
Luiz Minduim
Crônica Gastro-
nômico
Não sei bem... mas estou com uma espécie de ressaca cívica prévia - deve ser algo que não bebi e que vou ter de engolir no domingo. Com olheiras mentais e gosto de corrimão de repartição pública na boca, declaro aberta a temporada de caça ao voto obrigatório, aos partidos inexpressivos e a politicagem explicita. Tenham dó!
Para levantar o astral e desanuviar os horizontes, escolhi esta receita forte e colorida, sem intenção de metáforas e dubiedades. Lembrei da juventude em São Paulo, quando íamos na Cantina do Piero, autêntica comida da Itália. Sempre que aparecíamos lá com um nova amiga, o dono bradava com seu sotaque carcamano: "Hoje só tem espaguetti alla PUTA... nesca." Um quadro!
A tradição é o preparo com penne, mas acredito que os raviólis vão se sentir bem com este molho contundente. Escrevi ao som de jazz instrumental, saxofone, piano, baixo e aquela batera com vassourinha, que vai dissolvendo os grumos da alma...
Anote para não ter de ficar indo da cozinha para o computador, meio quilo de raviólis ricota ou carne, meia xícara azeite de oliva, dez filés de anchova picados, três dentes de alho em fatias finas, duas latas de tomates pelados com suco grosseiramente picados, sal, uma pitada generosa de orégano seco, um punhado de alcaparras demolhadas, dez azeitonas pretas. Coloque o azeite e a anchova numa frigideira grande sobre fogo baixo e cozinhe, mexendo com uma colher de pau, até as anchovas se desmancharem.Adicione o alho e cozinhe por 15 segundos, tomando cuidado para que não escureça. Aumente o fogo para médio e adicione os tomates com uma pitadinha de sal. Durante o cozimento, uma colherinha de açúcar minimiza a acidez. Quando o molho começar a ferver, abaixe o fogo e cozinhe até os tomates terem se reduzido e se separado do óleo, entre 20 a 40 minutos. Retire do fogo.
Ponha 4 litros de água em panela grande, adicione uma colher (sopa) de sal grosso; quando levantar a fervura, coloque os raviólis. Mexa de quando em vez com cautela.
Quando a massa estiver quase no ponto, volte o molho ao fogo médio e adicione o orégano, alcaparras e as azeitonas. Com massa pronta, escorra (nada de passar em água fria!) e junte ao molho em fogo baixo, adicionando mais azeite. Deixe os sabores e texturas se amalgamarem e passe para uma travessa.
coloque o parmesão ralado, só no prato. Brindes com o tinto Ovelha Negra, daqui da campanha.




11 comt.:
Pô, Minduim - estive olhando a ilustração que encabeça o texto e suponho que seja tua, e se tu cozinhas como desenha, mande notícias de quando estiveres cozinhando em algum restaurante, que estarei lá.
Bacana - cozinha é pretexto ótimo para um bom papo e confraternizar, de preferência com gente inteligente!
Esse Minduin não é o josé Dirceu ,mais uma vez disfarçado, como antes era 0 Jorge?
Para lembrar:
José Dirceu, o do Lula, na época da ditadura foi para Cuba e lá fez uma plática para não ser reconhecido no Brasil.
Aqui retornando, muito jovem viveu com uma Senhora na periferia de São Paulo por 15 anos,com nome de JORGE, sem revelar sua identidade.
Com a anistia voltou a Cuba e fez nova cirugia para voltar ao que era antes.
A pobre Senhora viu seu amado desaparecer da face da terra E...
Quando o viu, pela TV,como Super Ministro de Lula, a mulher humilde ao ser entrevistada exclamou:
Tenho saudades, não desse que é Ministro e sim do Jorge
Moral da história:
Se enganou a própria mulher durante 15 anos a quem ão enganará
José Dirceu viveu clandestinamente durante a ditadura, em Cruzeiro do Oeste, interior do Paraná, de 1974 até dezembro de 1979. Estes dados estão no marcador trajetória, no blog do próprio José Dirceu.
http://www.zedirceu.com.br/
Desculpa, então foi no interior do Paraná e não São Paulo.
Boa lembrança.
Esqueci de comentar o principal:
O Minduim lembra mesmo, um pouco e apenas fisicamente, o José Dirceu.
Mas o que isso tem a ver com a coluna dele aqui no blog ou com a receita? E o que o Minduim tem a ver com o José Dirceu e com a relação dele com a tal mulher?
Que coisa mais sem propósito. Ou tem algum propósito que eu não percebi?
Zé Dirceu, Charlie Brown, Jack Nicholson... também Mindubas ou Seu Amendoim.
Papéis de um espetáculo chamado vida. Alguns revelados, outros por desvelar.
Quem não tem outros "eus" subsumidos que se atire nas pedras.
Um brinde a tudo e como diz el gordito Sady:
Que a fonte nunca seque!!!
Cada um de nós tem suas caras e partes ocultas ou não. No caso de mestre Minduim, o aspecto menos conhecido é seu nome real: Luiz Vasconcelos. E o mais engraçado é ver que quando uma pessoa mais ingênua descobre que Minduim é apelido, deduz o nome formal: Senhor Amendoim.
Ainda me resta uma dúvida cultural: o que Charly Brown tinha a ver com Peanuts (amendoins)?
Já que pulamos de galho - José Dirceu teve com essa mesma senhora um filho que hoje é atual prefeito de Cruzeiro do Oeste/PR (Zeca Dirceu) e de vez em quando o Zé aporta à cidade e até dá algumas entrevistas...
O Minduim é meio parecido com ele...
Talves o leitor que fez as correlações ao ver a receita achou que faltou alguma salada (hehehe)
brincadeira - Bom humor também é um bom tempero, não?
Esclarecimento ao Fco A. Vidal: O Charlie Brow era chamado por uma outra personagem no desenho(uma menininha / não lembro o nome) pelo apelido de Minduin.
Á proposito, o Zeca Dirceu foi reeleito em Cruzeiro do Oeste/PR em 2008!
Descobriram a genese do Minduim, o cHarlie Brown que era confundido com o nome da tira Peanuts!
A guria era a chata da Lucy.
Mas o melhor era o cusco Snoopy, louco de pedra, e o Woodstock um canário sempre ligado.
Buenas semana que vem vou publicar uma receita de sopa de amendoim à zédirceu!
Minduim
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