Sábado, Março 21, 2009

GM quer fazer novo carro no RS, mas só com "incentivos fiscais" do governo do estado

A General Motors planeja investir US$ 1 bilhão na ampliação da fábrica de Gravataí (RS). Para isso, a montadora negocia uma parceria com o governo do Estado.

Objetivo é aumentar a produção de veículos das 250 mil unidades atuais para 380 mil, e fabricar um novo modelo de carro. Se for aprovado pela Assembléia Legislativa, o projeto aquecerá ainda o mercado de autopeças.

O anúncio do projeto está previsto para abril próximo, e deve contar com recursos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banrisul. O primeiro entraria com R$ 500 milhões, o segundo, com R$ 150 milhões. Ne negociação, está prevista a concessão pelo governo do estado de incentivos fiscais.

4 comt.:

Anônimo disse...

Se o Estado não "morrer com algum" morreremos de fome...
É um tipo de pressão, que pode ser mencionada de outra forma menos elogiosa.

Anônimo disse...

Xii ! É hora da revalidação da carteira da FUNAI, de pagar de novo pelo sucesso dos outros.
Como se sabe, pelo CONFAZ, nenhum estado pode reduzir ICMS.
Incentivo fiscal é adiantamento a vista do caixa, e compromisso de produzir carros pagando ICMS até "x" anos no futuro.
Dar dindin para a montadora semi-falida que só vai pagar o que Brito lhe deu em 2018 e o "plus" do Rigoto em 2021, até quando ela ficará nos devendo agora?
Estamos soltando assassino da cadeia por falta de dinheiro para viatura, pagando caro pelo "deficit zero" e vamos posar de magnânimos e desenvolvimentistas com quem mesmo?
A GM?
Será que vai ter GM em 2025?
Onde estão os modelos elétricos e hiper-econômicos que nos prometeram ? O carro que faz 30 km/litro, cadê ?
Que tal gastar essa grana com a tecnópolis, o pólo turístico, a cadeia moveleira, uma garibada na malha ferroviária e hidroviária ?
Ou simplesmente não gastar, que é o que fazemos quando nos privando de segurança, ensino e saúde.
Vamos fazer gentileza com o sacrifício do povo?
A GM é bem grandinha e acrescenta pouquíssimo em termos de tecnologia ao país.
Ela e o agronegócio não precisam de apoio e incentivo.
E ela precisa de nós, pois o Brasil é um lugar onde (a) ela ainda lucra, (b) não precisa pagar aposentadorias integrais como nos EUA, (c) insumos são baratos e (d) o leão pega leva com ela.
Deixa ela investir sozinha, que ela vai fazê-lo.
Que abra o capital e lance ações em bolsa, para que incentivo fiscal?
Isso aqui é capitalismo ou a casa da mãe joana ?

Anônimo disse...

Sabem o que vai acontecer?
O governo vai cair com a grana, existe neste e em outros segmentos alto poder de persuasão, assim o que poderia ser retorno social vira reinvestimento. Automóvel é caixa rápido em tributos, só que polui, mas este é um problema dos ambientalistas.
Se existe um investimento sério a ser feito é o da malha ferroviária.
Cada vez que ando de trem na Europa, com as conexões para metrô e aeroportos, linhas de ônibus, e ao desembarcar na Rodohidroviária(quando inunda) de Pelotas, aí é que chego no Brasil das fraudes do dinheiro desviado de seus verdadeiros fins. Nosso contato não é com os princípios, e sim com os desvios e dos farelos jogados ao povo.

Anônimo disse...

Caixa rápido? Para quem?
Só em 2018 vai ser revertido o incentivo inicial dado à GM pelo Brito.
Depois veio Rigoto, outro "visionário".
De lá para cá essa empresa só se aproximou do precipício.
Ela fica com o nosso dinheiro e tu e eu com os riscos.
É isso que se trata.
Tem cadeias produtivas com retorno mais rápido e maior geração de empregos, o BNDES e a FEE sabem quais são.