Quinta-feira, Março 12, 2009

Dobrado forte

Cada vez mais eu me irrito com as pessoas. Ontem, por exemplo, eu saía de um banco quando uma mulher me parou.

"A senhora tem uma moeda?"

Eu não sou de dar esmolas, mas estava animada com o carro novo que comprei, e quis repartir a felicidade. Estendi R$ 10 à mulher.

Ela agradeceu: "Deus lhe dê em dobro".

Fiquei muito animada com a perspectiva de faturar R$ 20 uma hora dessas, caídos do céu. Vou manter minha bolsa bem aberta enquanto caminho, mesmo na chuva.

A colunista Lolita Naja, autora da coluna Menina veneno, é ferina como ela só. Seus amigos a amam de paixão, mas vivem com medo de que morda a própria língua, pois certamente morrerá envenenada. Ela escreve quando suas presas estão com veneno pingando de excesso.

4 comt.:

El Lugubre disse...

Desconfio que conheço tal mulher que, estrategicamente, fica na saída de bancos. Talvez tenha virado um "way of life" ou profissão.

Ela é uma visionária. Afinal, a principal desculpa, "não tenho nada", não cola, pois o sujeito abordado acaba de sair de um banco.

Nada como o bom e velho pioneirismo.

Anônimo disse...

Quem não é capaz de se valorizar e prefere a indignidade de ir pedir esmola não merece receber esmola!
Quanto aos 'incapazes' existem programas e auxílios do governos a que tem direito, logo...

Marisa disse...

é, eu concordo com o anonimo aí de cima, tem um sr. que tem um problema na perna e que fica em um sinal pedindo. O tanto que ele caminha por dia de carro em carro, podia muito bem trabalhar em alguma função de menor esforço.

Anônimo disse...

Esse senhor troca a cada dia de esquina ... e dá nojo de ver...quantos piores que ele necessitam de ajuda? E aqueles que poderiam se candidatar pro Tholl?