
Onassis: este colocava todas gerações de pelotinos no chinelo,
inclusive porque se tornou um homem culto
Na verdade, Pelotas, hoje em dia, tem raros casos de gente na ativa que fez fortuna com as próprias mãos, saindo do zero. Nenhum deles com aquele poderio mencionado por Capote.
A maioria dos que usufruem de condição financeira aparentemente melhor herdou dinheiro ou negócios dos pais. Com perdão do trocadilho, não puseram o negócio em pé; tiveram o caminho facilitado.
Os que fazem questão da "pose" e das fotinhos publicadas nos jornais municipais (os verdadeiros pelotinos) são os herdeiros, inclusive os que nada produzem mais, e os emergentes, aqueles que começam a se dar bem em algumas atividades, mas nada que lembre um milionário de verdade.
A condição dessas pessoas sobressalta numa cidade com a depressão econômica da nossa, mas se torna inexpressiva em comparação com outras cidades. Em Caxias, o bicho começa a pegar. Em São Paulo, quem nos parece "rico" por aqui se torna nada. Em Nova York, provavelmente não prolongaria por muitos dias a estada num hotel de médio padrão.
O leitor, pelo jeito, tem cabeça de americano, para quem o dinheiro é tudo. A minha humilde cabeça está mais para o velho continente, aliás, nossa origem, onde a bagagem intelectual aplicada ao trabalho e à ética tem maior peso do que a conta bancária de alguém.
E boa noite a todos, que hoje vou levar meu filho para jantar no excelente Batuva, nosso "melhor" restaurante, por sinal, acessível à classe média que trabalha bem, até mesmo aos flanelinhas que atuam forte durante um dia de trabalho.
Os que fazem questão da "pose" e das fotinhos publicadas nos jornais municipais (os verdadeiros pelotinos) são os herdeiros, inclusive os que nada produzem mais, e os emergentes, aqueles que começam a se dar bem em algumas atividades, mas nada que lembre um milionário de verdade.
A condição dessas pessoas sobressalta numa cidade com a depressão econômica da nossa, mas se torna inexpressiva em comparação com outras cidades. Em Caxias, o bicho começa a pegar. Em São Paulo, quem nos parece "rico" por aqui se torna nada. Em Nova York, provavelmente não prolongaria por muitos dias a estada num hotel de médio padrão.
O leitor, pelo jeito, tem cabeça de americano, para quem o dinheiro é tudo. A minha humilde cabeça está mais para o velho continente, aliás, nossa origem, onde a bagagem intelectual aplicada ao trabalho e à ética tem maior peso do que a conta bancária de alguém.
E boa noite a todos, que hoje vou levar meu filho para jantar no excelente Batuva, nosso "melhor" restaurante, por sinal, acessível à classe média que trabalha bem, até mesmo aos flanelinhas que atuam forte durante um dia de trabalho.
Ah, sim. Do Onassis, que ainda por cima teve como mulheres Maria Callas e Jaqueline Kennedy, desse, sim, eu tenho raiva. Pelos pelotinos (os "arroz de festa"), eu sinto é compaixão.





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14 comentários:
Hehe! Não dá nada, Rubens! O que tem de analfabeto funcional em Pelotas!!!!!
A Propósito: estás melhor da gripe?
Boa noite também!
PS: Às vezes, com JUSTIÇA, é bom erpernearmos um pouco... Ter que aguentar pergunta idiota dessas... Parece o Pedro Bó, não?
Calma, Rubens.
Percebo que tens muitos desafios por estas paragens em "umidus mofus". Muito provavelmente tu estas promovendo muito desconforto a alguns. Assim espero.
Deixa pra lá, não publicá-lo é resposta. A devida dedicação com a neutralidade possível é igual resposta também.
Abraço.
Michael Jackson era rico e daí?
Pois é, Rubens.
Isso de "pose" me irrita também.
Como advogado, às vezes opto por perambular de terno e gravata (essas idiossincrasias que o Foro infelizmente impõe), e vejo que há quem olhe com olhos de "olha só esse 'poser'", assim como há outros (eminentemente atendentes de lojas bajuladores e flanelinhas) que me concedem um título ao qual não faço (e não faço questão de fazer) jus: o de 'doutor'.
Pois bem.
Concordo com tua colocação, e credito essa postura de quem acha que o crítico inveja aqueles a quem critica basicamente à falta, a um só tempo, de profundidade cultural e articulação por parte de quem a adota.
Vejo as coisas pelo seguinte prisma: 'riqueza' - economicamente falando - é sempre um conceito vago.
Para o 'pobre' (digamos, aqueles que percebem menos do que um salário-mínimo mensal), alguém que ganha, digamos, duas ou três vezes mais do que ele já é 'rico'.
Para quem é de 'classe média' (ou 'classe C'), 'rico' é quem tem carro importado e viaja para o exterior, como alguns empresários e profissionais liberais bem sucedidos.
Para quem é das classes A e B, ricos são os artistas famosos, os atletas célebres, os grandes empresários, os políticos de Brasília, entre outros.
Claro que falo isso dentro da realidade brasileira, porque, excetuando alguns seletos sujeitos do eixo Rio-SP-Brasília, o padrão europeu de riqueza é algo verdadeiramente inatingível, e o americano então, só perde pro árabe.
Isso tudo, a meu ver, é de somenos importância.
As verdadeiras riquezas, quem entende sabe, o dinheiro não consegue comprar.
Eu costumava achar que esse bordão estava surrado, mas cada dia me convenço mais que as coisas que o dinheiro pode comprar podem até divertir, mas são essas coisas como um jantar num restaurante legal com o filho que mora longe, dar uma volta de bicicleta num dia ensolarado ou mesmo deitar para dormir com a mulher que se ama é que fazem a vida neste planeta ter algum sentido.
Porque, por mais belo que seja um carro esportivo, um jatinho, um iate, uma mansão, roupas de grife, joias, etc., eles não ajudam a suportar coisas como os escândalos da Yeda, do Sarney, a criminalidade, o imobilismo, a chatice, a impostura, a inconveniência e outras coisas que não suportamos sequer em nós mesmos, que dirá nos outros.
E criticar alguém por conta disso não significa (necessariamente) invejá-los ou nutrir sentimentos como raiva ou outros em relação a eles.
Pensar isso é mesquinho, pequeno, e, com o perdão do apodo, 'pelotino' demais.
Aliás, já que o assunto é 'riqueza', recomendo um filme hilário chamado "Que Droga de Vida" (Life Stinks!), do Mel Brooks.
Em determinada cena (a melhor do filme) Brokks, que interpreta um milionário reduzido a mendigo por conta de uma aposta na qual é trapaceado, trava um duelo verbal (que descamba para embate físico) com um mendigo louco que alega ser mais rico do que ele.
(Veja aqui: http://www.youtube.com/watch?v=RsfdUqzkSck&feature=response_watch)
O desfecho é de chorar de tanto rir.
Bom jantar e bom fim de semana.
Adendo:
O mendigo alega ser ninguém menos que... John Paul Getty!!!
É demais.
Pena que não tem legendas, afinal, nem todos os 'ricos' de Pelotas falam inglês.
A julgar pelo modo que escrevem, às vezes acho que mal conhecem o vernáculo...
não sei o que é pior: a pergunta boba ou o esclarecimento infeliz
O Batuva além de barato tem um preço honesto, barato se comparado com restaurantes de padrão similar em outras cidades. Boa janta.
Acho que fosses bem didático ao colocar tudo isso para o cretino que te provocou, parabéns.
Serve 100 milhões de reais em 24 horas ? Tem mais a inflação de 30 anos nessa história.
O pessoal não sabe mais o que é DINHEIRO e qualquer bafo de camarão já engana.
Tenho horror a esse povinho mais melhor que os demais, que fazem regras que trancam o progresso dos demais.
Etâ povinho, pobre, burro e mesquinho.
Boa!
O leitor que fez a pergunta, tem idéia do que é ser rico?
Em Pelotas tem alguém rico realmente?
"A maioria dos que usufruem de condição financeira aparentemente melhor herdou dinheiro ou negócios dos pais. Com perdão do trocadilho, não puseram o negócio em pé; tiveram o caminho facilitado."
Perfeito.
Isso quando acontece no âmbito privado é o de menos.
Acontece que existe(m) órgão(s) públco(s), que inclusive tem o dever de zelar pelo cumprimento da lei, que viraram um verdadeiro playground dos filhos desses tipo de gente. Que por exemplo, estagiam ganhando bolsa remunerada com dinheiro público sem sequer ter passado por qualquer tipo de seleção pública.
É a orgia da improbidade administrativa.
Até porqie riqueza e pobreza não é apenas questão de pobreza!
Com franqueza, não lembro de que, neste blog, alguém tenha manifestado "raiva contra ricos".
O blog "Amigos" se esmera, sim, em desfazer das poses falsas, especialmente aquelas anunciadas em colunas de jornais.
O "Pelotino", personagem idealizado, não é rico, nunca foi; vive de aparências, de fingimentos. Isso vale como pretexto para diversão: acusar suas falsidades.
Não se pode levar o "Pelotino" a sério.
Alguém levou? É de sentir pena.
Se alguém amealhou recursos, capital, mediante trabalho, investimentos, inteligência, sagacidade, oportunidades aproveitadas,... merece admiração. Alguns desse jaez - pelotenses ou da chamada Zona Sul - já foram saudados neste blog.
Aqueles que obtêm sucesso econômico-financeiro não coincidem com aqueles que se fazem laudar nas colunas de jornais.
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