O adiamento foi pedido por escrito por cerca de 2000 alunos, que puseram seu nome em abaixo-assinado nesse sentido.
Segundo o estudante Thiago Ribeiro Rafagnin, membro do DCE e do Diretório Acadêmico do curso de Direito, Proença aceitou também a criação de comissões paritárias de estudantes e professores, em cada curso, para que discutam a reforma dos currículos e formulem propostas ao Conselho. "Queremos o que nos parece justo: que, numa decisão desse porte, os maiores interessados, os estudantes, tenham voz ativa e ajudem a construir conjuntamente um caminho para que a reforma não acarrete perda de qualidade do ensino", afirmou Thiago.
Demissões - O estudante informou ainda que o reitor prometeu, na eventualidade de ter de demitir professores, que o principal critério a ser usado será o da avaliação semestral dos docentes feitas pelos alunos. Para eliminar o perigo de manipulação dos números pela reitoria, Thiago informa ainda que o DCE e os DA vão instalar um sistema paralelo de avaliação dos professores.
Para Thiago, as demissões vão ocorrer. O principal receio dos estudantes é de que a UCPel venha a afastar os professores com salários melhores, por possuírem mais títulos de mestrado e doutorado. "Isso não podemos aceitar. No enxugamento da máquina administrativa, achamos que o reitor deve se ajustar às exigências do Ministério da Educação e manter no quadro a quantidade exigida de mestres e doutores pelo governo, sob pena da queda da qualidade do ensino", afirma Thiago.
Se os estudantes não tivessem se mobilizado, a reestruturação dos currículos e outras medidas associadas seriam levadas em conjunto ao Conselho Universitário na próxima quinta-feira. Com a mobilização, apenas a reestruturação dos currículos (com redefinição de cargas horárias - provavelmente redução) ficará de fora da reunião do Conselho. Todo o restante começará a ser discutido já, inclusive a demissão de professores.
Mudanças - A reitoria da UCPel anunciou que vai adotar várias medidas nos próximos meses, buscando reduzir custos das mensalidades (altos), para poder competir em melhores condições com outras universidades, como a Anhanguera, que já tem mais alunos matriculados do que a UCPel na região.
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9 comt.:
Em represária a manifestação dos estudantes da UCPEL, a universidade na manha de quarta-feira demite aluno "bolsista" que trabalhava na prefeitura do campus I por participar do movimento, esta é a posição da reitoria no primeiro dia posterior ao manifesto, e o canetaço continua...
A reitoria bane de seus quadros o estudante que pensa e reflete, me parece que eles procuram funcionários que se mantenham inertes e vegetativos a toda forma de expressão dos estudantes, penso eu que esta posição retrograda da reitoria deve ser degragada como esbulho à liberdade de expressão dos individuos, e que todo sujeito, aluno ou funcionário, deveria ter liberdade para estar se posicionando sobre o que pensa sobre a universidade.
A informação acima é um boato. Não há confirmação até este momento.
De qualquer forma fica a avaliação positiva do movimento dos estudantes que afirmam seus direitos e buscam a brecha para a discussão... O reitor apresenta espaço para o diálogo... A meu ver, esse é o caminho do bom senso que suprime as considerações negativas até aqui elencadas. É por aí!
Parabéns ao blog por permitir maior visibilidade do processo como um todo, dando espaço as partes e a comunidade!
A reunião foi das duas às seis e meia, os alunos estavam irredutíveis. Uma professora que estava presente me informou isto; às 22:30 ela seguia em reuniões.
O blog está dando espaço só aos alunos ou também à autoridade? As partes são várias. O que dizem os funcionários?
Há algum tempo, teve um aluno, do curso do direito, se não me engano, que fez uma proposta em uma reunião que participei, seminário, que achei com bastante fundamento. Se querem realmente qualidade, diminuir custos como forma de competir com outras instituições de ensino, já que falam em déficit, a primeira medida seria retirar matérias das quais não se aproveita nada. Sou estudante de Jornalismo e estou no terceiro semestre, e, SINCERAMENTE, as matérias religiosas não contribuem em nada de qualidade. E são cobradas como as outras, gerando custos para os alunos e para a Universidade, que paga esses "professores" de religião. Tudo bem que a Universidade é Católica, mas falar em qualidade e competividade com esses dógmas, é hipocresia, sinceramente...
Não é comentário nada, nem boato, é verdade, ele foi demitido ontem pela manha, eu mesmo falei com ele la no DCE, ele teve por la, pois, este mesmo estava presente na reunião com o reitor, o qual respondeu que nada passou por ele, e que estaria reavaliando a possibilidade de ele voltar a trabalhar nha universidade, mas não deixa de ter acontecido o canetaço em represária ao movimento.
Estudei na UCPel por 6 anos. Estabelecer um critério de demissão tendo como base a avaliação feita por alunos é no mínimo ridículo, e indica, caso se concretize, que a universidade é uma nau à deriva, não tem capitão. Alguém, que não seja aluno da UCPel, acha sinceramente que a maior parte dos estudantes avalia como bons os professores que exigem dedicação deste ou aqueles que fazem parte do "faço que te ensino e tú faz que aprende"? Sem falar no terrorismo, na caça as bruxas que deve estar sendo feita por lá, e como conheço muito bem a UCPel imagino a situação.
De outra parte, os alunos não deveriam estar pagando o pato pela situação que foi criada ao longo de décadas. Conferindo uma lista dos funcionários talvez seja possível constatar que há famílias inteiras por lá, mamando nas tetas das absurdas mensalidades pagas pelos alunos. Se a universidade funcionou deficitária por muitos anos, porque a igreja não tomou uma providência? Esta conta não pode ser dos alunos atuais, esta conta é de quem permitiu que chegasse a este ponto.
Qualidade de ensino, que nunca foi seu forte, piorou quando a UCPel aderiu aos cursos "caça-níqueis" na tentativa de oferecer ensino mais barato e fazer caixa. Para fazer um curso de "tecnologia em blá-blá-blá", melhor ir em quem é especializado nisso, e ainda pagar menos...
O que a comunidade sempre esperou, e a UCPel nunca conseguiu - ou nunca se interessou - oferecer, é ensino de boa qualidade com preço justo. Só vejo a situação ficar cada vez mais distante disto: ensino pior, preço mais alto, numa inversão de valores que beira o ridículo. No fim, o que me pergunto é até quando vai a situação da UCPel?
Existe uma coisa contraditória... A escolástica demonstrou o obtuso caminho da Igreja... A educação precisa se desvencilhar dos atavismos, do contrário é pura hipocrisia e perda de tempo! Em 2008????
Essa é a prática do poder demitir quem se manifesta contrário.Mas o movimento dos estudantes não pode dar tregua, pq agora o poder esta um pouco acuado mas é vacilar e eles vem com tudo.O poder é cruel e vão tentar demobilizar os estudantes. Fiquem ligados!!!!
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