Tive um amigo que dizia: em matéria de cabeça, prefiro uma hippie. Para fazer amor, uma madame. Como hoje não existe mais hippie, no máximo sindicalista, as madames conquistaram mais espaço.
Sábado, 4 de Outubro de 2008
Puro prazer: Meryl Streep
Tive um amigo que dizia: em matéria de cabeça, prefiro uma hippie. Para fazer amor, uma madame. Como hoje não existe mais hippie, no máximo sindicalista, as madames conquistaram mais espaço.
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Puro prazer
Voz do leitor: "Uso aético do mailing da UCPel"
Niara de Oliveira comenta: "O fato do tal professor-candidato a vereador em Pelotas ter usado os endereços eletrônicos dos alunos da Universidade Católica de Pelotas/UCPel (e deve ter usado, não sei, de professores e funcionários também), sob a guarda da instituição UCPel, só depõe contra ele. Mas o mais grave é a instituição permitir esse uso. Se fosse uma universidade pública teria investigação, sindicância, etc. E na UCPel, o que acontece? Quem foi que autorizou o uso dos endereços? A reitoria? Um funcionário que apóia o candidato? E se a universidade, ou esse(s) funcionário(s) resolver fazer uso desses endereços para outros fins? E se resolver lucrar financeiramente com isso, vendendo a lista para algum site de vendas? Daí seria uma infração?
É urgente que a UCPel se posicione a respeito do fato, para a comunidade pelotense (afinal é uma universidade "comunitária", tem esse título e isenção de impostos inclusive, o dinheiro público - o meu, o seu, o de todos - ajuda a financiá-la) e para a sua comunidade interna. Espero que os alunos exijam uma postura mais firme da instituição e não fique apenas na reclamação, como quase tudo em Pelotas. Todo mundo reclama de tudo mas ninguém toma uma atitude para reverter o que lhes desagrada".
Entenda o casoO blog recebeu vários e-mails enviados por estudantes da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) protestando contra o que chamam de "abuso". Segundo eles, sem que tivessem dado autorização, receberam em suas caixas de correio eletrônico um e-mail de um professor da UCPel que é candidato a vereador.
Diz o e-mail:
"Prezados alunos, sou o único candidato a Vereador professor da UCPel e quero te convidar a acessar nosso blog (http://?????.blogspot.com) para que conheças melhor nossos compromissos. Espero poder contar com tua confiança nesta eleição. Meu número é ?????. Um abraço, ?????, professor de Direito Civil e História do Direito."Os mais indignados dizem que agora mesmo é que não vão votar no candidato, que aproveitou o mailing da UCPel em benefício próprio.
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Voz do leitor
A Deliciosa, mercearia de 60 anos
Slow Food
Crítica gastronômica
Nesta coluna já comentamos sobre pratos e restaurantes, mas pareceu-nos próprio, a partir da sugestão de uma amável leitora do blog, homenagear uma antiga banca do Mercado Público de Pelotas, que funciona ali desde 1948 – há 60 anos, portanto.
Seu nome formal é: “A Deliciosa, mercearia e fiambreria”. Seu ramo são os secos e molhados, para usar a expressão tradicional portuguesa, que hoje equivale ao internacional “déli store”, as casas de delikatessen.
O atendimento é feito pelo dono da banca, Nataniel Real, neto e filho dos proprietários anteriores, conhecidos de quase toda a população pelotense. Quem vem como comprador encontra não somente o pronto atendimento, mas também a gentil conversação e pequenas provas grátis dos petiscos de interesse – amendoim de vários tipos, azeitonas portuguesas, chilenas ou gregas, amêndoas, os pouco conhecidos tremoços (um tipo de feijão branco, em salmoura), damascos secos e as clássicas passas de uva, ameixa ou pêssego.
A especialidade desta loja são os temperos e especiarias, muitos deles importados. Uma lista não exaustiva inclui os seguintes: cominho, coentro, tomilho, pimenta de 4 tipos, alecrim, manjericão, açafrão, curry, vermelhão ou colorau, sálvia, páprica, noz moscada, cravo e canela. Ainda há vários azeites de oliva e de dendê, leite de coco, cerejas em calda, linhaça, e tâmaras da Tunísia.
Mesmo não tendo muita variedade de doces, é de se destacar a qualidade natural dos produtos coloniais pelotenses, como a pessegada em passa e o origone (pêssego fatiado), além de frutas cristalizadas, goiabada e dois tipos de queijo, sem esquecer o salame e o charque (de Santa Maria, onde ainda se fabrica à moda antiga, seco ao sol sem procedimentos artificiais).
Quanto a licores, somente encontramos vinho de garrafão (Motter, de Caxias do Sul), aguardente Ypioca e uma cachaça artesanal de Canguçu, do sítio Acanguaçu.
Nossa sugestão é preparar um aperitivo com a cachaça citada, mais umas azeitonas pretas graúdas, do tipo grego, acompanhadas de cubos de queijo e uma boa porção de amendoim com cebola e salsa (proveniente de São Paulo, da variedade japonesa). Que a nossa pessegada em passa complete a rica combinação de sabores.
A Deliciosa vende várias delícias do mundo, e o faz com delicadeza, coisas que já são difíceis de encontrar num mesmo local, e por um preço baixo. Os prazeres que pode proporcionar são nota dez.
Banca nº 6 do Mercado Público, mais próxima da entrada pela Andrade Neves.
Crítica gastronômica
Nesta coluna já comentamos sobre pratos e restaurantes, mas pareceu-nos próprio, a partir da sugestão de uma amável leitora do blog, homenagear uma antiga banca do Mercado Público de Pelotas, que funciona ali desde 1948 – há 60 anos, portanto.
Seu nome formal é: “A Deliciosa, mercearia e fiambreria”. Seu ramo são os secos e molhados, para usar a expressão tradicional portuguesa, que hoje equivale ao internacional “déli store”, as casas de delikatessen.
O atendimento é feito pelo dono da banca, Nataniel Real, neto e filho dos proprietários anteriores, conhecidos de quase toda a população pelotense. Quem vem como comprador encontra não somente o pronto atendimento, mas também a gentil conversação e pequenas provas grátis dos petiscos de interesse – amendoim de vários tipos, azeitonas portuguesas, chilenas ou gregas, amêndoas, os pouco conhecidos tremoços (um tipo de feijão branco, em salmoura), damascos secos e as clássicas passas de uva, ameixa ou pêssego.
Mesmo não tendo muita variedade de doces, é de se destacar a qualidade natural dos produtos coloniais pelotenses, como a pessegada em passa e o origone (pêssego fatiado), além de frutas cristalizadas, goiabada e dois tipos de queijo, sem esquecer o salame e o charque (de Santa Maria, onde ainda se fabrica à moda antiga, seco ao sol sem procedimentos artificiais).
Quanto a licores, somente encontramos vinho de garrafão (Motter, de Caxias do Sul), aguardente Ypioca e uma cachaça artesanal de Canguçu, do sítio Acanguaçu.
Nossa sugestão é preparar um aperitivo com a cachaça citada, mais umas azeitonas pretas graúdas, do tipo grego, acompanhadas de cubos de queijo e uma boa porção de amendoim com cebola e salsa (proveniente de São Paulo, da variedade japonesa). Que a nossa pessegada em passa complete a rica combinação de sabores.
A Deliciosa vende várias delícias do mundo, e o faz com delicadeza, coisas que já são difíceis de encontrar num mesmo local, e por um preço baixo. Os prazeres que pode proporcionar são nota dez.
Banca nº 6 do Mercado Público, mais próxima da entrada pela Andrade Neves.
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Slow Food
Machado de Assis e Pelotas (Parte 2)
No último dia 29 de setembro fez 100 anos da morte do escritor Machado de Assis. Embora vivesse longe do Rio Grande do Sul, o autor carioca ambienta algumas de suas histórias em Pelotas. O conto abaixo, Diana, é um exemplo. O conto é de 1866, primeira fase de Machado. As outras partes estão abaixo deste texto

Diana (Conto)
Machado de Assis
...
Alberto leu e releu esta carta. Sorriu à idéia de que Luís se achava envolvido em um mistério de romance. Ele sabia que o padrinho do advogado era um homem excêntrico, desta longa família que se ramifica por todas as raças e todos os países.
Direi em duas palavras quem eram os dois amigos.
Luís, advogado provinciano, como ele próprio diz, tinha tomado grau na faculdade de S. Paulo e tinha vindo advogar na corte. Fazia um ano que se achava aí sem ter conseguido nome nem fortuna. Alguma coisa que trouxera ia-se já gastando e o legado do padrinho veio na melhor ocasião.
Alberto, natural do Rio de Janeiro, era advogado, como ele, sem nome e sem fortuna, como ele filho da academia de S. Paulo, havendo em tanta harmonia e identidade uma única diferença: era o legado do padrinho de Luís.
A viagem a Minas feita por Alberto era por motivo de ir colher informações minuciosas para servir em processo.
O encontro de ambos já o leitor teve notícia no começo destas linhas.
(Continua amanhã)
* Este conto tem mais duas partes. A terceira parte será publicada amanhã. A última, segunda-feira.
OUTRAS PARTES DO CONTO
- Machado de Assis e Pelotas (Parte 1)
- Machado de Assis e Pelotas (Parte 3)
NOTA DA REDAÇÃO
Joaquim Maria Machado de Assis foi jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo. Mulato e pobre, além de gago e epilético, ele nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 21 de junho de 1839, e faleceu também no Rio, em 29 de setembro de 1908. Viveu durante o longo reinado de d. Pedro II, assistiu à proclamação da República e testemunhou os primeiros anos do século XX. É fundador da Academia Brasileira de Letras.

Diana (Conto)
Machado de Assis
...
Alberto leu e releu esta carta. Sorriu à idéia de que Luís se achava envolvido em um mistério de romance. Ele sabia que o padrinho do advogado era um homem excêntrico, desta longa família que se ramifica por todas as raças e todos os países.
Direi em duas palavras quem eram os dois amigos.
Luís, advogado provinciano, como ele próprio diz, tinha tomado grau na faculdade de S. Paulo e tinha vindo advogar na corte. Fazia um ano que se achava aí sem ter conseguido nome nem fortuna. Alguma coisa que trouxera ia-se já gastando e o legado do padrinho veio na melhor ocasião.
Alberto, natural do Rio de Janeiro, era advogado, como ele, sem nome e sem fortuna, como ele filho da academia de S. Paulo, havendo em tanta harmonia e identidade uma única diferença: era o legado do padrinho de Luís.
A viagem a Minas feita por Alberto era por motivo de ir colher informações minuciosas para servir em processo.
O encontro de ambos já o leitor teve notícia no começo destas linhas.
(Continua amanhã)
* Este conto tem mais duas partes. A terceira parte será publicada amanhã. A última, segunda-feira.
OUTRAS PARTES DO CONTO
- Machado de Assis e Pelotas (Parte 1)
- Machado de Assis e Pelotas (Parte 3)
NOTA DA REDAÇÃO
Joaquim Maria Machado de Assis foi jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo. Mulato e pobre, além de gago e epilético, ele nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 21 de junho de 1839, e faleceu também no Rio, em 29 de setembro de 1908. Viveu durante o longo reinado de d. Pedro II, assistiu à proclamação da República e testemunhou os primeiros anos do século XX. É fundador da Academia Brasileira de Letras.
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Vida cultural
Pesquisa mostra empate entre Marroni e Fetter
Pesquisa do Instituto Fato, para prefeito de Pelotas, divulgada hoje, mostra empate técnico entre Fernando Marroni (PT) e Fetter Jr. (PP). Marroni aparece com 32,8% das intenções de voto e Fetter com 29,9%. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.
Matteo Chiarelli (DEM) vem em terceiro com 13,1%, superando pela primeira vez Anselmo Rodrigues (PDT). A pesquisa foi feita nos dias 2 e 3 deste mês e ouviu 800 pessoas.
A pesquisa foi feita a pedido da RBS. Veja aqui.
Matteo Chiarelli (DEM) vem em terceiro com 13,1%, superando pela primeira vez Anselmo Rodrigues (PDT). A pesquisa foi feita nos dias 2 e 3 deste mês e ouviu 800 pessoas.
A pesquisa foi feita a pedido da RBS. Veja aqui.
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Eleições
Homem de Prata é confundido com "assassino" por colunista de um jornal da cidade
E promete recorrer judicialmente,
buscando reparação por danos morais

O ator Paulo Sérgio Klug, conhecido como "Homem de Prata", que trabalha como estátua viva no calçadão de Pelotas, ao lado do chafariz Três Meninas, foi confundido num jornal local com um condenado por tentativa de homicídio. O engano foi cometido nas páginas do Diário da Manhã, por um de seus colunistas. Ilustrando a matéria sobre a condenação, o jornal publicou por engano uma fotografia de Paulo Sérgio.
O texto afirma que o homem foi condenado por tentar matar a própria mulher, a quem teria contaminado com o vírus da AIDS.
O autor da confusão foi o advogado e ex-delegado Roger Antonio Cavichioli, dono da seção de notícias Espaço Jurídico. Em sua coluna da última quinta-feira (2), o advogado cometeu um erro comum: não checou a informação antes de publicar. Resultado: "confundiu as estátuas vivas".
Na verdade, o homem condenado é outro ator - que também ganhava a vida como estátua viva no calçadão - e não Paulo Sérgio, que nada tem a ver com a história.
Paulo Sérgio procurou advogada e promete recorrer judicialmente para ser indenizado por danos morais. Ele diz que tem sido motivo de ofensas e de chacotas. Diz também que sua arrecadação caiu desde a publicação da falsa notícia.
No dia seguinte ao erro, o colunista-advogado escreveu uma nota no DM admitindo o erro e pedindo desculpas ao ator. O advogado elogia Paulo, chamando-o de "artista excepcional". Ao mesmo tempo procura auto-desculpar-se, atribuindo a confusão ao fato de, na foto publicada, o rosto de Paulo estar parcialmente encoberto por um chapéu. No pedido de desculpas publicado, o advogado grifa errado o sobrenome do artista: em vez de Klug, escreve "Kug".
NOTA DA REDAÇÃO
Ninguém que trabalha na imprensa está livre de um engano desses. São ossos do ofício. Por isso, o jornalismo é uma das profissões com maior nível de estresse. Um cochilo, e pronto: o estrago está feito, por vezes deixando consequências desagradáveis para ambos os lados. Foi o caso do "Homem de Prata", reduzido a um homem de lata pelo que parece ser um lapso.
buscando reparação por danos morais
O ator Paulo Sérgio Klug, conhecido como "Homem de Prata", que trabalha como estátua viva no calçadão de Pelotas, ao lado do chafariz Três Meninas, foi confundido num jornal local com um condenado por tentativa de homicídio. O engano foi cometido nas páginas do Diário da Manhã, por um de seus colunistas. Ilustrando a matéria sobre a condenação, o jornal publicou por engano uma fotografia de Paulo Sérgio.
O texto afirma que o homem foi condenado por tentar matar a própria mulher, a quem teria contaminado com o vírus da AIDS.
O autor da confusão foi o advogado e ex-delegado Roger Antonio Cavichioli, dono da seção de notícias Espaço Jurídico. Em sua coluna da última quinta-feira (2), o advogado cometeu um erro comum: não checou a informação antes de publicar. Resultado: "confundiu as estátuas vivas".
Na verdade, o homem condenado é outro ator - que também ganhava a vida como estátua viva no calçadão - e não Paulo Sérgio, que nada tem a ver com a história.
Paulo Sérgio procurou advogada e promete recorrer judicialmente para ser indenizado por danos morais. Ele diz que tem sido motivo de ofensas e de chacotas. Diz também que sua arrecadação caiu desde a publicação da falsa notícia.
No dia seguinte ao erro, o colunista-advogado escreveu uma nota no DM admitindo o erro e pedindo desculpas ao ator. O advogado elogia Paulo, chamando-o de "artista excepcional". Ao mesmo tempo procura auto-desculpar-se, atribuindo a confusão ao fato de, na foto publicada, o rosto de Paulo estar parcialmente encoberto por um chapéu. No pedido de desculpas publicado, o advogado grifa errado o sobrenome do artista: em vez de Klug, escreve "Kug".
NOTA DA REDAÇÃO
Ninguém que trabalha na imprensa está livre de um engano desses. São ossos do ofício. Por isso, o jornalismo é uma das profissões com maior nível de estresse. Um cochilo, e pronto: o estrago está feito, por vezes deixando consequências desagradáveis para ambos os lados. Foi o caso do "Homem de Prata", reduzido a um homem de lata pelo que parece ser um lapso.
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Justiça
Janela indiscreta: Vereador anda solto...
Ligue o som!
No vídeo abaixo,
Vereador e amigos saem à cata do eleitor
Ligue o som!
Leitor anônimo escreve: "Acho que a cachorrada e as ratazanas do calçadão devem fazer parte de algum projeto de turismo para a cidade...Quem sabe um "zoológico a céu aberto" no chamado "shopping a céu aberto", não?
E é claro que o nome do cachorro chefe da matilha só poderia ser Vereador.
Na verdade isto pode ser uma pista que leve a descobrirmos algum caso de legislação em causa própria, nepotismo ou algo que o valha, porque, em 2004, os Vereadores Humanos de Pelotas aprovaram uma Lei (Lei 5086/2004). Nela, nossos gloriosos vereadores determinaram que "a prefeitura recolherá os cães soltos na rua e, se não tiverem dono nem quem queira adotar, serão devolvidos ao mesmo local onde foram apreendidos!"
E depois ainda dizem que os Edis não fazem nada a não ser homenagear e dar nome às ruas! Ledo engano, pois aí esta a prova que também fazem M____!
Não é a toa que o chefe da quadrilha, digo, matilha é o Vereador!
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Janela indiscreta
Se eu soubesse...
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Eleições
Canto e emoções no Conservatório
Ars Longa
Crítica Cultural
Nesta sexta-feira, o Salão Milton de Lemos vibrou com um recital de canto lírico no velho estilo mas com um toque de saudade e de maternal carinho. A emoção à flor da pele pôde ser sentida pelos 70 assistentes, a maioria artistas que vinham apreciar o trabalho de um trio de mestres, proveniente de Florianópolis.
No contexto dos 90 anos do Conservatório de Música, a pianista Elisabeth Salles (ex-diretora da Casa, de 1989 a 1993), a cantora pelotense Rute Ferreira Gebler e o barítono catarinense Schäffer Júnior trouxeram a nossa cidade sua produção recente “Canções de Amor”, um conjunto da mais romântica música brasileira, italiana e alemã.
Com muito vibrato na voz mas com grande sensibilidade na expressão, soprano e barítono apresentaram catorze trechos em total, mais um extra. O programa incluiu muito do repertório que caracterizou os melhores anos da música em Pelotas, como a popular “Amapola”, “O doce mistério da vida” (de uma opereta americana) e o dueto “Là ci darem la mano”, do Don Giovanni de Mozart, que foi o extra que fechou o recital com chave de ouro.
Além do saudosismo musical, ficou evidente neste breve encontro de uma hora a maravilhosa beleza que era usual presenciar no nosso Conservatório em seus melhores anos, em vista da qualidade profissional e delicadeza humana destas artistas.
Entre os números, Rute explicou que havia deixado o canto e foi animada a retomá-lo, e se nota que ela o faz com muito amor e gratidão, ao voltar a apresentar-se em Pelotas depois de vinte anos. Nesta corda emotiva, ela contou que seu sogro, já falecido, costumava pedir-lhe que preparasse a melodia da “Serenata Rimpianto”, de Toselli, o que ela nunca fizera, até hoje, quando a dedicou a sua memória.
Somente a confecção do programa escrito deixou a desejar quanto à perfeição nesta bela noite: a música não foi identificada quanto às épocas, a impressão ficou de baixa qualidade, com formatação descuidada, e o insuficiente número de cópias deixou algumas pessoas sem a informação.
Na próxima sexta, 10 de outubro, teremos outro concerto da maior qualidade, com o Trio Elas por Elas: mulheres interpretando composições de mulheres, em piano, violino e violoncelo. A formação do grupo estreou em Porto Alegre, em março de 2007.
* Se você quiser divulgar eventos ou conversar com o autor, escreva para arslongasatolep@hotmail.com
Crítica Cultural
Nesta sexta-feira, o Salão Milton de Lemos vibrou com um recital de canto lírico no velho estilo mas com um toque de saudade e de maternal carinho. A emoção à flor da pele pôde ser sentida pelos 70 assistentes, a maioria artistas que vinham apreciar o trabalho de um trio de mestres, proveniente de Florianópolis.
No contexto dos 90 anos do Conservatório de Música, a pianista Elisabeth Salles (ex-diretora da Casa, de 1989 a 1993), a cantora pelotense Rute Ferreira Gebler e o barítono catarinense Schäffer Júnior trouxeram a nossa cidade sua produção recente “Canções de Amor”, um conjunto da mais romântica música brasileira, italiana e alemã.
Com muito vibrato na voz mas com grande sensibilidade na expressão, soprano e barítono apresentaram catorze trechos em total, mais um extra. O programa incluiu muito do repertório que caracterizou os melhores anos da música em Pelotas, como a popular “Amapola”, “O doce mistério da vida” (de uma opereta americana) e o dueto “Là ci darem la mano”, do Don Giovanni de Mozart, que foi o extra que fechou o recital com chave de ouro.Além do saudosismo musical, ficou evidente neste breve encontro de uma hora a maravilhosa beleza que era usual presenciar no nosso Conservatório em seus melhores anos, em vista da qualidade profissional e delicadeza humana destas artistas.
Entre os números, Rute explicou que havia deixado o canto e foi animada a retomá-lo, e se nota que ela o faz com muito amor e gratidão, ao voltar a apresentar-se em Pelotas depois de vinte anos. Nesta corda emotiva, ela contou que seu sogro, já falecido, costumava pedir-lhe que preparasse a melodia da “Serenata Rimpianto”, de Toselli, o que ela nunca fizera, até hoje, quando a dedicou a sua memória.
O ponto mais tocante foi a Canção de Anita, para solo de soprano, da ópera Anita Garibaldi, composta em 1939 pelo maestro alemão Heinz Geyer. Neste trecho, a letra em português, com melodia muito simples, é envolvida e adornada por frases do piano mais elaboradas que, não simplesmente apóiam, mas pretendem dialogar e contrapor-se com otimismo à melancolia do textoO clima emotivo ganhou espontaneidade quando nos duos finais os cantores acrescentaram a seus habituais gestos expressivos o baile, o que fez brotar aplausos no meio da música e aumentá-los com entusiasmo no final. Para alegria da platéia, veio o extra, acima citado, e os cantores romperam de novo o “protocolo”: em vez de retirar-se do palco desceram a platéia para receber ali mesmo o carinho dos amigos.
Somente a confecção do programa escrito deixou a desejar quanto à perfeição nesta bela noite: a música não foi identificada quanto às épocas, a impressão ficou de baixa qualidade, com formatação descuidada, e o insuficiente número de cópias deixou algumas pessoas sem a informação.
Na próxima sexta, 10 de outubro, teremos outro concerto da maior qualidade, com o Trio Elas por Elas: mulheres interpretando composições de mulheres, em piano, violino e violoncelo. A formação do grupo estreou em Porto Alegre, em março de 2007.
* Se você quiser divulgar eventos ou conversar com o autor, escreva para arslongasatolep@hotmail.com
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Ars Longa (crítica cultural)
Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008
UFPel divulga edital para substituição de funcionários da FAU contratados sem concurso
A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) começa a publicar editais de concurso público, para substituição das 700 pessoas contratadas sem concurso e que devem ser demitidas, por ordem da Justiça. O primeiro edital anunciado é destinado ao preenchimento de funções da Fundação de Assistência Universitária (FAU).
Está meio escondido no site da UFPel, mas está lá.
Se tiver dificuldades para encontrar o edital, telefone para a assessoria de comunicação. O número é 3275-7528.
Está meio escondido no site da UFPel, mas está lá.
Se tiver dificuldades para encontrar o edital, telefone para a assessoria de comunicação. O número é 3275-7528.
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Educação
Machado de Assis e Pelotas (Parte 1)
No último dia 29 de setembro fez 100 anos da morte do escritor Machado de Assis. Embora vivesse longe do Rio Grande do Sul, o autor carioca ambienta algumas de suas histórias em Pelotas. O conto abaixo, Diana, é um exemplo. Ele será publicado em quatro partes, de ontem a segunda-feira. O conto é de 1866, primeira fase de Machado. As outras partes estão abaixo deste texto.

Diana (Conto)
De Machado de Assis
Em certo dia do mês de março do ano da graça de 1863 encontravam-se na rua do Ouvidor, cidade do Rio de Janeiro, dois rapazes, ambos acompanhados de um criado carregando as respectivas malas.
- Luís!
- Alberto!
- Que é isso?
- A que horas chegas!
- Não pôde ser mais cedo. Venho do caminho de ferro neste momento. Mas tu, chegas também de Minas, ou partes para lá?
- Não chego nem vou para lá. Vou para o Rio Grande. Está a sair o vapor.
- Que volta tão repentina é essa?
- Assim é preciso.
- Isto só pelo diabo. Se eu soubesse de semelhante coisa tinha vindo mais cedo.
- De lá te escreverei. Adeus!
- Adeus!
E os dois amigos, depois de se abraçarem, separaram-se, tomando um para a hospedaria, outro para a praia dos Mineiros.
Alberto foi fazendo consigo as reflexões seguintes:
- Que diabo leva o Luís ao Rio Grande tão repentinamente? Este rapaz tem o juízo a arder...
Tempos depois Alberto recebia a seguinte carta de Porto Alegre, escrita pelo amigo Luís.
"Luís a Alberto.
- Prezado amigo. Só agora te escrevo porque só agora me é dado dispensar alguns minutos. Se fosses alguma destas suscetibilidades que tantas vezes encontrei dava-te outra razão, mentirosa decerto, mas suficiente para acalmar-te o espírito e consolar-te o coração. Mas prefiro a verdade. Eu te conheço, tu me conheces, nós nos conhecemos. Queres então saber que motivo me trouxe ao Rio Grande tão repentinamente? Um motivo simples: receber um legado. Tive notícia de que meu padrinho morrera e me deixara em testamento certa quantia assaz avultada para colocar-me acima das atribulações da vida. Que tal? É ou não uma tigela de maná que me veio do céu? Eu bem te dizia muitas vezes que tinha fé na minha estrela, e que estava certo de que não havia de ganhar fortuna pela simples posição de advogado provinciano. Mas já te ouço dizer contigo mesmo: Que tivesse um legado, concebe-se; mas que fosse ele próprio arrecadá-lo, isto é que eu acho esquisito.
Respondo à tua reflexão:
Podia dar procuração a alguém e ficar comodamente na corte à espera que lá me fosse ter às mãos a quantia legada por aquele chorado padrinho. Se não fiz isto foi por virtude de uma cláusula que o meu referido padrinho incluiu no testamento.
Esta cláusula é a seguinte:
Este legado só será entregue ao meu afilhado Luís depois que ele tiver, por virtude dos próprios esforços, descoberto em certo lugar, situado na casa tal, em Pelotas, um segredo que lá conservo. Deves compreender que eu não podia, estando na corte, descobrir o segredo de Pelotas. Por isso embarquei apenas recebi a notícia. Muitas vezes te falei neste padrinho como o mais singular e extravagante dos padrinhos. Sobre a condição que ele punha tinha eu a curiosidade de saber qual era esta nova excentricidade do velho. E parti. Ainda não fui a Pelotas, mas tratei de indagar que casa era aquela e quem residia lá. Disseram-me que a casa era propriedade de meu padrinho e estava vazia há cinco anos. Isto aguçou a minha curiosidade.
Decididamente temos um mistério neste negócio.
O que sobretudo me causa ainda maior assombro é não haver na cláusula a designação em que lugar da casa se acha o segredo. Será nas salas, nas alcovas, no terreiro, no teto ou no chão? Não sei. Mas o legado vale a pena, e eu tenho forças e tenacidade para levar a obra ao cabo. Disponho-me a partir dentro de alguns dias, munido de instrumentos e acompanhado do meu guasca. De tudo o que ocorrer dar-te-ei conta. Adeus. Não sejas preguiçoso. Escreve-me".
(Continua amanhã)
* Este conto tem mais três partes. A segunda parte será publicada amanhã. A terceira, domingo. A última, segunda-feira.
OUTRAS PARTES DO CONTO
- Machado de Assis e Pelotas (Parte 2)
- Machado de Assis e Pelotas (Parte 3)
NOTA DA REDAÇÃO
Joaquim Maria Machado de Assis foi jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo. Mulato e pobre, além de gago e epilético, ele nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 21 de junho de 1839, e faleceu também no Rio, em 29 de setembro de 1908. Viveu durante o longo reinado de d. Pedro II, assistiu à proclamação da República e testemunhou os primeiros anos do século XX. É o fundador Academia Brasileira de Letras.

Diana (Conto)
De Machado de Assis
Em certo dia do mês de março do ano da graça de 1863 encontravam-se na rua do Ouvidor, cidade do Rio de Janeiro, dois rapazes, ambos acompanhados de um criado carregando as respectivas malas.
- Luís!
- Alberto!
- Que é isso?
- A que horas chegas!
- Não pôde ser mais cedo. Venho do caminho de ferro neste momento. Mas tu, chegas também de Minas, ou partes para lá?
- Não chego nem vou para lá. Vou para o Rio Grande. Está a sair o vapor.
- Que volta tão repentina é essa?
- Assim é preciso.
- Isto só pelo diabo. Se eu soubesse de semelhante coisa tinha vindo mais cedo.
- De lá te escreverei. Adeus!
- Adeus!
E os dois amigos, depois de se abraçarem, separaram-se, tomando um para a hospedaria, outro para a praia dos Mineiros.
Alberto foi fazendo consigo as reflexões seguintes:
- Que diabo leva o Luís ao Rio Grande tão repentinamente? Este rapaz tem o juízo a arder...
Tempos depois Alberto recebia a seguinte carta de Porto Alegre, escrita pelo amigo Luís.
"Luís a Alberto.
- Prezado amigo. Só agora te escrevo porque só agora me é dado dispensar alguns minutos. Se fosses alguma destas suscetibilidades que tantas vezes encontrei dava-te outra razão, mentirosa decerto, mas suficiente para acalmar-te o espírito e consolar-te o coração. Mas prefiro a verdade. Eu te conheço, tu me conheces, nós nos conhecemos. Queres então saber que motivo me trouxe ao Rio Grande tão repentinamente? Um motivo simples: receber um legado. Tive notícia de que meu padrinho morrera e me deixara em testamento certa quantia assaz avultada para colocar-me acima das atribulações da vida. Que tal? É ou não uma tigela de maná que me veio do céu? Eu bem te dizia muitas vezes que tinha fé na minha estrela, e que estava certo de que não havia de ganhar fortuna pela simples posição de advogado provinciano. Mas já te ouço dizer contigo mesmo: Que tivesse um legado, concebe-se; mas que fosse ele próprio arrecadá-lo, isto é que eu acho esquisito.
Respondo à tua reflexão:
Podia dar procuração a alguém e ficar comodamente na corte à espera que lá me fosse ter às mãos a quantia legada por aquele chorado padrinho. Se não fiz isto foi por virtude de uma cláusula que o meu referido padrinho incluiu no testamento.
Esta cláusula é a seguinte:
Este legado só será entregue ao meu afilhado Luís depois que ele tiver, por virtude dos próprios esforços, descoberto em certo lugar, situado na casa tal, em Pelotas, um segredo que lá conservo. Deves compreender que eu não podia, estando na corte, descobrir o segredo de Pelotas. Por isso embarquei apenas recebi a notícia. Muitas vezes te falei neste padrinho como o mais singular e extravagante dos padrinhos. Sobre a condição que ele punha tinha eu a curiosidade de saber qual era esta nova excentricidade do velho. E parti. Ainda não fui a Pelotas, mas tratei de indagar que casa era aquela e quem residia lá. Disseram-me que a casa era propriedade de meu padrinho e estava vazia há cinco anos. Isto aguçou a minha curiosidade.
Decididamente temos um mistério neste negócio.
O que sobretudo me causa ainda maior assombro é não haver na cláusula a designação em que lugar da casa se acha o segredo. Será nas salas, nas alcovas, no terreiro, no teto ou no chão? Não sei. Mas o legado vale a pena, e eu tenho forças e tenacidade para levar a obra ao cabo. Disponho-me a partir dentro de alguns dias, munido de instrumentos e acompanhado do meu guasca. De tudo o que ocorrer dar-te-ei conta. Adeus. Não sejas preguiçoso. Escreve-me".
(Continua amanhã)
* Este conto tem mais três partes. A segunda parte será publicada amanhã. A terceira, domingo. A última, segunda-feira.
OUTRAS PARTES DO CONTO
- Machado de Assis e Pelotas (Parte 2)
- Machado de Assis e Pelotas (Parte 3)
NOTA DA REDAÇÃO
Joaquim Maria Machado de Assis foi jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo. Mulato e pobre, além de gago e epilético, ele nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 21 de junho de 1839, e faleceu também no Rio, em 29 de setembro de 1908. Viveu durante o longo reinado de d. Pedro II, assistiu à proclamação da República e testemunhou os primeiros anos do século XX. É o fundador Academia Brasileira de Letras.
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Pelotas quadro a quadro: Carlos Souza
Carlos Souza, leitor do blog, envia foto acima e legenda abaixo."A 200 metros da Avenida Fernando Osório, este trecho da Raul Pompéia retrata uma realidade que muitos tentam esconder. Mas aqui também é Pelotas".
Pelotas Quadro a Quadro
Nesta seção, publicamos fotos dos leitores que retratem instantâneos da nossa cidade. Aguardamos tua colaboração. Só uma condição: que as fotos venham em baixa resolução.
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Pelotas quadro a quadro
Jocilei, o bobão, está deprimido
Jocilei é um bobão. Ele acredita em tudo que ouve e vê. Seu programa predileto nos últimos tempos foi a propaganda eleitoral na tevê. Comia baldes de pipocas e ficava num estado de tamanha excitação que, ao final dos programas, precisava ser contido pelos familiares. Com o fim da propaganda na tevê, caiu em depressão. Nem por pipoca se interessa mais. Desde então passa na cama, balbuciando fragmentos como "o futuro começa agora", "deixa o homem trabalhá", "o futuro está em suas mãos".
DP evita noticiar que vereadores "aumentaram" os próprios salários, a que chama de "subsídios"
O título da matéria é:A matéria acima foi publicada no mais velho jornal de Pelotas, o Diário Popular, edição de hoje. Ao longo da reportagem o jornal não fala em "salários", mas em "subsídios", palavra usada como chamada no topo do título. O jornal também não informa para quanto passou o tal "subsídio" dos vereadores. Omite essa informação essencial.
SUBSÍDIOS
"Vereadores definem os salários do próximo mandato".
O jornal não diz claramente (procura amenizar), mas, na verdade, os vereadores aumentaram os próprios salários (não subsídios) em mil reais, passando a receber R$ 6.509. Um belo "subsídio" numa cidade em que 95% da população ganha menos de três salários mínimos.
O novo salário, e mesmo o antigo, são excelentes para quem trabalha pouco e pode continuar a exercer paralelamente suas atividades profissionais.
Alguns vereadores chegaram a dizer que na fixação do novo salário "seria levada em conta a situação da cidade". Por essa lógica, eles deveriam reduzir o valor.
A Lei Orgânica do Município permite que, ao final de cada legislatura, a Câmara redefina o valor dos salários dos vereadores. Não obriga - permite.
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Vida de jornalista
Quase TUDO...
Minha amiga Catita, a mal-humorada mais divertida que conheço, me ligou hoje."Tu conhece aquele caderno cultural do Diário Popular, um tal de TUDO?"
"Sim, acho que já vi".
"Pois não encontrei nada nele sobre o Ciclo de Cinema & Debates que está sendo promovido pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Os caras vão passar 40 filmes de graça para a população, mas o caderno TUDO não informa nada."
"Será que é porque a entrada é de graça... vai ver os donos de cinema pagos podem ficar brabos..."
"Sei lá, mas, já que nem toda notícia sai no tal caderno, deviam mudar o nome dele para QUASE TUDO".
"De fato, é presunção demais para quatro páginas."
"E não é, menino?"
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Concurso de fotografia
Mais informações pelos e-mails: contato@3milenio.inf.br; agenciadaarte@yahoo.com.br; arteartes_06@yahoo.com.br
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Vida cultural
O dono do circo (uma retrospectiva)

Sérgio Estanislau
Cronista
Domingo é dia de eleição. Dizem que o cidadão acima é o verdadeiro dono do circo, e que, quando descobrir a sua força, bota tudo abaixo. O primeiro instantâneo acima marca um flagrante do dia da última votação. Após eleger os seus representantes, o 'dono do circo' resolveu se refestelar com um banho nas águas da Cascata. Estava feliz com os representantes que tinha escolhido, pois todos eles prometiam o que ele sempre quis: pão...e circo.
Bom, hoje em dia ele está um pouco mais ressabiado, como indica essa outra foto - ela mostra que, num ponto durante estes quatro anos, nosso amigo chegou a pensar no suicídio, só para não ter que usar de novo a urna eletrônica.

Mas isso passou, e ele continua consciente da importância de sua escolha, pois, afinal de contas, dela resultarão os 15 (ou serão 16) superheróis que nos próximos anos, além de nos divertir muito, terão tarefas extremamente importantes a desempenhar sobre o picadeiro, como por exemplo:
1) Vão escolher os nomes das ruas por onde a gente vai transitar (é a chance de homenagear aquele vozinho que ninguém sabe mais quem é, uma espécie de nepotismo póstumo).
2) Vão decidir matérias transcendentais, como, por exemplo, qual a próxima ferragem e distribuidora de gás que deverão receber homenagens, quais os felizardos cidadãos do patriciado ou mesmo da plebe que poderão decorar a sala de casa com o diploma de cidadão pelotino, ou com o brasão pelotino.
3) Vão poder empregar toda a família - toda a família mesmo - e a dos amigos em cargos em comissão, com direito, inclusive, a receber uma percentagem dos lucros, digo, dos salários.
4) Vão finalmente chegar à conclusão sobre onde será a nova sede da Câmara de Vereadores - decisão tão fundamental para a comunidade - com direito, se possível, a um novo projeto arquitetônico.
5) Vão aproveitar aquelas sessões sem importância, em que se discute o Plano Diretor (tão chato, tão sem emoção, pois ninguém é homenageado), para tirar um cochilo tranqüilo.
6) Vão usar o pátio da Câmara para satisfazer os seus instintos mais primitivos.
7) Um deles, finalmente, last but not least, será o protagonista do filme 'O Exorcista II", já que o ator anterior não teria agradado os responsáveis pela produção, mas esta lutando bravamente para figurar novamente no elenco.
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Sérgio Estanislau
Candidato aproveitador

O blog recebeu vários e-mails enviados por estudantes da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) protestando contra o que chamam de "abuso". Segundo eles, sem que tivessem dado autorização, receberam em suas caixas de correio eletrônico um e-mail de um professor da UCPel que é candidato a vereador.
Diz o e-mail:
"Prezados alunos, sou o único candidato a Vereador professor da UCPel e quero te convidar a acessar nosso blog (http://?????.blogspot.com) para que conheças melhor nossos compromissos. Espero poder contar com tua confiança nesta eleição. Meu número é ?????. Um abraço, ?????, professor de Direito Civil e História do Direito."Os mais indignados dizem que agora mesmo é que não vão votar no candidato, que aproveitou o mailing da UCPel em benefício próprio.
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Eleições
Advogado doa instrumentos à banda do Pelotense
Reginaldo Bacci:
reencontro afetivo
através da música
O advogado pelotense Reginaldo Bacci, 47 anos, que vive e trabalha há vários anos em Brasília, retornou às suas origens para um reencontro afetivo. Às 17h de ontem (2) ele fez uma visita ao Colégio Pelotense, onde estudou nos anos 70.
Bacci esteve na escola para um gesto que é uma espécie de tradição na vida do colégio: o envolvimento de seus ex-alunos com a escola. Durante a visita, ele doou doze instrumentos musicais de sopro para a banda do colégio. A doação se completará nos próximos dois meses, com a chegada de todos os instrumentos, cuja produção está sendo concluída por um luthier.
O advogado tributarista, que dirige um escritório de advocacia na capital federal, foi recebido por um grupo de professores e pelos integrantes da banda, que, como agradecimento, executaram composições - entre elas, o Hino do Colégio. Bacci relembrou aos estudantes suas origens familiares e sociais e elogiou a escola, que, segundo ele, foi essencial à sua formação como cidadão.
NOTA DA REDAÇÃO
O gesto de Bacci, incomum no Brasil, é um traço próprio de países com tradição de envolvimento maior de ex-alunos com as escolas onde estudaram. É o caso por exemplo dos Estados Unidos, onde a família também participa ativamente da vida escolar dos filhos, prestando serviços voluntários nos colégios, fazendo doações para sua manutenção, discutindo a questão pedagógica com os educadores através de conselhos, dentre outras ações.
No caso de escolas públicas, como o Colégio Pelotense, o gesto do advogado ganha um significado extra: é uma forma de retribuir ao Estado o investimento educacional que recebeu na juventude. Bacci deu um exemplo a ser seguido por outros. O Pelotense agradece.
reencontro afetivo
através da música
Bacci esteve na escola para um gesto que é uma espécie de tradição na vida do colégio: o envolvimento de seus ex-alunos com a escola. Durante a visita, ele doou doze instrumentos musicais de sopro para a banda do colégio. A doação se completará nos próximos dois meses, com a chegada de todos os instrumentos, cuja produção está sendo concluída por um luthier.
O advogado tributarista, que dirige um escritório de advocacia na capital federal, foi recebido por um grupo de professores e pelos integrantes da banda, que, como agradecimento, executaram composições - entre elas, o Hino do Colégio. Bacci relembrou aos estudantes suas origens familiares e sociais e elogiou a escola, que, segundo ele, foi essencial à sua formação como cidadão.
NOTA DA REDAÇÃO
O gesto de Bacci, incomum no Brasil, é um traço próprio de países com tradição de envolvimento maior de ex-alunos com as escolas onde estudaram. É o caso por exemplo dos Estados Unidos, onde a família também participa ativamente da vida escolar dos filhos, prestando serviços voluntários nos colégios, fazendo doações para sua manutenção, discutindo a questão pedagógica com os educadores através de conselhos, dentre outras ações.
No caso de escolas públicas, como o Colégio Pelotense, o gesto do advogado ganha um significado extra: é uma forma de retribuir ao Estado o investimento educacional que recebeu na juventude. Bacci deu um exemplo a ser seguido por outros. O Pelotense agradece.
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Comportamento,
Vida cultural
Filmes alternativos (e gratuitos) nesta semana
“Machuca”: golpe militar
no Chile revisitado pela
ótica da infância

Ars Longa
Crítica cultural
Hoje 3 de outubro faz um ano desde o fechamento do Cine Capitólio, mas o interesse por cinema tem aumentado em Pelotas, especialmente nos espaços artísticos e educacionais. Nos próximos 60 dias poderemos ver cerca de 40 filmes. Todos com entrada grátis.
“A Malvada” (1950), com a grande Bette Davis e uma Marilyn Monroe com 24 anos. O Cineclube Fanopéia tem um filme semanal, com discussão posterior. Hoje sexta às 18:30, no Mini 2 do CEFET.
“Orgulho e Preconceito” (2005), no ciclo sobre História da Arte focando na Europa do século XVIII. Com vinte anos neste filme, a inglesa Keira Knightley representou primeiro a amiga da rainha Amidala que troca de lugar com ela, no Episódio I de Guerra nas Estrelas (1999). Hoje às 19h no Instituto de Artes da UFPel, Alberto Rosa 62.
“Anti-herói americano” (2002), a história real de um cartunista, abrindo o ciclo com debates sobre HQ e Cinema. Segunda 6 às 19h, Instituto de Artes da UFPel.
“As horas” (2002), baseado em “Mrs. Dalloway”, de Virginia Woolf, no Instituto Profícere, com discussões coordenadas pelo psiquiatra Hemerson Mendes. O filme foca na depressão feminina, em 3 histórias semelhantes: a da escritora em 1923, a de uma leitora em 1951 e a da personagem do livro, em 2001. Após a projeção, a casa serve salgadinhos e refri. Terça 7 às 18:30, Tiradentes 2258.
“Machuca” (2004), a história do golpe militar chileno no ponto de vista de um menino de 11 anos. Mesmo com personagens fictícios, a narração é tão realista como um documentário, mas feita pelo prisma de um observador participante (o diretor tinha 8 anos em 1973). A canção “Dulce”, a dos beijos com leite condensado, foi composta especialmente para o filme. Os meninos atores têm 13 anos; a atriz tem 20. Quinta 9 no MALG, 19h, Osório esquina Neto.
Até agora, este blog é o único veículo pelotense que está reunindo esta informação. Começamos na sexta passada, 26 de setembro. Na próxima sexta, teremos os filmes dos dias seguintes.
* Contatos com o autor: arslongasatolep@hotmail.com
no Chile revisitado pela
ótica da infância

Ars Longa
Crítica cultural
Hoje 3 de outubro faz um ano desde o fechamento do Cine Capitólio, mas o interesse por cinema tem aumentado em Pelotas, especialmente nos espaços artísticos e educacionais. Nos próximos 60 dias poderemos ver cerca de 40 filmes. Todos com entrada grátis.
“A Malvada” (1950), com a grande Bette Davis e uma Marilyn Monroe com 24 anos. O Cineclube Fanopéia tem um filme semanal, com discussão posterior. Hoje sexta às 18:30, no Mini 2 do CEFET.
“Orgulho e Preconceito” (2005), no ciclo sobre História da Arte focando na Europa do século XVIII. Com vinte anos neste filme, a inglesa Keira Knightley representou primeiro a amiga da rainha Amidala que troca de lugar com ela, no Episódio I de Guerra nas Estrelas (1999). Hoje às 19h no Instituto de Artes da UFPel, Alberto Rosa 62.
“Anti-herói americano” (2002), a história real de um cartunista, abrindo o ciclo com debates sobre HQ e Cinema. Segunda 6 às 19h, Instituto de Artes da UFPel.
“As horas” (2002), baseado em “Mrs. Dalloway”, de Virginia Woolf, no Instituto Profícere, com discussões coordenadas pelo psiquiatra Hemerson Mendes. O filme foca na depressão feminina, em 3 histórias semelhantes: a da escritora em 1923, a de uma leitora em 1951 e a da personagem do livro, em 2001. Após a projeção, a casa serve salgadinhos e refri. Terça 7 às 18:30, Tiradentes 2258.
“Machuca” (2004), a história do golpe militar chileno no ponto de vista de um menino de 11 anos. Mesmo com personagens fictícios, a narração é tão realista como um documentário, mas feita pelo prisma de um observador participante (o diretor tinha 8 anos em 1973). A canção “Dulce”, a dos beijos com leite condensado, foi composta especialmente para o filme. Os meninos atores têm 13 anos; a atriz tem 20. Quinta 9 no MALG, 19h, Osório esquina Neto.
Até agora, este blog é o único veículo pelotense que está reunindo esta informação. Começamos na sexta passada, 26 de setembro. Na próxima sexta, teremos os filmes dos dias seguintes.
* Contatos com o autor: arslongasatolep@hotmail.com
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Ars Longa (crítica cultural)
Tempero da vida: Ensaio sobre a pimenta
Luiz Minduim
Cronista
Desperto com uma idéia arretada: Pimenta é Rock’roll! A picância, o ardor combinam e ressaltam toda a potência de guitarras, baixos, baterias e vocais. A iluminação é púrpura por certo.
A primeira conexão foi com os Rolling Stones: Pleased to meet you hope you guess my name, em Sympathy for the Devil, onde a jurássica banda escancara seu lado pouco cristão, por assim dizer. É o contraponto ao pop light e açucarado de artistas melosos de melodias fácinhas.
Rock tem que arder, tem que aumentar a pressão, tem de tirar o fôlego, assim como uma boa dose de pimenta.
Quero crer que já sentiram que as receitas pré-eleitorais tratam das Capiscum presentes na nossa culinária, apesar de achar que neste clima de leite morno ninguém vai soltar fogo pela ventas...
Pimenta na Pinga é uma maneira branda de curtir a pimenta, no óleo fica mais potente e perigosa. Precisarás de 250 g de pimenta dedo-de-moça, cachaça da boa,
três dentes de alho em rodelas, pimenta-do-reino branca em grãos, uma pitada de sal e uma folha de louro.
Retire o talinho das pimentas, lave-as e coloque-as no vidro. Misture algumas pi-mentas verdes para enfeitar. Junte o de sal, os grãos de pimenta do reino, alho e pedacinhos do louro. Acabe de encher o vidro com a cachaça. Agite bem para mistu-rar. Depois de uns 60 dias está pronta. No feijão de segunda feira é imbatível.
A Geléia de Pimenta é um preparo agridoce para acompanhar um lombinho ou alguma carne na grelha.
Meio quilo (ou menos) de pimenta dedo-de-moça, polpa de um melão médio, metade dum de abacaxi picado, dez dentes de alho, uma cebola média picada, meia xícara de azeite de oliva, tablete de caldo de carne (opcional), duas xícaras de açúcar, duas colheres (sopa) de gengibre fresco ralado, uma pitada de cravo em pó e uma colherinha de canela em pó.
Limpe a pimenta e coloque-a no liquidificador com o melão, o abacaxi, o alho, a ce-bola, o azeite e o caldo de carne. Junte um litro de água e bata por dois minutos até obter uma mistura homogênea. Transfira a mistura para uma panela e adicione o açúcar, o gengibre, o cravo e a canela. Leve para cozinhar, mexendo sempre e, assim que ferver, reduza o fogo. Cozinhe por mais uma hora, mexendo de vez em quando, até encorpar. Retire do fogo, deixe esfriar um pouco e coloque em potes de vidro esterilizados.
E não se esqueçam do (eru)dito popular:
Pimenta em alheios olhares arde pra colírio!
Luiz "Minduim" Vasconcellos é paulista de origem e gaúcho por opção. Artista gráfico, professor e aprendiz de mestre-cuca. Conhecedor de jazz, rock, blues, Minduim é expert em comida bem temperada, cerveja gelada e um craque no desenho. Minduim gosta também de dar aulas e de conversa de botequim. Todas as sextas-feiras, ele oferece aos leitores pratos que reúnem ingredientes destinados aos sentidos e à alma.
Cronista
Desperto com uma idéia arretada: Pimenta é Rock’roll! A picância, o ardor combinam e ressaltam toda a potência de guitarras, baixos, baterias e vocais. A iluminação é púrpura por certo.
A primeira conexão foi com os Rolling Stones: Pleased to meet you hope you guess my name, em Sympathy for the Devil, onde a jurássica banda escancara seu lado pouco cristão, por assim dizer. É o contraponto ao pop light e açucarado de artistas melosos de melodias fácinhas.
Rock tem que arder, tem que aumentar a pressão, tem de tirar o fôlego, assim como uma boa dose de pimenta.
Quero crer que já sentiram que as receitas pré-eleitorais tratam das Capiscum presentes na nossa culinária, apesar de achar que neste clima de leite morno ninguém vai soltar fogo pela ventas...
Pimenta na Pinga é uma maneira branda de curtir a pimenta, no óleo fica mais potente e perigosa. Precisarás de 250 g de pimenta dedo-de-moça, cachaça da boa,três dentes de alho em rodelas, pimenta-do-reino branca em grãos, uma pitada de sal e uma folha de louro.
Retire o talinho das pimentas, lave-as e coloque-as no vidro. Misture algumas pi-mentas verdes para enfeitar. Junte o de sal, os grãos de pimenta do reino, alho e pedacinhos do louro. Acabe de encher o vidro com a cachaça. Agite bem para mistu-rar. Depois de uns 60 dias está pronta. No feijão de segunda feira é imbatível.
A Geléia de Pimenta é um preparo agridoce para acompanhar um lombinho ou alguma carne na grelha.
Meio quilo (ou menos) de pimenta dedo-de-moça, polpa de um melão médio, metade dum de abacaxi picado, dez dentes de alho, uma cebola média picada, meia xícara de azeite de oliva, tablete de caldo de carne (opcional), duas xícaras de açúcar, duas colheres (sopa) de gengibre fresco ralado, uma pitada de cravo em pó e uma colherinha de canela em pó.
Limpe a pimenta e coloque-a no liquidificador com o melão, o abacaxi, o alho, a ce-bola, o azeite e o caldo de carne. Junte um litro de água e bata por dois minutos até obter uma mistura homogênea. Transfira a mistura para uma panela e adicione o açúcar, o gengibre, o cravo e a canela. Leve para cozinhar, mexendo sempre e, assim que ferver, reduza o fogo. Cozinhe por mais uma hora, mexendo de vez em quando, até encorpar. Retire do fogo, deixe esfriar um pouco e coloque em potes de vidro esterilizados.
E não se esqueçam do (eru)dito popular:
Pimenta em alheios olhares arde pra colírio!
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Tempero da vida
Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008
Graças a Deus, acabou a pior parte da campanha eleitoral na televisão. Agora falta pouco...
Abre champagne, cerveja, fanta-uva, sei lá. Mas festeja. Tens esse direito. Afinal, a não ser por raríssimas exceções, ficamos livres dos farsantes, dos doidos, dos incompetentes, dos vagabundos que tentavam nos enganar pelo satélite e pelo cabo. Por aqui, apesar de estarmos perto da Beneficência, soltamos fogos de artifício.
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Alô amigos
Xuxa terá de fazer teste psicológico para provar que ficou abalada com divulgação de foto nua

Xuxa vai ter de passar por teste psicológico, informa a Coluna Zapping, da Folha de S. Paulo. O pedido é da 48ª Vara Cível do Rio de Janeiro, que atendeu solicitação do advogado da rede Bandeirantes de Televisão. A Band exibiu foto da apresentadora pelada, o que teria, segundo alegação de Xuxa, causado-lhe dano psicológico. Xuxa pediu na Justiça uma indenização de R$ 5 milhões à Band.
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Comportamento
Pelotino perde espaço até em matéria de frescura
Sérgio Estanislau
Cronista
Recente decreto editado em Brasília tem causado consternação nos círculos mais refinados da sociedade pelotense. Felizmente nem todos os cidadãos cultos do país lêem o Diário Oficial, pois ali teriam visto o grau de desprestígio a que chegou nossa Pelotas.
Pois nos antiquários da cidade, à hora do chá, não se ouve outra coisa a não ser lamúrias quanto ao fato do tal decreto, que criou uma comissão, não ter nomeado para ela nenhum membro da aristocracia citadina, sabidamente a mais importante e laboriosa do País, que até hoje não teve um Proust à altura para descrevê-la (descontando os inolvidáveis textos dos colunistas sociais do Diário Popular). Uma conhecida socialite chegou a desmaiar ao ver o texto do decreto.
Afinal, são inúmeros os pelotinos (como o da ilustração), artistas consumados no esquecido ofício do 'savoir vivre', que poderiam contribuir com sugestões para o nobre e delicado trabalho (desculpem o palavrão) a que se propõe a tal comissão. Tempo é o que não lhes iria faltar.
Tudo isso só vem a corroborar a afirmação de que Pelotas está perdendo cada vez mais espaço no cenário nacional. Nem no quesito frescura não se lembram mais de nós. Qualquer hora vamos perder a nossa fama, tão duramente conquistada, e louvada até pelo Presidente da República! Onde estão as forças vivas da comunidade, onde estão nossas lideranças, onde está a UFPel, sempre pioneira, que ainda não implantou o primeiro curso superior de 'Etiqueta e Boas Maneiras à Mesa' do país?
A SUBSECRETÁRIA - GERAL DO SERVIÇO EXTERIOR, no uso de sua competência estabelecida no art. 161 do Regimento Interno da Secretaria de Estado das Relações Exteriores, e com fulcro no art. 15 da Lei n. 8.666, de 21 de junho de 1993, resolve:
I - Criar Comissão de Padronização de Porcelanas Finas de Mesa, material de uso exclusivo das sedes das Missões Diplomáticas brasileiras, composta por três servidores do Quadro Permanente do Ministério das Relações Exteriores.
II - Designar para a Comissão de Comissão de Padronização de Porcelanas Finas de Mesa os servidores:
CONSELHEIRO PAULINO FRANCO DE CARVALHO NETO - Chefe de Gabinete da Subsecretaria-Geral do Serviço Exterior;
OFICIAL DE CHANCELARIA VANESSA SOUTO MAIOR DE MEDEIROS TORRES- lotada no Consulado-Geral do Brasil em Roma;
- OFICIAL DE CHANCELARIA SANDRA MYRIAM AMORIM DANTAS - lotada no Departamento de Administração.
Cronista
Recente decreto editado em Brasília tem causado consternação nos círculos mais refinados da sociedade pelotense. Felizmente nem todos os cidadãos cultos do país lêem o Diário Oficial, pois ali teriam visto o grau de desprestígio a que chegou nossa Pelotas.
Pois nos antiquários da cidade, à hora do chá, não se ouve outra coisa a não ser lamúrias quanto ao fato do tal decreto, que criou uma comissão, não ter nomeado para ela nenhum membro da aristocracia citadina, sabidamente a mais importante e laboriosa do País, que até hoje não teve um Proust à altura para descrevê-la (descontando os inolvidáveis textos dos colunistas sociais do Diário Popular). Uma conhecida socialite chegou a desmaiar ao ver o texto do decreto.

Afinal, são inúmeros os pelotinos (como o da ilustração), artistas consumados no esquecido ofício do 'savoir vivre', que poderiam contribuir com sugestões para o nobre e delicado trabalho (desculpem o palavrão) a que se propõe a tal comissão. Tempo é o que não lhes iria faltar.
Tudo isso só vem a corroborar a afirmação de que Pelotas está perdendo cada vez mais espaço no cenário nacional. Nem no quesito frescura não se lembram mais de nós. Qualquer hora vamos perder a nossa fama, tão duramente conquistada, e louvada até pelo Presidente da República! Onde estão as forças vivas da comunidade, onde estão nossas lideranças, onde está a UFPel, sempre pioneira, que ainda não implantou o primeiro curso superior de 'Etiqueta e Boas Maneiras à Mesa' do país?
O decretoAto da Subsecretária-Geral do Serviço Exterior do Ministério das Relações Exteriores publicado na edição do Diário Oficial da União do último dia 30:
A SUBSECRETÁRIA - GERAL DO SERVIÇO EXTERIOR, no uso de sua competência estabelecida no art. 161 do Regimento Interno da Secretaria de Estado das Relações Exteriores, e com fulcro no art. 15 da Lei n. 8.666, de 21 de junho de 1993, resolve:
I - Criar Comissão de Padronização de Porcelanas Finas de Mesa, material de uso exclusivo das sedes das Missões Diplomáticas brasileiras, composta por três servidores do Quadro Permanente do Ministério das Relações Exteriores.
II - Designar para a Comissão de Comissão de Padronização de Porcelanas Finas de Mesa os servidores:
CONSELHEIRO PAULINO FRANCO DE CARVALHO NETO - Chefe de Gabinete da Subsecretaria-Geral do Serviço Exterior;
OFICIAL DE CHANCELARIA VANESSA SOUTO MAIOR DE MEDEIROS TORRES- lotada no Consulado-Geral do Brasil em Roma;
- OFICIAL DE CHANCELARIA SANDRA MYRIAM AMORIM DANTAS - lotada no Departamento de Administração.
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Sérgio Estanislau
Candidatos tomam aula para concorrer
Na foto acima vemos alguns candidatos a vereador tomando aulas com uma liderança sobre como convencer a população a elegê-lo para a Câmara, onde, a partir de 2009, devem ganhar um salário de R$ 7 mil. O cenário eleitoral usado pelo professor (com varinha) foi o Japão, onde a eleição é mais difícil, uma vez que os candidatos se parecem tanto uns com os outros que se viram obrigados a desenvolver mecanismos criativos para se destacarem no balaio.
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Flashes
Janela indiscreta (Um passeio no calçadão: Bombaim? Não, Pelotas)
Há momentos em que, passando pelo calçadão de Pelotas, tem-se a sensação de que se está transitando numa rua de Bombaim, na Índia. O calçadão é o retrato da falência das políticas públicas da cidade. Lembra uma arena romana, em que cristãos de todas as procedências lutam para matar leões. Até os comerciantes formais, instalados nas lojas, invadem o passeio público com mercadorias, disputando espaço com os ambulantes.
É um vale-tudo de dezenas de camelôs itinerantes e fixos (vendendo guarda-chuvas, cofrinhos, carteiras, cintos e outros artigos) e de carrocinhas de pipoca, de churros, de doces, lanchonetes improvisadas (com fogões a gás em plena rua)... A maioria dos camelôs está ilegalmente instalada. É um salve-se quem puder. Sim, existem fiscais. Só não existe fiscalização.
Nesta época de eleição, os candidatos também tomam conta do passeio público, atravancando o trânsito dos pedestres, instalando sobre o calçadão mesas, cadeiras e guarda-sóis. A sensação é de que em Pelotas tudo é permitido. Ninguém se incomoda, nem mesmo com a quantidade de cachorros solta na rua, dormindo sobre as pedras do calçadão ao lado de moradores de rua.
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Janela indiscreta
Vacinação contra rubéola em dia de eleição
Os adultos que ainda não se vacinaram contra a rubéola poderão fazê-lo no próximo final de semana. A Secretaria de Saúde manterá a vacinação nas três Unidades Básicas de Saúde nos bairros Sansca, Navegantes e Bom Jesus. Os postos atenderão das 9h às 17h. A vacina é gratuita e destinada a homens e mulheres de 20 a 39 anos.
Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, a vacina foi ministrada até agora em 58% do público-alvo. A meta é vacinar 95% dos 107.198 mil homens e mulheres na faixa etária mencionada.
Mais informações pelos telefones 3284-7749, 3272-1230 ou 3227-9496. Por meio deles, empresas, entidades, escolas e outros podem solicitar a vacinação em suas sedes, informa a coordenadora do Departamento de Vigilância Epidemiológica, Maria Regina Gomes.
Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, a vacina foi ministrada até agora em 58% do público-alvo. A meta é vacinar 95% dos 107.198 mil homens e mulheres na faixa etária mencionada.
Mais informações pelos telefones 3284-7749, 3272-1230 ou 3227-9496. Por meio deles, empresas, entidades, escolas e outros podem solicitar a vacinação em suas sedes, informa a coordenadora do Departamento de Vigilância Epidemiológica, Maria Regina Gomes.
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Saúde
Janela indiscreta (entrevista-relâmpago com a prefeita de Pelotas)
Por volta do meio-dia de hoje, cruzei por acaso com a prefeita em exercício de Pelotas, vereadora Diosma Nunes, de 82 anos. Diosma caminhava pelo calçadão.
Foi uma conversa rápida, sem preparação - diálogo imprevisto. Mas aproveitei para perguntar uma coisa que eu queria há tempos: perguntei a ela sobre os cargos em comissão da prefeitura (contratados por indicação das autoridades), os famosos CCs.
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Janela indiscreta
Yeda aumenta salário de CCs. Já dos servidores
O Diário Oficial do RS publicou, ontem, decisão da governadora Yeda Crusius (PSDB) de reajustar vencimentos de Cargos de Confiança de seu gabinete, na Casa Civil e na Secretaria Geral de Governo. O reajuste ocorreu pela alteração do nível do cargo de confiança. Já os servidores públicos permanecem sem aumento.
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RS
Mauro Del Pino será o novo entrevistado do blog
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Alô amigos
Filmes para ver no bem-bom
Niara de Oliveira
Crítica de cinema
Jogo Mortal
O cabelereiro Milo Tindle (Michael Caine) e o escritor de histórias de mistérios Andrew Wyke (Laurence Olivier) têm algo em comum: a mesma mulher. Enquanto o primeiro é um amante apaixonado, que não sabe como sustentar as extravagâncias de sua paixão, o segundo é um marido que está cansado dela e pretende ficar com a amante. O marido propõe ao amante de sua mulher que roube suas jóias e as venda para um receptador de confiança. Como as jóias estão no seguro, o marido não ficaria no prejuízo. Mas existe um problema: um tenta ludibriar o outro em um duelo de inteligência.
Joseph Mankiewicz, bicampeão do Oscar por Quem é o Infiel? (1949) e A Malvada (1950), é o diretor que promove o duelo entre os dois, sozinhos, dentro de uma casa num jogo perigoso, intrigante, cheio de alternativas, mudança de posição dos jogadores, blefes e guerra de nervos. Este filme está ancorado na capacidade dos atores – Olivier e Caine –, e na idéia, no roteiro bem construído por trás da ação. Duas interpretações primorosas, tanto que ambos foram indicados para o Oscar de Melhor Ator. A dupla apenas deu o azar de cruzar pela frente com um Marlon Brando impossível no seu inigualável Don Vito Corleone de O Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola. Recebeu mais duas indicações ao Oscar, para Melhor Diretor e Melhor Trilha Sonora.
Este é o 2º de quatro filmes em que os atores Michael Caine e Laurence Olivier atuaram juntos e o último filme do diretor Joseph Mankiewicz.
“Sleuth”, título original, também foi lançado em VHS no Brasil como Trama Diabólica e recentemente refilmado como Um Jogo de Vida ou Morte (2007) com Michael Caine, 35 anos depois, fazendo o papel do marido e Jud Law do amante. O interessante é que não dá para classificar como policial, suspense, terror ou o que seja. É um filme excepcional que transcende qualquer rótulo. 138 min.
A Outra
Ambientado no século XVI, o filme é baseado no best seller A Irmã de Ana Bolena, de Philippa Gregory e conta a história de duas irmãs, Ana (Natalie Portman) e Maria (Scarlett Johansson), que são levadas à corte inglesa por seu pai com o objetivo de agradar ao rei Henrique VIII (Eric Bana), que está insatisfeito com sua esposa Catarina de Aragão (Ana Torrent), e com isso obter ascensão social. Logo Maria conquista o rei, dando-lhe um filho ilegítimo. Porém isto não faz com que Ana desista de conquistar o rei, buscando de todas as formas passar para trás tanto sua irmã quanto a rainha.
A trama se concentra nesse jogo entre as duas irmãs e o rei, em detrimento de fatos históricos relevantes, como o rompimento de Henrique VIII com a igreja e de sua filha com Ana Bolena ser Elizabeth, uma das monarcas mais conhecidas da Inglaterra.
Mesmo não sendo uma aula de história e sem grandes atuações, esteticamente é muito bem construído, tanto na direção de arte, David Allday (Elizabeth: A Era de Ouro) quanto no figurino, Sandy Powell (O Aviador). O roteiro é de Peter Morgan (O Último Rei da Escócia) e a direção é do estreante Justin Chadwick, egresso da TV, que privilegia claramente as intrigas ao desenvolvimento de personagens. Drama, 115 min.
Quebrando a Banca
O filme é baseado no livro “Bringing Down the House”, best-seller que conta a história real de um time de estudantes do conceituado MIT (Massachusetts Institute of Technology) que, através da matemática e trabalho de equipe, lucrou milhões nos cassinos de Las Vegas na década de 90. Ben Campbell (Jim Sturgess) é um estudante que precisa de US$ 300 mil para pagar seus estudos quando for fazer medicina em Harvard. Ele se junta a um clube em que o professor Micky Rosa (Kevin Spacey), gênio em estatística, ensina garotos prodígios a se especializarem na contagem de cartas no jogo de blackjack. Mesmo não sendo ilegal, o esquema de contagem de cartas desperta a ira dos proprietários de cassinos, que contratam Cole Williams (Laurence Fishburn), um ex-supervisor de seguranças, que irá tentar apanhá-los.
O diretor Robert Luketic (Legalmente Loira) opta pela previsibilidade do cinema atual e, sem correr riscos, constrói uma história divertida, dinâmica, mas que não deixa de ser um clichê, onde os dois nomes de maior destaque no elenco são apenas coadjuvantes. Jeff Ma, o Ben Campbell original, hoje proibido de entrar na maioria dos cassinos do mundo, faz uma ponta no filme. Drama, 123 min.
* Contatos com a autora pelo e-mail nideoliveira71@gmail.com

Niara de Oliveira, 36 anos, é jornalista. Natural de Pelotas, formada em comunicação social há dez anos, é comunista e feminista, mas não é tola.
Crítica de cinema
Jogo MortalO cabelereiro Milo Tindle (Michael Caine) e o escritor de histórias de mistérios Andrew Wyke (Laurence Olivier) têm algo em comum: a mesma mulher. Enquanto o primeiro é um amante apaixonado, que não sabe como sustentar as extravagâncias de sua paixão, o segundo é um marido que está cansado dela e pretende ficar com a amante. O marido propõe ao amante de sua mulher que roube suas jóias e as venda para um receptador de confiança. Como as jóias estão no seguro, o marido não ficaria no prejuízo. Mas existe um problema: um tenta ludibriar o outro em um duelo de inteligência.
Joseph Mankiewicz, bicampeão do Oscar por Quem é o Infiel? (1949) e A Malvada (1950), é o diretor que promove o duelo entre os dois, sozinhos, dentro de uma casa num jogo perigoso, intrigante, cheio de alternativas, mudança de posição dos jogadores, blefes e guerra de nervos. Este filme está ancorado na capacidade dos atores – Olivier e Caine –, e na idéia, no roteiro bem construído por trás da ação. Duas interpretações primorosas, tanto que ambos foram indicados para o Oscar de Melhor Ator. A dupla apenas deu o azar de cruzar pela frente com um Marlon Brando impossível no seu inigualável Don Vito Corleone de O Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola. Recebeu mais duas indicações ao Oscar, para Melhor Diretor e Melhor Trilha Sonora.
Este é o 2º de quatro filmes em que os atores Michael Caine e Laurence Olivier atuaram juntos e o último filme do diretor Joseph Mankiewicz.
“Sleuth”, título original, também foi lançado em VHS no Brasil como Trama Diabólica e recentemente refilmado como Um Jogo de Vida ou Morte (2007) com Michael Caine, 35 anos depois, fazendo o papel do marido e Jud Law do amante. O interessante é que não dá para classificar como policial, suspense, terror ou o que seja. É um filme excepcional que transcende qualquer rótulo. 138 min.
A OutraAmbientado no século XVI, o filme é baseado no best seller A Irmã de Ana Bolena, de Philippa Gregory e conta a história de duas irmãs, Ana (Natalie Portman) e Maria (Scarlett Johansson), que são levadas à corte inglesa por seu pai com o objetivo de agradar ao rei Henrique VIII (Eric Bana), que está insatisfeito com sua esposa Catarina de Aragão (Ana Torrent), e com isso obter ascensão social. Logo Maria conquista o rei, dando-lhe um filho ilegítimo. Porém isto não faz com que Ana desista de conquistar o rei, buscando de todas as formas passar para trás tanto sua irmã quanto a rainha.
A trama se concentra nesse jogo entre as duas irmãs e o rei, em detrimento de fatos históricos relevantes, como o rompimento de Henrique VIII com a igreja e de sua filha com Ana Bolena ser Elizabeth, uma das monarcas mais conhecidas da Inglaterra.
Mesmo não sendo uma aula de história e sem grandes atuações, esteticamente é muito bem construído, tanto na direção de arte, David Allday (Elizabeth: A Era de Ouro) quanto no figurino, Sandy Powell (O Aviador). O roteiro é de Peter Morgan (O Último Rei da Escócia) e a direção é do estreante Justin Chadwick, egresso da TV, que privilegia claramente as intrigas ao desenvolvimento de personagens. Drama, 115 min.
Quebrando a BancaO filme é baseado no livro “Bringing Down the House”, best-seller que conta a história real de um time de estudantes do conceituado MIT (Massachusetts Institute of Technology) que, através da matemática e trabalho de equipe, lucrou milhões nos cassinos de Las Vegas na década de 90. Ben Campbell (Jim Sturgess) é um estudante que precisa de US$ 300 mil para pagar seus estudos quando for fazer medicina em Harvard. Ele se junta a um clube em que o professor Micky Rosa (Kevin Spacey), gênio em estatística, ensina garotos prodígios a se especializarem na contagem de cartas no jogo de blackjack. Mesmo não sendo ilegal, o esquema de contagem de cartas desperta a ira dos proprietários de cassinos, que contratam Cole Williams (Laurence Fishburn), um ex-supervisor de seguranças, que irá tentar apanhá-los.
O diretor Robert Luketic (Legalmente Loira) opta pela previsibilidade do cinema atual e, sem correr riscos, constrói uma história divertida, dinâmica, mas que não deixa de ser um clichê, onde os dois nomes de maior destaque no elenco são apenas coadjuvantes. Jeff Ma, o Ben Campbell original, hoje proibido de entrar na maioria dos cassinos do mundo, faz uma ponta no filme. Drama, 123 min.
* Contatos com a autora pelo e-mail nideoliveira71@gmail.com

Niara de Oliveira, 36 anos, é jornalista. Natural de Pelotas, formada em comunicação social há dez anos, é comunista e feminista, mas não é tola.
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DVD legal (Niara Oliveira)
Encerramento da campanha de Gabeira é uma aula de competência para os candidatos de Pelotas. E ele avisa: "Não vai ter empreguinho para aliados"
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Eleições
Ministro do TSE defende fim do voto obrigatório
O presidente do TSE pensa como
a maioria dos leitores do blog
Amigos de Pelotas que participaram
da enquete sobre o voto facultativo
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Carlos Ayres Britto, defendeu hoje que no futuro o voto no país deixe de ser obrigatório. "Temos um encontro com esse tema no futuro e a legislação consagrará, como em outros países, a voluntariedade do voto. O eleitor comparecendo porque quer participar do processo eleitoral e se engajando nas campanhas com mais conhecimento de causa e determinação pessoal", disse Britto em entrevista ao Programa 3 a 1, da TV Brasil.
No entanto, ele defende que o voto permaneça obrigatório até maior consolidação da democracia e da Justiça Social.
"Como rito de passagem, a obrigatoriedade do voto deve permanecer eté que a democracia se consolide e a economia chegue mais a todos", ressaltou. Na entrevista, Ayres Britto também defendeu o financiamento público de campanha. "Um dos fatores de desequilíbrio na campanha é o abuso do poder econômico, que tende a prosperar se não há financiamento público", disse. "Quando não se tem financiamento público exclusivo, os candidatos resvalam para caixa-dois. E o caixa-dois significa um financiamento de campanha por quem não pode aparecer, que tende a financiar a campanha como investimento, que precisa de retorno", disse.
"Sou contra também caixa um. O eleito fica comprometido com seus financiadores e, para fazer o capital retornar às fontes, vai negociar com concessões, permissões, dispensa de licitação, subfaturamento e corrupção. Isso abate numa só cajadada os princípios da legalidade, da moralidade, da impessoalidade, da publicidade, pois tudo ocorre debaixo dos panos, e o princípio da eficiência administrativa", concluiu o ministro (Informações: Folha Online).
a maioria dos leitores do blog
Amigos de Pelotas que participaram
da enquete sobre o voto facultativo
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Carlos Ayres Britto, defendeu hoje que no futuro o voto no país deixe de ser obrigatório. "Temos um encontro com esse tema no futuro e a legislação consagrará, como em outros países, a voluntariedade do voto. O eleitor comparecendo porque quer participar do processo eleitoral e se engajando nas campanhas com mais conhecimento de causa e determinação pessoal", disse Britto em entrevista ao Programa 3 a 1, da TV Brasil.
No entanto, ele defende que o voto permaneça obrigatório até maior consolidação da democracia e da Justiça Social.
"Como rito de passagem, a obrigatoriedade do voto deve permanecer eté que a democracia se consolide e a economia chegue mais a todos", ressaltou. Na entrevista, Ayres Britto também defendeu o financiamento público de campanha. "Um dos fatores de desequilíbrio na campanha é o abuso do poder econômico, que tende a prosperar se não há financiamento público", disse. "Quando não se tem financiamento público exclusivo, os candidatos resvalam para caixa-dois. E o caixa-dois significa um financiamento de campanha por quem não pode aparecer, que tende a financiar a campanha como investimento, que precisa de retorno", disse. "Sou contra também caixa um. O eleito fica comprometido com seus financiadores e, para fazer o capital retornar às fontes, vai negociar com concessões, permissões, dispensa de licitação, subfaturamento e corrupção. Isso abate numa só cajadada os princípios da legalidade, da moralidade, da impessoalidade, da publicidade, pois tudo ocorre debaixo dos panos, e o princípio da eficiência administrativa", concluiu o ministro (Informações: Folha Online).
"Tá chegando a hora" (crônica)
Egídio Pizarro
Olho de Lince
Depois de dois anos de espera, é chegada a hora. Como sempre, aliás. De dois em dois anos, passamos por essa loucura colossal que é a suruba eleitoral.
Tem gente dizendo que o furdunço acaba domingo. Discordo. Para nós, pelotenses, o que acaba domingo é o primeiro tempo. Porque com 9 (nove!) candidatos a prefeito, a inexistência do segundo turno seria uma mágica que nem o Mister M explicaria. Quiçá a explicação viesse da Polícia Federal.
Mas concordo que uma grande parte da balbúrdia acabará domingo: a campanha dos vereadores. Não veremos mais tanta gente batendo na nossa porta e dizendo "vota em mim, te dou um par de chinelos". A quantidade de "santinhos" também diminuirá drasticamente. Aliás, é engraçado pensar nesse termo, "santinho". Acho que tem esse nome porque o papel vem com foto sorridente da pessoa, além de uma descrição que dá a entender que o cidadão da foto é um santo.
O pior de tudo é que todos os candidatos a vereador contam com o meu voto. Eu vi na propaganda. É um tal de "conto com o seu voto" daqui, "preciso da sua ajuda" de lá, "vamos juntos" pra lá... Desculpem-me, pessoal, mas desse jeito nenhum de vocês receberá meu voto. É muita gente pedindo a minha colaboração, a minha ajuda. Não quero ser acusado de estar favorecendo alguém em detrimento de outro. Acho que prefiro me manter neutro. Vocês me entendem, né?
Pelas ruas, também diminuirão os mutirões de pessoas com aquelas bandeiras coloridas. O que por um lado é uma desvantagem, pois esses postos de trabalhos temporários remunerados diminuirão nos próximos dois anos. Quem vê vantagem nisso são os motoristas, porque essas pessoas parecem implorar para serem atropeladas. É o que se deduz quando se vê um monte de gente caminhando entre o trânsito, sem o menor cuidado.
Como já disse, domingo acabará o primeiro tempo. Depois começará o segundo, e todo mundo sabe o que isso significa: que apenas duas pessoas lutarão feito gorilas primitivos para ver quem melhor diz "eu é que tô certo".
Isso significa que diminuirão as ocorrências de pessoas na televisão falando "emprego", "saúde" e "responsabilidade social". Eu não sei se mais alguém notou isso, mas quando os candidatos falam a palavra "emprego", eles quase se babam. Em nenhum momento a palavra "saúde" é tão pronunciada quanto em uma propaganda eleitoral, nem mesmo quando aquela tia-avó se ataca de uma gripe descomunal e nós, educados que somos, dizemos "saúde" a cada espirro que ela dá.
O bom em tempos de suruba eleitoral é que a sociedade toda fica feliz. É só ver nas propagandas. Afinal, como todo mundo sabe, as campanhas são o que há de veracidade no universo. O ruim é ter que escolher qual é a melhor verdade. Todo mundo vai colocar asfalto, ninguém vai deixar faltar remédio, um monte de gente trabalha e quem não trabalha irá trabalhar. E o mais legal: todo mundo é sorridente. O pessoal torce para um candidato como se torcesse para um time de futebol. Cada voto será um gol, e a vantagem é que o Galvão Bueno não estará narrando.
Tá chegando a hora. E não esqueçam: em dia de suruba eleitoral, voto é camisinha.

* Egídio Pizarro, 24, natural de Pelotas, é estudante de História na Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Egídio escreve as quintas-feiras no blog. Seu texto, antenado e criativo, tem no humor sua característica mais marcante. Humor dos bons, daqueles que não deixam pedra sobre pedra.
* Visite o blog do autor: www.eagoramane.blogspot.com
Olho de Lince
Depois de dois anos de espera, é chegada a hora. Como sempre, aliás. De dois em dois anos, passamos por essa loucura colossal que é a suruba eleitoral.
Tem gente dizendo que o furdunço acaba domingo. Discordo. Para nós, pelotenses, o que acaba domingo é o primeiro tempo. Porque com 9 (nove!) candidatos a prefeito, a inexistência do segundo turno seria uma mágica que nem o Mister M explicaria. Quiçá a explicação viesse da Polícia Federal.
Mas concordo que uma grande parte da balbúrdia acabará domingo: a campanha dos vereadores. Não veremos mais tanta gente batendo na nossa porta e dizendo "vota em mim, te dou um par de chinelos". A quantidade de "santinhos" também diminuirá drasticamente. Aliás, é engraçado pensar nesse termo, "santinho". Acho que tem esse nome porque o papel vem com foto sorridente da pessoa, além de uma descrição que dá a entender que o cidadão da foto é um santo.O pior de tudo é que todos os candidatos a vereador contam com o meu voto. Eu vi na propaganda. É um tal de "conto com o seu voto" daqui, "preciso da sua ajuda" de lá, "vamos juntos" pra lá... Desculpem-me, pessoal, mas desse jeito nenhum de vocês receberá meu voto. É muita gente pedindo a minha colaboração, a minha ajuda. Não quero ser acusado de estar favorecendo alguém em detrimento de outro. Acho que prefiro me manter neutro. Vocês me entendem, né?
Pelas ruas, também diminuirão os mutirões de pessoas com aquelas bandeiras coloridas. O que por um lado é uma desvantagem, pois esses postos de trabalhos temporários remunerados diminuirão nos próximos dois anos. Quem vê vantagem nisso são os motoristas, porque essas pessoas parecem implorar para serem atropeladas. É o que se deduz quando se vê um monte de gente caminhando entre o trânsito, sem o menor cuidado.
Como já disse, domingo acabará o primeiro tempo. Depois começará o segundo, e todo mundo sabe o que isso significa: que apenas duas pessoas lutarão feito gorilas primitivos para ver quem melhor diz "eu é que tô certo".
Isso significa que diminuirão as ocorrências de pessoas na televisão falando "emprego", "saúde" e "responsabilidade social". Eu não sei se mais alguém notou isso, mas quando os candidatos falam a palavra "emprego", eles quase se babam. Em nenhum momento a palavra "saúde" é tão pronunciada quanto em uma propaganda eleitoral, nem mesmo quando aquela tia-avó se ataca de uma gripe descomunal e nós, educados que somos, dizemos "saúde" a cada espirro que ela dá.
O bom em tempos de suruba eleitoral é que a sociedade toda fica feliz. É só ver nas propagandas. Afinal, como todo mundo sabe, as campanhas são o que há de veracidade no universo. O ruim é ter que escolher qual é a melhor verdade. Todo mundo vai colocar asfalto, ninguém vai deixar faltar remédio, um monte de gente trabalha e quem não trabalha irá trabalhar. E o mais legal: todo mundo é sorridente. O pessoal torce para um candidato como se torcesse para um time de futebol. Cada voto será um gol, e a vantagem é que o Galvão Bueno não estará narrando.
Tá chegando a hora. E não esqueçam: em dia de suruba eleitoral, voto é camisinha.

* Egídio Pizarro, 24, natural de Pelotas, é estudante de História na Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Egídio escreve as quintas-feiras no blog. Seu texto, antenado e criativo, tem no humor sua característica mais marcante. Humor dos bons, daqueles que não deixam pedra sobre pedra.
* Visite o blog do autor: www.eagoramane.blogspot.com
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Olho de lince
Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008
Senado norte-americano aprova pacote Bush para salvar da quebradeira sistema financeiro dos EUA
O Senado norte-americano acaba de aprovar o pacote de George Bush de ajuda ao sistema financeiro, com a injeção de 700 bilhões de dólares destinados a salvar da quebradeira os setores bancário, imobiliário e associados. O projeto agora volta à Câmara dos Representantes, que ficará com a "batata quente" nas mãos. A Câmara já votou uma vez o mesmo projeto, e não o aprovou.
Na próxima sexta-feira, a Câmara voltará a apreciar o projeto, que sofreu mudanças no Senado, para poder passar na Câmara.
Os senadores democrata Barack Obama e republicano John McCain votaram a favor do pacote. A aprovação do projeto foi possível depois da inclusão de incentivos ao cidadão americano comum.
Na próxima sexta-feira, a Câmara voltará a apreciar o projeto, que sofreu mudanças no Senado, para poder passar na Câmara.
Os senadores democrata Barack Obama e republicano John McCain votaram a favor do pacote. A aprovação do projeto foi possível depois da inclusão de incentivos ao cidadão americano comum.
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Economia e Negócios
Desesperos eleitorais
Acabei de assistir na televisão uma propaganda de um candidato a prefeito de Pelotas, com a seguinte chamada:"Onde o fulano chega,
o olhar das pessoas
ganha um brilho diferente...".
Que tal???
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Eleições
Pelotas Quadro a Quadro: Francisco A. S. Vidal
Carro fantasma, um ano depois."Domingo à tarde deparei-me com uma visão surrealista ante as portas do antigo Cine Capitólio, que virou estacionamento nos primeiros dias de outubro de 2007.
Um carro que parecia ter nascido ali dentro, flutuando e enjaulado, ou talvez sonhando com um passado melhor. Já nenhum filme se exibe naquele cemitério de lembranças, nem os clientes usam as escadas, mas a imaginação segue viva".
Francisco A. S. Vidal
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Pelotas quadro a quadro
Crise nos EUA
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Retratos da vida.
Com a eclosão da crise no mercado norte-americano, cidadãos daquele país vêm adotando meios alternativos para ganhar alguns dólares. É o caso inclusive do ator Peter Parker (O homem aranha), flagrado aqui, sem maquiagem, fazendo extra de flanelinha no Queens, Nova York.
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Flashes
Pesquisa que dá Fetter na frente de Marroni vai para o site da revista VOTO amanhã
A pesquisa que mostra Fetter Jr.(PP) à frente de Fernando Marroni (PT), na corrida eleitoral para a prefeitura de Pelotas, será publicada no site da revista VOTO amanhã. A informação foi passada agora ao blog por uma funcionária da revista.
A pesquisa está na última edição da VOTO, cuja distribuição, prevista para ontem, atrasou. A revista estará nas bancas amanhã (02). O atraso na distribuição da revista provocou o adiamento da publicação da pesquisa no site.
A pesquisa está na última edição da VOTO, cuja distribuição, prevista para ontem, atrasou. A revista estará nas bancas amanhã (02). O atraso na distribuição da revista provocou o adiamento da publicação da pesquisa no site.
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Eleições
Dialética das águas (conto)
Silvia Bauer Barcellos
Da imensidão
Começava na curva de cima e terminava lá onde a vista alcançava. Ela, descalça, andava pela margem. Não se importava em sentir a areia grossa na sola do pé ou em cair no chão barrento.
Era o seu arroio, sempre definido em destino, deslizando rente aos seus olhos novos. Atravessava-o de lado a lado. No lugar em que a correnteza era forte, o limo nas pedras a desafiava no equilíbrio e, muitas vezes, teve as pernas arranhadas no pontiagudo de rochas errantes. Temia as bordas turvas onde se escondiam cascudos e caranguejos. Por isso, buscava o mais fundo para se banhar. A água gelada provocava o tormento das cãibras, mas não a retirava do deleite da carícia molhada.
Passado o tempo, esculpiu um banco na terra da barranceira. Nele sentava por horas seguidas a olhar as folhas, os gravetos e os bichinhos que, caídos das árvores, viajavam coagidos pela corrente.
Nos dias em que o janeiro estalava nas copas, flores miúdas despencavam da corticeira e batiam secas na areia. Ela fechava os olhos para ouvi-las como pingos grossos da chuva que não vinha. Vez por outra, aquele trajeto de morte acabava em seu colo e ela, então, vibrava com a delicadeza de beijos perfumados que a consagravam. Também pousavam-lhe no peito as joaninhas que, ao toque do dedo, desdobravam-se em asas.
Mais tarde, fez um banco de pau para contemplar as estações. Desde a curva de cima, até onde a vista alcançava, tudo a ela pertencia.
Da profundidade
Mas houve o dia em que cortou com faca o ar que a manhã oferecia. Chegou cedo, desceu a barranca segurando forte no galho da capoeira.
O arroio parara.
As pernas dobraram e ela procurou o céu. Nuvens, que sempre passaram apressadas por cima do arvoredo, encostaram-lhe nos ombros enterrando seus joelhos na greda vermelha. O sol espião lhe ferroou os pensamentos, que perderam-se em cinzas no pedregulho. Ela, então, pediu o colo do vento para voar, mas ficou presa às águas mortas que colaram nos olhos cansados.
Quando as últimas luzes do dia entraram entre as barras verdes que adornavam a corredeira, pensou que, se a dona das marés aportasse naquele pedaço visível de céu, tudo se resolveria. Porém a lua, que sempre a guardava como uma Nossa Senhora, chegou com cara de louça fria.
Outro dia nasceu e o arroio continuava inerte. Mas ela escutou uma batida esquecida atrás do peito, ergueu-se e perambulou pela beira da água até reparar em um ponto ao longe. Decidiu andar e, enquanto caminhava, descobria que já não se dirigia àquele destino, mas sim contornava a água na direção da margem oposta. Fez uma volta, e tantas outras voltas, que quando o deus amarelo colocou em sua cabeça uma auréola, ela enxergou a porção translúcida delimitada pelo seu rastro na areia úmida.
Um lago!
Nele seus olhos encantaram-se com hologramas que flutuavam em passeio despretensioso. Eram imagens que, antes, ela procurara no cristal do seu regato, mas sempre fugiram na velocidade da corrente.
Passado outro tempo, um pequeno córrego se abriu entre as árvores e foi para algum lugar que sua vista já nem alcançava.
Da imensidão
Começava na curva de cima e terminava lá onde a vista alcançava. Ela, descalça, andava pela margem. Não se importava em sentir a areia grossa na sola do pé ou em cair no chão barrento.
Era o seu arroio, sempre definido em destino, deslizando rente aos seus olhos novos. Atravessava-o de lado a lado. No lugar em que a correnteza era forte, o limo nas pedras a desafiava no equilíbrio e, muitas vezes, teve as pernas arranhadas no pontiagudo de rochas errantes. Temia as bordas turvas onde se escondiam cascudos e caranguejos. Por isso, buscava o mais fundo para se banhar. A água gelada provocava o tormento das cãibras, mas não a retirava do deleite da carícia molhada.
Passado o tempo, esculpiu um banco na terra da barranceira. Nele sentava por horas seguidas a olhar as folhas, os gravetos e os bichinhos que, caídos das árvores, viajavam coagidos pela corrente.
Nos dias em que o janeiro estalava nas copas, flores miúdas despencavam da corticeira e batiam secas na areia. Ela fechava os olhos para ouvi-las como pingos grossos da chuva que não vinha. Vez por outra, aquele trajeto de morte acabava em seu colo e ela, então, vibrava com a delicadeza de beijos perfumados que a consagravam. Também pousavam-lhe no peito as joaninhas que, ao toque do dedo, desdobravam-se em asas. Mais tarde, fez um banco de pau para contemplar as estações. Desde a curva de cima, até onde a vista alcançava, tudo a ela pertencia.
Da profundidade
Mas houve o dia em que cortou com faca o ar que a manhã oferecia. Chegou cedo, desceu a barranca segurando forte no galho da capoeira.
O arroio parara.
As pernas dobraram e ela procurou o céu. Nuvens, que sempre passaram apressadas por cima do arvoredo, encostaram-lhe nos ombros enterrando seus joelhos na greda vermelha. O sol espião lhe ferroou os pensamentos, que perderam-se em cinzas no pedregulho. Ela, então, pediu o colo do vento para voar, mas ficou presa às águas mortas que colaram nos olhos cansados.
Quando as últimas luzes do dia entraram entre as barras verdes que adornavam a corredeira, pensou que, se a dona das marés aportasse naquele pedaço visível de céu, tudo se resolveria. Porém a lua, que sempre a guardava como uma Nossa Senhora, chegou com cara de louça fria.
Outro dia nasceu e o arroio continuava inerte. Mas ela escutou uma batida esquecida atrás do peito, ergueu-se e perambulou pela beira da água até reparar em um ponto ao longe. Decidiu andar e, enquanto caminhava, descobria que já não se dirigia àquele destino, mas sim contornava a água na direção da margem oposta. Fez uma volta, e tantas outras voltas, que quando o deus amarelo colocou em sua cabeça uma auréola, ela enxergou a porção translúcida delimitada pelo seu rastro na areia úmida.
Um lago!
Nele seus olhos encantaram-se com hologramas que flutuavam em passeio despretensioso. Eram imagens que, antes, ela procurara no cristal do seu regato, mas sempre fugiram na velocidade da corrente.
Passado outro tempo, um pequeno córrego se abriu entre as árvores e foi para algum lugar que sua vista já nem alcançava.
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Contos
Prefeitura abre prazo para pedido de isenção de IPTU para imóveis tombados
A prefeitura de Pelotas começa analisar hoje requerimentos de isenção do pagamento do IPTU/2009 por proprietários de imóveis tombados pelo Patrimônio Histórico ou inventariados.
Os interessados devem procurar a central de atendimento da Secretaria de Receita (Praça Coronel Pedro Osório, 67), das 8h às 14h, e solicitar avaliação do caso. Os pedido de isenção podem ser feitos até 31 de outubro.
Pelotas possui mais de 2 mil imóveis naquela situação. No ano passado, os proprietários de metade deles foram beneficiados com a isenção para o exercício de 2008.
Os interessados devem procurar a central de atendimento da Secretaria de Receita (Praça Coronel Pedro Osório, 67), das 8h às 14h, e solicitar avaliação do caso. Os pedido de isenção podem ser feitos até 31 de outubro.
Pelotas possui mais de 2 mil imóveis naquela situação. No ano passado, os proprietários de metade deles foram beneficiados com a isenção para o exercício de 2008.
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Prefeitura
LDO de Pelotas chega à Câmara
A prefeitura encaminhou hoje à Câmara de Vereadores a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2009. Os vereadores devem analisar o projeto, ouvir a comunidade em audiências públicas e apresentar emendas. A LDO contém todos os gastos a serem feitos pela administração direta e indireta do município.
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Câmara de vereadores,
Prefeitura
Voz do leitor: "Debate cancelado pela RBS"
Leitora Renata Parcianello comenta: "Um absurdo o que a RBS noticiou hoje no Jornal do Almoço de Pelotas: que ela, RBS, propôs aos candidatos a prefeito da cidade com menor expressividade nas pesquisas que trocassem sua participação no debate por uma aparição de 5 minutos em suas edições. PMN e PSOL não aceitaram. Sendo assim, não haverá debate. Todos perdem uma ótima oportunidade, candidatos, eleitores... É inadmissível. E viva a a igualdade e a democracia!"
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Voz do leitor
Uma boa notícia
Nem tudo está perdido. Amanhã, quinta-feira, finalmente termina a propaganda eleitoral na televisão e no rádio. Ficaremos livres, por algum tempo, de ter de topar com uma quantidade incrível de uma gente desqualificada que ofendeu nossa inteligência e nos aterrorizou com sua presença durante os últimos tempos.
No segundo turno, o cenário deve melhorar. Ao menos estaremos livres dos candidatos a vereador (cujo salário provavelmente será aumentado hoje, quarta-feira, para R$ 7 mil). Deles e da maioria dos candidatos a prefeito e vice, que, apesar de tentarem mostrar atitude, não conseguiram esconder seu lado velhaco.
No segundo turno, o cenário deve melhorar. Ao menos estaremos livres dos candidatos a vereador (cujo salário provavelmente será aumentado hoje, quarta-feira, para R$ 7 mil). Deles e da maioria dos candidatos a prefeito e vice, que, apesar de tentarem mostrar atitude, não conseguiram esconder seu lado velhaco.
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Eleições
A volta do "capitão Nascimento"
O filme "Tropa de Elite", vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim deste ano e que estreou no último dia 19 em Nova York, ganhará segunda versão para o cinema. O ator Wagner Moura aceitou interpretar outra vez o capitão Nascimento.
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Vida cultural
O Alencar ficou impotente
Em 2000, ganhei de presente um cachorro. Um basset, daqueles baixinhos que vive arrastando a barriga no chão. O nome dele é Alencar. Apesar de pequeno, ele gosta de latir alto. Tem mania de impressionar. Depois que começou a enxergar mal, parece que passou a latir mais - e mais alto. Há alguns meses, ele latiu para um pitbull de um vizinho, e quase morreu depois da mordida do outro. Ficou desacordado por meia hora. O susto foi tanto que meu vizinho chegou a dizer:"O Alencar morreu...".
Ontem, Alencar fez outra das suas. Ele resolveu engrossar com o pitbull de novo e, dessa vez, acabou mordido nas "partes baixas". Resultado, ficou impotente.
Temo que o coitado não suporte sua nova realidade e comece a latir ainda mais alto, para mostrar "macheza", e acabe sendo trucidado de vez pelo pitbull.
Quem tem cachorro pequeno que se cuide.
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Flashes
TCU aponta irregularidades em 13 obras do PAC
O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou ontem relatório sugerindo a inclusão de 54 obras (13 delas do Plano de Aceleração do Crescimento - PAC) numa lista negra. Segundo o ministro do TCU, Aroldo Cedraz, autor do relatório, as 13 obras têm irregularidades graves e devem, além de ser paralisadas, ficar sem receber recursos do orçamento em 2009. O PAC é administrado pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
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Brasília
Terça-feira, 30 de Setembro de 2008
Marx retorna depois da 'crise do capitalismo'
Em entrevista, o historiador Eric Hobsbawm analisa a atualidade da obra de Karl Marx e o renovado interesse que vem despertando nos últimos anos, mais ainda agora, após a nova crise de Wall Street. Ele fala sobre a necessidade de voltar a ler o pensador alemão: “Marx não regressará como uma inspiração política para a esquerda até que se compreenda que seus escritos não devem ser tratados como programas políticos, mas sim como um caminho para entender a natureza do desenvolvimento capitalista”.
- Leia a íntegra da entrevista
- Leia a íntegra da entrevista
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Comportamento,
Internacionais,
Patrimônio histórico
Campanha de Fernando Gabeira faz pensar na precariedade das candidaturas em Pelotas
Fernando Gabeira, jornalista, ex-guerrilheiro, ex-petista, deputado federal - candidato a prefeito do Rio de Janeiro - vem crescendo na campanha eleitoral, embolando a disputa pelo segundo lugar e com chances de chegar ao segundo turno.
O vídeo acima dá uma mostra da empolgação dos cariocas com Gabeira, e faz pensar o quanto estamos pobres de inteligência, postura ética e motivação entre os candidatos de Pelotas.
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Flashes
Lula muda discurso e admite que crise nos EUA pode alcançar o Brasil
"A crise é muito séria e tão profunda que nós ainda não sabemos o tamanho. Certamente, talvez seja uma das maiores crises econômicas que o mundo já viu. Poderemos correr riscos, porque uma recessão em caráter mundial pode trazer prejuízos para todos nós. Entretanto, estamos mais sólidos, estamos mais precavidos. O nosso sistema financeiro não está envolvido no subprime. Nós fizemos as lições de casa e eles não fizeram".
Presidente Lula, finalmente reconhecendo
que a crise do sistema financeiro dos EUA
terá reflexos mundiais e envolverá o Brasil
Presidente Lula, finalmente reconhecendo
que a crise do sistema financeiro dos EUA
terá reflexos mundiais e envolverá o Brasil
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Brasília,
Internacionais
Grupo anuncia estaleiro de R$ 60 milhões em Rio Grande e governadora inaugura aeroporto
O grupo carioca Wilson, Sons anuncia nesta quarta-feira, em Rio Grande, sua decisão de construir um estaleiro de US$ 60 milhões em Rio Grande - apto a criar 800 postos de trabalho. No mesmo evento, a governadora Yeda Crusius inaugura aeroporto na cidade e entrega o terceiro cais do terminal de contêineres Tecom. O aeroporto, moderno, foi concebido para atender o ritmo do pólo naval, e recebeu investimento de R$ 1 milhão do governo do estado.
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Economia e Negócios,
Governo estadual
O fim do malufismo
A campanha da candidata à Prefeitura de São Paulo Soninha Francine (PPS) lançou nesta semana um manifesto pela internet para derrotar o adversário Paulo Maluf (PP). Intitulado de "Vamos fazer a Soninha ganhar do Maluf", o manifesto se apóia no crescimento da candidata nas últimas pesquisas. Segundo o Datafolha, Soninha oscilou de 3% para 4% enquanto Maluf caiu de 7% para 6% na preferência do eleitorado. Segundo Soninha, o manifesto partiu de eleitores e simpatizantes da candidatura. "Não tinha conhecimento desse manifesto e fiquei super feliz quando soube que as pessoas entraram na disputa da minha candidatura com a do Maluf", afirmou.
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Eleições
Há 62 anos, o mundo conhecia a sentença do julgamento de Nuremberg
Em frente, de cima para baixo: Hermann Göring, Rudolf Heß, Joachim von Ribbentrop, Wilhelm Keitel.
Atrás, de cima para baixo: Karl Dönitz, Erich Raeder, Baldur von Schirach, Fritz Sauckel
Julgamento de Nuremberg.
Amanhã, 1º de outubro, faz 62 anos do anúncio da sentença do Processo de Nuremberg contra os criminosos de guerra nazis, ocorrido em 1946. O tribunal condenou a pena de morte por enforcamento doze dos principais chefes nazis: Karl Donitz, Hermann Goring, Alfred Jodl, Hans Frank, Wilhelm Frick, Ernst Kaltenbrunner, Wilhelm Keitel, Joachin von Ribbentrop, Fritz Saukel, Arthur Seyss-Inquart, Julius Streicher e Alfred Rosenberg.
O tribunal pronunciou ainda pena de prisão perpétua para Raeder, Hess e Funk; vinte anos, para B. von Schirach e Speer; quinze anos, para K. von Neurath; dez anos, para Dönitz; Schacht, Fritsch e F. von Papen foram absolvidos. Hermann Goering, fundador da Gestapo e comandante da Força Aérea alemã, suicidou-se na sua cela na véspera da execução. Martin Bormann, que se encontrava em fuga, foi condenado à forca, por contumácia.
Todos os condenados, exceto Räder, Dönitz e Hess, foram sentenciados por crimes contra a Humanidade. Os condenados à morte foram executados a 16 de outubro de 1946 em Nuremberg e os condenados a prisão, encerrados na prisão de Spandau. Das seis organizações julgadas, quatro foram sentenciadas: o N.S.D.A.P., a Gestapo, as S.S. e o Serviço de Segurança S.D. A partir deste julgamento, a Organização das Nações Unidas acrescentou nos seus estatutos a definição de crime de genocídio.
Atrás, de cima para baixo: Karl Dönitz, Erich Raeder, Baldur von Schirach, Fritz Sauckel
Julgamento de Nuremberg.Amanhã, 1º de outubro, faz 62 anos do anúncio da sentença do Processo de Nuremberg contra os criminosos de guerra nazis, ocorrido em 1946. O tribunal condenou a pena de morte por enforcamento doze dos principais chefes nazis: Karl Donitz, Hermann Goring, Alfred Jodl, Hans Frank, Wilhelm Frick, Ernst Kaltenbrunner, Wilhelm Keitel, Joachin von Ribbentrop, Fritz Saukel, Arthur Seyss-Inquart, Julius Streicher e Alfred Rosenberg.
O tribunal pronunciou ainda pena de prisão perpétua para Raeder, Hess e Funk; vinte anos, para B. von Schirach e Speer; quinze anos, para K. von Neurath; dez anos, para Dönitz; Schacht, Fritsch e F. von Papen foram absolvidos. Hermann Goering, fundador da Gestapo e comandante da Força Aérea alemã, suicidou-se na sua cela na véspera da execução. Martin Bormann, que se encontrava em fuga, foi condenado à forca, por contumácia.
Todos os condenados, exceto Räder, Dönitz e Hess, foram sentenciados por crimes contra a Humanidade. Os condenados à morte foram executados a 16 de outubro de 1946 em Nuremberg e os condenados a prisão, encerrados na prisão de Spandau. Das seis organizações julgadas, quatro foram sentenciadas: o N.S.D.A.P., a Gestapo, as S.S. e o Serviço de Segurança S.D. A partir deste julgamento, a Organização das Nações Unidas acrescentou nos seus estatutos a definição de crime de genocídio.
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Patrimônio histórico
Fetter e até Anselmo venceriam Marroni no segundo turno, indica pesquisa do Instituto Index
Pesquisa Index/Revista Voto mostra que Fetter Jr. (PP) venceria Fernando Marroni (PT) no segundo turno da eleição para prefeito de Pelotas. Na pesquisa, feita em 25 e 26 deste mês, Fetter aparece com 45,7% contra 42,7% de Fernando Marroni. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
A virada de Fetter Jr. se deve principalmente aos índices de ótimo (2%) e bom (46,3%) obtidos pelo atual prefeito. Outro dado, segundo a pesquisa: até Anselmo Rodrigues, do PDT (41,7%), venceria Marroni (39,8%) num eventual segundo turno entre os dois.
- Veja a pesquisa na íntegra
- Fetter ultrapassa Marroni, diz pesquisa
A virada de Fetter Jr. se deve principalmente aos índices de ótimo (2%) e bom (46,3%) obtidos pelo atual prefeito. Outro dado, segundo a pesquisa: até Anselmo Rodrigues, do PDT (41,7%), venceria Marroni (39,8%) num eventual segundo turno entre os dois.
- Veja a pesquisa na íntegra
- Fetter ultrapassa Marroni, diz pesquisa
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Eleições
Pelotas Quadro a Quadro: Nelson Medeiros Franke
Nelson Medeiros Franke, leitor do blog lá no Rio de Janeiro, manda a foto acima, tirada por ele na Barra do São Gonçalo.
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Pelotas quadro a quadro
Ano Novo Judaico celebra a vida e a paz e marca 60 anos da criação do Estado de Israel

Paulo Kelbert
Médico Psiquiatra
O Ano Novo Judaico 5769, que se inaugura hoje, merece especial atenção. Israel completou 60 anos de sua fundação. Além de ser a "Bait Haculam", que se traduz do hebraico como a Casa de Todos os Judeus, é a democracia primeira do Oriente Médio. Um país seguro de sua proposta de acolhida, e que luta pela paz.
Neste pequeno país vivem, além dos judeus imigrantes, árabes com cidadania israelense, drusos, beduínos, somalis, nigerianos, dentre outras tantas etnias que foram acolhidas pelo Estado Democrático.
Em Israel, o turismo é uma grande fonte de riqueza. Peregrinos de todo o mundo encontram lá, percorrendo os caminhos de Cristo, motivação para a vida. O contraste entre o milenar e o moderno está presente em cada metro quadrado. Quanto mais se cava o solo, mais história aparece, culturas que se imaginavam desaparecidas surgem sob os pés, trazendo novas explicações científicas da história da humanidade.
Se compararmos a história do mundo em milhões de anos, esta significativa data é apenas uma ínfima porção da dimensão da magnitude do tempo. Em realidade, festejamos a vida e a mensagem de paz, que é imorredoura para o povo de Israel, seus vizinhos, seus amigos e seus inimigos que possam mudar de idéia e sentar à mesa da Paz.
O cardápio será um pouco das coisas boas que se goste de provar e compartilhar com generosidade. Esta é uma virtude judaica.
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Artigos
Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008
Publicidade criativa

Paulo Maluf, ex-governador de São Paulo, candidato a prefeito de São Paulo. Perseguido pela Justiça, acusado de ter expatriado dinheiro público, em benefício pessoal, para paraísos fiscais, ele chegou a ser preso, mas sempre termina fora das grades.
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Vida cultural
Após denúncias, procurador pede afastamento da presidente do Conselho de Cultura do RS
O procurador-geral do Ministério Público de Contas, Geraldo da Camino, informou na noite de hoje, por meio de nota oficial, que encaminhou pedido de afastamento da presidente do Conselho Estadual de Cultura, Mariângela Grando, de seu cargo.
Mariângela se viu envolvida em denúncias de fraude na Lei de Incentivo à Cultura (LIC). A decisão final sobre o pedido do procurador será tomada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Camino pediu ainda uma inspeção especial no Conselho.
Uma das suspeitas é da formação de quadrilha envolvendo produtores culturais em várias cidades do estado.
O Ministério Público acredita que o Estado tenha sido lesados em R$ 4 milhões com os abatimentos de 75% do ICMS a projetos culturais não-avaliados ou aprovados com orçamento menor.
Entenda o caso
Por meio da LIC, empresas podem descontar do ICMS do estado até 75% do valor investido no projeto cultural. O projeto deve ser enviado por produtor cultural (pessoa física ou empresa) à Secretaria Estadual da Cultura, que avalia se a proposta está tecnicamente correta.
O projeto segue então ao Conselho Estadual de Cultura, órgão autônomo e independente, que emite parecer sobre a concessão do incentivo. Uma vez aprovado o projeto, o produtor pode captar recursos de empresas, mas deve prestar contas da aplicação do dinheiro arrecadado.
As produtoras são suspeitas de: 1) Deixar de submeter os projetos ao Conselho e, assim, ficar livre de prestar contas do dinheiro arrecadado; 2) Adulterar documentos de projetos aprovados pelo Conselho, para obter patrocínio maior que o autorizado. Os patrocinadores teriam colaborado de boa-fé, sem saber que as autorizações para captação dos recursos eram falsas ou adulteradas.
Mariângela se viu envolvida em denúncias de fraude na Lei de Incentivo à Cultura (LIC). A decisão final sobre o pedido do procurador será tomada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Camino pediu ainda uma inspeção especial no Conselho.
Uma das suspeitas é da formação de quadrilha envolvendo produtores culturais em várias cidades do estado.
O Ministério Público acredita que o Estado tenha sido lesados em R$ 4 milhões com os abatimentos de 75% do ICMS a projetos culturais não-avaliados ou aprovados com orçamento menor.
Entenda o caso
Por meio da LIC, empresas podem descontar do ICMS do estado até 75% do valor investido no projeto cultural. O projeto deve ser enviado por produtor cultural (pessoa física ou empresa) à Secretaria Estadual da Cultura, que avalia se a proposta está tecnicamente correta.
O projeto segue então ao Conselho Estadual de Cultura, órgão autônomo e independente, que emite parecer sobre a concessão do incentivo. Uma vez aprovado o projeto, o produtor pode captar recursos de empresas, mas deve prestar contas da aplicação do dinheiro arrecadado.
As produtoras são suspeitas de: 1) Deixar de submeter os projetos ao Conselho e, assim, ficar livre de prestar contas do dinheiro arrecadado; 2) Adulterar documentos de projetos aprovados pelo Conselho, para obter patrocínio maior que o autorizado. Os patrocinadores teriam colaborado de boa-fé, sem saber que as autorizações para captação dos recursos eram falsas ou adulteradas.
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Justiça,
Vida cultural
Porque Linha de Passe não concorreu na seleção nacional para o Oscar 2009
Niara de Oliveira
Crítica de cinema
Desde que Última Parada 174, de Bruno Barreto, foi escolhido como o representante brasileiro para disputar o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2009, muitos apreciadores do cinema nacional, assim como eu, se têm perguntado: Por que escolher uma refilmagem (a história do seqüestro do ônibus 174 já foi contada no cinema em 2002, no filme Ônibus 174 de José Padilha – Tropa de Elite), tendo Linha de Passe, de Walter Salles, já premiado e elogiado em Cannes, e sendo Salles já experiente no Oscar pela indicação final com Central do Brasil em 1999?
Por que Linha de Passe sequer concorreu à indicação nacional? A resposta é dada pelo próprio Walter Salles no site oficial do filme.
Confira aqui a carta de Salles e entenda um pouco como funciona a indústria cinematográfica e que é preciso mais que um bom filme para vencer um Oscar.
SERVIÇO
Linha de Passe está em cartaz em Porto Alegre, confira sinopse, trailer e horários aqui.
Crítica de cinema
Desde que Última Parada 174, de Bruno Barreto, foi escolhido como o representante brasileiro para disputar o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2009, muitos apreciadores do cinema nacional, assim como eu, se têm perguntado: Por que escolher uma refilmagem (a história do seqüestro do ônibus 174 já foi contada no cinema em 2002, no filme Ônibus 174 de José Padilha – Tropa de Elite), tendo Linha de Passe, de Walter Salles, já premiado e elogiado em Cannes, e sendo Salles já experiente no Oscar pela indicação final com Central do Brasil em 1999?
Por que Linha de Passe sequer concorreu à indicação nacional? A resposta é dada pelo próprio Walter Salles no site oficial do filme.
Confira aqui a carta de Salles e entenda um pouco como funciona a indústria cinematográfica e que é preciso mais que um bom filme para vencer um Oscar.
SERVIÇO
Linha de Passe está em cartaz em Porto Alegre, confira sinopse, trailer e horários aqui.
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Vida cultural
Encontro da CDL busca aproximar setor turístico
A Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Pelotas realiza amanhã (30) encontro de empresários do ramo do Turismo. A reunião, que ocorrerá na entidade, a partir das 14h, tem por objetivo aproximar os empresários e propiciar parcerias no setor.
Foram convidados representantes de agências de viagem, hotéis, restaurantes, casas noturnas e guias turísticos.
Foram convidados representantes de agências de viagem, hotéis, restaurantes, casas noturnas e guias turísticos.
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Economia e Negócios
Porto Alegre apresenta projetos de estádios para receber jogos da Copa do Mundo de 2014
A cidade de Porto Alegre apresentou hoje sua candidatura para sediar jogos da Copa do Mundo de Futebol de 2014. A apresentação ocorre durante reunião com integrantes da comitiva da Fifa e do Comitê Organizador da Copa, no Hotel Windsor, no Rio de Janeiro. No evento, os representantes gaúchos apresentaram dois projetos de estádios para receber os jogos.
Um dos projetos prevê a reforma do Beira-Rio (estádio do Inter), que ganharia hotel conjugado ao estádio e abrigaria 60 mil espectadores em cadeiras cobertas e mais 66 camarotes. O outro projeto prevê a construção da Arena do Grêmio, em local distante do estádio Olímpico (do Grêmio). O complexo prevê abrigar 50 mil torcedores sentados, além de hotel, centro de convenções e shopping center.
Um dos projetos prevê a reforma do Beira-Rio (estádio do Inter), que ganharia hotel conjugado ao estádio e abrigaria 60 mil espectadores em cadeiras cobertas e mais 66 camarotes. O outro projeto prevê a construção da Arena do Grêmio, em local distante do estádio Olímpico (do Grêmio). O complexo prevê abrigar 50 mil torcedores sentados, além de hotel, centro de convenções e shopping center.
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Esporte
Deputados nos EUA rejeitam pacote de resgate de US$ 700 bi e bolsas despencam
Folha Online, agora
A Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) dos EUA rejeitou o pacote de US$ 700 bilhões de salvamento para o setor financeiro norte-americano. O plano, com qual Bush espera enfrentar a crise que quebrou bancos e corretoras e afetou o mercado mundial, foi rejeitado por 228 votos contra; a favor foram 205. A decisão impõe uma derrota ao governo e aos dois candidatos à sucessão, o democrata Barack Obama, e o republicano John McCain, que apoiaram a aprovação do pacote.
A Bolsa de Nova York caía mais de 500 pontos enquanto a Câmara avaliava o plano de resgate financeiro. O índice Dow Jones perdia 4,57% e o Nasdaq, 6,68%, ante temores de o plano de resgate dos bancos seja recusado pela Câmara de Representantes.
Entenda a crise
O presidente dos EUA, George W. Bush, disse na manhã de hoje que a aprovação do pacote seria difícil, mas que estava otimista. Bush afirmou que, apesar do pacote de ajuda, a economia americana sentiria o impacto da crise por algum tempo. "No longo prazo, os EUA vão superar os desafios e continuar a ser a maior economia do mundo", afirmou Bush.
No fim de semana, líderes do Congresso americano e membros do governo do presidente George W. Bush chegaram a um acordo sobre os principais elementos do plano. A medida criaria um programa que permite ao governo gastar uma soma sem precedentes de dinheiro público para auxiliar as instituições financeiras em crise, comprando seus investimentos fracassados em hipotecas e outros papéis sem liquidez.
Pacote
O projeto apresentado pelo Congresso limita os poderes do Executivo para gerir o pacote, estreita a vigilância sobre a aplicação dos recursos, reduz os pagamentos milionários aos grandes executivos por trás das instituições financeiras que quebraram, além de ampliar benefícios para os contribuintes.
O texto foi redigido durante a noite e a manhã de hoje, depois que os líderes do Legislativo alcançaram um acordo, sobre suas linhas gerais, pouco depois da meia-noite. Em comparação, a proposta inicial apresentada ao Congresso pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, tinha três páginas.
A presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, apontou que haverá um período de 24 horas após a divulgação do documento, o que significa que o projeto de lei somente será votado no fim do dia de hoje. Depois, o projeto deve passar pelo Senado. Se aprovado, deve seguir para sanção do presidente George W. Bush.
Em lugar de pôr à disposição do Tesouro dos EUA, de uma vez só, os US$ 700 bilhões, o montante será liberado de forma fracionada. O governo poderá usar US$ 250 bilhões imediatamente, e US$ 100 bilhões somente se o presidente Bush considerar necessário. O Congresso pode reter os outros US$ 350 bilhões se não estiver satisfeito com o desempenho do programa.
Os democratas também conseguiram introduzir cláusulas para a proteção do contribuinte. O projeto estabelece um conselho de supervisão do programa, que incluirá o presidente do Federal Reserve (banco central americano), Ben Bernanke, entre outras altas autoridades americanas.
A Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) dos EUA rejeitou o pacote de US$ 700 bilhões de salvamento para o setor financeiro norte-americano. O plano, com qual Bush espera enfrentar a crise que quebrou bancos e corretoras e afetou o mercado mundial, foi rejeitado por 228 votos contra; a favor foram 205. A decisão impõe uma derrota ao governo e aos dois candidatos à sucessão, o democrata Barack Obama, e o republicano John McCain, que apoiaram a aprovação do pacote.
A Bolsa de Nova York caía mais de 500 pontos enquanto a Câmara avaliava o plano de resgate financeiro. O índice Dow Jones perdia 4,57% e o Nasdaq, 6,68%, ante temores de o plano de resgate dos bancos seja recusado pela Câmara de Representantes.
Entenda a crise
O presidente dos EUA, George W. Bush, disse na manhã de hoje que a aprovação do pacote seria difícil, mas que estava otimista. Bush afirmou que, apesar do pacote de ajuda, a economia americana sentiria o impacto da crise por algum tempo. "No longo prazo, os EUA vão superar os desafios e continuar a ser a maior economia do mundo", afirmou Bush.
No fim de semana, líderes do Congresso americano e membros do governo do presidente George W. Bush chegaram a um acordo sobre os principais elementos do plano. A medida criaria um programa que permite ao governo gastar uma soma sem precedentes de dinheiro público para auxiliar as instituições financeiras em crise, comprando seus investimentos fracassados em hipotecas e outros papéis sem liquidez.
Pacote
O projeto apresentado pelo Congresso limita os poderes do Executivo para gerir o pacote, estreita a vigilância sobre a aplicação dos recursos, reduz os pagamentos milionários aos grandes executivos por trás das instituições financeiras que quebraram, além de ampliar benefícios para os contribuintes.
O texto foi redigido durante a noite e a manhã de hoje, depois que os líderes do Legislativo alcançaram um acordo, sobre suas linhas gerais, pouco depois da meia-noite. Em comparação, a proposta inicial apresentada ao Congresso pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, tinha três páginas.
A presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, apontou que haverá um período de 24 horas após a divulgação do documento, o que significa que o projeto de lei somente será votado no fim do dia de hoje. Depois, o projeto deve passar pelo Senado. Se aprovado, deve seguir para sanção do presidente George W. Bush.
Em lugar de pôr à disposição do Tesouro dos EUA, de uma vez só, os US$ 700 bilhões, o montante será liberado de forma fracionada. O governo poderá usar US$ 250 bilhões imediatamente, e US$ 100 bilhões somente se o presidente Bush considerar necessário. O Congresso pode reter os outros US$ 350 bilhões se não estiver satisfeito com o desempenho do programa.
Os democratas também conseguiram introduzir cláusulas para a proteção do contribuinte. O projeto estabelece um conselho de supervisão do programa, que incluirá o presidente do Federal Reserve (banco central americano), Ben Bernanke, entre outras altas autoridades americanas.
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Internacionais
Mortos do acidente da BR-471 sobem para oito
Cristiane Nicoletti morreu a 1h de hoje - ela é a oitava vítima do acidente de trânsito ocorrido na última quinta-feira, na BR-471, próximo ao município de Rio Grande. Cristiane estava internada na UTI da Santa Casa de Rio Grande. O choque de um caminhão e de um microônibus provocou ainda ferimentos em 19 pessoas.
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RS
Machado de Assis, 100 anos da morte de um gênio

Ars Longa
Crítica Cultural
Hoje 29 de setembro completam-se cem anos desde a morte de Joaquim Maria Machado de Assis aos 69 anos, o maior escritor brasileiro, autor de romance, conto, poesia, tradução literária, crônica, teatro e crítica literária. Também era bom enxadrista; ficou em 3º lugar no primeiro concurso realizado no Brasil e criou problemas enxadrísticos.
Mulato de origem humilde, também canhoto, gago e epilético, não freqüentou escola regular, aprendendo de tudo como autodidata; por exemplo, inglês, francês e alemão. Em criança, vendeu doces; logo foi aprendiz de tipógrafo. Destacou-se como intelectual desde jovem: aos quinze anos publicou sua primeira poesia.
Hoje o Presidente da República assina na Academia de Letras, fundada por Machado, seu primeiro presidente, um acordo ortográfico entre todos os países de língua portuguesa, fato inédito na história (anunciado ontem no blog).
Há cem anos também, a Academia brasileira aprovou um regulamento de normas ortográficas que, por exemplo, aboliu o “ph” e as consoantes duplas, além de impor alguns critérios ortográficos que com o tempo não pegaram, como o uso de S e Z e a acentuação de certas palavras.
Se Machado vivesse hoje, com certeza teria um blog, com muitos textos criativos e comentando a realidade de modo crítico.
* Contatos com o autor: arslongasatolep@hotmail.com
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Ars Longa (crítica cultural)
Fetter (PP) ultrapassa Marroni (PT), diz pesquisa
Pesquisa do Instituto Index e da revista VOTO para eleição de prefeito de Pelotas, que começou a circular hoje em Porto Alegre, mostra que o candidato Fetter Jr. (PP) ultrapassou Fernando Marroni (PT) nesta reta final da campanha. Os resultados da pesquisa serão anunciados oficialmente nesta terça-feira, 30.
Na pesquisa espontânea, feita dias 25 e 26 deste mês, Fetter aparece com 30,8%. Marroni, que liderava, aparece agora com 23,8% - 7 pontos percentuais a menos que o primeiro colocado.
Anselmo Rodrigues (PDT) vem em terceiro, com 12,8%. Um total de 23,5% não responderam ou se declararam indecisos.
Os outros candidatos têm os seguintes índices: Matteo Chiarelli (4,1%), Gilberto Cunha (2,4%), Rejane Medeiros (1,6%), Luiz Carlos Lucas (0,6%), Alexandre Nunes (0,5%) e Jesus (0,1%). A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
PESQUISA INDUZIDA
Na pesquisa induzida (quando o pesquisado aponta seu candidato de uma lista de nomes), a diferença de Fetter Jr. para Marroni é ligeiramente maior do que na pesquisa espontânea - 7,5 p.p. Fetter tem 34,6% e Marroni, 27,1%.
Anselmo melhora um pouco, passando a 15,8%. O quarto colocado, Matteo Chiarelli (DEM), mantém-se distante, com 4,7%.
MARRONI TEM MAIOR REJEIÇÃO
A confirmar-se os resultados da pesquisa, e se nenhum fato novo abalar a candidatura de Fetter Jr., a situação de Marroni pode se complicar, sobretudo porque, segundo a pesquisa, o candidato petista possui o maior índice de rejeição. 31,6% dos entrevistados disseram que não votariam em Marroni em hipótese alguma. O percentual dos que jamais votariam em Fetter (27,7%) é alto, mas 4 p.p. a menos. A rejeição a Anselmo é a terceira maior, 10,7%.
Na pesquisa espontânea, feita dias 25 e 26 deste mês, Fetter aparece com 30,8%. Marroni, que liderava, aparece agora com 23,8% - 7 pontos percentuais a menos que o primeiro colocado.
Anselmo Rodrigues (PDT) vem em terceiro, com 12,8%. Um total de 23,5% não responderam ou se declararam indecisos.
Os outros candidatos têm os seguintes índices: Matteo Chiarelli (4,1%), Gilberto Cunha (2,4%), Rejane Medeiros (1,6%), Luiz Carlos Lucas (0,6%), Alexandre Nunes (0,5%) e Jesus (0,1%). A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
PESQUISA INDUZIDA
Na pesquisa induzida (quando o pesquisado aponta seu candidato de uma lista de nomes), a diferença de Fetter Jr. para Marroni é ligeiramente maior do que na pesquisa espontânea - 7,5 p.p. Fetter tem 34,6% e Marroni, 27,1%.
Anselmo melhora um pouco, passando a 15,8%. O quarto colocado, Matteo Chiarelli (DEM), mantém-se distante, com 4,7%.
MARRONI TEM MAIOR REJEIÇÃO
A confirmar-se os resultados da pesquisa, e se nenhum fato novo abalar a candidatura de Fetter Jr., a situação de Marroni pode se complicar, sobretudo porque, segundo a pesquisa, o candidato petista possui o maior índice de rejeição. 31,6% dos entrevistados disseram que não votariam em Marroni em hipótese alguma. O percentual dos que jamais votariam em Fetter (27,7%) é alto, mas 4 p.p. a menos. A rejeição a Anselmo é a terceira maior, 10,7%.
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Eleições
Imigrantes da América Central chegam ao barro duro em busca de uma vida nova em Pelotas
Desde que se espalhou a notícia de que o segundo turno da eleição será mesmo entre Fernando Marroni (PT) e Fetter Jr. (PP), os pais do asfalto, e desde que correu o boato de que a UFPel, em vez de demitir, pretende contratar mais pessoas sem concurso nas fundações de apoio universitário, além da informação de que a cidade em breve assistirá à construção de dois shoppings center e de um estaleiro, Pelotas tem recebido levas e mais levas de imigrantes. Agora eles estão chegando, com suas famílias, não apenas por terra, mas também pelo mar, por onde ganham a Laguna dos Patos.
A foto acima mostra a chegada ontem, ao Barro Duro, de um dos 13 barcos com cidadãos da América Central. Eles sobreviveram a uma travessia de quase um mês, mas aportaram no Balneário dos Prazeres com esperanças de uma vida melhor.
A notícia acima é falsa. Mas pelo menos a gente avisa.
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Flashes
Há dois meses Justiça mandou reitor César Borges demitir 700 pessoas contratadas sem concurso
ao fundo: demissões
Hoje faz dois meses que a Justiça Federal determinou que o reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), César Borges, demita 700 pessoas contratadas ilegalmente sem concurso público através das fundações de apoio à universidade. Entre as sete centenas, há vários casos de nepotismo (emprego de parentes de autoridades em cargos de comissão, de confiança ou em função gratificada), como era o caso da irmã do reitor, Cândida Borges Zambrano, que ocupava função gratificada na direção do Departamento de Intercâmbio Internacional (Dipi) e perdeu o benefício.
Até este momento a maioria das 700 pessoas contratadas irregularmente continua trabalhando. Trata-se da demissão mais longeva da história da UFPel. A Justiça deu prazo de seis meses para que César Borges conclua as demissões.
Entre os que serão demitidos, há cinco familiares de um vigilante da UFPel que foi promovido pelo reitor ao cargo de diretor do Centro de Pesquisa Fazenda Palma, da universidade.
Segundo o Ministério Público Federal, um dos irmãos do vigilante, embora sem curso superior, também foi promovido rapidamente a uma função especializada. De gerente do restaurante universitário, seu primeiro posto da UFPel, foi promovido a diretor da Universidade do Pampa (Unipampa), em Jaguarão, ligada à UFPel. A situação dos dois chamou a atenção do MPF para outros casos.
Para a Procuradoria, a descoberta do caso mostrou que a UFPel é uma universidade onde o mérito não é medido necessariamente pelo conhecimento acadêmico adquirido, mas sim por critérios subjetivos.
CASOS ENVOLVEM REITOR COM
A POLÍCIA, O MP, A JUSTIÇA E O TCU
- UFPel cancela edital de concurso com problemas
- Reitor tenta salvar funcionários que Justiça mandou demitir
- Edital de concurso para substitutos de 700 contratados ilegalmente repete erros e favorecimentos de edital anulado pela Justiça
- Borges deixa reitoria de camburão
- Protesto de estudantes impede eleição de reitor
- Reitor chega escoltado pela polícia
- O preço de uma eleição
- TCU aponta irregularidades na UFPel
- Vigilante vira diretor de centro de pesquisa. Irmão dele, sem curso superior, vira diretor de universidade. E viaja à Europa com o reitor
- A fraternidade é vermelha
- Reitor terá de demitir 700 sem concurso. Será o fim da mamata?
- A casa dos espíritos
- Mudança de hábito: o caso do paliteiro
- Privilégios em calda na UFPel
- Um velho filme revelador na UFPel (Uma conversa com o leitor)
- Nepotismo em Pelotas (Uma conversa com o leitor)
- O silêncio dos inocentes (Uma conversa com o leitor)
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Alô amigos
Mães de alunos da Louis Braille expõem pinturas
MULHERES NOTA DEZ!A Escola Louis Braille realiza a partir desta terça-feira (30) exposição de pintura. As telas da mostra Primavera poderão ser visitadas e adquiridas no DEPÓSITO Gomes Carneiro até 19 de outubro, todos os dias, das 11h às 22h. As obras foram produzidas por um grupo de mães de alunos, na própria escola, durante curso de artes plásticas.
As mães-artistas
Neci Gonçalves dos Santos, Adriana Almeida Corrêa, Maria Altamira Machado Oliveira, Iara Lúcia Costa Garcia, Adriana Dias, Rita Garcia Pires, Neiva Nunes da Rosa, Dilva Ferreira Leal, Maria de Lourdes, Ione de Ávila e Ana Beatriz Vahl Vargas.
O oficineiro do curso de pintura é Paulo Corrêa.
SERVIÇO
DEPÓSITO Gomes carneiro
Rua Gomes Carneiro 662
Tel: (53)3222-6003
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Vida cultural
Domingo, 28 de Setembro de 2008
Lula assina decreto da reforma ortográfica no país
O presidente Lula assina amanhã (29) decreto com o cronograma de implantação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no país. Será às 15h, no prédio da Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro, durante sessão solene de celebração dos 100 anos da morte de Machado de Assis.
Entre as mudanças estão o fim do trema, novas regras para o emprego do hífen, inclusão das letras w, k e y no idioma, além de novas regras de acentuação. No Brasil, o acordo entrará em vigor em janeiro de 2009. Sua implantação, porém, será feita de forma gradual. As novas normas chegarão aos livros escolares em 2010 e serão obrigatórias a partir de 2012. A regra atual valerá para vestibulares e concursos públicos até dezembro de 2012.
A expectativa é de que a reforma ortográfica – assinada em 1990 e ratificada pelo Brasil em 1995 – amplie a cooperação internacional entre os países de língua portuguesa ao estabelecer uma grafia oficial única do idioma. A medida também deve facilitar o processo de intercâmbio cultural e científico entre Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Brasil e Portugal, além de ampliar a divulgação do idioma e da literatura.
Entre as mudanças estão o fim do trema, novas regras para o emprego do hífen, inclusão das letras w, k e y no idioma, além de novas regras de acentuação. No Brasil, o acordo entrará em vigor em janeiro de 2009. Sua implantação, porém, será feita de forma gradual. As novas normas chegarão aos livros escolares em 2010 e serão obrigatórias a partir de 2012. A regra atual valerá para vestibulares e concursos públicos até dezembro de 2012.
A expectativa é de que a reforma ortográfica – assinada em 1990 e ratificada pelo Brasil em 1995 – amplie a cooperação internacional entre os países de língua portuguesa ao estabelecer uma grafia oficial única do idioma. A medida também deve facilitar o processo de intercâmbio cultural e científico entre Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Brasil e Portugal, além de ampliar a divulgação do idioma e da literatura.
Ingratidão...
Fiz de tudo para evitar. Presenteei meu filho com uniforme, flâmula, gorro, vídeos e outros acessórios exaltando o Internacional, imaginando que ele adotaria como time do coração o mesmo meu. No mínimo, que ele dividisse o coração dele em dois - nos times da mãe e do pai. Mas não teve jeito. Aparentemente, fui vencido pela influência materna, como mostra a foto acima. Nela, meu garoto, a quem sempre tratei com todo amor e carinho, aparece tirando onda. Virou flamenguista, o ingrato. Quem sabe na maioridade, mesmo morando no Rio de Janeiro, ele muda de opinião. Enquanto há vida, há esperança.
Tholl emociona porque lembra inocência perdida
Há anos ouço falar do Tholl, da qualidade do grupo, da emoção que provoca, e há anos alimentava o desejo de assisti-los. Precisei vir morar em Pelotas para vê-los em ação. Não cheguei a chorar, como confessa agradecido o amigo e leitor Gameirinho, mas me emocionei com as cenas, que evocam a inocência perdida e nos lembram que, apesar de tudo, algo em nós resiste e nos faz ter esperança.
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