Sexta-feira, Março 20, 2009

Cháves vai nacionalizar filial do Banco Santander

O presidente da Venezuela afirmou que vai nacionalizar o Banco da Venezuela, filial do Grupo Santander (Espanha). Hugo Chávez fez o anúncio no canal estatal "Venezuelana de Televisión". Disse que quer fortalecer o sistema bancário nacional e "impulsionar as políticas de desenvolvimento econômico e social".

Aprendiz de feiticeiro?

Rubens Amador
Da equipe do blog

Hugo Chávez é um feiticeiro consumado. Vive de demagogia. Oferece assistencialismo, a custo do tesouro, buscando obter tudo através do voto, baseado no “nada consta” da sua gente. Hitler criou o nazismo; Lênin, o comunismo; Cuba, o fidelismo, e Chávez, o bolivarismo, um mix da velha teoria, que começou a ruir no berço do populismo, a Rússia, quando se mostrou ortodoxo e os donos poder passaram a se preocupar “com o seu”, via corrupção, como fez Leonid Brejnev.

O nazismo, apesar da força que tingiu de sangue a humanidade, foi o primeiro a desabar, depois foi a União Soviética e o Muro de Berlim. Cuba, modesto carbono do sistema soviético, bem como o gigante chinês, tem procurado aproveitar o que de bom tem a Democracia, começando por permitir direito à propriedade, à terra e ao lucro, inclusive aos descendentes, reparando o erro de Marx, Engel, Lênin, que tratavam as pessoas como se fossem iguais e tiravam delas o livro-arbítrio.

Pois Hugo Chávez tenta girar a roda da história ao contrário, lastreado na democracia dos ignorantes. Não admite debate, ataca a liberdade de expressão da mídia, extrapola seus deveres constitucionais como representante do Executivo, estendendo seu poder ao parlamento e ao judiciário.

Muito em breve o feiticeiro vai perceber que construiu seu castelo quando o petróleo estava l50 dólares o barril. A realidade mudou. As projeções indicam que até fins de 2009 não passará dos 40 dólares. Os fatos e a realidade acabarão com o bolivarismo e seu criador.
* Cronista, contista e articulista, Rubens Amador colaborou com diversos jornais e outras publicações. Escreve sem dia marcado.

2 comt.:

Anônimo disse...

Independente dos apoiadores de Chaves e muitos usam um certo "romantismo" para mantê-lo no altar, é preciso observar que o mundo é um conjunto de confortos e desconfortos.

Enquantos alguns países da América do Sul usaram o bom senso. Chaves se fixou num ideal arbitrário custe o que custar, e custou.

Muitos países sentirão o peso da crise fortemente, mas países como o Chile e o Brasil o sentirão infinitamente menos, pois as reservas chilenas lhes dão esta margem de segurança e o Brasil com a reserva cambial de 200 bilhões de dólares, entre outras medidas, idem.

É verdade que há um investimento maciço em saúde básica para a população venezuelana e forte incentivo da educação, mas um país exige políticas solidárias para que se torne auto-sustentável. Em épocas de vacas gordas Chaves torrou seus petrodólares e agora com a recessão busca medidas que dêem manutenção ao vigor de consumo do estado, mais do que o uma atitude bolivariana é uma atitude que visa o favorecimento unilateral, com a total ausência do bom senso, que um bom profeto deveria considerar.

As consequências para a Venezuela?

São imprevisíveis e todos veremos os próximos capítulos.

Léo Soares disse...

Comparar qualquer um dos demais com Hitler e o nazismo é forçar a barra, colocar Lênin na mesma laia dos demais é forçar a barra.

Como não estou na Bolívia e não há como confiar na imprensa, o que consigo ver é a dúzia de referendos populares pela qual o Chavez passou com alta aprovação.

Mas, como o mundo não é perfeito, todos se julgam mais capazes que o povo boliviano de determinar-lhes o que é melhor...