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El Dorado vive de medo
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Terça-feira, Abril 14, 2009
"Pelotas não incentiva cultura", diz produtora
Explicando os constantes adiamentos em relação à "lei", ela diz que a administração sempre encontra uma justificativa esquisita. "Numa hora são as enchentes, noutra, outra coisa", disse ela. "Quem conhece a política do setor em Pelotas sabe que é vergonhosa".
"Além de ter pouca verba, todos os recursos são destinados ao patrimônio imóvel, restauração de prédios históricos. Não se investe na vida em si, nas pessoas que fazem arte". Beatriz é proprietária da Ato Produções.
Maiakovski, o poeta da revolução
Portabilidade de plano de saúde começa valer
Galisteu viaja às custas da Câmara
O deputado Fabio Faria (PMN-RN) confirmou que parte da sua cota de passagens aéreas da Câmara foi usada pela apresentadora Adriane Galisteu, sua ex-namorada. Por meio de sua assessoria, Faria disse que Adriane era sua "companheira" quando as passagens foram usadas. Segundo a assessoria da apresentadora, Galisteu vai comentar o assunto após às 19h30. Segundo reportagem do site "Congresso Em Foco", Faria pagou passagens para Adriane, para a mãe dela, Emma Galisteu, e para um amigo da apresentadora, Claudio Torelli, no período de 2007 a 2008. Somadas, as passagens custaram à Câmara cerca de R$ 11 mil.
UFPel enfrenta falta de professor e de sala
Por exemplo, no Departamento de Matemática, por falta de professor, a disciplina de Cálculo B foi cancelada. Vários alunos estão voltando para casa. Há casos de pedidos de equipamentos feitos por Diretores de Departamentos que tramitam há dois anos sem uma solução.
A reitoria da UFPel vem criando novos cursos e vagas, procurando atender ao Programa de Expansão do Ensino Superior, do Governo Federal. Contudo, neste momento a demanda não encontra correspondência integral na logística física e humana.
Procurados pelo blog, a reitoria e a assessoria de imprensa da UFPel não se manifestaram.
Dossiê
Hoje à noite o Diretório Central de Estudantes faz reunião, às 21h, para tratar do assunto. A presidente do DCE, Naiana de Faria, vai propor a montagem de um dossiê com todos os problemas que estão ocorrendo na universidade. Depois de preparar o material, ela pretende convocar uma coletiva de imprensa.
Posse de Paulo Renato vira ato contra Lula
A posse do deputado federal Paulo Renato de Souza (PSDB-SP) como secretário de Educação de São Paulo transformou-se ontem (13), em ato contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao lado do governador José Serra, possível candidato do tucano à Presidência em 2010, Paulo Renato abriu seu discurso afirmando ter um "compromisso partidário" à frente da pasta. E fez muitas críticas a Lula:
"Apesar de a nossa democracia não estar ameaçada, o abandono dos valores republicanos, a banalização da esperteza, do compadrismo, do patrimonialismo e do loteamento político das administrações públicas são assustadores nos últimos anos", disse.
"Os episódios se repetem envolvendo desde o aparelhamento do Estado até o uso desassombrado do poder de polícia e da inteligência para intimidar e constranger adversários políticos".
Se a moda pega...
O presidente do Paraguai, ex-bispo Fernando Lugo, assumiu publicamente nesta segunda (13) que é pai de um menino de dois anos de idade. Lugo confirmou o fato depois que advogados apresentaram, semana passada, um processo de reconhecimento de paternidade contra ele. "É verdade, houve relação com Viviana Carrillo (mãe do garoto)", afirmou o ex-bispo em mensagem à população. Ele diz que "assumirá todas as responsabilidades que possam derivar do fato de ser pai da criança". Lugo engravidou Viviana quando ainda era bispo da Igreja Católica. Ele foi eleito presidente em 2008 por uma coalizão de esquerda, e enfrenta forte oposição dos conservadores do Partido Colorado.
Volta às aulas na UFPel
Sérgio Cassal, presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pelotas (Adufpel), sobre o reinício das aulas na UFPel, criticando a expansão desenfreada de cursos e vagas do Programa de Expansão do governo federal (Reuni).
Planejamento deficiente
Os cerca de 10 mil estudantes da instituição retomaram as aulas nesta segunda (13). Grande parte deles se deparou com um cenário de caos, falta de salas, professores, laboratórios com problemas.
Neste ano, as aulas começaram com pouco mais de um mês de atraso. O reitor, César Borges, decidiu assim, buscando mais tempo para contratar funcionários.
Atendendo decisão judicial, ele teve seis meses para demitir 350 terceirizados irregulares contratados diretamente, via fundações de apoio, e substituí-los por selecionados em concursos e pessoal terceirizado, porém via contratos com empresas.
Passados os seis meses, Borges precisou de mais 40 dias. Mesmo assim, as soluções ainda não foram encontradas em sua totalidade, provocando descontentamento.
Recentemente, o reitoria comprou o prédio da antiga fábrica de Biscoitos Cotada, por R$ 1,350 milhão. O reitor tem adquirido prédios antigos da cidade (que ainda terão de passar por reformas caras). Por sua vez, os investimentos em infra-estrutura e equipamentos não acompanham a expansão predial de locações que ainda demorarão a ser utilizadas.
Sonhos de uma cidade acorrentada
Pelotas faz planos, põe em curso algumas ações que prometem projetar a cidade na rota do desenvolvimento; os gestores e as associações empresariais ameaçam, fazem que vão, mas não têm "ido". As possibilidades continuam a espera de ser exploradas plenamente.Mesmo assim, no início do ano, um clima de "agora vai" dominava o cenário. Pelotas estava prestes a retomar a boa onda de negócios, grandes empreendimentos. O responsável por esse otimismo, em boa parte, foi o então candidato a prefeito Fetter Jr. (PP). Ou melhor, sua equipe de campanha.
Alguns sinais pareciam sugerir o salto, como a notícia da chegada de um estaleiro à cidade, proveniente de Novo Hamburgo. A Cia Câmara Construções chegou a convocar pela imprensa trabalhadores para 780 postos de trabalho, a partir de janeiro deste ano. Abriu até cadastro na internet para futuros funcionários. Esta boa nova, entre outros balões de ensaio, como o shopping uruguaio, porém, não se confirmaram.
Para completar, a crise financeira mundial ajudou a reter o sol no horizonte. O dinheiro ficou ainda mais curto. Mesmo com o pólo naval de Rio Grande e a bacia petrolífera, os sonhos grandiosos começaram a turvar.
Aos poucos, outra vez, a ficha do desencanto começa a cair. Não há asfalto nem promessas que segurem o astral por muito tempo, como se vai percebendo. Ao cair na real, a população se dá conta, a duras penas, da verdade contida no provérbio que diz que "se o pessimista é um decadente, o otimista não passa de um superficial".
Algo parece que nos prende, como areia movediça. Não há milagres. Continua valendo o bom e velho sacrifício pessoal, trabalho assíduo, tijolo sobre tijolo, o esforço de cada um por obter formação e cuidar da própria vida, muitas vezes em outras cidades.
Como diz o personagem de Al Pacino, no filme O Poderoso Chefão, "quem depende dos outros, depende de sombras". Seremos capazes de dar a volta por cima? (RF)
Comércio varejista de Pelotas: muito potencial com pouco investimento

Victor Schroder
Geógrafo
De modo geral, comércio e cidade têm relação muito próxima. Em Pelotas, esta relação é mais forte, já que o comércio e os serviços respondem por boa parte da economia local (empregos e arrecadação). Entretanto, não damos a mesma atenção para esse setor da economia - centrando o foco em um aguardado “renascimento industrial” da cidade, que ameaça, mas nunca chega.
O comércio dá vida à cidade e vice-versa. Uma boa “apresentação” da cidade influi na capacidade de atração do aparelho comercial. O cuidado com o asseio das ruas, a ordenação do aparato publicitário e da circulação de pessoas e veículos é essencial para a qualificação do aparelho comercial da cidade. Ações nesse sentido estão sendo implementadas – ainda de maneira lenta – principalmente no calçadão, na esteira do III Plano Diretor.
Pesquisa recente do Laboratório de Estudos Urbanos e Regionais (LEUR/UFPel) fez a análise do comércio e dos serviços na Zona Norte do centro (delimitada entre as avenidas Bento Gonçalves, Dom Joaquim, Marcílio Dias e Juscelino K. de Oliveira).
Dados de pesquisa de campo e do IBGE mostraram que os moradores da área têm renda e escolaridade superiores ao restante do centro. Isso gera um potencial grande para o desenvolvimento de um tipo de comércio diferenciado, onde o investimento na imagem do estabelecimento se traduz em margens de lucro maiores para o comerciante.
Recentemente, alguns estabelecimentos atentaram para essa potencialidade, fortalecida pela facilidade de estacionamento e circulação que o centro tradicional da cidade não possui mais. Dois exemplos: Chopperia Cruz de Malta e a Hercílio.com – fora da área pesquisada ainda há o Krause - estabelecimentos muito bem sucedidos com localizações alternativas, mais próximas à faixa de alta renda e escolaridade de Pelotas, com forte investimento na imagem.
No entanto, quantitativamente, predominam comércios familiares, de padrão “médio” - dentro da escala de classificação com 20 itens. A maioria dos proprietários não está informada dessa possibilidade de qualificação de seus estabelecimentos, com a possibilidade de geração de mais renda. Aí está um bom nicho para a Prefeitura promover o desenvolvimento econômico, afora a malsucedida tentativa de “atrair uma grande indústria” que sucessivos governos empreendem.
Enquanto isso não acontece, a população com maior poder aquisitivo reclamará shoppings centers para consumir com conforto e segurança, olhando as belas vitrines dos estabelecimentos modernos.
Outros artigos de Victor Schroder
E-mails para o autor: victorpelotas@hotmail.com
'Reforma' do secretariado será mínima
Segunda-feira, Abril 13, 2009
Governo vai repor perdas dos municípios
Deu no site G1
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, chega para reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta segunda-feira (13). O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou nesta segunda-feira (13) que o governo vai editar uma medida provisória para atenuar os problemas com a redução da arrecadação dos municípios. A estimativa é que o Tesouro Nacional vai repor até R$ 1 bilhão das perdas dos municípios.
Segundo o ministro, a MP vai regulamentar uma compensação financeira para todas as prefeituras, determinando que a União repassará para elas o mesmo valor do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de 2008 neste ano, apesar da queda da arrecadação federal. Com isso, os prefeitos manteriam as receitas do ano passado, que foi o “melhor ano de repasses do FPM da história”, segundo o ministro das Relações Institucionais, José Múcio.
Promotor diz que decisões do MP sobre nepotismo em Pelotas podem "mudar"
"A Promotoria está acompanhando o amadurecimento da questão na doutrina e na jurisprudência, e poderá reabrir o caso se houver mudança na interpretação que vem sendo dada à Súmula (13, do Supremo Tribunal Federal), interpretação essa que atualmente favorece a servidora".
O promotor se referia, em resposta ao blog, ao caso da funcionária da TV Câmara (da Câmara de Vereadores de Pelotas), Geane Barz Matielo, filha do vereador Idemar Barz (PTB) e mulher do advogado Fabrício Matielo, que era consultor jurídico da Câmara na legislatura passada. Ela foi contratada na gestão anterior, quando Barz fazia parte da mesa diretora. Neste momento, ela é favorecida por decisão de outro promotor, Paulo Charqueiro, que considera que a contratação de Geane não fere a Súmula do STF.
Se mudar de posicionamento, diz Chatkin, o MP poderá ajuizar ação civil pública requerendo a anulação do ato de nomeação da servidora.
O que diz a Súmula 13
A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica, investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na Administração Público Direta e Indireta, em qualquer dos poderes (...) viola a Constituição Federal.
Pedido de informação
Fetter apresenta projeto de desenvolvimento da região ao novo diretor do Bird no Brasil
O PMDI é um projeto de financiamento do Bird, no valor de US$ 103 milhões, assinado em 2005 pelas prefeituras de Pelotas, Rio Grande, Santa Maria, Bagé e Uruguaiana.
O prefeito espera poder contar com a injeção de recursos do Bird o mais rápido possível, uma vez que os municípios enfrentam restrições de verba com a crise financeira mundial e o corte de recursos federais.
Pelotas amplia vacinação contra febre amarela
A partir desta segunda-feira (13) a Secretaria de Saúde aplica a vacina contra a febre amarela todos os dias da semana. A decisão foi tomada após a inclusão de municípios próximos de Pelotas na lista de risco. Atualmente 272 cidades gaúchas estão em risco, entre elas Pinheiro Machado, Santana da Boa Vista e Bagé. Até o momento não há registros da casos da doença em Pelotas.
A vacinação é gratuita, de segunda a sexta, das 8h às 20h, no Centro de Especialidades, à rua Voluntários da Pátria, 1428. Interessados devem apresentar carteira de vacinação e comprovante de que irão viajar. A dose previne por dez anos.
A febre amarela é transmitida pela picada de mosquitos infectados. Sintomas: febre aguda, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina). A única maneira de evitar a doença é tomando a vacina.
Debate avalia cultura do pêssego na Zona Sul
Os participantes serão: a pesquisadora da Embrapa Clima Temperado Maria do Carmo Bassols Raseira; o extensionista da Emater/RS-ASCAR Roberto Simch Leãs e o presidente da Associação Gaúcha da Produção de Pêssego, Dari Bosenbecker.
A pesquisadora Maria do Carmo, falará sobre as pesquisas realizadas pela Embrapa Clima Temperado, abordando o que já foi feito em termos de melhoramento e tendências futuras. “Serão apresentados os resultados de pesquisa, da Embrapa Clima Temperado com esta cultura, os quais que já são realidade na região, tais como: variedades adaptadas, práticas culturais que visem o melhoramento da produção, entre outras, além de um rápido apanhado dos projetos de pesquisa, em andamento”, disse a pesquisadora.Roberto, da Emater, falará sobre como está a divulgação e a aceitação das novas tecnologias, enquanto Dari Bosembecker abordará a situação, sob a ótica do produtor, enfocando seus problemas e as perspectivas do mercado. O debate é aberto ao público. Mais informações na Associação dos Engenheiros Agrônomos de Pelotas, pelo tel. (53) 3228-4602 ou e-mail: aeapel@ibest.com.br.
Literatura: Em busca de sentido

Marcos Macedo
Crítica literária
Viktor Frankl (1905 – 1997), médico e psiquiatra austríaco, é considerado o criador da terceira escola de Psiquiatria vienense, a Logoterapia. O termo logos, em grego, quer dizer sentido, e a Logoterapia, segundo Frankl, “concentra-se no sentido da existência humana, bem como na busca da pessoa por este sentido”. Frankl acreditava que seus predecessores Freud e Adler teriam negligenciado o "eu espiritual" em benefício do inconsciente e das pulsões sexuais. A busca de sentido seria a principal motivadora do ser humano. Para o analista, a neurose revelaria antes de mais nada um ser frustrado de sentido, o que o levou a concluir que a exigência fundamental do homem não é nem a emancipação sexual, nem a valorização do self, mas a plenitude de sentido.
Em 1942, Frankl e seus familiares foram deportados pelos nazistas para campos de concentração, onde morreram sua mãe e seu irmão. Ele sobreviveu aos maus tratos, à fome e a um ataque de febre tifóide. Libertado após o fim da guerra, descobriu que sua esposa também havia morrido de esgotamento no campo de concentração de Bergen-Belsen. A partir de sua experiência pessoal, escreveu “Em Busca de Sentido: um psicólogo no campo de concentração”, em que relata seu método para encontrar sentido em todas as formas de existência, mesmo as mais sórdidas, e daí encontrar uma razão para continuar vivendo.Para isso, descreve sua experiência e convivência com outros prisioneiros e guardas dos campos de concentração por onde passou, inclusive Auschwitz. Às vezes comovente, outras vezes doloroso, o livro é um testemunho da liberdade e da força desafiadora do espírito humano.
Trechos
“Nós que vivemos nos campos de concentração podemos lembrar de homens que andavam pelos alojamentos confortando a outros, dando seu último pedaço de pão. Eles devem ter sido poucos em número, mas ofereceram prova suficiente de que tudo pode ser tirado do homem, menos uma coisa: a última das liberdades humanas - escolher sua atitude em qualquer circunstância, escolher o próprio caminho”.
“Não procurem o sucesso. Quanto mais o procurarem e o transfomarem num alvo, mais vocês vão errar. Porque o sucesso, como a felicidade, não pode ser perseguido; ele deve acontecer, e só tem lugar como efeito colateral de uma dedicação pessoal a uma causa maior que a pessoa, ou como subproduto da rendição pessoal a outro ser”.
Em Busca de Sentido:Outros textos de Marcos Macedo
um psicólogo no campo de concentração
Viktor Frankl
Editora Vozes.
186 p.
R$ 31,50.
E-mails para o autor: msmacedo@terra.com.br
Outras obras disponíveis na MundialVida líquida / Madame Freud /Os cães ladram / Um certo capitão Rodrigo / O chefão / Uma história íntima da humanidade / Mães e filhos / Chorar sobre o leite derramado
'Apoio escolar' na rede municipal é inócuo
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João Alberto da Silva
Doutor em Educação
A Secretaria de Educação de Pelotas mantém um projeto de auxílio às crianças que não aprendem. Trata-se de aulas de reforço chamado de apoio escolar. Presente em todas as escolas da rede, normalmente este serviço não se diferencia da aula normal: é mais do mesmo. O início do apoio escolar começa junto com o ano letivo. Ou seja, aposta-se que as crianças "não vão aprender". Os critérios de seleção dos alunos que vão para o apoio também são interessantes: os lentos, os fracos, com dificuldades. As crianças selecionadas são “etiquetadas” como as que "darão problema".
Como não há real investigação dos problemas de aprendizagem, os estudantes acabam apenas repetindo os exercícios que não conseguem realizar na aula regular. As origens dos problemas nãoo são atacadas, o que reduz os resultados positivos.
Do ponto de vista pragmático, as turmas de apoio são conduzidas por professores que precisam completar sua carga horária na mesma escola. Outros desses professores são escolhidos por estar com dificuldades de adaptação em suas turmas regulares ou perto de se aposentar. Ou seja, os responsáveis pelo apoio escolar são justamente os professores menos capacitados, quando deveria ser o contrário.
Algumas vezes o professor que dá a aula regular é o mesmo que dá apoio, isto é, as crianças estão vinculadas ao mesmo profissional o dia inteiro.
Além disso, os profissionais não são supervisionados. A Secretaria de Educação não acompanha o resultado do apoio nem fornece orientação. Para completar, não possui informações sobre quantos alunos estão em classes de apoio, quantos foram aprovados ou quantos foram reprovados. Não há diretrizes claras nem informação se o projeto realmente funciona.
À primeira vista, uma atividade que ocorre em todas as escolas do município, para um assunto tão relevante, merece destaque. Todavia, vemos que nos últimos anos o número de reprovações e o fracasso escolar em Pelotas só aumenta. É mais dinheiro, mais capital humano mobilizado e muito pouco resultado efetivo.
Leia mais
- Estudante de Pelotas aprendem 30% do que deveria
- SME faz prova extra para reduzir reprovação
Outros artigos de João Alberto
E-mails para o autor: joaoalberto@ufrgs.br
Domingo, Abril 12, 2009
Dona Dilma talvez nos ajude
O reitor Cesar Borges é um gestor público, mas se comporta como privado. Por imposição do ofício de imprensa, há quase um ano tento entrevistá-lo sobre a condução da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), mas ele se nega. Pior: ignora os pedidos, ele e sua assessoria de imprensa, tratando-os como se fossem um favor a ser concedido conforme seus humores.Na verdade, este tratamento não é 'privilégio' exclusivo nosso. Borges não costuma falar muito com jornalistas. Raramente vemos declarações dele na imprensa, que em geral se informa pelo site da UFPel. Não se tem notícia de sua presença na tevê ou no rádio.
De vez em quando vemos entrevistas dele ao Diário Popular. Por causa disso, a impressão é de que Borges fala apenas quando deseja. E as perguntas que fazem a ele no DP, em geral, são amistosas. Perguntas indesejáveis morrem na praia.
No quesito relação com a imprensa, o reitor se tem comportado, habitualmente, como se seus atos e ele próprio fossem inquestionáveis, como se reinasse sobre um feudo particular, embora, obviamente, não seja o caso.
Provavelmente ele seja o único caso de reitor que se conduza assim no Brasil e no exterior civilizado, o que faz de sua postura uma situação absurda que certamente seria desaprovada pelo presidente Lula e pela candidata à sua sucessão, Dilma Rousseff. O que será que pensa o deputado Fernando Marroni (PT), seu principal apoiador local?
Na condição de administrador de uma universidade pública (e de uma instituição que recebe vultoso orçamento, maior até que o da prefeitura), o reitor tem obrigação de atender a imprensa. Ele ou sua assessoria de imprensa, que, aliás, recebe salário para isso - sobretudo em um momento como o atual, em que a UFPel passa por transformações estruturais importantes. Fugir da imprensa é, inclusive, macular a Constituição Federal - que diz que é um direito da sociedade buscar e receber informações de órgãos públicos. Contudo, é o que ele tem feito repetidamente.Se a UFPel não é um Império nem o reitor um imperador, seu estrondoso silêncio é em si uma prova material do absurdo à Kafka, fato intolerável num governo (Lula) que prega a transparência democrática na gestão pública, ao ponto de estar preparando um projeto de lei, a ser enviado ao Congresso, buscando assegurar a plena transparência dos atos do Executivo.
Por conta da postura de Borges, uma série de informações imprescindíveis à comunidade acadêmica e à sociedade têm sido sistematicamente sonegadas, fazendo com que a opinião pública viva à mercê de seus atos, anunciados repentinamente.
Por exemplo, terão sido demitidas todas as 350 pessoas empregadas pela Fundação Simon Bolívar, como mandou a Justiça? Alguns leitores escrevem ao blog que "não".
Além disso, várias ações e processos contra atos da reitoria correm na Justiça, no Tribunal de Contas da União e no Ministério Público, com novos desdobramentos que exigem explicações. Se nada há a temer, por que o reitor continua ensimesmado em sua concha?
Diante desse fato, nesta segunda-feira farei uma consulta diretamente ao Ministério da Educação e à Casa Civil. Farei contato também com o Ministério Público, buscando orientações de como proceder para obter informações da UFPel. Novidades amanhã.
Correspondentes do blog Amigos nos bairros

Radiocom entrevista Vitor Ramil
O Programa Moviola vai ao ar toda segunda, das 22h30 até meia noite. A programação da rádio pode ser ouvida também pela internet, através do site www.radiocom.org.br
O programa será conduzido por Chico Maximila, Dani Pinheiro, Cintia Langie, Alexandre Mattos Meireles e Gil Fernandes.
PPS de Pelotas tem novo presidente
Juliano Cazarré estreia na televisão
Deu no Jornal do BrasilO olhar sereno e o tom de voz manso de Juliano Cazarré escondem uma ansiedade momentânea. O ator, de 28 anos, que se formou na Universidade de Brasília (UnB), em 2004, debuta na TV Globo em duas séries consecutivas: Força tarefa, que estreia quinta-feira, e Som e fúria, marcada para julho. Num terreno mais familiar, o cinema, Cazarré parte para seu quinto longa-metragem, A festa da menina morta, de Matheus Nachtergaele, que será lançado no segundo semestre. É na pele do policial Irineu que Cazarré faz sua primeira aparição na TV aberta esta semana. Dirigida por José Alvarenga e Mário Márcio Bandarra, Força tarefa vai mostrar tudo o que rola no dia a dia da polícia brasileira, com os atores Murilo Benicio, Milton Gonçalves e Hermila Guedes.
Leia matéria na integra.
Nota da redação
Nascido em Pelotas em 1980, Juliano Cazarré cresceu em Brasília, onde se formou no curso de Artes Cênicas da Universidade de Brasília. Filho dos pelotenses Lourenço Cazarré, escritor e jornalista (nosso entrevistado de março no blog), e Maria Luísa Cunha, pedagoga, ele não renega o sangue. Desde gerações anteriores, a família Cazarré produz arte. Os irmãos de Juliano seguem o mesmo caminho. Érico é cineasta. E Marieta é jornalista, antropóloga e diretora de cinema. Também escreve crônicas para o blog.
Quebrando a cabeça
A Fazenda também afastava no fim da semana a ideia de estabelecer um piso de repasses com base na média dos últimos três anos. Lula quer ampliar o diagnóstico da penúria dos municípios: acha que além da queda do FPM a retenção de recursos do INSS pode ter afetado o caixa dos prefeitos.
As medidas serão apresentadas amanhã, antes da reunião de coordenação política que baterá o martelo.
Vale a pena ler de novo (Da paixão...)
Por Helena...Já ninguém se apaixona como antes. De forma arrebatada e bloqueadora. Já ninguém quer morrer de amor, até porque depois não se morre realmente e ressuscitar do estado temporário de sonambulismo dá muito mais trabalho.
Já ninguém escreve cartas dramáticas, terminais, com selos colados com sal das lágrimas num envelope de papel, nem fica em casa fechado, aturdido, a ouvir músicas de fazer chorar as pedrinhas da calçada. Já ninguém perde a fome quando o coração acelera, nem falta à escola ou ao emprego alegando uma inusitada dor de barriga, que é afinal do peito.
Já ninguém fica às escuras a jurar que nunca mais vai sentir isto outra vez. Já ninguém acredita que há coisas que só acontecem - quando acontecem - uma vez na vida e que há uma única pessoa para sempre, porque há sempre demasiadas pessoas a gravitar à nossa volta - todas únicas, todas especiais.
Já ninguém se apaixona como os adolescentes - nem sequer os adolescentes. A paixão imberbe, inocente, total, ansiosa e em carne viva acabou.
Antes, quando alguém julgava apaixonar-se a sério, lutava incansável e pacientemente pelo objeto da paixão. Mesmo que implicasse vergonhas, fazer cenas e figuras tristes. Hoje, quando alguém tem a vaga impressão de estar apaixonado, fica à espera que passe. E que não atordoe enquanto não passar. Sem perder a pose.
Antes, quando alguém estava apaixonado a sério e não era correspondido, cortava relações. Era tudo ou nada. Hoje, quando a paixão não é correspondida, as partes ficam amigas e partilham o mesmo café. A vida pela metade é mais do que razoável.
Antes, a impossibilidade da paixão desejada impossibilitava outras paixões. Hoje, a paixão incumprida é motor essencial para abertura a novos relacionamentos. Antes a paixão era confessada e assumida; hoje é disfarçada e recalcada.
As histórias todas têm um fim. Mas, na vida, o fim de cada história significa o início de uma nova. E, às vezes, as que terminam nunca chegaram realmente a começar. Poderia ser mais triste?
O golpe das terceirizadas
Jornalista e professor
O que já se observava há muito tempo, inclusive em Pelotas, agora ganha manchete nacional. A terceirização de mão-de-obra colocou o governo federal como réu em aproximadamente 10 mil ações trabalhistas. Em Pelotas, temos o caso, por exemplo, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).
A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, só pra ficar com dois exemplos, durante muito tempo terceirizaram serviços de faxineiros, copeiros, ascensoristas, motoristas e outros. De repente, a empresa terceirizada sofria ações trabalhistas e, para se livrar do processo, mudava de nome. A conta do processo caía no colo da Caixa, do BB e de outras empresas públicas.
O curioso, ou nem tanto, é que a empresa terceirizada mudava de nome e, pasmem, continuava prestando serviço para o setor público. Este pode ser descuidado, pois quem acaba pagando a conta somos todos nós, brasileiros bonzinhos.
Cabem algumas interrogações. Por que só agora, depois de 10 mil processos trabalhistas, o golpe foi tornado público? Por que empresas terceirizadas, que alegavam falência para se livrarem das dívidas trabalhistas, eram recontratadas pelo governo, bastando mudar de nome?
Só em 2008 foram gastos R$ 2, 100 bilhões somente com os contratos – não há informações sobre os valores das indenizações judiciais. A derrota do Governo Federal é questão de tempo, já que o Tribunal Superior do Trabalho responsabiliza o Estado pelas dívidas das empresas que contrata.
No setor privado, os condomínios que contratam serviços terceirizados (faxina e segurança) devem exigir das empresas comprovação de que cumprem as exigências trabalhistas e fiscais. Se não fizerem isso, vão repetir o desleixo verificado no setor público.
Sábado, Abril 11, 2009
Sinal dos tempos
E quem estará com os torcedores?
Mais uma vez o clube apela para o desgastado argumento emocional, procurando arrecadar dinheiro - uma receita que significará pouco diante das necessidades. O que os torcedores xavantes devem estar se perguntando, a essa altura, é o seguinte: quem é que estará com eles, torcedores?A campanha de "marketing", primária em todos os sentidos, a começar pela marca gráfica, não trabalha o foco dos problemas: a necessidade de profissionalizar a administração do clube e de promover uma articulação com outros times do interior, em favor da uma política de viabilidade econômica dos clubes pequenos.
Xavante que é xavante estará sempre com o clube. Não precisa de campanha para provar isso, a não ser que a direção tema que o mau desempenho do time faça os torcedores abandonarem o estádio, o que provocaria queda de receita.
Receita esta de onde costuma sair o salário dos dirigentes do clube e de seus marketeiros, embora estes possuam emprego em outras atividades.
Presidência, com Lula, tem dobro de servidores de Obama
Deu no Estado de S.Paulo
O total de servidores que trabalham hoje na estrutura da Presidência, sob a gestão Luiz Inácio Lula da Silva, é quase o dobro da equipe que assessora o presidente americano, Barack Obama. O americano emprega 1.800 pessoas, de acordo com informações oficiais do site da Casa Branca, enquanto o presidente brasileiro conta com 3.431.
O número de servidores do Palácio do Planalto vem crescendo ano a ano. No fim do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em dezembro de 2002, estavam lotados na Presidência 2.133 servidores. Ao se encerrar o primeiro mandato de Lula, já eram 3.346. Agora, são 57% a mais que no fim da gestão tucana.
De longe, o órgão que mais inchou foi a Casa Civil: quase triplicou o número de funcionários. No fim de 2002, eram 636, distribuídos entre 428 ocupantes de DAS e 208 GRs - as siglas referem-se aos servidores que recebem gratificação. Só podem ocupar as vagas de GRs funcionários de carreira de outros órgãos públicos cedidos à Presidência. Já os DAS podem ou não ser integrantes do funcionalismo.
Bom dia! Cena de 'Meu ódio será tua herança'
Rubens Filho
Direto do Notebook
Cena do filme Wild Bunch, que no Brasil passou com o título de "Meu ódio será tua herança" (caso raro em que o título foi melhorado em relação ao original). É uma das melhores obras do gênero Faroeste. Dirigido pelo norte-americano Sam Peckinpah, celebrizado, entre outros pontos, pela inovação nas cenas de violência, o filme se tornou um clássico. Ele mostra o fim do Velho Oeste e seus métodos selvagens e o começo da "civilização e da modernidade".
Quatro bandoleiros velhos e sem família preparam um último golpe antes da aposentadoria. Pressionados pela idade, pelo fim de uma época e por perversos soldados mexicanos, que lutam contra revolucionários, eles vivem conflitos em solo americano e mexicano, numa aventura que pouco a pouco ganha proporções épicas.
Deslocados temporalmente e sem saída, eles só têm diante de si um único inimigo: a morte. A canção da cena acima se chama La Golondrina, nativa do México, belíssima. Ela serve de fundo quando os cansados cawboys se despedem de um acampamento mexicano.
Sam Peckinpah amava os hábitos dos antepassados do Velho Oeste. Ele próprio e os heróis de suas histórias soam deslocados (Pistoleiros do entardecer, outro clássico dele). Quase sempre seus protagonistas se vêem, a certa altura, diante de um conflito insolúvel: como parar o tempo e conservar um modo de vida e uma época.
Quando chegam a este ponto, a morte emerge na paisagem como o último adversário. É uma luta inglória, mas, para Peckinpah, é a única possibilidade de redenção para aqueles que se sentem inadequados num mundo que, se evolui tecnologicamente, não melhora a essência humana.
A cena acima é a final. Fracassados em seus planos, sem alternativas, e com um amigo feito refém pelos militares mexicanos, eles são apenas quatro homens contra um exército. Mesmo assim decidem - sem dizerem-se uma palavra - resgatar o colega e enfrentar o destino. É uma dessas cenas que fazem com que homens sintam orgulho de ser homens. Quem não viu o filme e ficou com vontade de vê-lo, melhor não assistir a cena acima.
E-mails para o autor: amigosdepelotas-blog@yahoo.com.br
Itamarati, buffet e lanches

Slow Food
Da equipe do blog
No ponto mais visível do Areal, onde se cruzam a Domingos de Almeida e a São Francisco de Paula, forma-se um quarteirão triangular com a Avenida da Paz, que apesar do nome é só uma rua, com um dos calçamentos mais irregulares já vistos em Pelotas. Naquela ponta aguda, encontramos o Buffet Itamarati, uma casa que é bem estreita de um lado e ampla do outro.
O local é mais conhecido como bar e lancheria, pois atende todos os dias do ano até uma da manhã. Desde 11h30, o almoço é uma preferência certa dos vizinhos e de quem trabalha nas proximidades do Museu da Baronesa.
O preço (R$ 17 o quilo) pode se considerar baixo para um setor central, mas o Itamarati está na chamada periferia, com clientes do bairro Areal. Mesmo assim, a boa apresentação dos pratos quentes faz merecer o valor, especialmente nas carnes.
As saladas são menos vistosas, mas de bom sabor e conservação. Sobremesas não são o forte; domingo passado (5) somente havia uns potinhos minúsculos como brinde e pudim de leite, por peso. Não vimos cafezinho.
O Itamarati é um restaurante cuja comida satisfaz o gosto popular, por um preço médio, com a vantagem de estar aberto todos os dias do ano, inclusive na Sexta-Feira Santa. Pode-se pedir por telefone mas não há tele-entrega; mesmo assim, o pequeno salão tem mesas o bastante amplas para se conversar, ler ou esperar com tranqüilidade vendo TV.Outras críticas gastronômicas de Slow
O Ministério Público e o MST
Promotor de Justiça
Há algumas semanas acompanhamos quase em tempo real a tomada por refém do presidente da Corsan. Segundo a imprensa, os responsáveis cobram uma dívida. Encontrei o presidente/sequestrado dias após o fato e ele me disse que o sujeito-sequestrador possuía somente um documento unilateral a apontar a conta. Dependendo de quem os pratica, damos colorido diferentes aos acontecidos. Em outras palavras, caso a privação da liberdade do presidente houvesse sido praticada pelo MST, a protestar pela falta de terra, pelo avanço do neoliberalismo ou ainda por conta de outros chavões, não faltaria quem lhes defendesse.
Dia desses fiquei preso na estrada por uma manifestação de outra organização, que reunia agricultores. Não era o MST, não lembro do nome. Durou a manhã e o princípio da tarde. Eles protestavam contra a subida do preço do adubo, gritavam palavras de ordem contra um ex-presidente da República, tudo organizado com bandeiras e carro de som. Parados comigo estavam caminhões, ônibus de passageiros e muitos carros de passeio. Pelo que me pareceu, nenhum de nós tinha relação com o preço do adubo ou havia ocupado a presidência do país em algum momento.Esses acontecimentos fazem pensar que, por alguma operação mental mal ajambrada, sofremos de ranço da ditadura. Parece que, por havermos proibido as associações naquele tempo, agora que vivemos numa democracia temos a obrigação de suportar estoicamente tudo o que praticado contra nós, desde que os autores se aglomerem na forma de um movimento social.
No outro extremo está a ideia de que determinados movimentos sociais devem ser criminalizados. Não entendi bem o que isso significa. Pelo que sei, nos estados democráticos criminalizamos condutas, não pessoas. Assim, evitamos novos nazismos e chacinas como a de Ruanda. Na esteira desse pensamento, custa-me muito suportar o entendimento de que o Ministério Público possa – ou mesmo tenha, em algum momento – chamado a si a responsabilidade de realizar iniciativa assim, aparentada muito próxima do patrulhamento ideológico.
Tenho, aliás, que a instituição tenha sofrido duas más-compreensões no correr desse contexto. A primeira diz com sua existência. Assim porque, por independentes, o que é garantia democrática, o pensamento de um promotor não é o pensamento de todos. A segunda diz com seu papel. A favor do direito de associação e organização, mas havendo de buscar punição para todo e qualquer crime, mesmo se praticado por integrantes de movimentos sociais.
Outros artigos de Zachia Alan
E-mails para o autor: zachiaalan@hotmail.com
Sexta-feira, Abril 10, 2009
Novo vestibular vai priorizar raciocínio
Deu em VEJA
Mais de cinco milhões de jovens se preparam neste ano para o vestibular, etapa crucial na vida de um estudante brasileiro. Em 2010, algo como 1,5 milhão conseguirão ingressar numa universidade - mais gente do que nunca.
A novidade é que parte deles não fará o tradicional vestibular, mas será avaliada por meio de outro sistema anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) na semana passada.
Trata-se da maior mudança já feita no concurso desde 1911, quando ele surgiu no Brasil. Uma verdadeira revolução. Diga-se desde logo: se as intenções forem cumpridas, o novo sistema não prejudicará o mérito.
Os melhores alunos continuarão a ser os escolhidos. Mas passarão por um teste mais enxuto e menos voltado para a memorização. Esse teste tem parentesco com o atual Enem, aplicado há uma década pelo MEC a quem conclui o ensino médio - e por isso já é chamado de "novo Enem".
Outra mudança radical é que a prova será unificada. Significa que, com uma única nota, os alunos poderão tentar o ingresso em mais de uma faculdade. Cabe a cada universidade, seja ela pública ou particular, decidir se vai adotar o modelo ou manter o vestibular.
Leia mais
MEC propõe novo vestibular
Ovos para os czares
Os Ovos Fabergé são obras-primas da joalharia produzidas por Peter Carl Fabergé e seus assistentes, no período de 1885 a 1917, para os czares da Rússia. Os ovos, cuidadosamente elaborados com uma combinação de esmalte, metais e pedras preciosas, escondiam surpresas e miniaturas encomendados e oferecidos na Páscoa entre os membros da família imperial. Disputados por colecionadores em todo o mundo, os famosos ovos de páscoa criados pelo joalheiro russo são admirados pela perfeição e considerados expoentes da arte joalheira. Ferrovia Transiberiana é o 22º ovo de páscoa criado sob a supervisão de Fabergé e destinado ao então czar da Rússia, Nicolau II (foto).Características
O ovo é esmaltado, sustentado por três grifos e decorado com quartzo, ouro, prata e ônix. A surpresa é uma réplica em miniatura de uma locomotiva a vapor feita de ouro e platina. (Fonte: wikipédia)
O sentido da Páscoa
Judas, no fundo, faz mais parte desta data do que se pensa. Inclusive porque se for verdade, como diz a bíblia, Jesus "sabia" da ação de seu seguidor nos bastidores e concordou com ela. A importância de Judas pode ser medida nas moedinhas de chocolate, vendidas em profusão nesta época do ano a crianças e adultos.
Por que os pelotenses (não todos, claro) gostam tanto de coluna social?
Da equipe do blog
O gosto pelas colunas sociais entre nós pelotenses revela características profundas de nossa herança cultural. Longe de ser uma invenção pelotense, entre nós a coluna ganhou temas peculiares.
Em outras cidades, a ostentação preferida é em forma de números, que tornam mais fácil a comparação, como dinheiro, metros quadrados da casa ou número de convidados de uma festa. Os personagens das colunas são pessoas conhecidas por terem conquistado esses números com seu trabalho. Por aqui, esse tipo de ostentação, por si só, é visto como vulgar.
Em Pelotas, as colunas sociais versam basicamente sobre dois temas e suas inúmeras variações: ócio ostensivo e exibição de troféus.
O gosto pelos troféus vem de nosso passado predatório de gaúchos guerreiros e caçadores do gado solto. A caça e os despojos foram nossos primeiros troféus, provas de sucesso.
Quanto mais esporádica a necessidade de caçar ou guerrear, maior o sinal de sucesso, maior a abstenção do trabalho e o ócio. O que ainda foi reforçado pelas charqueadas, pois era sinal de poder que o charqueador tivesse escravos que trabalhassem por ele.Atualmente, o ócio como sinal de dignidade é exercido em viagens e festas que a coluna social cumpre o papel de tornar ostensivas. Não devemos estranhar que uma das viagens de prestígio seja para Punta del Este, mesmo próxima, pois é um destino exclusivamente de ócio. Viagens para destinos que possam envolver trabalho, compras, estudos não têm a mesma repercussão.
Na festa ostensiva são destacados troféus do anfitrião e de seus familiares. Em certos casos, os próprios familiares são exibidos pelo anfitrião como troféus.
Por causa de nosso narcisismo voltado para o passado, antiguidades do anfitrião, quando disponíveis, também são ostentadas como troféus, por isso são descritas com pormenor. Ao ostentá-las, o anfitrião quer demonstrar que ele conserva o antigo estilo de vida de abstenção do trabalho e mesmo assim continua com o sucesso que rareia entre seus conterrâneos.
A evolução da festa ostensiva, em que unicamente o anfitrião exerce o seu narcisismo, é a festa de troféus, em que o exercício da satisfação narcísica é amplamente distribuído entre os participantes. Nesse tipo de festa não é necessário possuir troféus para exibir; eles são produzidos pelo anfitrião promotor.
É comum que sejam produzidos troféus a mais, de reserva, para o caso de surgir um participante inesperado que represente um grupo que não estivesse originalmente contemplado na distribuição de satisfação narcísica. A maior eficiência da festa de troféus, ao ampliar a satisfação narcísica e produzir os troféus que antes rareavam, é o motivo de sua proliferação nos últimos tempos.
Em todos esses casos a coluna social cumpre um papel fundamental: validar um estilo de vida que precisa ostentar o ócio e os troféus como sinal de sucesso.
Leia mais
Sobre colunas e colunáveis
Número de servidores municipais subiu 13%
O número de servidores municipais cresceu 13,3% entre 2004 e 2008, passando de 4,5 milhões para 5,1 milhões, segundo o IBGE. Com um quadro que representa nada menos do que 5,2% da população economicamente ativa do país, as prefeituras gastam, em média, quase a metade dos seus orçamentos com folha de pessoal.
Segundo estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o pagamento de pessoal representa 45,71% dos gastos, e o custeio da máquina (incluindo gastos sociais) chega a 39,81%, totalizando 85% da despesa nesses dois itens.
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Maioria nos EUA acha que internet deve substituir jornais como fonte de informação
A imprensa na internet está ganhando crédito nos Estados Unidos. É o que diz uma pesquisa divulgada no dia 3 de abril, segundo a qual 61% dos estadunidenses confiam que, se os jornais continuarem desaparecendo, poderão encontrar a informação que necessitam na internet. A maioria dos entrevistados pela empresa Rasmussen Reports coincidiu na avaliação de que a internet pode ocupar o vazio deixado pelos diários impressos.
A imprensa dos EUA está vivendo uma crise que acabou com alguns periódicos centenários e obrigou a outros como The Washington Post e The New York Times a fazer cortes de empregos e salários.
Quanto aos planos para conservar a indústria jornalística, 37% dos entrevistados disseram ser a favor das subvenções para manter os jornais, enquanto 43% afirmaram que é melhor que deixem de existir. As pessoas com renda superior aos 60 mil dólares anuais mostraram-se mais seguras sobre a possibilidade de outras fontes de notícias substituírem os jornais. Os adultos entre 30 e 49 anos são os que mais confiam nas novas fontes de informação.
Cientes deste novo cenário, os jornais também têm desenvolvido suas próprias páginas na internet para atrair aos mais jovens. Na mesma pesquisa, 30% disseram ler uma versão impressa de seu jornal local todos ou quase todos os dias. Esse índice cai pela metade entre os maiores de 40 anos.
A pesquisa sobre novas fontes de informação na internet foi feita por telefone, entre 29 e 30 de março, com uma amostra de 1.000 pessoas adultas.
Quinta-feira, Abril 09, 2009
Convite
ContíCulos AliMentais
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Luiz Minduim
Artista gráfico. Da equipe do blog
Dou busca, procuro nos bolsos de meu corpo. Atrás da chave subsumida da construção. O tato depara com volume liso, estufado, arredondado... um ligeiro temor erótico quase perdura. O escuro continua dentro e fora, cheiro um sentir lustroso, amargo e promissor. Berinjelas plenas, lâmpadas de insônias e provocações pendulares. E a chave? – Não sei lá... perdi.
...
Água escorre da tigela, macia, maresia, manancial. Sai o sal, fica o bacalhau, úmido, alerta e inquieto. Uma mediúnica mensagem se mistura com o cheiro de pimentões de Miró, oliva virgem e cabeças impertinentes de alho... E as batatas? Questiono os perdedores e vencedores e nada. Olho a cesta da despensa e lá estão, como pedras de jardim, sem ambições e com simplicidade que só as ambigüidades conhecem e sabem apreciar.
...
O andar vagueia como vagens em viagens, as alamedas se entreabraçam frondosas. Aqui não encontro pequi, mas o charque de ovelha na madrugada oreado provoca alguma metáfora, não me pergunte qual.
...
Talvez seja a morbidez de pensamentos em potes na geladeira, de duvidosa validade. Ou alguma coisa que não comi. Assim que espreguiçar, pretendo desajeitadamente desvairar.
...
Referências Escritográficas
Inspiração: B. Mecking
Articulção: Gênio da lamparina
Degustação: Amistosa
Outras colunas de Minduim
E-mail para o autor: mindubas@gmail.com
Fetter inclui Via Sacra do Bairro Cohab Tablada no Calendário Oficial do Município
Neste ano, a festa completa 18 anos e é considerada a terceira maior encenação da Via Sacra no Rs, depois de Morro da Cruz, em Porto Alegre, e das encenações bíblicas realizadas em Gramado.
A Via Sacra ocorre amanhã (10), a partir das 19h. Organizadores esperam 10 mil pessoas. A proposta de inclusão do evento no calendário da cidade foi do vereador Eduardo Leite (PSDB).
Estádio do Pelotas é liberado
O estádio estava interditado por não atender requisitos legais de segurança contra incêndio exigidos por lei estadual. Com a liberação, às 20h30 de hoje haverá jogo no Lobão, pela segunda divisão do Gauchão. O Pelotas enfrenta o Farroupilha, cujo estádio ainda não foi regularizado.
O ingresso custa R$ 10. Estudantes e idosos pagam R$ 5. Mulheres e sócios não pagam. Antes do clássico Far-Pel, o time sub-17 do Pelotas jogará preliminar contra a equipe Biscoitos Zezé.
Enquanto a reforma não sai...

Prefeito Fetter Jr. e seu vice, Fabrício Tavares, recebem na prefeitura visita da corte da Festa Nacional do Doce (Fenadoce).
A reforma do secretariado foi adiada para junho, depois de anunciada para março.
Até lá o prefeito vai seguir comendo "panelinha de limão", seu doce preferido, segundo disse na última campanha eleitoral, ao ponto de recomendá-lo ao seu adversário no pleito, Fernando Marroni (PT).
Nota da redação
A princesa da esquerda lembra a Camila Pitanga. Claro, é mais bonita. Vale lembrar também que a "velha Pelotas" continua a mesma: adora uma corte real, mesmo que de mentirinha. Como diria o gaúchão aquele, imitando o Cazuza: "Faz parte do meu show, tchê!"
Brasil x Botafogo
Romance 'A Guerra do Contestado' desvenda equívocos do conflito na fronteira de SC e PR
O livro aborda o conflito entre a população cabocla e o poder estadual e federal nos estados do PR e SC, no começo do século XX – um dos mais importantes movimentos sociais do país. O autor recria o universo da época, enfocando os aspectos religioso e messiânico. O livro, da Editora Record, chega às livrarias no dia 27 de março. Ao longo do romance, Walmor arrola enganos históricos do acontecimento: uma guerra inútil, com a população vivendo à míngua nos latifúndios da erva-mate, o maquiavélico problema dos limites entre os dois estados, a fundação de cidades santas, a crendice e o misticismo em conflito com a Igreja Católica, a miséria.Oprimidas e ignorantes, as populações envolvidas buscavam, ingenuamente, um modo de fugir da crueza da vida. Como reação, negaram as relações sociais impostas e foram massacradas.
Nascido em Santa Catarina e residente em Porto Alegre, o ex-presidente da Associação Gaúcha de Escritores Walmor Santos é proprietário da WS Editor, uma pequena empresa que se dedica a lançar novos escritores e a levá-los às escolas. Autor dedicado aos públicos infantil, juvenil e adulto, teve várias de suas obras premiadas. Em 2001 foi indicado ao Prêmio Jabuti pela novela A noite de todas as noites.
Noite de autógrafos
Dia 14 de abril de 2009, a partir das 19h
Livraria Cultura
Shopping Bourbon Country
Rua Túlio de Rose, 80 – loja 302
Porto Alegre, RS
Pergunta da hora
I want to be alone...
Bacalhau, coitado, vivia tranquilo, indo e vindo em seu anonimato. Mas então os humanos inventaram o Cristianismo, que passou a adotar o peixe com um de seus símbolos. Aí veio a Sexta-Feira Santa e alguém inventou de comer o próprio nesse dia. Bacalhau, para quem seu único valor era a liberdade, passou a valer muito no mercado da fé. Depois que ganhou o estrelato, nunca mais sua vida foi a mesma, como ocorre a algumas celebridades, que depois de um tempo sob os holofotes passam a odiar a fama. Bacalhau sonha com o dia em que poderá repetir Grega Garbo e se retirar de cena.
Primeiro recital erudito na Casa do Capitão

Ars Longa
Da equipe do blog
Nesta quarta-feira (8), o Duo Kurtz-Morejano mostrou aos pelotenses que está em condições de fazer bonito em suas apresentações na Argentina, em maio e junho. No auditório Carlos Reverbel, do Instituto João Simões Lopes Neto, eles fizeram a primeira apresentação de música erudita, dentro da série "Música na Casa do Capitão", iniciada em março. Igor Simões apresentou os artistas, em nome do Instituto e da Ato Produções, lembrando que esta era mais uma iniciativa sem o patrocínio da Lei de Incentivo à Cultura - uma forma de divulgar a importância dessa lei.
Luísa interpretou nove trechos de óperas, duas das quais ela cantará em San Juan, fazendo o papel de Rosina em "O Barbeiro de Sevilha". Ao longo do recital de uma hora e meia, Carlos Morejano, que é pianista acompanhador e ensaiador, foi explicando a história e o significado de cada canto.
Num dos trechos do “Barbeiro”, em outro ato inédito, ele mesmo cantou a contraparte do namorado de Rosina, que faz, na ópera - para maior comicidade -, o papel de professor de música. O público não se deu conta desta duplicidade, mas aplaudiu maravilhado, e com todo motivo, o impressionante desempenho vocal de Luísa Kurtz. Com sua amável simplicidade, seu talento e sua juventude, ela nos mostra que a beleza da música lírica está também em Pelotas, bem perto de nós.
Outras colunas de Ars Longa
Pura adrenalina

Egídio Pizarro
Da equipe do blog
Futuro historiador que sou, gosto muito de pensar sobre como os tempos mudam e como o planeta anda de cabeça pra baixo. Vocês, caros leitores, já devem ter percebido isso. Antigamente era falta de educação ficar escorado no muro de casa, observando a vizinhança e acumulando fofocas para contar aos outros. Hoje em dia a moda é observar pessoas normais confinadas em uma casa cheia de câmeras, para comentarmos no trabalho ou na faculdade "viu quem tá no paredão? Quem será que vai ganhar? Como a Pri é barraqueira!"
Hoje em dia as pessoas estão completamente viciadas em adrenalina; são escravas dessa substância. Antigamente não era assim. Um mísero carrossel ou uma roda gigante bastavam para injetar uma dose extra de emoção em nossas vidas. Por vezes saíamos desses brinquedos enamorados, quase casados. Hoje, um brinquedo cuja premissa é rodar, rodar e ficar de cabeça pra baixo já não é o suficiente. Mesmo que esse brinquedo leve o nome de "Kamikaze" e que ninguém saiba que "kamikaze" eram japoneses suicidas que pilotavam avião.
Antigamente, bastava um filme de bangue-bangue com um fundo falso, onde o mocinho fingia que cavalgava, sempre se dava bem e ficava com a mocinha no final. Depois de um filme desses, o que se ouvia era "que romântico, amor, me abraça". Hoje, isso é menos que insuficiente. Ontem eu estava assistindo à propaganda da nova temporada de um reality-show que se passa em uma prisão nos Estados Unidos. O slogan era: "agora com muito mais violência!"
Faroeste já não é suficiente. Tem que duplicar, triplicar, quadruplicar a violência! O que se deve dizer hoje depois de um programa desses é fruto da adrenalina: "que horror amor, me abraça, me protege". A adrenalina deve nos consumir em altas doses! Ela deve nos ajudar no dia-a-dia, a ligar para votar em quem está no paredão, a torcer violentamente para nosso grande irmão ficar em uma casa cheia de câmeras!
Ou então dizer "ufa! Essa noite solitária no sofá em frente à televisão me tira o fôlego!"
Outras crônicas de Egídio
E-mails para o autor: ejix.dopus@gmail.com
Justiça anula anistia a filantrópicas
São mais de sete mil entidades beneficiadas sem qualquer verificação dos requisitos legais. Com o título de filantrópica, a empresa fica isenta do pagamento de impostos federais. Agora, as entidades que foram beneficiadas durante o período serão obrigadas a quitar suas contas com os cofres públicos.
A decisão não afeta a Universidade Católica de Pelotas (UCPel), que continua, na condição de filantrópica, a gozar de isenção de tributos federais.
Quarta-feira, Abril 08, 2009
Mandinga de Pai Cabral
Meus amigos, não queiram saber o que é a dor de uma cólica renal. Às 6h de hoje acordei com ela. Passei o dia em médicos e em laboratórios fazendo exames, o que explica a pouca produção nesta quarta. Deve ter sido alguma maldição engendrada, entre atabaques e galinhas pretas, em algum terreiro de macumba do "Pai Cabral".Deitado naquele aparelho de tomografia, em que o paciente é conduzido a uma espécie de caixão de defunto e à desagradável sensação de claustrofobia, fiquei a pensar na precariedade da vida.
E se o diagnóstico for mais grave que uma pedra no rim? Serei capaz de me recuperar? Tudo é tão frágil na vida, que só mesmo a fé (não necessariamente religiosa) tem o poder de fazer com que dotemos a existência de sentido.
Lembrei então do colega de blog Leonardo Peixoto, que se recupera de leucemia, e pensei no seu texto de hoje, intitulado A carta do soldado solitário.
Surpreendido na flor da idade, Leonardo demonstra uma força moral que serve de exemplo à maioria de nós, que vivemos a ignorar a finitude e suas armadilhas. Por vezes, lendo suas crônicas, surpreendo-me com sua maturidade. Jovem ainda, ele está a anos-luz de quem jamais passou algo parecido ao que ele passa.
Hoje foi um dia pesado. Não desejo ao pior inimigo dor semelhante à da tal pedra no rim. Mas ainda estou longe de alcançar a sabedoria do amigo Leonardo, que com sua crônica de hoje ajudou-nos a ganhar o dia, mobilizando em nós, seus leitores, o valor do bravo soldado solitário (e anônimo) do qual nos esquecemos com frequência.
"Pai Cabral" é fichinha perto do valoroso combatente que trazemos em nosso interior, sempre pronto a subir a montanha com uma mochila nas costas o número de vezes que for necessário por uma causa nobre que nos leve ao encontro da vida - no melhor sentido.
Outras colunas de Rubens







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