Sexta-feira, Março 27, 2009

Monturos eleitorais

Rua do Bairro Getúlio Vargas, Pelotas (março.2009). Igual ao período da eleição. Inclusive a propaganda do candidato à prefeitura, Fernando Marroni (PT), derrotado por Fetter
Do lado direito, oposto ao muro, era para ter surgido uma padaria, financiada pelo Programa Economia Solidária, do Ministério do Trabalho, em Brasília, dirigido por Dione Manetti, do PT local.

O dinheiro foi liberado e intermediado pela ONG ATES, dirigida por petistas locais. O diretor era Luciano Lima, candidato a vereador pelo PT na última eleição. Mas o dono da padaria, Ben-Hur Flores (também diretor da Ong Anjos e Querubins), só recebeu um forno.

Ficou faltando o resto - matéria-prima, investimento na estrutura do prédio, orientações de como gerir o negócio. Sem ter condições de operar, ele fechou a padaria há três meses. O investimento não atendeu o objetivo social.

Veja depoimento de Ben-Hur no vídeo abaixo.

video

6 comt.:

Anônimo disse...

Planejamento, o trabalho que isso dá, é sempre subestimado pelo pessoal da economia solidária.
Eles olham só para os potenciais lucros, não olham para o planejamento e as responsabilidades que serão assumidas individualmente por alguém.
Outra coisa que subestimam é o comportamento predatório do ser humano médio.
"Um em cada dez" querem só se aproveitar da ONG.
A teoria dos jogos explica isso, mas é de 1940, o velho Carlão não incluiu isso nos textos dele.
Não estão sozinhos na falência, e não foi das piores.
Empresários privados fazem as mesmas mancadas.
Meu co-cunhado perdeu 180 mil em um restaurante em Florianópolis, no qual o principal gestor não tinha capital de giro. Aliás, disse que tinha aos demais sócios, e era mentira, enfim....
O restaurante consumiu recursos de diversos sócios, formais e informais, custou 800 mil, luxuoso, aparelhado com o que tem de bom, funcionou um mês e foi um "preju" trabalhista monumental.
Em uma primeira rodada de tentativas, esses são resultados válidos para esses empreendedores que buscam um modo de produção menos predatório.
Em tese um modo de produção substitui outro por ser mais produtivo. O modo capitalista substituiu o feudalismo, porque o feudalismo, com seus privilégios, tinha muito parasitismo.
O modo de produção solidário seria uma tentativa consciente de adotar um modo de produção que dificilmente será mais eficiente que o atual (por explorar menos o ser humano), mas que dará aos seus participantes mais satisfação e um meio digno de vida.

Mow, Larry & Joe disse...

Mas cadê a padaria ?

Anônimo disse...

Pelo texto e pelo vídeo, admito que fiquei em dúvida, estava previsto recurso para custeio? (giro e matéria prima)

Padarias são boas alternativas no tema da Economia Solidária, visto que são produtos de primeira necessidade.

Um abraço,
Ana Maria

Anônimo disse...

Olha eu concordo, tanto pelo vídeo quanto pelo texto, não ficou explicito que existiam recursos para custeio ou seja..compra de matéria prima e adequação física.
Acho muito importante o beneficiário dos projetos de economia solidária, garantirem uma contra-partida, mesmo que pequena. Haja visto que este esforço local pode ser definidor.

Abraço e bom trabalho Rubens.

Daniel

Anônimo disse...

Rubens,
Pelo que foi dito pelo morador do Getúlio Vargas a padaria existiu. A comunidade é que não conseguiu garantir o funcionamento e a aquisição da matéria prima.O GRANDE PECADO DA ECONOMIA SOLIDÁRIA, no meu entender é querer fomentar trabalho, onde não existe possibilidade e articulação sólida pra isso. Mesmo sendo viavél no primeiro entender uma padaria no Getulio Vargas, ela não se realizou.

Daniel

Anônimo disse...

um em cada dez? não, nove em cada dez querem só se aproveitar da ONG. E mais, do jeito que está, o pessoal quer é pão de graça...