Sábado, Março 21, 2009

Pintor busca parceria com historiador de Pelotas

Ars Longa
Da equipe do blog

O artista plástico Carlos Fonttes está buscando um historiador para realizar um projeto artístico-histórico sobre casas rurais de Pelotas, a ser transformado em livro. Ele já formulou os métodos gerais de trabalho e financiamento, e só requer que um pesquisador aqui estabelecido recolha as informações para o texto; com as fotografias dos prédios, ele realizará as respectivas telas a óleo ou em aquarela.

Carlos é militar da reserva, escritor, desenhista e pintor. Seu sobrenome é Fontes, mas ele usa o nome artístico com duplo “T”. Como integrante da Academia Uruguaianense de Letras, já publicou dez livros sobre temas históricos e geográficos, especialmente sobre lugares urbanos e rurais.

Em 2005, ele iniciou a série “As Estâncias Contam a História” com um livro sobre 45 fazendas de Bagé; depois foi a vez de Uruguaiana, e agora ele busca seguir seu projeto com casarões rurais de Pelotas.

Em 2008, saiu o livro “Uruguaiana na linguagem plástica e histórica”, primeiro volume de outro projeto de Carlos sobre a memória da cidade.

Neste caso, o escritor e artista Daniel Fanti fez a pesquisa e Carlos desenhou a bico de pena uma centena de prédios urbanos, entre casarões, lojas, escolas e templos, e mais alguns monumentos, logradouros diversos e retratos de vultos históricos, totalizando umas duzentas ilustrações numa obra de 245 páginas.

Sempre em parceria com historiadores, ele se encarrega das ilustrações, que desenvolve com grande detalhismo a partir de fotos. Pode-se até dizer, pelo perfeccionismo do trabalho, que os desenhos ficam mais claros e interessantes que as fotografias.

Para dedicar-se à parte plástica do projeto, Carlos espera que o historiador tenha seu método de pesquisa e a energia e disposição suficiente para fazer os contatos e viajar aos lugares estudados, ao longo de um tempo previamente estipulado.

Nas imagens, uma tela a óleo e um desenho a bico de pena de estâncias de Uruguaiana e Bagé.


Com seu jeito caladão, o pesquisador Ars Longa circula pelos espetáculos, analisando a Cena Cultural. A coluna de Ars sai toda sexta. Mas ele sempre dá jeito de oferecer mais de seu talento observador, mandando textos para outros dias.