Sábado, Julho 11, 2009

Pub Manta: boteco de 'inglês'


Slow Food
Crítica de gastronomia

Muitos bares têm uma boa comida mas que não é valorizada, em função de colocar a música como carro-chefe. O Pub Bar do Hotel Manta é um local assim, pouco conhecido do grande público por vários motivos: sua imagem se associa mais à boêmia que à gastronomia, sua publicidade vai sempre ligada ao hotel e fica na sombra do restaurante da empresa, a Cantina de Mamma Pizza.

Apesar disso, o Pub Manta é muito mais freqüentado por pelotenses do que por turistas. E nos surpreende saber que ele existe há 25 anos, sempre dentro do hotel, com entrada pela General Neto. “Tradição em ser clássico” é o slogan, que revela o estilo internacional de bar elegante.

O ambiente é penumbroso mas acolhedor, tem dez mesas cômodas e um televisor com sofás. A estética remete aos pubs britânicos, até com uma cabine telefônica com porta e tudo. O atendimento é formalmente respeitoso, pensado para que a pessoa se sinta em casa, como deve ser num hotel. Único fator na contramão: ignorar a lei federal 9294/1996, que permite fumar em lugares públicos somente em áreas isoladas e arejadas.

No cardápio de bebidas, há long drinks, short drinks, whiskies, vinhos, cervejas, mais soft drinks (sem álcool), chás e cafés. Para comer: pizzas no palito, picadinho de frios, vários petiscos e todo o cardápio do Mamma Pizza. O Sanduíche Aberto (R$ 14) dá para dois; seu suave sabor pede um acompanhamento como o Cuba Libre, servido aqui com vodca (deve ser com rum, a bebida cubana por essência). Melhor ainda é fazer a combinação com cachaça (R$ 6).

A música ao vivo, terças e quintas, é um plus do Pub, ausente no Mamma Pizza. Às terças, Zé Ricardo. Esta quinta (9) foi a vez de Cláudia Braunstein às 19h30 (teclado e voz) e Toni Konrath às 21h30 (violão, percussão e duas vozes). Na próxima quinta (16): Renato Popó e amigos. Quando há shows, cobra-se R$ 5, e mais os habituais 10% de serviço.

General Neto 1131, de segunda a sábado, das 18h à meia-noite.

10 cmt.:

David disse...

"ignorar a lei federal 9294/1996"

Parei de ler aqui... Achei interessante a idéia de ir lá conhecer, mas não gostaria de comer onde pode haver gente fumando. Obrigado pela informação!

Anônimo disse...

Ótimo, fica em casa David!

Anônimo disse...

"ignorar a lei federal 9294/1996"

Um grande eufemismo o uso do verbo "ignorar", mais adequado seria "violar", "descumprir", "desrespeitar", embora, seja qual for o verbo utilizado, devesse ser frisado que se trata de ato ilícito.
Mas aí muitos já achariam "feio", "desrespeitoso", como se dizer as coisas às claras não fosse virtude.

Anônimo disse...

No Brasil se desrespeita de tal forma esta lei de 1996, que atualmente em vários Estados se fazem campanhas e blitz informativas para o público e os empresários se conscientizarem. Não é coisa de Pelotas nem do Manta. Cruz de Malta e João Gilberto, com toda sua fama e qualidade, não respeitam essa norma, ou seja, "respeitam" os fumantes, que são maioria de seus clientes.
Mas vale a experiência de ir conhecê-los; por exemplo, às 18h é menos provável que haja alguém fumando no Pub Manta. O crítico somente adverte.
S. L.

David disse...

Não fico em casa... Vou pra um lugar onde respeitem o meu direito de respirar oxigênio. E há varios. Esse aí que tu deves ter alguma a ver, não vou não.. Fica tu respirando monóxido de carbono...

Ah, e tenho coragem de colocar meu nome!! Ao contrário de ti!

Anônimo disse...

Tem gente desrespeitando a lei e ainda aparece gente pra defender.

Assim caminha a mediocridade...

Anônimo disse...

Para o internacionalmente conhecido David: acho um exagero essa lei. Há lugares em que os fumantes são respeitados, e onde a presença de nao fumantes "xiitas" nao sao bem vindas.
Outra: nao tenho nada a ver com o Manta, a nao ser gostar do lugar.
Ass: Golias.

Fernando disse...

Concordo com o comentario do David.O principio da noção de Cidadania é obediencia as leis e o respeito ao direito de ir e vir. Não nascemos fumantes mas, adquirimos este vicio. Portanto, sendo vicio, não é natural que sejamos, os não fumantes, a aceita-lo como natural e, portanto, devemos ser respeitados nos nossos direitos que se sobrepõe ao do vicio adquirido.

Francisco Antônio Vidal disse...

A lei não é exagerada, na medida em que estipula que haja lugares separados para fumantes e não fumantes. Ou seja, não obriga a não fumar, mas é estrita para defender os que não fumam nem querem (até por saúde física) ser fumantes passivos.
Não confundamos respeito ao fumante com respeito à fumaça. Fumo faz mal mesmo. A pessoa é respeitada, mas o comportamento de fumar ante outros é que a lei busca inibir.

Anônimo disse...

Concordo com o David. Sou não-fumante xiita e há uma lei que me protege de não sofrer em vida e morrer por ser fumante passivo.