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Terça-feira
Servidor afirma ter 18 assinaturas para CPI
Servidores públicos estaduais que iniciaram nesta terça (2) uma vigília na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini, afirmam já ter 18 assinaturas para a CPI da Corrupção no governo do estado.
A mobilização visa pressionar a Assembléia para que mais um parlamentar assine o requerimento, completando as 19 necessárias para a instalação da CPI.
Segundo o diretor do Sindsepe, Rogério da Silva Ramos, a última assinatura já estaria garantida/ No entanto, ele não informou o nome do parlamentar.
A mobilização visa pressionar a Assembléia para que mais um parlamentar assine o requerimento, completando as 19 necessárias para a instalação da CPI.
Segundo o diretor do Sindsepe, Rogério da Silva Ramos, a última assinatura já estaria garantida/ No entanto, ele não informou o nome do parlamentar.
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Governo estadual
Pelotas, por Kleiton e Kledir
Vídeo sugerido pelo meu primo Sady Homrich, baterista da banda Nenhum de Nós, mestre cervejeiro e amigo do blog.
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Vida cultural
'Sem imprensa não há democracia', diz Lula
Deu em O Globo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça (2) a liberdade de imprensa e disse que, sem ela, a democracia não é viável. Lula afirmou que nenhum governo, seja de que país for, gosta muito da imprensa. Entre risos, ele citou o Brasil, a Guatemala e até mesmo a Finlândia. Mas reconheceu que a liberdade de imprensa é imprescindível.
- Não conheço um presidente que deixe de falar mal da imprensa - admitiu. - Mas sem a imprensa não haveria democracia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça (2) a liberdade de imprensa e disse que, sem ela, a democracia não é viável. Lula afirmou que nenhum governo, seja de que país for, gosta muito da imprensa. Entre risos, ele citou o Brasil, a Guatemala e até mesmo a Finlândia. Mas reconheceu que a liberdade de imprensa é imprescindível.
- Não conheço um presidente que deixe de falar mal da imprensa - admitiu. - Mas sem a imprensa não haveria democracia.
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Brasília
Blog Amigos de Pelotas vai virar site
Terça, 2 de junho de 2009
Depois de idas e vindas, decidi transformar o blog Amigos de Pelotas em um site - um jornal eletrônico em tempo real com mais recursos visuais, humanos e materiais. Na verdade, o novo espaço será um hídrido de blog e de site ao mesmo tempo.
O meio blog, que se tornou nossa marca e diferencial, permanecerá correndo na tela, com direito a comentários dos leitores. Contudo, estará circundado por uma estrutura de site, com espaços mais generosos para outros conteúdos editoriais e para anunciantes, tanto na primeira página como em segundas páginas.
Contratamos uma empresa para montar a programação e o novo desenho gráfico. A expectativa é de que possamos inaugurar o Novo Amigos no prazo de três a quatro meses, a contar de agora.
Ao dar esse passo de forma concreta, levei em conta a boa receptividade entre os leitores, crescente desde a criação do blog em 4 de abril de 2008. E a necessidade de crescer.
Nosso objetivo, a partir de agora, é consolidar o Amigos de Pelotas como negócio de comunicação, uma nova opção de informação, cultura, exercício crítico e entretenimento em Pelotas e região, inclusive capaz de gerar empregos.
A linha editorial do projeto permanecerá - o compromisso com a modernidade de Pelotas, com seu desenvolvimento, com a renovação das mentalidades, com os valores republicanos. Contudo, novos conteúdos passarão a ser veiculados de forma específica e mais aprofundada - conteúdos referentes ao mundo dos negócios, do comércio, dos serviços, entre outros capazes de gerar receita forte.
Pouco a pouco, sinto-me realizando um sonho antigo: criar um novo jornal em Pelotas. Enquanto eu morava fora da cidade, falava disso com colegas de profissão, pelotenses como eu. Todos partilhavam do mesmo desejo.
Resolvi mergulhar de cabeça nessa iniciativa, sem saber se daria certo - voltei para casa há 15 meses com o plano a me martelar a cabeça. Na verdade, para ser honesto, ainda não sei se a nova iniciativa dará certo. Como blog, vamos bem. No novo formato, não tenho como saber, apenas intuir e apostar.
Mas como sou otimista na ação (embora cético na inteligência), encontro hoje bons motivos para acreditar que é possível dar o salto. Há vários sinais nesse sentido, como, por exemplo, a recente chegada de um anunciante forte, a Escola Mario Quintana.
Minha ideia é passar a contar com uma equipe mínima no começo, além dos colunistas. Todos juntos no esforço de oferecer aos leitores um jornal eletrônico em tempo real, uma tendência mundial, aumentando o leque da cobertura dos assuntos.
O futuro dirá se poderemos, quem sabe, vir a ter uma edição complementar em papel, talvez com periodicidade mensal, como alguns leitores sugerem. Vamos ver.
Em muitos momentos, conversando com as pessoas, noto que minha empolgação com o projeto é só minha. Vibro falando do futuro e me sinto meio louco, pois ninguém em volta parece sentir o mesmo que eu sinto, ninguém parece enxergar as possibilidades que eu enxergo.
A 'energia' em volta destinada a nos fazer desistir dos sonhos é muito grande. De qualquer forma, de hoje até a inauguração do nosso site/blog sinto-me rejuvenescido, como se estivesse recomeçando do zero o projeto. Cheio de dúvidas, mas com toda fé e dedicação, como ocorre com a equipe de colunistas que me acompanha. E com a mesma paixão que os amigos leitores demonstram quando vêm por aqui encontrar conosco. Isso eu garanto.
Abraço do Rubens.
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Conversa com o leitor
Prefeitura 'lamenta' paralisia da Câmara
O secretário de Administração e Finanças, Sérgio Lopes, lamentou nesta terça (2) o trancamento da pauta de votação na Câmara de Vereadores, em apoio ao movimento dos servidores municipais, que reivindicam reajustes dos salários, do vale alimentação, entre outros pontos. A prefeitura diz que não tem recursos para atender o conjunto das reivindicações.
“A fim de acabar com o impasse e impedir que a população continue arcando com prejuízos nos serviços, nós nos dispusemos a apertar mais o cinto e aumentar o valor do vale-alimentação num índice acima da inflação, mas foi inútil”, disse o secretário. O governo ofereceu vale de R$ 90 por mês, R$ 10 acima do valor atual.
Projetos urgentes parados
Segundo o secretário, o trancamento da pauta na Câmara impede a votação de temas urgentes, como alterações no orçamento, visando a liberação de recursos para pagamento de nove gabinetes odontológicos a serem instalados em postos de saúde, para a reforma no Castelo João Simões Lopes Neto e para o pagamento dos Agentes de Saúde, causando prejuízo mensal de R$ 300 mil à prefeitura. "Além disso, também está sem solução a votação da prorrogação do mandato dos Conselhos Tutelares", disse.
O impasse - acrescentou - também está impedindo o governo de dar solução a projetos como o Código de Posturas, a Lei dos Condomínios e a criação do Gabinete de Gestão Integrada da Segurança. O secretário de Governo, Abel Dourado, diz que, por causa do conflito, os servidores também estão sendo prejudicados, pois não receberão os reajustes propostos neste mês.
“A fim de acabar com o impasse e impedir que a população continue arcando com prejuízos nos serviços, nós nos dispusemos a apertar mais o cinto e aumentar o valor do vale-alimentação num índice acima da inflação, mas foi inútil”, disse o secretário. O governo ofereceu vale de R$ 90 por mês, R$ 10 acima do valor atual.
Projetos urgentes parados
Segundo o secretário, o trancamento da pauta na Câmara impede a votação de temas urgentes, como alterações no orçamento, visando a liberação de recursos para pagamento de nove gabinetes odontológicos a serem instalados em postos de saúde, para a reforma no Castelo João Simões Lopes Neto e para o pagamento dos Agentes de Saúde, causando prejuízo mensal de R$ 300 mil à prefeitura. "Além disso, também está sem solução a votação da prorrogação do mandato dos Conselhos Tutelares", disse.
O impasse - acrescentou - também está impedindo o governo de dar solução a projetos como o Código de Posturas, a Lei dos Condomínios e a criação do Gabinete de Gestão Integrada da Segurança. O secretário de Governo, Abel Dourado, diz que, por causa do conflito, os servidores também estão sendo prejudicados, pois não receberão os reajustes propostos neste mês.
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Prefeitura
17ª Fenadoce começa nesta quarta

A menos de 24 horas da abertura dos portões ao público, o ritmo é intenso dentro dos pavilhões e no entorno do prédio, onde ocorre a construção da nova fachada da Feira Nacional do Doce (Fenadoce) - que tem como símbolo a formiga (foto). A previsão dos organizadores é de que até amanhã (03), às 14h, tudo esteja pronto para a chegada dos primeiros visitantes. Nos 340 estandes, os expositores arrumam mercadorias e dão os últimos retoques na decoração. Nos estandes com montagem especial, o trabalho de construção ainda está sendo desenvolvido.
Na Praça de Alimentação o chão está sendo lavado para receber mesas e cadeiras. As lancherias e restaurantes abastecem estoques. Na "Cidade do Doce", doceiras limpam estandes e começam a instalar os equipamentos.
Os expositores da parte externa do Centro de Eventos estão com prontos à espera do público. As bilheterias estão instaladas. Neste ano, a 17ª Fenadoce oferecerá diversas atrações ao público, como desfile temático, nova decoração interna, mais de 200 shows, programação de esportes e diversos eventos paralelos.
Os portões do Centro de Eventos Fenadoce serão abertos às 14h. O horário da feira será de segunda a quinta, das 14h às 23h, e de sexta a domingo, das 10h às 23. O valor do ingresso é R$ 5, com direito a um doce. Uma vaga no estacionamento de veículos custa R$ 5.
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Vida cultural
Voluntários ajudam na triagem de doações
Depois da denúncia do acúmulo de doações sem destinação aos desabrigados da enchente de janeiro passado, a Secretaria de Ação Social e Cidadania tem recebido o apoio de voluntários para triagem de cerca de 100 mil peças de roupas e calçados doados pela população. Há voluntários anônimos e integrantes de entidades e instituições assistenciais. O material ficou guardado no Grande Hotel por quatro meses, sem ser encaminhado à população carente.
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Prefeitura
Simon critica ‘tropa de choque‘ na CPI/Petrobras
A escolha dos nomes dos integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras foi criticada pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS), para quem a comissão “precisa ser levada a sério, com integrantes independentes e comprometidos em "buscar a verdade".
- Eu era líder do governo quando se fez a CPI dos Anões do Orçamento. Eu estava aqui, quando se fez a CPI do impeachment [do então presidente Fernando Collor, hoje senador pelo PTB de Alagoas]. A gente escolhia os mais independentes, aqueles que a gente tinha confiança de que teriam uma atuação mais imparcial. Hoje, são as 'tropas de choque': a tropa de choque do doutor Renan, a tropa de choque do senhor Mercadante, a tropa de choque do governo, a tropa de choque da oposição, para cada um buscar bater no outro e defender-se. Eu não vejo a busca da verdade – afirmou o senador.
Ele disse que ninguém vai conseguir "enxovalhar" a Petrobras durante a CPI, pois a importância da empresa é reconhecida por todos.
- Ninguém, aqui, é inimigo da Petrobras. A Petrobras é um patrimônio nosso, de todo o Brasil. Vamos levar para o lado de buscar a verdade. Isso é o que interessa a todos nós - defendeu.
- Eu era líder do governo quando se fez a CPI dos Anões do Orçamento. Eu estava aqui, quando se fez a CPI do impeachment [do então presidente Fernando Collor, hoje senador pelo PTB de Alagoas]. A gente escolhia os mais independentes, aqueles que a gente tinha confiança de que teriam uma atuação mais imparcial. Hoje, são as 'tropas de choque': a tropa de choque do doutor Renan, a tropa de choque do senhor Mercadante, a tropa de choque do governo, a tropa de choque da oposição, para cada um buscar bater no outro e defender-se. Eu não vejo a busca da verdade – afirmou o senador.
Ele disse que ninguém vai conseguir "enxovalhar" a Petrobras durante a CPI, pois a importância da empresa é reconhecida por todos.
- Ninguém, aqui, é inimigo da Petrobras. A Petrobras é um patrimônio nosso, de todo o Brasil. Vamos levar para o lado de buscar a verdade. Isso é o que interessa a todos nós - defendeu.
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Brasília
Iraque manda prender 100 mil servidores públicos por crime de corrupção
Deu na BBC
A Comissão de Integridade Pública do Iraque, órgão que combate a corrupção no país, afirmou nesta terça (2) ter expedido mandados de prisão para quase 100 mil servidores públicos acusados de corrupção. As autoridades não deram detalhes, mas afirmam que entre os suspeitos há 53 altos funcionários do governo.
Entre as denúncias, as piores envolvem o Ministério do Comércio iraquiano, onde vários funcionários foram acusados de aceitar suborno em troca de concessão de contratos de importação de alimentos.
O ministro do Comércio, Abdul Falah Sudani, renunciou ao cargo no dia 25 passado, apesar de ter negado que cometeu qualquer crime. Um de seus irmãos foi preso e outro está sendo procurado.
O Ministério do Comércio é responsável pelo enorme programa de racionamento de comida do Iraque e tem um orçamento de milhões de dólares para a importação de grãos.
Dois dos irmãos do ex-ministro trabalhavam como seus assessores, mas eles desapareceram no fim de abril passado, quando estavam prestes a serem detidos.
Quando a polícia foi até o prédio do Ministério prender os suspeitos, foi recebida a tiros pelos próprios guardas. Os irmãos escaparam pela porta dos fundos, mas um deles foi detido em uma batida policial.
A Comissão de Integridade Pública do Iraque, órgão que combate a corrupção no país, afirmou nesta terça (2) ter expedido mandados de prisão para quase 100 mil servidores públicos acusados de corrupção. As autoridades não deram detalhes, mas afirmam que entre os suspeitos há 53 altos funcionários do governo.
Entre as denúncias, as piores envolvem o Ministério do Comércio iraquiano, onde vários funcionários foram acusados de aceitar suborno em troca de concessão de contratos de importação de alimentos.
O ministro do Comércio, Abdul Falah Sudani, renunciou ao cargo no dia 25 passado, apesar de ter negado que cometeu qualquer crime. Um de seus irmãos foi preso e outro está sendo procurado.
O Ministério do Comércio é responsável pelo enorme programa de racionamento de comida do Iraque e tem um orçamento de milhões de dólares para a importação de grãos.
Dois dos irmãos do ex-ministro trabalhavam como seus assessores, mas eles desapareceram no fim de abril passado, quando estavam prestes a serem detidos.
Quando a polícia foi até o prédio do Ministério prender os suspeitos, foi recebida a tiros pelos próprios guardas. Os irmãos escaparam pela porta dos fundos, mas um deles foi detido em uma batida policial.
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Internacionais
Câmara aprova prorrogação do trancamento de pauta de votação do Legislativo
Por sete votos a cinco e uma abstenção, a Câmara de Vereadores de Pelotas aprovou nesta terça (2) novo trancamento da pauta de votações do Legislativo, em apoio ao movimento dos municipários, que vivem impasse em negociações com a prefeitura por reajustes salariais e outros pontos.
Votaram a favor do novo trancamento da pauta: Miriam Marroni (PT), Ivan Duarte (PT), Milton Martins (PT), Diaroni dos Santos (PT), Adalim Medeiros (PMDB), professor Adinho (PPS) e Zequinha dos rodoviários (PDT ). Votaram contra o trancamento: Eduardo Leite (PDSB), Eduardo Macluf (PP), José Sizenando (PPS), Valdomiro Lima (PRB) e Idemar Barz (PTB). O vereador Ademar Ornel (DEM) se absteve. Os vereadores Pedrinho (PMDB) e José Arthur (PP) não compareceram à sessão.
A pauta, que esteve trancada nos últimos 15 dias, permanecerá parada por tempo indeterminado. Durante esse período, os vereadores permanecem na prática em greve branca, mas continuam a receber seus salários de R$ 6.700. Na sessão de hoje, os municipários fizeram pressão em plenário, lotando o recinto, vaiando e aplaudindo os votos.
Atendendo à proposta da vereadora Miriam Marroni (PT), a Câmara realizará nesta quarta (3) uma audiência pública para debater o conflito entre os servidores e o governo. Na próxima semana, com o feriado de Corpus Christi (na quinta), haverá apenas dois dias de funcionamento na Casa, mesmo sem votação. Normalmente os vereadores realizam sessões de terça a quinta.
Em defesa da prorrogação do trancamento de pauta, a vereadora petista Miriam Marroni disse que "este é o recurso mais adequado e legítimo de pressão ao governo". Já o vereador tucano Eduardo Leite rebateu, argumentando que a forma de luta legítima deve ser exercida pelos municipários em seu ambiente de trabalho e na sua relação direta com o Executivo.
"O Legislativo deveria manter sua autonomia constitucional, votando as questões de interesse da comunidade como um todo, sem inferir com questões de natureza classista. Não é esse o seu papel".
Em enquete realizada pelo blog (veja aí do lado), os leitores estão praticamente divididos em relação ao trancamento da pauta. Até este momento (15h33), foram dados 218 votos. Pouco mais da metade (114 votos) aprovam o trancamento; 104 são contra. A enquete termina amanhã.
Na tentativa de entendimento com os servidores, o secretário de governo, Abel Dourado, fez uma nova proposta de aumento do vale-refeição. O vale, que hoje é de R$ 80 mensais, passaria a R$ 90. Inicialmente, a prefeitura havia proposto reajuste para R$ 84. A proposta foi considerada inexpressiva pelo comando do Sindicato dos Municiários. Veja aqui as reivindicações do Simp.
Movimento
Os servidores da prefeitura deram início na tarde desta terça (2) a uma "Operação Tartaruga" (trabalho lento, em horário reduzido). Na próxima sexta (5), eles vão fazer protesto durante a abertura oficial da Fenadoce (Feira Nacional do Doce), em frente do Centro de Eventos. A próxima assembleia da categoria está marcada para às 14h45 de sexta (5), no Colégio Municipal Pelotense.Leia mais
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Câmara de vereadores,
Prefeitura
UCPel aprova alunos de Bioquímica reprovados em banca de avaliação
Por força de uma decisão administrativa da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), cinco estudantes do curso de Farmácia e Bioquímica que haviam sido reprovados repetidamente em três momentos - nas provas regulares, no exame final e numa avaliação de banca composta por três professores à qual os estudantes recorreram, foram – mesmo assim - aprovados na matéria. O caso ocorreu no segundo semestre de 2008.Procurado pelo blog, o médico Sérgio Ferreira, um dos três professores que fizeram parte da banca de avaliação, confirmou o episódio.
Pouco tempo depois de participar dos trabalhos na banca, Ferreira foi demitido do quadro de professores da UCPel, após 28 de serviços prestados à instituição.
A alegação que recebeu para sua saída, segundo Ferreira, foi de que a universidade "passava por rearranjos administrativos". Nos últimos meses, a UCPel - que enfrenta uma crise financeira - vem demitindo grande número de professores e funcionários.
Dos três docentes que atuaram na banca, apenas o professor Ricardo Falchi permanece lecionando na universidade. O outro professor trabalha atualmente no hospital São Francisco de Paula, pertencente à UCPel.
Demitido em janeiro deste ano, o professor Sérgio Ferreira ficou sabendo da aprovação dos cinco estudantes em março desse ano. “Em visita a colegas, fui informado de que eles haviam sido promovidos”, conta ele.
“Mesmo seguindo todos os ritos acadêmicos, nossa avaliação foi desconsiderada, o que me causou estranheza. O pior é que a UCPel promoveu alunos despreparados", afirma o professor.
A principal alegação dos estudantes é de que Ferreira havia cobrado nas provas conteúdos não dados em sala de aula, o que ele desmente. "Por quase 30 anos fui professor na UCPel e jamais enfrentei uma situação assim. Os conteúdos foram dados. Nas provas, sempre procurei exigir dos alunos que raciocinassem antes de responder, relacionando informações recebidas em aula. Todos os conteúdos necessários a esses raciocínios foram transmitidos", afirmou.
Desde que soube do fato, Ferreira tentou obter da UCPel cópia dos documentos relativos ao trabalho da banca de docentes que reprovou os alunos. Mesmo tendo feito vários pedidos por telefone e por escrito, ele não conseguiu ter acesso aos documentos. O professor procurou então pessoalmente o vice-reitor da UCPel, José Carlos Bachettini. “Narrei a ele a situação, mas o vice-reitor disse que desconhecia o fato. E que iria mandar apurá-lo”.
Dias depois, Ferreira recebeu telefonema de Bachettini. "Ele me disse que uma segunda banca de professores havia sido formada e que eles decidiram aprovar os alunos. Da composição da nova banca não fizeram parte os professores da primeira banca.
Segundo o doutor em Educação, João Alberto da Silva, a legislação permite às universidades concederem recursos aos estudantes indefinidamente.
"Os alunos têm direito de encaminhar quantos recursos julgarem necessários. Normalmente, o processo recursal se esgota na primeira banca de professores. É o que ocorre em 99% dos casos. Mas, ainda assim, a constituição de uma segunda banca é possível legalmente, mesmo que não façam parte dela professores diretamente envolvidos no processo que resultou nos protestos dos estudantes", esclarece.
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Educação
Pelotas: doce herança lusitana
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Michel Constantino Figueira
Especialista em Turismo
Em tempos de Fenadoce (Feira Nacional do Doce - realizada em Pelotas), relembremos parte de nossa história cultural. Ora, pois, que foram olhos lusitanos que enxergaram pela primeira vez o progresso de nossa cidade. José Pinto Martins, oriundo da cidade do Porto, num ato pioneiro, depois de tentar a sorte no Nordeste e na cidade do Rio Grande, instalou em 1780 a primeira charqueada da Freguesia de São Francisco de Paula (como era conhecida Pelotas, antes de tornar-se vila e após cidade).
Esta charqueada incentivou outros empreendedores a se arriscarem no mesmo ramo de negócio, gerando prosperidade e formatando a base de nossa singular identidade cultural.
Diante deste fato histórico constituiu-se um sentimento único entre Pelotas e Portugal. O sangue que corre em nossas veias históricas e as memórias impressas em nosso patrimônio cultural, material e imaterial trazem consigo boas dosagens dos Açores, Lisboa, Coimbra, Fátima, Aveiro, Barcelos, Nazaré, Vila do Conde, entre outros belos lugares.
E o nosso Canal São Gonçalo, com seu entardecer mágico, fez correr lágrimas dos portugueses que reencontraram nele as águas do Rio Tejo.
A herança lusitana estará presente eternamente em nossas vozes e pensamentos; no design das calçadas; nos casarios coloniais; nos palacetes; nas quintas e moradas; nos azulejos e brasões; nas missas, rezas e imagens sacras das igrejas e catedrais católicas; nas feiras tradicionais; nas vendas, padarias e cafés; nos poemas que celebram a saudade; no azul e branco da Festa de Nossa Senhora dos Navegantes; no azeite de oliva das saladas; no bacalhau da Sexta-Feira Santa; nos bem-casados, papos-de-anjo e pastéis-de-santa-clara que adoçam nossas almas; no vinho do Porto que aquece corações apaixonados; e nas tradições mantidas pelo Centro Português.
A nossa influência portuguesa está refletida num comportamento tipicamente europeu de gosto refinado pelas artes, tão vivas em nossos museus, teatros e conservatório de música.Neste grande universo lusófono somos sementes que cresceram adubadas pelo suor da luta de Josés, Marias, Joaquins e Manuéis, imigrantes que pousaram e repousaram neste chão. Suas odisséias e hábitos permanecem vivos, atraindo milhares de turistas ávidos por viver doces momentos em nossa princesinha do sul.
Desenvolver projetos entre Pelotas e cidades como Aveiro seria, por exemplo, uma grande sacada no incentivo ao desenvolvimento turístico local, pensando, talvez, na criação de uma rota internacional focada na cultura doceira.
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Administração pública
Nepotismo: de 1553, Rio, até 2009, Pelotas
Supremo Tribunal Federal proibiu emprego de parentes em orgãos públicos, mas cidade convive com casos nebulosos, em análise no Ministério Público

José Alexandre Zachia Alan
Promotor de Justiça
Os primeiros casos de corrupção anotados na história brasileira ocorreram durante a gestão do segundo Governador Geral, Dom Duarte da Costa. Desembarcou no Brasil em 1553 e foi o responsável por sucessão de trapalhadas. Afora se envolver em quizila com a igreja, tudo por conta dos abusos praticados por um filho seu, notabilizou-se pela distribuição de cargos a parentes e apaniguados.
É certo que a chaga da corrupção é essencialmente um desvio ético. Todavia, observada mais de perto, é produto de cultura de apropriação do poder por parte das autoridades como se esses espaços fossem feudos seus, pouco dizendo com serviço que devem prestar sob o comando da lei e da constituição.
Observação atenta de acontecimentos em Pelotas revela que pouco evoluímos. Aliás, Duarte da Costa iria se sentir bem entre nós. Assim porque, mesmo hoje, basta determinado sujeito subir à posição de autoridade e temos de suportar a parentada a empregar-se por conseqüência.
A coisa toda começa com a figura medieval da primeira-dama ou primeiro cavalheiro. Ou seja, elegemos um sujeito e aí, como que por mágica, sua esposa ou esposo entranham-se na administração com gabinete, secretário, motorista e assim em diante.
Toda essa coisa descamba a beneficiar filhos, genros, sobrinhos e toda uma outra penca de parentes a lotear cargos e postos. A coisa é tão despropositada que o Supremo Tribunal Federal teve de editar súmula a dizer que nomear parente é imoral, lição cuja necessidade de ser dita haveria de nos constranger. E não apenas por nos aproveitarmos da condição de parentes, mas por nossa apatia na qualidade de cidadãos.
É certo que os anônimos dirão que o Ministério Público haveria de fazer isso ou aquilo ou que o judiciário é o primeiro a isso ou aquilo. Já percebi que não consigo me desvestir da minha casaca institucional quando escrevo aqui. Vá lá, talvez o Ministério Público seja mesmo o culpado por todas as mazelas do mundo e eu, por ser promotor, mereça suportar a responsabilidade por tudo que o MP faz.
Todavia, a mim parece que os Dons Duartes da Costa somente terminarão sepultados quando os eleitores deixarem de confiar nas suas instituições para garantir a sanidade das suas instituições. Ou seja, se não votarmos nos que mantém parentes na administração eles perderão os seus cargos. Parece simplório? Talvez. Mas por que não o fazemos? Talvez a indignação não anônima nos seja custosa demais. Vai saber.

José Alexandre Zachia Alan
Promotor de Justiça
Os primeiros casos de corrupção anotados na história brasileira ocorreram durante a gestão do segundo Governador Geral, Dom Duarte da Costa. Desembarcou no Brasil em 1553 e foi o responsável por sucessão de trapalhadas. Afora se envolver em quizila com a igreja, tudo por conta dos abusos praticados por um filho seu, notabilizou-se pela distribuição de cargos a parentes e apaniguados.
É certo que a chaga da corrupção é essencialmente um desvio ético. Todavia, observada mais de perto, é produto de cultura de apropriação do poder por parte das autoridades como se esses espaços fossem feudos seus, pouco dizendo com serviço que devem prestar sob o comando da lei e da constituição.
Observação atenta de acontecimentos em Pelotas revela que pouco evoluímos. Aliás, Duarte da Costa iria se sentir bem entre nós. Assim porque, mesmo hoje, basta determinado sujeito subir à posição de autoridade e temos de suportar a parentada a empregar-se por conseqüência.
A coisa toda começa com a figura medieval da primeira-dama ou primeiro cavalheiro. Ou seja, elegemos um sujeito e aí, como que por mágica, sua esposa ou esposo entranham-se na administração com gabinete, secretário, motorista e assim em diante.
Toda essa coisa descamba a beneficiar filhos, genros, sobrinhos e toda uma outra penca de parentes a lotear cargos e postos. A coisa é tão despropositada que o Supremo Tribunal Federal teve de editar súmula a dizer que nomear parente é imoral, lição cuja necessidade de ser dita haveria de nos constranger. E não apenas por nos aproveitarmos da condição de parentes, mas por nossa apatia na qualidade de cidadãos.
É certo que os anônimos dirão que o Ministério Público haveria de fazer isso ou aquilo ou que o judiciário é o primeiro a isso ou aquilo. Já percebi que não consigo me desvestir da minha casaca institucional quando escrevo aqui. Vá lá, talvez o Ministério Público seja mesmo o culpado por todas as mazelas do mundo e eu, por ser promotor, mereça suportar a responsabilidade por tudo que o MP faz.
Todavia, a mim parece que os Dons Duartes da Costa somente terminarão sepultados quando os eleitores deixarem de confiar nas suas instituições para garantir a sanidade das suas instituições. Ou seja, se não votarmos nos que mantém parentes na administração eles perderão os seus cargos. Parece simplório? Talvez. Mas por que não o fazemos? Talvez a indignação não anônima nos seja custosa demais. Vai saber.
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E-mails para o autor: zachiaalan@hotmail.com
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À luz da Justiça
Segunda-feira
Jornal da TVC
Ontem, domingo, às 22h30, estreou o jornal da TVC (Tevê Comunitária), apresentado pelos canais 9 da Viacabo e 14 da Net. A edição de estreia pode ser conferida aqui. O jornal é apresentado pelo jornalista Jandir Barreto.
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Vida de jornalista
Rendezvous em Paris
Leitor e amigo João Medeiros, Titino para os íntimos, envia o vídeo acima e a mensagem abaixo.
"Em agosto de 1978, o cineasta francês Claude Lelouch montou uma câmera estabilizada na frente de uma Ferrari 275 GTB (foto) e convidou um amigo, piloto profissional de Fórmula 1, para fazer um trajeto no coração de Paris na maior velocidade que pudesse.
A hora seria logo que o dia clareasse. O filme só dava para 10 minutos e o trajeto era de Porte Dauphine, através do Louvre até a basílica de Sacre Coeur. Lelouch não conseguiu permissão para interditar nenhuma rua no trajeto.O piloto completou o circuito em nove minutos, chegando a 324 km por hora em certos momentos.O filme mostra-o furando sinais vermelhos, quase atropelando pedestres e entrando em ruas de mão única na contra-mão.
Quando mostrou o filme em público pela primeira vez, Lelouch foi preso. Ele nunca revelou o nome do piloto e o filme foi proibido, passando a circular só no underground.
Se você não viu ainda o clássico, prenda a respiração. Se já viu, veja de novo, vale a pena!!!"
Claude Lelouch era um apaixonado por automóveis. Em um de seus filmes mais famosos, "Um homem, uma mulher" (acima), com Anouk Aimée e Jean-L. Trintignant, Jean-L. vai ao encontro de Anouk dirigindo um carro de corridas. No filme, seu personagem era piloto de provas. O final é igual ao do vídeo acima. Lelouch, pelo que se vê, era um homem ansioso por reencontrar o amor.
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Vídeos legais
Vereadores retomam votações
A Câmara de Vereadores de Pelotas retoma o trabalho nesta terça (2), depois de 15 dias de uma greve branca em que continuaram a receber salários mesmo paralisados. A informação é do vereador Eduardo Leite (PSDB). "O acordo firmado com os municipários acabou hoje", disse.
Os vereadores passaram 15 dias sem votar projetos do governo, nem mesmo do Legislativo, em apoio ao movimento dos municipários, que neste momento vivem um impasse com a prefeitura.
Os servidores - que já realizaram várias paralisações - querem que a prefeitura conceda reajuste salarial e atenda outros pontos, mas o Executivo se nega, alegando que não possui recursos suficientes por causa da crise financeira mundial e da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Argumento oportunista
O presidente do Sindicato dos Municipários (Simp), Duglas Bessa, diz que os argumentos do governo são oportunistas, já que em anos anteriores a crise financeira mundial não estava instalada e o Executivo se propunha apenas a repor a inflação, como agora.
Segundo ele, o trancamento da pauta de votações na Câmara é uma forma de protesto legítima e democrática dos servidores. "Temos claro que temas que deixam de serem votados são importantes para a comunidade. Mas nossa condição de vida, hoje totalmente aviltada, também é importante e envolve cerca de sete mil famílias de nossa cidade. Afinal, são sete mil famílias lutando para pôr mais comida na mesa de seus filhos e arcar com suas despesas mais fundamentais".
"A comunidade pelotense necessita de serviços essenciais, mas os recebe muitas vezes em condições precárias, não por do culpa do servidor, mas por culpa do prefeito Fetter Jr". Douglas credita ao prefeito igualmente a 'culpa' pelo trancamento da pauta de votação na Câmara, isentando os vereadores.
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Os vereadores passaram 15 dias sem votar projetos do governo, nem mesmo do Legislativo, em apoio ao movimento dos municipários, que neste momento vivem um impasse com a prefeitura.
Os servidores - que já realizaram várias paralisações - querem que a prefeitura conceda reajuste salarial e atenda outros pontos, mas o Executivo se nega, alegando que não possui recursos suficientes por causa da crise financeira mundial e da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Argumento oportunista
O presidente do Sindicato dos Municipários (Simp), Duglas Bessa, diz que os argumentos do governo são oportunistas, já que em anos anteriores a crise financeira mundial não estava instalada e o Executivo se propunha apenas a repor a inflação, como agora.
Segundo ele, o trancamento da pauta de votações na Câmara é uma forma de protesto legítima e democrática dos servidores. "Temos claro que temas que deixam de serem votados são importantes para a comunidade. Mas nossa condição de vida, hoje totalmente aviltada, também é importante e envolve cerca de sete mil famílias de nossa cidade. Afinal, são sete mil famílias lutando para pôr mais comida na mesa de seus filhos e arcar com suas despesas mais fundamentais".
"A comunidade pelotense necessita de serviços essenciais, mas os recebe muitas vezes em condições precárias, não por do culpa do servidor, mas por culpa do prefeito Fetter Jr". Douglas credita ao prefeito igualmente a 'culpa' pelo trancamento da pauta de votação na Câmara, isentando os vereadores.
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Câmara de vereadores
Estudantes da Odonto suspendem greve
Estudantes da Odontologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) decidiram encerrar a greve de uma semana e voltam as aulas nesta terça (2). A decisão foi tomada em assembleia que acabou no começo da noite de hoje.
A diretora da Faculdade, Márcia Bueno, se comprometeu a adotar soluções progressivamente para os problemas apontados pelos etsudantes, que reclamavam de problemas estruturais e operacionais no prédio da Odonto.
Segundo ela, os problemas ocorrem porque o prédio é muito antigo e por falta de repasses do governo federal para sua manutenção.
O reitor da UFPel, Cesar Borges, prometeu o envio de uma comissão para avaliar o quadro de algunas problemas e providenciar soluções, mas creditou a maioria dos problemas à direção da faculdade, que, por sua vez, os depositou no Ministério da Educação.
Leia mais sobre o caso quatro posts abaixo.
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Educação
Queda de avião provoca 'comoção maior'
Segunda, 01 de junho de 2009No avião da Air France, que caiu no Oceano Atlântico na noite de domingo passado, a caminho de Paris, havia uma pessoa que eu conhecia: o ex-regente da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, de Brasília, Silvio Barbato.
A vida é mesmo uma roleta russa. Num dia está tudo bem, no outro... Morrer pode ser daqui a um segundo. Por isso, é bom não deixar muitas coisas para amanhã. O pior, agora, é ter de aguentar o circo da mídia em torno do episódio.
Ao contrário de ocorrências rodoviárias, marítimo-fluviais ou ferroviárias, ao caírem, grandes aviões imprimem um rastro proporcional de perplexidade e audiência.
A imprensa e a opinião pública se mantêm em estado de puro êxtase até o grand finale, a audição da caixa preta. O filão não escapa ao mercado livreiro. Ainda no calor dos acontecimentos, é comum ver nas prateleiras relatos do horror nas alturas ao lado de obras de auto-ajuda ou quase, como O Pequeno Príncipe, por sinal, escrito por um piloto (Saint Exupéry) que morreu em desastre aéreo.
Em períodos assim, tenho a sensação de que a morte em veículos terrestres e aquáticos perdeu status no imaginário coletivo.
Como se fosse um adeus de segunda classe, ninguém, afora a família, abala-se quando romeiros à procura de Jesus acabam por encontrá-lo mais cedo, sobre o asfalto, em meio a sapatos perdidos, ou quando barcos naufragam nos rios. Nada que provoque o espanto do respeitável público, nada que se compare à formidável queda de uma aeronave, bolas de fogo no vazio duma planície, no paredão de um planalto ou no arranha-céu de uma metrópole.
Embora mais freqüentes que acidentes aéreos, e mesmo que a perda de vidas sob lâminas d’água e sobre estradas possa superar estatísticas num único evento
Se voar não é para qualquer um, ainda mais no espaço sideral, aonde civis só chegam ao custo de algumas montanhas de dólares ou euros, morrer voando chega a ser uma distinção. Há qualquer coisa de mitológico quando as vítimas desabam do céu ao invés de escalá-lo.
Como Prometeu, punido por Júpiter por roubar o fogo do céu, um halo de subversiva sacralidade envolve as vítimas da aviação. De repente, como se houvessem conspurcado um desígnio natural, anônimos humildes transformam-se, mortos, em famosos ilustres.
Fornecidas pelas famílias, fotos em vida de entes perdidos, em close na tevê, podem eternizar-se na memória do telespectador, ainda tentando entender o mais novo vôo cego, sem deus.
Se em barcos e automóveis desfrutamos de acessórios de segurança e do socorro iminente da polícia e dos paramédicos, num avião estamos de frente para nossas limitações, como provam as gravações nas caixas-pretas, mera procura por cumplicidade com a impotência diante do imponderável.
Um avião desgovernado é uma cruel metáfora da vida. Uma vez dentro dele, a sós com a ousadia de nossa presença, não há como escapar do pior. Nenhuma oração preencherá a orfandade dos ícaros inocentes, abatidos na ilusão de alçar ao sol.
A imprensa e a opinião pública se mantêm em estado de puro êxtase até o grand finale, a audição da caixa preta. O filão não escapa ao mercado livreiro. Ainda no calor dos acontecimentos, é comum ver nas prateleiras relatos do horror nas alturas ao lado de obras de auto-ajuda ou quase, como O Pequeno Príncipe, por sinal, escrito por um piloto (Saint Exupéry) que morreu em desastre aéreo.
Em períodos assim, tenho a sensação de que a morte em veículos terrestres e aquáticos perdeu status no imaginário coletivo.
Como se fosse um adeus de segunda classe, ninguém, afora a família, abala-se quando romeiros à procura de Jesus acabam por encontrá-lo mais cedo, sobre o asfalto, em meio a sapatos perdidos, ou quando barcos naufragam nos rios. Nada que provoque o espanto do respeitável público, nada que se compare à formidável queda de uma aeronave, bolas de fogo no vazio duma planície, no paredão de um planalto ou no arranha-céu de uma metrópole.
Embora mais freqüentes que acidentes aéreos, e mesmo que a perda de vidas sob lâminas d’água e sobre estradas possa superar estatísticas num único evento
Se voar não é para qualquer um, ainda mais no espaço sideral, aonde civis só chegam ao custo de algumas montanhas de dólares ou euros, morrer voando chega a ser uma distinção. Há qualquer coisa de mitológico quando as vítimas desabam do céu ao invés de escalá-lo.
Como Prometeu, punido por Júpiter por roubar o fogo do céu, um halo de subversiva sacralidade envolve as vítimas da aviação. De repente, como se houvessem conspurcado um desígnio natural, anônimos humildes transformam-se, mortos, em famosos ilustres.
Fornecidas pelas famílias, fotos em vida de entes perdidos, em close na tevê, podem eternizar-se na memória do telespectador, ainda tentando entender o mais novo vôo cego, sem deus.
Se em barcos e automóveis desfrutamos de acessórios de segurança e do socorro iminente da polícia e dos paramédicos, num avião estamos de frente para nossas limitações, como provam as gravações nas caixas-pretas, mera procura por cumplicidade com a impotência diante do imponderável.
Um avião desgovernado é uma cruel metáfora da vida. Uma vez dentro dele, a sós com a ousadia de nossa presença, não há como escapar do pior. Nenhuma oração preencherá a orfandade dos ícaros inocentes, abatidos na ilusão de alçar ao sol.
Hoje é o Dia Mundial da Criança

Menina haitiana (Foto - Washington Post)
As meninas
Arabela
abria a janela.
Carolina
erguia a cortina.
E Maria
olhava e sorria:
"Bom dia!"
Arabela
foi sempre a mais bela.
Carolina
a mais sábia menina.
E Maria
apenas sorria:
"Bom dia!"
Pensaremos em cada menina
que vivia naquela janela;
uma que se chamava Arabela,
outra que se chamou Carolina.
Mas a nossa profunda saudade
é Maria, Maria, Maria
que dizia com voz de amizade:
"Bom dia!"
Cecília Meireles
* No Brasil, o Dia da Criança é comemorado em 12 de outubro.
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Poesias
Tholl-Escola abre inscrições para oficina
O Tholl-Escola está programando Oficina de Teatro destinada a rapazes maiores de 18 anos, com seleção a ser realizada dia 13 de junho, sábado, das 14h às 16h. Interessados poderão antecipar suas inscrições e solicitar informações pelo e-mail contato@grupotholl.com ou comparecer meia hora antes do início da seleção. O local será o Centro de Treinamento Tholl, na rua Almirante Tamandaré, 301.
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Vida cultural
"Reitor afirma que maioria dos problemas da Odonto são responsabilidade da direção do curso", diz presidente do Centro Acadêmico

Cadeiras de dentista de ala reformada foram instaladas rentes demais à parede, impedindo o atendimento aos pacientes pelo estudante e o assistente, um de cada lado da cadeira

O reitor César Borges (da UFPel) prometeu nesta segunda (1) o envio de uma comissão de técnicos para avaliar os problemas hidráulicos do prédio da Faculdade de Odontologia, entre outros pontos denunciados pelos estudantes. A promessa foi feita ao presidente do Centro Acadêmico da Odonto, Fernando Schneider, em reunião na reitoria.
Os alunos da Odonto estão em greve há uma semana. Eles reclamam providências para sanar 25 problemas estruturais e operacionais do curso que se arrastam sem solução há meses e que comprometem a qualidade das aulas e a segurança dos pacientes. O atendimento ao público está suspenso desde que a greve teve início.
"O reitor assumiu uma parte das responsabilidades, basicamente no que se refere à parte hidráulica e prometeu investigar os problemas e solucioná-los; já os outros pontos, a grande maioria (21 pontos), ele creditou na conta da responsabilidade da direção do curso", disse o presidente do Centro Acadêmico. "Ele chegou a passar um pito nos diretores do curso, por adiarem soluções", acrescentou.
Segundo o estudante, na tarde de hoje os alunos vão fazer nova assembleia geral para decidir se permanecem em greve ou se retomam as aulas mesmo em condições adversas. As denúncias foram levadas ao Ministério Público Federal e devem ser encaminhadas à Vigilância Sanitária.
"Vamos também debater o comportamento da reitoria diante de questões importantes para a vida da universidade e que costumam ser decididas sem discussão dentro do Conselho Universitário (Consun), foro este obrigatório e essencial para a condução democrática", diz Schneider.
Moldes são preparados em recipiente insalubre

Material de estudo, como dentes de boi,
são guardados junto com gêneros alimentícios
de consumo e garrafas de água

Sala de atendimento: reboco do teto
descascando e instalação elétrica
na parede com vazamentos de água

Sala do raio-x: paciente fica do outro lado
da parede, danificada por infiltrações

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Educação
Freitas autografa "Odeio" na quinta
Jornalista e escritor Luiz Carlos Freitas autografa seu livro, a romance "Odeio muito tudo isso", na próxima quinta (4), na Livraria Mundial, a partir das 17h30. Na foto acima, o autor pelotense conversa com escritores e leitores no lançamento nacional da obra, em São Paulo, na Livraria Martins Fontes, semana passada. O livro foi publicado pela Editora Terceira Margem.Leia mais
Escritor lança obra de formação jovem em SP
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Vida cultural
Proposta de reajuste salarial para professor mostra inversão de prioridades em Pelotas
Prefeitura propôs aumento de R$ 13. Além de ofensivo, torna-se trágico, para não dizer cômico, pois na prática o reajuste anual será de zero
João Alberto da Silva
Doutor em EducaçãoQuase todo mundo já sabe que a educação, em Pelotas, não é levada muito a sério. Essa semana os professores, em especial, viraram motivo de piada. Explico: a prefeitura propôs um aumento (!?) para os educadores. Atualmente, o salário básico da categoria é de R$ 272 aproximadamente. Além disso, os professores municipais recebem mais um complemento para se chegar ao salário mínimo, haja visto que é proibido receber menos do que isto.
O aumento sugerido pela prefeitura é de aproximadamente R$ 13 no salário básico. Se uma proposta desse tamanho já é ofensiva, imaginem que ela ainda implica descontar o mesmo “aumento” do complemento, isto é, o acréscimo ao salário básico será descontado do valor que se recebe para chegar ao salário mínimo. Seria cômico se não fosse trágico.
Em termos práticos significa que o reajuste anual dos professores, que deveria corrigir pelo menos as perdas da inflação, será de ZERO.
Como se isso não bastasse, o vale-refeição é um caso a parte. Hoje, o valor é de R$ 80, ou seja, menos de R$ 3 por dia. A proposta da prefeitura implica num reajuste no valor de mais ou menos R$ 4. Com este acréscimo, diariamente, pode-se gastar em volta de R$ 0,20 a mais. Dessa maneira, o vale-pastel agora pode comprar uma balinha de menta.
Neste mesmo mês, no qual os professores terão seus salários reajustados, os alunos das 2ª séries vão prestar a Provinha Brasil. Teremos mais dados para mensurar o nível do ensino na cidade. Depois, poderemos nos perguntar tristemente o que levou os estudantes a terem desempenhos não muito satisfatórios, como os que têm acontecido nos últimos anos.
Percebo que os gestores públicos fazem alarde dos investimentos em educação, referindo-se à construção de prédios, compra de computadores, transporte escolar e merenda. De fato, são coisas importantes, mas o professor ainda é a mola-mestra de todo o processo educativo. Aguardemos, ansiosamente, pelo momento em que eles se tornarão motivo de preocupação por parte dos administradores públicos.
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Administração pública,
Educação passada a limpo
Domingo
Canto dos desejos
Este cantinho da lanchonete (lancheria para os gaúchos) do Café Aquário é maravilha pura. Fica ao fundo, rente ao balcão, colado ao grande janelão de vidro de frente para a rua Quinze. Local perfeito em dia frio, como o deste domingo (31), ainda mais diante de comida quente e caseira, e nada para fazer senão afiar os talheres.
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Puro prazer
Prisões gaúchas sofrem com descaso
A Secretaria Estadual de Segurança Pública estima em 90 dias o início da construção das 7.220 vagas para o sistema prisional gaúcho. No entanto, o déficit de vagas é superior a 10 mil. Ao todo, mais de 21 presídios no RS estão semi-interditados e outros dois fechados, por problemas na estrutura ou superlotação.
O presidente da Associação dos Agentes, Monitores e Auxiliares dos Serviços Penitenciários do RS (Amapergs-Sindicato), Luiz Fernando Rocha, alerta que novas vagas devem ser obtidas com a construção de presídios e não com a ocupação de espaços já existentes. Ele concorda com o juiz responsável pela fiscalização de presídios na região metropolitana, Sidinei Brzuska, que questionou as 1.727 mil novas vagas que teriam sido criadas pelo governo Yeda.
“O juiz tem razão quando diz que vagas novas são aquelas de prédios novos. Pois desmanchar uma sala de aula ou um espaço de atendimento técnico para o preso, botando lá colchões, e dizer que com isso se criou mais vagas - entupindo o presídio - isso para nós não é criação de vagas”, diz Rocha.
Atualmente, o RS possui 99 presídios e em todos, diz ele, há problemas que impossibilitam o bom funcionamento. Mesmo com as ações de força-tarefa realizadas pelo estado, como os decretos de emergência, pouco se avançou em soluções.
“Já foi decretado estado de emergência nos presídios, a governadora já realizou força-tarefa, mas as coisas não têm andado. Isso angustia o próprio servidor. A sorte é que o judiciário resolveu cumprir seu papel e cobrar soluções do estado. Porque se o estado fizer seu papel e investir, isso vai ser melhor para o judiciário, vai ser melhor para a população e para os servidores que trabalham dentro dos presídios", diz Rocha (Agência Chasque).
O presidente da Associação dos Agentes, Monitores e Auxiliares dos Serviços Penitenciários do RS (Amapergs-Sindicato), Luiz Fernando Rocha, alerta que novas vagas devem ser obtidas com a construção de presídios e não com a ocupação de espaços já existentes. Ele concorda com o juiz responsável pela fiscalização de presídios na região metropolitana, Sidinei Brzuska, que questionou as 1.727 mil novas vagas que teriam sido criadas pelo governo Yeda.
“O juiz tem razão quando diz que vagas novas são aquelas de prédios novos. Pois desmanchar uma sala de aula ou um espaço de atendimento técnico para o preso, botando lá colchões, e dizer que com isso se criou mais vagas - entupindo o presídio - isso para nós não é criação de vagas”, diz Rocha.
Atualmente, o RS possui 99 presídios e em todos, diz ele, há problemas que impossibilitam o bom funcionamento. Mesmo com as ações de força-tarefa realizadas pelo estado, como os decretos de emergência, pouco se avançou em soluções.
“Já foi decretado estado de emergência nos presídios, a governadora já realizou força-tarefa, mas as coisas não têm andado. Isso angustia o próprio servidor. A sorte é que o judiciário resolveu cumprir seu papel e cobrar soluções do estado. Porque se o estado fizer seu papel e investir, isso vai ser melhor para o judiciário, vai ser melhor para a população e para os servidores que trabalham dentro dos presídios", diz Rocha (Agência Chasque).
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Justiça
Yeda vaiada no "Dia da Copa"
A governadora Yeda Crusius (PSDB) não foi bem recebida na tarde deste domingo (31) pelo público que aguardava o anúncio das cidades que irão sediar a copa de 2014.
Ao pegar o microfone para saudar a escolha de Porto Alegre como uma das cidades eleitas, a governadora foi recepcionada com um coro de vaias.
O discurso da governadora durou 30 segundos. O Dia da Copa ocorreu no parque da Redenção e reuniu aproximadamente 3 mil pessoas.
Ao pegar o microfone para saudar a escolha de Porto Alegre como uma das cidades eleitas, a governadora foi recepcionada com um coro de vaias.
O discurso da governadora durou 30 segundos. O Dia da Copa ocorreu no parque da Redenção e reuniu aproximadamente 3 mil pessoas.
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Governo estadual
Trem de passageiros Pelotas-Rio Grande: agora sai?

Geógrafo
Na última sexta (29), o blog publicou uma nota sobre a aprovação pelo Ministério dos Transportes da inclusão na modal viária do país de um trecho de ferrovia ligando Pelotas a Rio Grande. A notícia, como foi dada, transmitiu a impressão de que seria construída uma nova ferrovia entre Pelotas e Rio Grande. Na verdade, trata-se de uma readequação do trecho atual para a circulação de trens modernos.
O projeto está dentro do Plano de Revitalização das Ferrovias, do Ministério dos Transportes (2007), a ser implantado por meio de PPP (parceria público-privada).
Os estudos indicaram viabilidade econômica para o transporte de passageiros no trecho entre Pelotas e Rio Grande, o que possibilita financiamento do BNDES para a adequação da infraestrutura. A iniciativa privada financiaria as locomotivas e vagões.
Modelos previstos para o projeto: conforto e preço baixo
Se for implantado, o projeto só traz benefícios: passagem mais barata, com transporte mais seguro e rápido (entre 80 e 100 km/h), podendo levar de 129 a 554 passageiros. O problema está em encontrar os investidores privados, já que não há garantia de retorno financeiro, além do apoio da concessionária da ferrovia (ALL), que usa o trecho para transporte de cargas.
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Pelotas quadro a quadro: Vida sobe paredes
Fotografia de Francisco Soto Vidal.
Cúpula da fachada do antigo prédio da Secretaria da Fazenda, na Praça Coronel Pedro Osório. O vento, o sol e a umidade se acumpliciam para criar condições de vida entre as rachaduras das paredes. Até mesmo nos fios de eletricidade a vegetação dá o ar de sua graça.
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Pelotas quadro a quadro
Particularidades do 'meio' blog
Na internet, o centro está em todo lugar. Cada post é um fragmento sem hierarquia em relação a outros, iluminando determinada fratura de nossa realidade

O blog Amigos de Pelotas passou de 817 mil visitas em pouco mais de 1 ano de existência. Como explicar esse fenômeno? Existe algo mais, além da disposição, inédita entre nós, de noticiar os acontecimentos locais com olhar crítico? Há muito em Pelotas nos acostumamos a preencher nossa realidade com significados fictícios. Contamos histórias e acreditamos nelas. Deixamos de lado os fatos incômodos e pinçamos detalhes que se encaixem na história que queremos contar, de façanhas, distinção, requinte e cultura.
Romanceamos nossa realidade, mesmo que ela não tenha esse sentido todo, cheio de apelo para nós. Eventualmente nós nos frustramos quando torna-se flagrante que a história que contamos é uma ficção que colide frontalmente com a realidade. É quando oscilamos entre a fanfarronice narcisista e a autodepreciação, atitudes tão características entre nós.
Entretanto, essa autodepreciação não é uma crítica fundamentada, é antes um desalento superficial e passageiro, uma intuição de que há algo muito errado que pode facilmente reverter ao narcisismo no primeiro evento que o confirme.
O que o blog tem feito é rejeitar o narcisismo e ultrapassar a autodepreciação, expondo nossas contradições, fraturas, lapsos, absurdos, injustiças, que escondemos porque não se encaixam na história que gostamos de contar, e por isso ficam relegadas a um canto de entulhos. Por ficarem relegadas, acumulam-se em vez de serem resolvidas.
As particularidades do meio blog têm ajudado nessa tarefa. Na internet o centro está em todo lugar, não há hierarquias, mas interdependência; autoridade e informação estão dispersas. Cada post do blog é um fragmento que não se relaciona com os outros hierarquicamente, por isso ilumina uma determinada fratura de nossa realidade.
A melhor qualidade de um post é não tentar explicar a realidade como um todo, porque assim não procura encaixar os fragmentos num significado global narcísico ou autodepreciativo falsos. O blog expõe aqui e ali nossas mazelas, as contradições das histórias que gostamos de contar, fragmentos da realidade, algo muito mais verdadeiro, insubordinado e corrosivo do que estamos acostumados.

Marcos Macedo
Análise de mídiaO blog Amigos de Pelotas passou de 817 mil visitas em pouco mais de 1 ano de existência. Como explicar esse fenômeno? Existe algo mais, além da disposição, inédita entre nós, de noticiar os acontecimentos locais com olhar crítico? Há muito em Pelotas nos acostumamos a preencher nossa realidade com significados fictícios. Contamos histórias e acreditamos nelas. Deixamos de lado os fatos incômodos e pinçamos detalhes que se encaixem na história que queremos contar, de façanhas, distinção, requinte e cultura.
Romanceamos nossa realidade, mesmo que ela não tenha esse sentido todo, cheio de apelo para nós. Eventualmente nós nos frustramos quando torna-se flagrante que a história que contamos é uma ficção que colide frontalmente com a realidade. É quando oscilamos entre a fanfarronice narcisista e a autodepreciação, atitudes tão características entre nós.
Entretanto, essa autodepreciação não é uma crítica fundamentada, é antes um desalento superficial e passageiro, uma intuição de que há algo muito errado que pode facilmente reverter ao narcisismo no primeiro evento que o confirme.
O que o blog tem feito é rejeitar o narcisismo e ultrapassar a autodepreciação, expondo nossas contradições, fraturas, lapsos, absurdos, injustiças, que escondemos porque não se encaixam na história que gostamos de contar, e por isso ficam relegadas a um canto de entulhos. Por ficarem relegadas, acumulam-se em vez de serem resolvidas.
As particularidades do meio blog têm ajudado nessa tarefa. Na internet o centro está em todo lugar, não há hierarquias, mas interdependência; autoridade e informação estão dispersas. Cada post do blog é um fragmento que não se relaciona com os outros hierarquicamente, por isso ilumina uma determinada fratura de nossa realidade.
A melhor qualidade de um post é não tentar explicar a realidade como um todo, porque assim não procura encaixar os fragmentos num significado global narcísico ou autodepreciativo falsos. O blog expõe aqui e ali nossas mazelas, as contradições das histórias que gostamos de contar, fragmentos da realidade, algo muito mais verdadeiro, insubordinado e corrosivo do que estamos acostumados.
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Fetter é leniente com má gestão
Politicamente, o prefeito Fetter Jr. (PP) é um homem previsível. Dele sabemos que não devemos esperar nenhuma decisão audaciosa, nada que lembre, por exemplo, o governador Leonel Brizola ou sua campanha da Legalidade, em 1961, quando impediu o golpe militar contra a posse de Jango. Na posição de gestor, Fetter é homem calmo, calmo demais - diriam até mesmo alguns de seus eleitores.
- Flagrante de descaso depois da enchente
Na semana passada, ele não moveu sequer as sobrancelhas quando veio à tona o caso das 100 mil peças de roupas e de calçados esquecidos há quatro meses no saguão e outras salas do Grande Hotel, em vez de terem sido doadas aos desabrigados da enchente de janeiro. Um agravante: boa parte destas peças estava estragada pela ação da chuva e umidade e foi posta no lixo. O caso, denunciado em primeira mão neste blog, virou matéria de tevê em rede estadual.
No dia seguinte, em visita ao porto de Pelotas, descobri pessoalmente por lá seis lotes de móveis também doados aos desabrigados da enchente, mas que, encaminhados ao porto pela prefeitura desde fevereiro e março passados, permanecem no canto de um armazém, igualmente sem destinação aos necessitados. O último dos seis lotes chegou ao porto em 23 de março, segundo me informou um funcionário, mostrando o documento de entrada do mobiliário.
A secretária de Ação Social e Cidadania, Beth Marques Dias, deu explicações. Sua secretária adjunta também (sim, cada pasta da prefeitura possui duas secretárias, com bons salários). Uma análise fria das palavras de ambas, porém, leva à conclusão de que nada justifica o atraso por tanto tempo na entrega das doações do vestuário e dos móveis à população carente da cidade. Muito menos deixar que parte do material tenha se perdido por causa da falta de cuidados na manutenção.
Diante de fatos como esses, esperava-se que o prefeito tomasse alguma atitude. Mas não. Assistiu a tudo imóvel - e em silêncio. Se alguém fosse entrevistá-lo, Fetter Jr. - reação também previsível - teria na ponta da língua uma resposta bonita, pronunciada com rico vocabulário. Como se sabe, o prefeito é mestre oral em prestidigitação de eventos negativos.
Em outras administrações, os responsáveis pelo escândalo das roupas (e dos móveis) esquecidos há 120 dias em porões depois de enchente sem precedentes na história da cidade e região, teriam como destino o departamento pessoal. Mas certamente não na gestão Fetter, que parece sofrer de uma moléstia cujo principal sintoma é manter tudo como sempre esteve. Desde a revelação do caso, tudo se passa como se nada tivesse acontecido, até a próxima denúncia.
Evidente que essa esquizofrenia, além do mal da privação e do desperdício causado à população, afeta toda a prefeitura. Em qualquer organização, o comportamento do líder costuma ditar a conduta de toda a equipe, até da senhora que prepara o cafezinho.
Se Fetter é leniente com o descaso de um liderado na gestão da coisa pública (se não pune os responsáveis pelos problemas), todo o restante de sua equipe capta o sinal da impunidade, sentindo-se perdoado de antemão por passadas e futuras incompetências. Na verdade, pode ser algo mais sério. Pode ser que o prefeito seja responsável direto, considerando, como disse Beth Dias, que sua secretaria não tem pessoal suficiente para desenvolver todo o trabalho nem teve o apoio continuado de outras secretarias para despachar o restante das doações.
Leia maisA seção Antes que Anoiteça volta a ser publicada diariamente, de segunda a sexta. Eventualmente, no fim de semana.
- Flagrante de descaso depois da enchente
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Conversa com o leitor
Trânsito em Pelotas requer visão mais ampla
Fotomontagem
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Frota cresce, mas planejamento de ruas não muda. Na Félix da Cunha, passeios estreitos, estacionamento nos dois lados e velocidade alta fazem dela campeã em acidentes no confuso trânsito pelotense

Victor Schroder
Geógrafo
Um dos aspectos mais caóticos da cidade em termos de urbanismo é o trânsito, sem dúvidas. A última semana foi pródiga em exemplos, com vários acidentes na área central. A frota pelotense é considerável: mais de 67.000 carros e 27.000 motos (IBGE, 2007) para uma população de aproximadamente 343.000 habitantes. É quase um veículo de passeio a cada três habitantes.
É preciso que se reconheça que essa média é elevada em todo o país, fruto do modelo estratégico de desenvolvimento adotado desde os anos 1950 e que privilegia o modal rodoviário em detrimento dos restantes.
Por outro lado, em contraponto à frota crescente, a maior parte das ruas continua da mesma forma. Um exemplo é a bicentenária Félix da Cunha, cuja soma de passeios estreitos, estacionamento em ambos os lados e fluxo em velocidade relativamente alta, faz com que seja uma das campeãs de acidentes.
Ao contrário do pensamento predominante nas políticas públicas, que é fazer mais eixos viários, alargar ou duplicar ruas, não há obra por mais ampla que seja que possa desarmar a verdadeira bomba-relógio que são o número crescente de acidentes e engarrafamentos em áreas urbanas.
Os últimos governos municipais foram relativamente fartos em obras viárias: primeiro o sistema de rótulas e a municipalização da fiscalização (azuizinhos) e recentemente as baias para ônibus, ciclovias e o asfaltamento de alguns eixos viários. Mas é preciso mais que obras: certa ousadia, que diferencia bons administradores de grandes homens públicos.A quem se interessa, sugiro que se informe sobre a experiência de Bogotá – Colômbia, onde se tomou uma série de medidas drásticas para reduzir os congestionamentos e diminuir as mortes no trânsito.
Essas medidas vão desde endurecimento na fiscalização até proibição de estacionamento e circulação de carros em certos dias e horários, passando – obviamente - pela criação de um sistema de transporte coletivo rápido e barato.
As medidas, que pareciam muito impopulares – a princípio – beneficiaram a maioria da população, que depende do transporte coletivo, e garantiram ao prefeito local um status de celebridade política nacional.
Voltando a Pelotas, cabe perguntar como está estruturada a fiscalização de trânsito, já que, nos últimos anos, os agentes de trânsito locais sumiram das ruas para aparecer somente em acidentes.
Das medidas possíveis para amenizar os acidentes aqui, o retorno dos “azuizinhos” parece ser a alternativa mais rápida e barata, embora paliativa, à disposição.
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Sábado
Sessão remember
Pura magia.
AUMENTE O SOM!!!
O trecho de que mais gosto é do embalo suave das mulheres sul-africanas.
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Vídeos legais
Carreata da Fenadoce anima sábado cinza
Mais de 50 veículos participaram da carreata de lançamento do Promove Pelotas 2009, neste sábado (30) nublado e chuvoso. O evento antecede a Feira Nacional do Doce (Fenadoce), marcada para ocorrer de 3 a 21 de junho na cidade.Organizado pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Pelotas (CDL), o evento teve como participantes diversas empresas associadas da entidade. Um caminhão de som reproduzia o jingle da campanha, seguido por caminhão de prêmios, pelo ônibus "Expresso Quindim" e por caminhão do Corpo de Bombeiros.
A carreata tem por objetivo divulgar campanha que premia um ganhador com um caminhão de prêmios avaliado em R$ 8 mil. Os veículos passaram pelas principais avenidas e ruas do centro.
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Economia e Negócios
Sugestão para dias nublados
Mate moscas em três etapas simples:1.) Pôr as mãos uns centímetros acima da mosca como se fosse bater palmas;
2.) Clap;
3.) Lave as mãos.
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Curiosidades
Bistrô do Clube
Slow FoodCrítica de Gastronomia
O Bistrô do Clube abriu em janeiro, com o conceito de um restaurante noturno, para o happy hour e o jantar com amigos num lugar pequeno e acolhedor, por preços convidativos. Seus donos são um casal de pelotenses que por vinte anos administraram o Café dos Cataventos, na Casa Mário Quintana.
Ontem à noite encontramos às 22h um salão já bem animado, com os donos-cozinheiros trabalhando na cozinha e seu filho atendendo as cinco mesas, de um total de doze. O cardápio inclui grelhados, peixes, petiscos e saladas (porções sempre para duas pessoas), e uma boa variedade de vinhos, licores e outras bebidas.
A casa oferece, para começar, o que é um costume uruguaio, herança do antigo restaurante que funcionou no mesmo lugar: pão tostado com chimichúrri e molho americano (ambos feitos no dia). Mas este couvert é cobrado por pessoa, como no Uruguai (R$ 2). A salada mista (R$ 7) é generosa ante os olhos e o paladar, com grandes folhas de alface, fatias de tomate e minicilindros de palmito.
O entrecot com pimenta (R$ 15) fica bem com arroz (R$ 2), mostrando a boa mão do cozinheiro. A carne vem de bom açougue, mas neste caso tocou-nos levemente dura e gordurosa. Será preciso em próximas visitas provar outras carnes e os vários pratos de peixe.
Mesmo sendo o vinho tinto a melhor opção (R$ 30), fizemos uma combinação gostosa, que não estava na lista de bebidas (o “Samba”): uma dose de cachaça (R$ 2), refri de cola (R$ 2), gelo e limão à escolha. As únicas sobremesas são tortas de sorvete industrial (R$ 3): com café e com maracujá. Duas pessoas comem bem, portanto, com 40 reais.
Num ambiente de amigos, boa bebida e boa comida não pode faltar o cigarro como complemento à conversa entusiasmada. Na falta de correntes de ar, o ambiente termina ficando asfixiante pela fumaça, o que configura o único defeito deste restaurante bem atendido em todos os aspectos, que traz a Pelotas um pedaço da capital gaúcha.
Bistrô do Clube.
Rua Anchieta, atrás do Clube Caixeiral.
De segunda a sexta, a partir das 18h.
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Slow Food
Pelotas quadro a quadro: Francisco Soto Vidal
"Até ontem à noite, a solitária luminária não conseguia ajustar-se a seu novo ambiente. Junto a sua antiquada predecessora - já desativada mas bem mais imponente - ela esperava que anoitecesse, para equiparar-se às luzes do céu, pois durante o dia os vetustos prédios reinam opressivamente, reprovando seu desenho moderno demais".Foto e legenda enviadas por Francisco Soto Vidal.
Imagem tomada na quadra reformada do Theatro Guarany.
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Pelotas quadro a quadro
Sexta-feira
Ministério abre possibilidade de construção de ferrovia ligando Pelotas a Rio Grande
O Ministério dos Transportes incluiu a possibilidade de construção de uma ferrovia entre Pelotas e Rio Grande na matriz ferroviária brasileira.
Para o projeto ser viabilizado, as prefeituras das duas cidades devem apresentar ao governo federal plano de estudos a serem ser desenvolvidos segundo padrões fornecidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Se as duas prefeituras decidirem fazer a obra, ela será financiada pelo BNDES, mas os municípios devem devolver o dinheiro ao governo em prestações.
Para o projeto ser viabilizado, as prefeituras das duas cidades devem apresentar ao governo federal plano de estudos a serem ser desenvolvidos segundo padrões fornecidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Se as duas prefeituras decidirem fazer a obra, ela será financiada pelo BNDES, mas os municípios devem devolver o dinheiro ao governo em prestações.
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Prefeitura prorroga vacinação de idosos
A secretaria de Saúde prorrogou até o dia 10 de junho a Campanha de vacinação contra a gripe em idosos.
A medida foi adotada devido ao baixo índice de vacinados: do total de 48 mil idosos do Município, apenas 59% tomaram a dose de imunização. A meta do Ministério da Saúde é conseguir vacinar 80% das pessoas acima de 60 anos.
Iniciada no dia 25 de abril, apenas 28,5 mil pessoas haviam recebido a dose na 11ª edição da campanha realizada em Pelotas até a última quarta-feira (27). Para atingir a meta recomendada pelo Ministério, espera-se vacinar 38,4 mil idosos.
Pelotas possui 54 pontos de vacinação. Quem não puder deslocar-se até os pontos de vacinação, poderá solicitar atendimento domiciliar pelo telefone 3227-9496.
A medida foi adotada devido ao baixo índice de vacinados: do total de 48 mil idosos do Município, apenas 59% tomaram a dose de imunização. A meta do Ministério da Saúde é conseguir vacinar 80% das pessoas acima de 60 anos.
Iniciada no dia 25 de abril, apenas 28,5 mil pessoas haviam recebido a dose na 11ª edição da campanha realizada em Pelotas até a última quarta-feira (27). Para atingir a meta recomendada pelo Ministério, espera-se vacinar 38,4 mil idosos.
Pelotas possui 54 pontos de vacinação. Quem não puder deslocar-se até os pontos de vacinação, poderá solicitar atendimento domiciliar pelo telefone 3227-9496.
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Saúde
Santa Casa assume urgência traumatológica
A partir da próxima segunda-feira (1º) a Santa Casa de Misericórdia assume integralmente o serviço de urgências ambulatoriais do setor de Traumatologia em Pelotas.
A integralidade da transferência do atendimento é prevista em convênio assinado em agosto de 2008. Até este momento, porém, apenas parte dos serviços era prestada pelo hospital.
Os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), que utilizavam os serviços do Pronto-Socorro Cruz de Prata devem agora procurar a Santa Casa.
A integralidade da transferência do atendimento é prevista em convênio assinado em agosto de 2008. Até este momento, porém, apenas parte dos serviços era prestada pelo hospital.
Os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), que utilizavam os serviços do Pronto-Socorro Cruz de Prata devem agora procurar a Santa Casa.
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Saúde
Grevistas se reúnem com reitoria segunda
Fotos de Francisco Soto Vidal
Os estudantes da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) continuam em greve, reivindicando providências da reitoria para problemas estruturais e operacionais do curso, que se arrastam há meses sem solução. Nesta sexta (29), no meio da tarde, alunos ocuparam a faculdade, reforçando o protesto. Todos os acessos ao prédio foram fechados, exceto uma porta, onde estudantes informavam a pacientes que chegavam que os atendimentos estavam suspensos por causa do movimento e da falta de condições adequadas para os tratamentos.
Um carteiro teve dificuldades para entregar a correspondência no prédio (foto). Em vez de deixar com o porteiro, teve de passar por baixo da porta as postagens possíveis.
O presidente do Centro Acadêmico, Fernando Schneider, informa que a greve continua por tempo indeterminado. "Estamos aguardando uma decisão do Conselho Departamental da Faculdade, que continua em reunião até agora (17h46) sobre as 25 reivindicações do movimento", disse. A reunião teve uma primeira rodada ontem, quarta, e foi retomada hoje.
Schneider diz que, depois do anúncio do resultado da reunião, que não tem hora para terminar, os alunos farão uma assembleia para decidir os rumos da paralisação. "Se a reunião acabar cedo, faremos a assembleia hoje; do contrário, ficará para a próxima segunda", avisa.
Na próxima segunda, o comando do movimento terá reunião com a reitoria. À tarde, faz assembleia geral da faculdade para debater outros pontos, como o Programa de Apoio ao Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). "Queremos discutir esse ponto prioritariamente, pois tem relação direta com os problemas que estamos vivenciando", conclui Schneider.
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Educação
Poesia às margens do São Gonçalo


Poesia de Vilson Corrêa Camargo.
Nascido em Rio Grande, mas morador de Pelotas há sete anos, Vilson (foto) ganha a vida como condutor de um barco, ancorado no porto de Pelotas.
Ele reside no local de trabalho, onde tem direito a uma cabine com banheiro, à cozinha, televisão e à vista paronâmica do canal São Gonçalo.
Nas horas vagas, escreve poesias, como esta publicada acima, enviada por e-mail para o blog pelo barqueiro, em computador emprestado pelos funcionários do porto, de quem se tornou amigo.
Nós nos conhecemos outro dia, numa matéria que fiz no porto.
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Poesias
Olho vivo, motoqueiros...
Buscando reordenar espaços e vagas na área central da cidade, a Secretaria Municipal de Segurança, Transporte e Trânsito definiu nesta sexta (29) novos locais para estacionamento de motos. Todos estão sinalizados e o monitoramento dos agentes de trânsito começa na próxima segunda.
Os novos estacionamentos foram implantados em outras três quadras, ampliando as opções: na rua Félix da Cunha (entre Neto e Cassiano); na rua Anchieta (entre Voluntários da Pátria e Neto); na rua 15 de Novembro (entre Neto e Cassiano).
Outros estacionamentos para motos: rua Marechal Floriano (entre 15 de Novembro e Osório), na Sete de Setembro (entre 15 de Novembro e Anchieta) e na General Neto ( entre Anchieta e 15 de Novembro). Novas modificações devem ser feitas numa segunda etapa, prevista para os próximos dias.
Os novos estacionamentos foram implantados em outras três quadras, ampliando as opções: na rua Félix da Cunha (entre Neto e Cassiano); na rua Anchieta (entre Voluntários da Pátria e Neto); na rua 15 de Novembro (entre Neto e Cassiano).
Outros estacionamentos para motos: rua Marechal Floriano (entre 15 de Novembro e Osório), na Sete de Setembro (entre 15 de Novembro e Anchieta) e na General Neto ( entre Anchieta e 15 de Novembro). Novas modificações devem ser feitas numa segunda etapa, prevista para os próximos dias.
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Prefeitura
Rigotto diz que 'não fala do tema CPI-Yeda e que na hora certa PMDB deixará governo'
Rigotto, ladeado pelo deputado Nelson Härter
Atualizada às 15h33O ex-governador do RS, Germano Rigotto (PMDB), disse nesta sexta (29), em Pelotas, que não vai falar sobre o movimento em torno da constituição de uma CPI para investigar denúncias contra o governo de Yeda Crusius (PSDB).
"Esse é um assunto sobre o qual decidi não me manifestar. Se eu o fizesse, poderia parecer que quero tiver proveito político da situação. É um tema para a Executiva do partido tratar. O que posso dizer é que, na hora certa, o PMDB deixará o governo, pois teremos candidato próprio ao Piratini", afirmou.
O ex-governador é o nome peemedebista mais forte no momento - ao lado do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça - para concorrer à eleição, ao governo ou ao Senado, e se comporta como tal.
Depois do café, Rigotto falou rapidamente com a imprensa. Admitiu erros estratégicos que teria cometido na última eleição, falhas essas que pretende não repetir em 2010, como ter demorado a se lançar candidato.
No último pleito, Rigotto tentou a reeleição ao governo estadual, mas foi surpreendido pelo súbito crescimento da candidatura de Yeda Crusius. Na ocasião, ao admitir a derrota, ele chegou a chorar diante das câmeras da imprensa.
Härter não assinará CPI
O deputado Nelson Härter justificou sua não-assinatura da CPI, alegando que recebeu três requerimentos diferentes de petistas, solicitando a adesão à tese da CPI.
"Essas solicitações apresentavam contradições e chegavam ao ponto de, textualmente, duvidar da existência dos delitos", afirmou, embora reconheça que o governo de Yeda surpreenda pelo volume de problemas denunciados. Härter, que articulou a visita de Rigotto a Pelotas, disse que "faltam elementos factíveis que justifiquem a abertura da CPI".
Comentário meu: O PMDB gaúcho parece decidido de fato a trabalhar, como avisa Rigotto, para não repetir em escala macro os erros de campanha confessados pelo ex-governador.
A preocupação em não criar arestas com o PSDB é uma opção política e eleitoral, com possíveis raízes nacionais, em torno de uma composição dos dois partidos para a Presidência da República.
Como dizia um amigo meu, psicanalista Jamil Abuchaem, "não se atira em homem desarmado". É o que se lê nas entrelinhas das palavras de Rigotto e de Härter, para quem, ao que parece, Yeda Crusius, mesmo que escape da CPI, já estaria condenada pela opinião pública.
Ao não apoiar a CPI, os peemedebistas gaúchos estariam se poupando também da eventualidade de que a investigação respingue no seu partido.
Isto porque - conforme se noticiou - o requimento da CPI propõe a busca de informações sobre a Operação Solidária, da Polícia Federal, que tem entre os investigados os deputados estaduais Marco Alba e Alceu Moreira e o deputado federal Eliseu Padilha, todos do PMDB gaúcho.
Em repetidas manifestações, inclusive de lideranças nacionais, como o senador Pedro Simon, os peemedebistas negam ainda que, ao "proteger" Yeda, estariam respeitando um acordo entre as lideranças do PMDB e do PSDB em torno de uma aliança em 2010 para a Presidência da República e que balizaria as composições nos estados. Pode ser, pode não ser. O tempo dirá.
Como dizia um amigo meu, psicanalista Jamil Abuchaem, "não se atira em homem desarmado". É o que se lê nas entrelinhas das palavras de Rigotto e de Härter, para quem, ao que parece, Yeda Crusius, mesmo que escape da CPI, já estaria condenada pela opinião pública.
Ao não apoiar a CPI, os peemedebistas gaúchos estariam se poupando também da eventualidade de que a investigação respingue no seu partido.
Isto porque - conforme se noticiou - o requimento da CPI propõe a busca de informações sobre a Operação Solidária, da Polícia Federal, que tem entre os investigados os deputados estaduais Marco Alba e Alceu Moreira e o deputado federal Eliseu Padilha, todos do PMDB gaúcho.
Em repetidas manifestações, inclusive de lideranças nacionais, como o senador Pedro Simon, os peemedebistas negam ainda que, ao "proteger" Yeda, estariam respeitando um acordo entre as lideranças do PMDB e do PSDB em torno de uma aliança em 2010 para a Presidência da República e que balizaria as composições nos estados. Pode ser, pode não ser. O tempo dirá.
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O site Amigos de Pelotas foi eleito um dos 105 melhores do país em 2009 e um dos três melhores da sua categoria, entre 70 mil concorrentes. Confira: Prêmio Top.





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