29 de novembro de 2006.
AP - Foi a tua primeira filiação partidária?
Catarina - Não. Minha primeira filiação foi no PMDB, por influência de meus pais.
AP - Foi aqui que conheceste o PC do B?
Catarina - Conheci o PC do B através de visitas do vice-presidente estadual Clóvis Silva, que, após a eleição de 2004, passou a me procurar. Isso em decorrência do uso da imagem do Chê nas camisetas de minha campanha. Aí houve a aproximação.
AP - Tua primeira candidatura foi em 2004?
Catarina - Sim. Concorri a vereador e alcancei a primeira suplência, com 2.543 votos.
AP - Foi candidato em 2006?
Catarina - Não.
AP - Estás estudando, militando?
Catarina - Por causa da eleição eu tranquei a faculdade de Direito na UCPEL no décimo semestre. Pretendo voltar no início de 2009. Milito na UJS desde quando entrei no PC do B. É no movimento social que você vê se a pessoa tem caráter para seguir uma vida pública ou não, pois são feitas algumas manobras horríveis que não te levam a nada, mas por conta de birras acabam extrapolando o objetivo maior da luta.

AP - Qual era a avaliação da tua coordenação de campanha, vocês já esperavam a votação? Foi um trabalho consciente ou foi surpresa?
Catarina - Foi consciente. O PC do B tinha um projeto político em Pelotas que passava pela minha eleição. Sabíamos do potencial da candidatura. E os outros partidos, aliados ou não, também sabiam.
AP - Era isso que ia perguntar, se tu achavas que tinha sido esse o motivo de não coligar na proporcional...
Catarina - Tanto é que não deram a proporcional pra nós, com receio de perder uma cadeira. O que fez com que lançássemos uma chapa pura com o intuito de chegar aos 12 mil votos.
AP - O que já seria bem mais complicado...
Catarina - Sim. Eu teria que explodir na votação para que conseguíssemos o coeficiente. Mas eu tinha duas opções. Como estava vindo de uma boa votação em 2004 e sabendo que era minha iniciação na vida política que estava em jogo ali, o que me restava? Ficar em casa reclamando uma coligação na proporcional ou ir à luta atrás do nosso objetivo, que eram os 12 mil votos. E foi isso que fiz, junto com meus camaradas.
AP - Não é a primeira vez que o PC do B faz uma grande votação e não consegue eleger. O PC do B tem algum projeto para rever, alterar o coeficiente na reforma política?
Catarina - De fato, isso já aconteceu conosco em Porto alegre em 1988 com a Jussara Cony.
AP - Eu lembro...
Catarina - Ainda estamos avaliando. Já foi sugerido e vamos ter que construir essa alteração. Até porque sabemos que ainda estão por vir muitas mudanças nas normas eleitorais, como voto em lista e ainda a questão da cláusula de barreira, que num primeiro momento foi derrotada.
AP - Quais são os projetos do PC do B pra ti agora? Concorrer em 2010 ou apostar tudo em 2012? Já pensaram nisso?
Catarina - Faço parte de um projeto político semelhante ao da Manuela D’Ávila. A idéia é ocupar todos os espaços possíveis.
AP - Ir construindo uma imagem...
Catarina - Não, construindo o partido. Apresentar o partido para a sociedade como uma opção a tudo isso que se apresenta, avançando ainda mais nas nossas políticas, desde o movimento estudantil, movimentos sociais...
AP - Nesse período até 2010-2012, como isso será feito na prática? Projetos de iniciativa popular, projetos sociais?
Catarina - Sim, que passam por temas como inclusão digital, projeto 2º tempo... O trabalho que já fazia antes da eleição. Só que a idéia é ampliar ainda mais para alcançar nossos objetivos.
AP - Tu deves a tua votação a esse trabalho?
Catarina - Grande parte sim. Fiz 5 mil votos no Fragata. No Colégio Sílvia Mello, onde grande parte dos moradores da Guabiroba e arredores votam, obtive 1.962 votos, só perdi para os dois candidatos que estão no segundo turno. Isso demonstra que o bairro reconheceu o trabalho realizado.
AP - As pessoas te comparavam muito à Manuela. Tu chegasses a ouvir isso?
Catarina - É natural essa comparação. Mas não gosto muito. Na realidade não é não gostar. É que isso diminui o valor do nosso trabalho. Se você for avaliar de uma forma ampla, eu e a Manuela começamos juntos na política em 2004.
Ela fez 8 mil votos em Porto Alegre e eu, 2.543 votos em Pelotas. Eu não ‘surfei’ na onda da Manuela, mas acho que se tivesse feito, teria ido muito além.
AP - Eu gostaria que falasses um pouco mais dos projetos.
Catarina - Certo. Tem um trabalho que também fazemos que é a reabilitação de jovens envolvidos com drogas, como craque, que se tornou uma epidemia em Pelotas.
AP - Como é isso?
Catarina - Esse trabalho é feito através de parcerias com igrejas evangélicas e outros centros. Hoje nosso município tem um único espaço, recente, por empenho da Promotoria da Infância e Juventude para tratar esses jovens que não dá nem para a saída, tamanha é a demanda. O craque pode vir a ser uma praga já em meados de 2009. E anota o que eu te digo: isso é muito sério!
AP - Tenho visto alguns dados e sei que a maior parte não é nem registrada.
Catarina - Claro que temos que zelar pelos jovens que são usuários, mas a questão é combater na raiz. O problema é a exclusão social, a falta de políticas públicas, seja de primeiro emprego, lazer, saúde, educação. Por isso que acreditamos no socialismo como alternativa para tudo isso, na formação do indivíduo.
AP - O número de jovens entre 16 e 18 anos votando diminui a cada eleição. Tu atribuis esse desinteresse à corrupção e à impunidade?
Catarina - Óbvio. Em tudo na vida precisamos de heróis ou personagens que nos transmitam segurança e confiança. E isso hoje em dia na política não se tem. Além de haver um desinteresse, as atitudes dos políticos afastam quem poderia pensar em ingressar. As pessoas não se sentem seguras em votar.
AP - Faltam exemplos?
Catarina - Isso. Assim é no esporte.
AP - Em Pelotas, nesse sentido, vamos de mal a pior...
Catarina - As últimas eleições não se votava na melhor proposta, e sim no candidato ‘menos pior’. Isso é horrível! Estou falando na eleição para deputado, em 2006. Faltam pessoas que carreguem nossos corações de esperança de um futuro bom, e mais humano.
AP - Tu te sentes um exemplo pra juventude? Pensa nisso quando toma as tuas atitudes?
Catarina - Sempre procuro agir de acordo com os meus princípios, e o resto é conseqüência.
AP - Como é ser comunista hoje?
Catarina - Para mim é muito bom. Não nasci comunista, mas as minhas idéias de sociedade e de um estado de direito me identificaram com o PC do B. Não faço comunismo teórico, até porque não tenho tamanho acúmulo teórico. Mas, minhas atitudes pragmáticas são comunistas. Como é fascinante você encontrar pessoas que se identificam com a sua causa e que tem uma visão mais humana de mundo. Você deve imaginar o que eu ouço sobre comunismo, não é? Mas isso não me desestimula, pelo contrário, me empolga. É na diferença que a gente cresce.
AP - O que gostaria de dizer aos teus eleitores, que devem ter ficado frustrados com tamanha votação e a tua não-eleição?
Catarina - Quero agradecer o apoio e a confiança que depositaram em mim. E que eles não se frustrem, porque ajudaram a consolidar um projeto novo na politica de Pelotas. O cenário político de Pelotas abre as portas para um novo nome, para um partido arejado e com compromisso com as lutas do povo mais necessitado. Os 6.722 votos que recebi demonstram que estamos no caminho certo, e vamos reparar essa injustiça nas próximas disputas eleitorais.
AP - Como foi o episódio da tua prisão no domingo? Estavas fazendo boca-de-urna?
Catarina - Não estava fazendo boca-de-urna. Eu estava cumprindo uma função partidária: atuar como fiscal num local com grande concentração de eleitores, escola Sylvia Mello. É próximo da minha casa e próximo dos locais onde realizo inúmeros trabalhos sociais reconhecidos pela comunidade.
A promotoria, em resposta a muitas reclamações e denúncias foi conferir e constatou que as pessoas estavam me cumprimentando pela votação e questionando o porquê de não ter sido eleito, estavam sendo solidários. Como eu ia ser hostil com eles? A imprensa os qualificou como filiados e militantes. Não é verdade. São pessoas da minha comunidade que reagiram perante uma injustiça. Eu não me neguei a ser preso porque não houve prisão. Se não estava sendo preso, não havia motivo para ser algemado ou ser conduzido num camburão. Tinha apenas que prestar esclarecimentos sobre o ocorrido no Ministério Público e o fiz. Tenho provas e testemunhas do que estou falando.
AP - Um leitor anônimo do blog questionou que assumisses a cadeira de vereador na Câmara Municipal durante essa legislatura, e que deverias ficar duas semanas e ficasse apenas uma. Como foi isso?
Catarina - Tenho uma visão diferente de política no que se refere à vaga no legislativo. Tenho uma excelente relação com Dona Zilda Bürkle que foi primeiro suplente do PMDB durante oito anos e nunca havia assumido um dia sequer. Nessa legislatura, que está terminando, eu era primeiro suplente e ela o segundo. Conheço o longo trabalho da Dona Zilda na colônia e achei que não deveria ser apenas eu a ter esse privilégio e essa oportunidade. Tive essa conversa com ela dias antes de assumir a vaga. Mas logo farei a prestação de contas dos meus dias como vereador e todos terão acesso.


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22 comentários:
Excelente a entrevista Rubens, Niara. Uma dificuldade imensa que a gente tem é conhecer os novos candidatos, saber o que pensam e como pensam. aAgora sei alguma coisa do Catarina. Pena que não dá pra fazer o mesmo com todos os outros e em época de campanha. Teriamos boas surpresas, a oportunidade de avaliar e, certamente, nos divertiríamos muito também.
Em vez de votar na Jacira e acabar ajudando a eleger a Miriam, deveria ter votado no Catarina...
Em primeiro lugar, quero parabenizar o Amigos de Pelotas pela iniciativa de entrevistar o Catarina. pessoa de boa fé, com vontade imensa de trabalhar. Porém, com os fatores limitadores dos partidos, não pôde conquistar seu lugar ao sol junto à Câmara Pelotense.
Que, convenhamos, foi até bom. Não que o Catarina fosse se embriagar naqueles ares mais do que poluídos. Mas, sim, de que o trabalho que desenvolve junto à comunidade tem mostrado àqueles que o guihotinaram que estavam - novamente - errados.
Erro por erro, as eleições em Pelotas mostraram que a disputa se deu entre dois pólos bem próximos. De um lado, o populismo. De outro, o clientelismo como bandeira.
Em meio a estes extremos, surge a figura do Catarina que não somente rejeita, mas, acima de tudo, propõe uma nova discussão para a busca de soluções de problemas seculares da Princesa do Sul. Este novo ponto de vista sobre estas demandas que nenhum governo - reforço: NENHUM governo - tratou com a seriedade que lhe é devida faz com que novos ares despontem no horizonte do quadro político local.
Ponto número um a favor do Catarina: humildade para reconhecer suas falhas e, a partir delas, aprimorar seu próprio trabalho junto às comunidades que se dedica. Ponto número dois: vontade de fazer (algo raro na câmara local) e terceiro e não menos importante quesito: cabeça feita; ou seja, não será um punhado de cargos nem a fragrância do poder (mesmo podre) que o fará mudar de atitude.
Aliás, atitude é o que mais permeia as ações do Catarina. Ele é a prova viva de que é possível fazer (mesmo sem ou com parcos recursos) um trabalho voltado para a própria sociedade; para o pelotense, aquele ali da vila, na maioria das vezes invisível aos olhos da esmagadora maioria dos ditos homens públicos locais.
Aprendam a lição com o Catarina: com TRABALHO, propostas viáveis e reais, é possível, sim, mudar para melhor. Basta um pequeno gesto: QUERER.
Novamente meus cumprimentos ao blog, pela iniciativa de entrevistá-lo.
Um abraço.
Legal a entrevista. Gostei de ler sobre este novo nome que surge na política pelotense.
Entrevista muito boa, parabéns ao blog. Só faço um reparo: do jeito que as coisas foram colocadas, parece que o PCdoB foi vítima de possíveis aliados, que não quiseram coligar para não perder uma cadeira. Esta foi a reação dos aliados à estratégia que o PCdoB sempre adota: coligar com um partido grande (PMDB em 1992, PDT em 1996, PT em 2000 e 2004), apresentar um nome forte (Mattozo e, mais recentemente, Catarina), com vistas a obter uma vaga (o que deu certo duas vezes, no tempo do Mattozo). Aliás, uma estratégia bem pensada pelo partido, que visou aos seus interesses. Assim, não dá para reclamar dos possíveis aliados, quando eles, pensando também em seus interesses, recusam a coligação. É do jogo.
Anônimo das 10:59 falou certo. É de conhecimento geral no meio a tática eleitoral utilizada pelo PC do B, sem demérito, mas sem poder reclamar quando um aliado não coliga na proporcional...
Parabéns pela iniciativa da entrevista. Pelotas está carente de debate político.
Catarina disse: "Por isso que acreditamos no socialismo como alternativa para tudo isso, na formação do indivíduo". Gostaria que ele e os proponentes de um socialismo para o século XXI discorrecem mais sobre isso.
Parabéns pela entrevista...
Parabéns ao Catarina
E muitos Outubros virão...
Grande abraço Camarada.
É uma pena que o rapaz não esteja podendo atuar em uma cadeira no legislativo pelotense e apesar de tudo apoiou o Marroni - bacana!
No entanto fico chateado de ver as táticas na busca de espaço, pois o PT não tem motivo nenhum para reclamar de um apoio mais incisivo da Manu! Que as liçoes façam as lideranças repensar o significado do idealismo e do termo "companheiro". Pois esse jogo cego tem sido históricamente uma prática de outros grupos políticos, não caiam no memso erro!
Não queimem o Catarina nem o comparem com o Mattozo que, como oportunista, já ¨se encostou¨ como CC. O Catarina é vinho de outra pipa...
Sugiro uma entrevisa com o Eduardo Leite, para discutirmos similiaridades e diferenças entre ambos.
Causa-me enorme estranheza ler essas palavras vindas de um jovem: "minhas atitudes pragmáticas são comunistas"!!! Até qd teremos de ouvir esse discurso superado, arcaico e inconcebível, depois de tudo o que foi feito em nome do 'comunismo'? Acorda Catarina. Luta por um mundo melhor e não levantes essa bandeira sangrenta, que, como se viu, só foi boa para alguns. O PC do B é um saco de gatos, aja visto o eterno Aldo. e, por favor: se aquilo não foi boca de urna, o que era? Não comeces com o pé esquerdo! Com o perdão do trocadilho.
Se possível,seria interessante fazer uma entrevista com Eduardo Leite, para compreender melhor suas idéias e conhece-lo melhor.
Estranheza causa em mim que em pleno século XXI ainda exista patrulha ideológica.
Todos temos o direito de defender idéias, empunhar bandeiras e lutar para construí-las.
Estão aí, se sentindo vitoriosos na cidade, os defensores de idéias mais antigas que o próprio Marx.
Respeitemos as idéias e ideais de todos. Espero sinceramente que nunca mais se mate ou se morra pelos pensamentos e idéias que defendemos, pelo país em que nascemos, pela raça a qual pertencemos, por nossas crenças ou opções de vida.
Sejamos mais libertários, menos arcaicos, mais humanos.
É uma pena que alguém que queira entrar para o Legislativo e criar leis, comece dando o mau exemplo de descumprimento à lei, fazendo boca de urna (para uma eleição que já estava perdida) e negando-se a entrar na viatura policial, começou tudo errado...
Pena que não pegou uns policiais afim de realmente prende-lo, algemando-o e colocando-o na viatura, pois este é o lugar de quem descumpre as normas legais.
É realmente uma pena, que as pessoas critiquem as outras por suas bandeiras, causas que defendem, e não procuram conhecer a pessoa, ou melhor, o SER HUMANO que o Catarina é que está sempre em busca dos seus ideais e de uma vida digna para o próximo, a humildade e a simpatia que o Catarina tem, não é de campanha política, é natural acompanha ele em qualquer época do ano, pois pra ele com certeza a política é feita por toda uma vidae não de 4 em 4 anos.É por isso que a política se encontra neste caos, porque as pessoas tem medo de mudança émelhor continuar na mesmice dos que nada fazem!
Acreditem nos novos políticos e principalmente conheçam eles antes de criticar suas lutas e seus objetivos!!
Francamente, ele tem algumas boas idéias.
Contudo, começar pela UJS, o maior símbolo do oportunismo deste país - basta se observar minimamente a UNE para saber - não é NADA interessante.
UJS = governismo, acriticidade e massa de manobra "pop".
O senso comum aplaude.
Queria parabenizar o blog pela entrevista com o Catarina, e parabenizar o próprio candidato pela expressiva votação que teve. Acho engraçado o pedido feito pelos leitores de que se faça uma entrevista com o Eduardo Leite a título de "comparação". Só em Pelotas essas coisas acontecem "peloamordeDeus".
Entendi o que a Camila quis dizer sobre a "comparação". Realmente, não se trata de comparar-se os dois.
Mas seria, de fato, interessante seguir a mesma linha e, depois de saber mais sobre um jovem que não conseguiu se eleger, saber mais sobre outro que conseguiu a eleição.
A pergunta que não foi feita ao Catarina é o porquê de ele ter assumido a Câmara no lugar do Adalim pra ficar por 2 semanas e acabou saindo fora uma semana antes.
Boa, Anônimo das 23:11.
Mais uma vez, excelente entrevista.
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