A metalúrgica Gerdau já demitiu pelo menos 420 metalúrgicos de suas unidades no Rio Grande do Sul. Somente na fábrica de Charqueadas, a 55 km de Porto Alegre (RS), 300 trabalhadores foram desligados desde novembro passado. A segunda unidade a sofrer bastante é a de Sapucaia do Sul, na região metropolitana, com cerca de 120 demissões.
A retração na empresa também se refletiu em terceirizadas da região, que contabilizam pelo menos outras 300 demissões. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Charqueadas, Jorge Luiz de Carvalho, avalia que o impacto é grande no município, já que a fábrica responde por mais da metade da arrecadação.
“A empresa alega que os pedidos caíram drasticamente com a crise financeira, então tiveram que fazer esses ajustes, que não concordamos. Quando a fábrica produzia 40 mil toneladas havia uma sobrecarga de trabalho, com os trabalhadores ficando doentes. E quando houve uma queda de produção, eles começaram a demitir em larga escala”, reclama.
O presidente da Federação dos Metalúrgicos do RS, Milton Viário, reconhece que a crise financeira reduziu a atividade econômica do país. No caso da unidade da Gerdau em Charqueadas, a produção de aços especiais foi afetada com a retração da indústria de máquinas e automóveis.
O sindicalista duvida que os trabalhadores voltem a ser readmitidos caso a economia consiga se recuperar. "A segunda questão é que, voltando ao normal, eles não voltam a contratar. A empresa está aproveitando o momento para fazer uma reestruturação produtiva, produzir mais com menos funcionários", diz.
A Gerdau não confirma o número de trabalhadores demitidos, mas admite os desligamentos. Os metalúrgicos temem que as demissões aumentem. Recentemente a Gerdau comprou a empresa Villares, em São Paulo, que possui produção semelhante a Aços Especiais Piratini, em Charqueadas, o que pode acarretar no fechamento da unidade gaúcha. Ainda há boatos de que chineses estariam interessados em comprar a fábrica. A Gerdau, até o momento, não se pronunciou sobre o assunto.
Até o final de maio passado, a Federação dos Metalúrgicos contabilizava 22,3 mil trabalhadores gaúchos demitidos desde o final de 2008.
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El Dorado vive de medo
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6 cmt.:
O mercado competitivo não dá colher de chá. Há muito tempo a Gerdau vem em franca expansão e espalhando suas atividades em estados mais favoráveis como São Paulo do que no RS, muito embora tenha se fixado também em vários estados do Brasil e fora do país.
Mas percebe-se que infelizmente o potêncial de terras gaúchas se perde diante de políticas míopes e imediatistas que enfraquecem os que aqui estão e os novos empreendimentos que poderiam aportar.
E O PGQP??????????? Pimenta no dos outros é colirio?
A Gerdau recebeu do governo estadual anterior incentivo para gerar emprego.
Com as demissões, vai devolver?
Anônimo (15:47), os governos "amigos" devolverão as colaborações de campanha?
Ele o Dono da Gerdau cobra para dar consultoria (PGQP), para orgãos públicos inclusive a Prefeitura, sera que haverá demissões.......rsrsrsr
Fui um dos agraciados...A empresa já vinha com um trabalho de "adequação" de um indicador chamado produtividade/homem.hora. Como não foi possível mexer na produtividade e nem na hora, foram mexidos os homens. Lamentável...
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