Cerca de 150 remanescentes do movimento estudantil de Pelotas se reencontraram, há cerca de meia hora (10h30 deste sábado - 21), na praça em frente da Faculdade do Direito da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).
Depois de 32 anos, eles voltaram juntos à praça, para inaugurar uma placa em homenagem aos tempos de luta contra a ditadura militar e pela liberdade. Muitos vieram de outras cidades do país.
Hoje na faixa dos 50 anos, os antigos companheiros de luta relembraram o ano de 1977, quando fizeram uma manifestação pela criação do Diretório Central de Estudantes (DCE).
Durante o ato, um dos líderes do movimento, João Carlos Gastal Jr., foi preso pela Brigada Militar. Levado pelos policiais, antes de entrar no camburão, ele gritou "a luta continua", segundo ele, na esperança de que os colegas continuassem a manifestação e de que se mobilizassem pela sua libertação, que acabou ocorrendo logo depois. Gritou também: "Liberdade não se pede, se pratica".
A placa está encravava num bloco de cimento, na beira de um dos canteiros. Nela, está inscrito:
Os participantes "inauguraram" ainda uma tijoleta, no centro da praça. A inscrição, irreverente, pode ser lida abaixo:
Num discurso de "inauguração" da tijoleta, um dos integrantes relembrou momentos do movimento estudantil naqueles anos, contou que se filiou ao Partido dos Trabalhadores (PT), mas que depois abandonou a sigla, decepcionado com os "mensaleiros".O grupo confraterniza a partir do meio-dia de hoje em churrasco na antiga sede do Clube Centro Português, no caminho do Laranjal.




24 comt.:
Após estarmos todos presençiando os descalabros da atual administração da Ufpel,com inumeras irregularidades geradoras de processos junto ao MP, descreditando e encaminhando ao caos a Instituição que é Pública e não de propriedade do Sr. Cesar Borges e Cia. ve-sê com indignação e decepção a atual atuação do DCE da Universidade, que longe esta dos exemplos deixados por nossos tão heróicos Movimentos Estudantis. Procurei saber se ainda tínhamos no pais alguma Universidade com tantas irregularidades sendo julgadas na justiça e se havia alguma ainda sem aulas por incompetênçia administrativa e confesso não encontrei. Lamentável a inérçia do atual DCE que por motivos outros(e ai não os estou desconsiderando) preocupa-se com a governadora enquanto que na Instituição onde obtém força de luta e envolvimento direto como segmento fiscalizador das ações administrativas, objetivando coibir ações prejudiçiais a educação,ao erario publico, combatendo corrupção,nepotismo,favoreçimento e outras tantas irregularidades , observa-se um silênçio e uma paralização um tanto quanto "estranha". Talvez a hora de começar-mos a avaliar e questionar o atual DCE e seu comportamento diante da atual administração da Ufpel.Exemplo mais reçente de Movimento Estudantil e DCE fiél a causa pública nos encaminhamos ao DCE da UNB.
"Espetacular" a inscrição ! A ação eternizada na lajota dificilmente significou algo contra a ditadura, mas apenas uma demonstração de falta de educação para com o espaço público, quer fosse naquela época quer seja presentemente, quando muitos, entre eles estudantes universitários, que tomam-se por elite intelectual, muitas vezes embriagados e pouco preocupados com questões políticas ou sociais, apenas fisiológicas, aliviam-se despreocupadamente.
Pensei que o teclado do computador do anônimo das 14:25 só tivesse "Ç" e não o "C" normal. Mas, examinando o texto, concluí que há os dois...
Sempre os fiscais da moral e dos bons costumes, os mau humorados que não aceitam e não entendem a irreverência, defensores do status quo... os pobres de espírito.
Como deve ter sido vazia a tua juventude, anônimo das 19:46!
O pior para os retrógrados, reacionários nunca foi, ou é, o pensamento esquerdista, libertário e revolucionário, mas a liberdade com que os esquerdistas se divertiam e se divertem.
Ao envelhecermos, nós temos e teremos muitas e boas histórias para contar aos nossos filhos e netos. E vocês?
O anônimo das 19:46 em 1977 deveria ser da ARENA jóvem.
Parabéns a essa grande iniciativa da confraternização. Na verdade, esse encontro demonstra a grandeza do movimento estudantil na UFPEL ao longo da história. O ME tem tempos de agitação e de calmaria, mas não morre nunca.
Se observarmos a lista dos participantes veremos que são pessoas destacadas em suas áreas, pessoas que lutaram e prezaram a liberdade, e que a utilizaram para engrandecer o país, cada um com sua contribuição.
Era comum na época da ditadura o humor em relação aos modos repressivos.
Alguns personagens da época eram ridículos, outros absolutamente paranóicos e delatores vazios.
Muitos deles que hoje ainda circulam com suas faces macilentas, reviravam a vida das pessoas em busca de algum indício e batiam na calada da noite a casa dos receptores das denúncias.
Em cada lugar tinha um posionado para bisbilhotar ou indagar da opinião.
Na UFPEL, tinham debilóides infiltrados e que estavam alí para cumprir suas funções de delatores.Alguns deles, por esta troca de favores subiram na vida, mas não no conceito dos que os conheceram.
Pelotas está cheia de alguns destes que ainda posam de bacana e que não entendem nada de política séria. Igual a maioria, são oportunistas.
Como eu não vivi o momento, gostaria de ver 'a lista dos participantes que são pessoas destacadas em suas áreas', para conferir. Fala Gerson.
Olhem, sou pessoa que fez parte da resistência democrática, o que me determinou prejuízos reais, em minha vida.
Conheço boa parte dos manifestantes. Alguns deles, sei bem, nunca se expuseram, mesmo, às vicissitudes de serem oposição à ditadura. Nunca "mijaram" na repressão. Agora, dão um atestado de falta de educação e, ainda mais, de mentira histórica.
Naqueles tempos duros, qualquer desobediência passava por demonstração de coragem, arrojo, desafio ao autoritarismo.
Salve tempos democráticos, em que se pode distinguir o que é falta de civilidade e o que é realmente afronta ao despotismo; reivindicação ou mera grossura folclórica.
Os ditos defensores da liberdade, justiça e dos direitos dos trabalhadores quando tem o poder revelam ser os piores patrões.
Mudando de assunto, fiquei bastante feliz em saber que o deputado Marroni e sua esposa faziam parte daquela geração de jovens. Estão todos tão diferentes que, conversando com amigos, ninguém os havia reconhecidonaquele tempo.
O Marroni não fazia parte coisa nenhuma, podes pesquisar, em 1977 ele era da ARENA jovem.
Pessoal, o comentarista das 18:32 está usando de ironia.
Esqueci, eu tenho que avisar qdo. uso de ironia. Muito perspicaz, caro anônimo das 23h46min. Ainda aprimoro minha linguagem para que percebam mais claramente. Gracias pelo comentário.
Bah, amiga, ainda bem que sempre contas com a colaboração dos amigos prá explicar. Mas, afinal, onde anda a perspicacia das pessoas? Tudo tem que ser explicado??? Sobre o caso: todo mundo sabe que o Marroni nunca militou no movimento estudantil. Correto ter ido ao ato em frente ao Direito e mesmo no evento da sexta a noite. Se foi a confraternização, provavelmente foi de metido,não justificaria um convite. Pelo que me disseram (porque tbém não fui convidado) era para o pessoal "que militou entre 77 e 84". O Marroni estava neste período na UCPel, mas nunca militou. Pelo que me lembro, muito antes pelo contrário.
Correto. A parte de confraternização era para os companheiros que militaram juntos no período 77-84. Era o momento de se reverem, botar em dia as coisas da vida. Quanto ao Marroni faltou o "simancol". Mas aí a gente vê até onde vai o Querer Aparecer, e cumprir a agenda do político igualzinho aos outros.
Pois é, muita gente não militou de vredade e fez que militou. O Marroni militou foi no final dos 80, quando começou a se esclarecer sobre o que ocorria. Não vejo nenhum problema nisso: ele e a Míriam começaram a militar na ASUFPEL.
Acho pior o caso de gente que vive querendo aparecer ao lado dos estudantes e não para de negociar com a corruptela da ufpel. E isso não foi ironia! Aliás, ironia necessita ser bem escrita para que se tenha direito a usá-la: espírito lusco-fusco perpassa em qualquer texto, assim como atitudes...
Pois é! O comentário das 22:11 está a confirmar que o Marroni não militou no movimento estudantil. É isso que se está a esclarecer. Como figura pública que é, lógico que se fale nele, porque volta e meia aparece esse assunto de que ele militou no movimento estudantil. Não militou. E agora pergunto, qual é o problema de não ter militado no movimento estudantil? No seu passado como estudante ele era contra o movimento estudantil? Ou ele acha que o movimento estudantil era muito importante? Não dá para "pregar ele numa história da qual não participou". O resto é posar de bacana. Os fatos são os fatos, não são meras especulações.
Pelo que estou entendendo existia uma dúvida qto. ao fato do Marroni ter militado no Movimento Estudantil. Todos aqui atestam que não militou. Ficou, então, um melindre em relação ao porque do comparecimento do deputado no evento. Que se saiba, era aberto o evento. Assim, podia ter ido. Qto. a confraternização, se ele foi, não foi visto com bons olhos por algumas pessoas. De fato, parece uma coisa meio eleitoreira, mas, infelizmente, isto tbém faz parte. Como estamos todos anônimos, o resto fica difícil se manifestar. Mas acredito que este evento foi ótimo. Pelo noticiado, reuniu vários colegas que não se viam a tempos. Uns militando mais, outros menos, tbém faz parte. Parabéns àqueles que se reuniam anteriormente e àqueles que estiveram dispostos a ajudar, independente do que faziam àquela época. Desde que não estivessem com a ditadura, claro.
O Marroni foi??? E não levou o Cesar Borges? Que pena! Teríamos tanto para dizer aos dois...
Só para não ficar chato, não quero prejudicar ninguém: avisei que tenho que usar de ironia porque isto fica muito claro aqui no blog. Já notei que muita gente não entende ou outros tantos não se fazem entender.Assim, acho que me confundiram. Desculpem.
Caros blogueiros, anônimo é aquele que se esconde nas sombras,ataca furtivamente; é aquele cuja covardia impede manifestar-se, mostrar sua cara.
Anônimo é ninguém, nada representa,não tem nome,identidade. Portanto, não deve ser levado em consideração.
Saudações fraternas, Paulo Brum Ferreira
Porquê todo mundo é anônimo aqui? Ainda estamos na ditadura? Ah! Esqueci! A ditadura só muda de nome, e aqueles que eram covardes na militar continuam sendo agora.
Valquiria Cruz
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