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El Dorado vive de medo
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Terça-feira, Junho 09, 2009
"Fora Yeda" em Pelotas nesta quarta
Às 15h, saem em passeata pelas principais ruas do centro da cidade, reivindicando a instalação de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), pela Assembleia Legislativa, para investigar a atuação da tucana.
Para o requerimento da CPI ser aprovado falta a assinatura de dois parlamentares. Por ora, há 17 assinaturas das 19 exigidas para admissibilidade da investigação.
O protesto faz parte do movimento intitulado "Fora Yeda", organizado por dez entidades do Fórum dos Servidores Públicos Estaduais: Sindicaixa, Sindsepe, Sindjus, Simpe, Sindiágua, Sindet, Semapi, Ugeirm/Sindicato, CPERS/Sindicato e Federação dos Bancários RS. Passeatas como a de amanhã já foram realizadas em várias cidades gaúchas.
Municipários encerram movimento
Gigolô dos absurdos do Brasil
Juca Chaves, quem diria, ainda vive, faz graça e engorda a conta bancária em shows pelo Brasil, cantando suas modinhas. No próximo dia 11 de julho, o artista, que se celebrizou nos anos da Ditadura Militar, satirizando o poder, apresentará no Theatro Sete de Abril, às 21h, o espetáculo O Rei está nu - jubileu de ouro do menestrel do Brasil, em comemoração aos seus 50 anos de carreira. Com o fim da ditadura, Chaves continuou a ganhar a vida satirizando os presidentes do período democrático e os costumes do povo brasileiro.
Câmara retoma votação de matérias
As reivindicações da categoria enfrentam resistências do prefeito Fetter Jr., que alega falta de condições financeiras para arcar com os reajustes pedidos pelos servidores.
Sobre micos e micos
Na próxima quarta (10), o prefeito Fetter Jr. vai inaugurar com grande comemoração a reforma do Parque Dom Antônio Zattera, antiga Praça Júlio de Castilhos, popularmente conhecida como Praça dos Macacos, por causa dos micos que pulavam de galho em galho no pequeno zoo que havia ali. Hoje a assessoria de imprensa da prefeitura começou a divulgar releases sobre o evento. Um deles informa que fiscais da Secretaria de Urbanismo notificaram quatro vendedores ambulantes que comercializavam alimentos sem autorização no parque.Antevendo as possibilidades comerciais, os "notificados" acomodaram ali carrocinhas de churrasquinhos e cachorros-quentes, mas foram obrigados a deixarem o local, sob pena de remoção compulsória.
A população se esforça, mas às vezes não dá para entender a prefeitura. Enquanto retira quatro ambulantes da praça, não toma nenhuma providência em relação aos ambulantes que, como formigueiro, dominam o passeio público da região central da cidade, sem destinação adequada de local de trabalho.
Assim, vão acabar dizendo por aí que os micos da praça se mudaram para o Paço Municipal.
Crônica: Milonga triste

Marieta Cazarré
Jornalista e antropóloga
Estávamos sentados numa mesinha bem no fundo daquele galpão. Os músicos, do outro lado do salão, às gargalhadas, tocavam uma velha milonga. O ambiente estava escuro e enfumaçado, como de costume. No meio do salão, casais apaixonados e amantes do tango dançavam coladinhos, num vai-e-vem incessante. Eu podia ouvir os roces dos vestidos contra as calças, podia sentir aquela mistura de perfumes femininos no ar, podia provar o teu desamor.
Aquelas horas que passamos ali, um ao lado do outro, em silêncio, foram das mais duras. Eu não queria entender, não queria aceitar a tua verdade. No fundo, no fundo, eu sabia exatamente o que me aguardava, mas eu simplesmente preferia ignorar e alimentar qualquer doce esperança tola.
Você estava nervosa, olhava para o chão, girava os anéis nos dedos, rasgava guardanapos, fumava um cigarro atrás do outro. Não era capaz de me olhar nos olhos. Usava sua franja como artifício para esconder os olhos e assim ganhava mais tempo, tempo para decidir como me arrasar da maneira menos dolorosa.
Faço o esforço de me colocar no seu lugar e reconheço que não é fácil dizer “eu nunca te amei”. Mas isso, se você quer saber a verdade, não me serve de consolo. Não me alivia o peito nem me seca as lágrimas.
E me pergunto como você pôde ser tão fria. Enquanto meu mundo ruía, você permanecia inabalável, séria e com os olhos secos postos em mim. Eu estava diante da maior paixão que jamais vivi e não conseguia dizer nada em minha própria defesa. Foste demasiadamente clara para que eu pudesse pronunciar qualquer palavra de súplica.
Hoje, sentado na mesma mesinha do fundo, choro. Escuto outras velhas e tristes milongas e sofro pelo teu não-amor. Ser amado é difícil, eu sei. O meu amor te sufocou e eu entendo tua partida. Mas a ausência de amor é o pior que se pode provar.
Dois shows musicais


Crônica Cultural
Nesta sexta (12), dia dos namorados, duas produções musicais moverão os pelotenses. Somente será possível ir a um dos espetáculos dessa noite. No palco principal da Fenadoce, às 21h, a Orquestra e o Coro Música pela Música cantam ao amor romântico, com canções italianas e brasileiras, além de algum trecho lírico e instrumental. Repertório popular para uma plateia numerosa, disposta a sonhar e enamorar-se. A cada ano, o maestro Sérgio Sisto nos brinda com algum rei-alberto musical, doce e colorido.
No Conservatório de Música, às 20h, o Projeto Sonora Brasil 2009, do SESC, traz os violonistas Daniel Wolff, gaúcho, e João Pedro Borges, maranhense. Num ambiente intimista e repousado, primeiro cada um tocará com diferente "sotaque", em repertório calcado em compositores do Sul e do Nordeste, respectivamente.
No final, os dois juntos interpretam Bruno Kiefer e Radamés Gnattali. O duo está fazendo turnê em 20 Estados, num total de 80 apresentações de maio a agosto. Wolff e Borges são reconhecidos nacionalmente como solistas e arranjadores, mas somente agora foram reunidos neste imaginativo programa.
Em Pelotas, o "original" é que as cadeiras serão trazidas pelo SESC, unicamente para este show no Salão Milton de Lemos, que ainda espera que a UFPel compre os móveis definitivos.
Vendido Casarão 1
Segunda-feira, Junho 08, 2009
Faltam duas assinaturas para CPI
Antes de assinar, Azeredo esteve com o procurador-geral do Ministério Público de Contas, onde encaminhou pedido de investigação da Secretaria da Fazenda e Banrisul por suspeitas de favorecimento financeiro às fumageiras que contribuíram na campanha eleitoral da governadora.
Voz do leitor: "O Simp na Fenadoce"
Leitora Maria do Rosário Diogo escreve: "Como cidadã pelotense, lamento a atitude do Simp (Sindicato dos Municipários) e de alguns funcionários (protesto na Fenadoce). Se está ruim, pede demissão e vai trabalhar na iniciativa privada, pra ver o que é bom - sem estabilidade. No momento em que Pelotas tenta reerguer-se de anos de estagnação e em que a iniciativa privada dá sinais de recuperação da economia, remando contra a maré rancorosa dos partidos de esquerda, acontece esse lamentável episódio (protesto), pra não falar da também lamentável interrupção da pauta na Câmara, onde o interesse de poucos sobrepõe-se ao interesse da maioria da população. Se querem melhores salários, que estudem, trabalhem oito horas por dia, que não tenham estabilidade, que tenham ambição de crescer trabalhando e não apenas recebendo vale-comida, vale-transporte, vale-família... Há funcionários públicos dignos de reconhecimento, mas uma parte, infelizmente, é capaz de truncar nossa cidade com atitudes descabidas".
Escultura vai homenagear cães de rua

A quantidade absurda de cães sem dono que vagueiam por Pelotas fez com que um artista local produzisse uma escultura para homenagear a liberdade desses animais, tratados na cidade como vacas sagradas da Índia, graças a uma lei que proíbe o recolhimento deles ao canil municipal por muito tempo. Se ninguém os reclama no canil, a prefeitura tem de devolvê-los às ruas, pois está proibida a sua eliminação física. A escultura, assinada por Leopoldo Basset, será alojada na esquina do calçadão da Rua Andrade Neves com a Rua Marechal Floriano. A notícia acima é falsa, mas pelo menos a gente avisa.
Envolvimento Sustentável

Anderson Reichow
Estudante de Direito
Quando duas palavras se grudam nos discursos políticos, nunca mais se desatam. Exemplo: desenvolvimento sustentável. Na oratória demagógica, isso é sinônimo de um progresso responsável, freado e refreado. Só que na prática ninguém quer maneirar no fermento e nossa vida só se entope de porcarias num desatino incontrolável. Mesmo assim o binômio não sai de cena. Seu prestígio só cresce, junto com a nossa insensatez e o tal desenvolvimento.
O progresso, ele próprio, é a causa do nosso delírio. Representa um desvario que vem com as necessidades fajutas criadas em guerras, passeios espaciais, mergulhos abissais etc.
É assim que o quotidiano se dissolve em problemas artificiais, de segunda ordem. Pelo menos se as grandes invenções fossem ingênuas, como a panela de teflon, estaria tudo bem. Mas junto com a prosaica panela que não deixa grudar, a Segunda Guerra nos legou a bomba atômica. Tivemos prejuízo.
Nessa brincadeira descontrolada da civilização, sempre sobra o pior para a dimensão ecológica da existência. E tem gente que vê nos protocolos ambientais um entrave para, adivinhem, a evolução da humanidade.
Recentemente o Ministro do Meio Ambiente anunciou um pacto verde com o BNDES para vetar incentivos a negócios ligados à pecuária na Amazônia, já que a criação de gado é a principal causa do desmatamento. Os pecuaristas retrucaram, colocando em pauta o desenvolvimento da região Amazônica.
Mas a floresta precisa é de conservação, e não de desenvolvimento! Assim como nós também não precisamos diminuir a espessura da TV e o tamanho do celular. Temos mesmo é de olhar para o grande débito acumulado e assimilar a gravidade da conjuntura.
Enquanto a geração de 60 se preocupava em reinventar o mundo, a geração atual tem o trabalho de garantir que nosso pequeno planeta não se esvaia num colapso. Os veteranos falharam, e se não houver uma virada os “bixos” caminharão pela mesma trilha.
Só tem um jeito: parar no tempo. “Congelar” a tecnologia e a criatividade inúteis. Esperar que primeiro e terceiro mundos se encontrem numa maneira um pouco mais simples de viver, para darmos juntos o próximo passo.
Se esse sonho maluco de stand-by não for possível, eu me arrisco na separação do binômio lá do início: ‘des’-envolvimento sustentável. Enquanto se pensar no progresso como um caminho que se trilha desigualmente, a realidade apontará para a completa falta de envolvimento com os problemas urgentes do nosso tempo. Uma falta de envolvimento e compromisso com o que nos torna humanos.
Músicos pelotenses estreiam CD
O projeto Sete ao Entardecer apresenta nesta terça (9) "As flores", no Theatro Sete de Abril, a partir das 18h30. O espetáculo músical reúne canções do CD de estreia de Guilherme Fiss e Fernando Leitzke Jr. Serão tocadas músicas do disco, além de sucessos consagrados como "wave", "garota de ipanema", "lamentos", "carinhoso". A entrada é franca. A convite acima tem assinatura do designer Tobias Mülling e foto de Gabriela FonPer.
Domingo, Junho 07, 2009
Inventário do tempo
George Bernard Shaw (1856-1950) amava fotografia. Ele próprio escolheu a pose para homenagear a escultura "O Pensador" de Rodin. Pensador, escritor e dramaturgo, Shaw nasceu em Dublin, Irlanda, e iniciou carreira como crítico de arte. Escreveu ficção e ensaio, sempre com ironia cortante e visão do mundo peculiar. Consagrou-se no teatro, deixando clássicos como "A Profissão da Sra. Warren" (1902) e "Pigmalião" (1913). Esta última foi sua peça mais popular; em 1964, ela deu origem ao filme "My fair Lady". Foi agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura em 1925. Pensamentos de Shaw
Não há amor mais sincero que o da comida.
A minha especialidade é ter razão quando os outros não a têm.
Quando um tolo pratica um ato de que se envergonha, declara sempre que fez o seu dever.
Uma vida inteira de felicidade? Ninguém agüentaria: seria o inferno na terra.
De uma pequena tolice e uma enorme curiosidade resultam muitos casamentos.
O pior crime para com os nossos semelhantes não é odiá-los, mas demonstrar-lhes indiferença: é a essência da desumanidade.
Há duas tragédias na vida: uma, a de não alcançarmos o que o nosso coração deseja; outra, a de alcançá-lo.
Jogo de xadrez - é um expediente tolo para fazer com que pessoas preguiçosas acreditem que estão fazendo algo muito inteligente, quando estão apenas perdendo tempo.
O martírio é a única maneira de ganhar fama sem ter competência.
Nunca espero nada de um soldado que pensa.
Livro didático, negócio da China no Brasil
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João Alberto da Silva
Doutor em Educação
Nesta segunda-feira (08/06) começa nas escolas públicas a escolha dos livros didáticos para 2010. O sistema que o Ministério da Educação montou é interessante, pois fornece material gratuito aos estudantes da Educação Básica. Os professores são os responsáveis por escolher diretamente os título que serão adotados pelos próximos três anos. Já foi assim em 2006 e está planejado que se mantenha para 2012.
Há algum tempo os docentes (mesmo em Pelotas) são cortejados pelas editoras para que escolham determinados livros. Algumas empresas chegam a montar verdadeiros kits de sedução para que tenham escolhidos os seus materiais. Na verdade, toda esta situação envolve uma quantia muito grande de dinheiro.
Em uma rede municipal como a de Pelotas, se cada estudante receber dois livros didáticos (às vezes, número maior), são cerca de 50 mil exemplares. Este número de livros multiplicado pelo custo hipotético de R$ 20 (por livro), chegamos ao resultado de R$ 1 milhão só para Pelotas. Imaginem isso no país inteiro. É o negócio da China em pleno Brasil.
Já existe um lobby das editoras percorrendo as escolas há bom tempo. Especialistas são recrutados para avalizar títulos propostos. Recursos multimídias são incorporados ao papel impresso. Textos publicitários vendem mágicas pedagógicas. Tudo isso, claro, em nome da melhoria da educação e dos generosos lucros que podem ser obtidos.
Penso que o Governo Federal está fazendo sua parte: fornece os livros para todos, permite que os professores escolham os mais adequados, compra e entrega na escola. Os professores, por sua vez, têm mais este desafio: escolher um material pedagógico de eficiência para ajudar o trabalho com as crianças.
Mais do que um fetiche pelas cores, pela qualidade do papel e pelo bom papo do vendedor, cabe analisar a consistência do conteúdo e da proposta pedagógica real que está percorrendo a obra que se está avaliando. Como em tudo na vida, existem livros didáticos muito bons, mas outros, nem tão bons assim. Esperemos que os professores tenham competência em suas escolhas.
Invenções...
Gabarito da prova de seleção para IF-Sul
| PORTUGUÊS | QUÍMICA | BIOLOGIA |
| 1-B | 11-D | 21-C |
| 2-C | 12-C | 22-C |
| 3-A | 13-C | 23-D |
| 4-D | 14-C | 24-A |
| 5-B | 15-D | 25-C |
| 6-D | 16-A | 26-B |
| 7-A | 17-B | 27-B |
| 8-A | 18-C | 28-A |
| 9-C | 19-B | 29-B |
| 10-B | 20-A | 30-D |
Flagrantes da Fenadoce
A Feira Nacional do Doce (Fenadoce), que tem neste ano sua 17ª edição, além de um espaço destinado a movimentar a economia e os negócios, é uma oportunidade cultural para os visitantes. A feira apresenta mostras de arte, pintura, cinema, figurinos, entre outras expressões. A Fenadoce termina no dia 21 de junho. A foto acima é de um espetáculo da abertura do evento.Foto: Eduardo Rickes
Exposição Doces Pinceladas apresenta trabalhos de pintores pelotenses. Participam da mostra 12 artistas: Olga Maria Kaster Reis, Rosa Alice Bender, Vera Lucia Cabral Souto, Nauri Saccol, Elenise Cassal de Lamare, Arlinda de Carvalho Magalhães Nunes, Helena Ferreira, Maria da Graça Jardim Antunes, Sandra Hadler Kulm, Ana Muñoz, Renata Martins Moraes e Túlio Oliver.
Um estande traz os vestidos usados pelas garotas "embaixatrizes" da Fenadoce nas últimas 14 feiras. Não foi possível resgatar os figurinos das duas primeiras edições da festa. Os modelos são um passeio pelo trabalho dos figurinistas pelotenses.
"Embaixatriz institucional da Feira Nacional do Doce (Fenadoce), a "rainha" Juliana Buttenbender, 24 anos, estudante de Direito da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), num momento de descontração.
Ulisses e a volta para casa

Marcos Macedo
Crítica literária
Conta Homero que Ulisses fingiu-se de louco para não ir a Tróia, mas, descoberto seu ardil, não teve como escapar, e, uma vez na guerra, comportou-se como todos os gregos, com ganância e amor pela glória. Ulisses passou 20 anos longe de casa, 10 lutando em Tróia, e mais 10 tentando encontrar o caminho de volta para a ilha de Ítaca. Consta que, antes de zarparem de Tróia, os gregos ofenderam a deusa Atena; esta aliou-se a Poseidon, deus do mar, inimigo dos gregos, para impor-lhes “retorno demorado e desastroso à pátria”.
Essa penalidade sempre pareceu aos gregos o castigo por seu comportamento impiedoso na guerra. “O homem que destrói cidades é demente”, escreveu Eurípedes em “As Troianas”, “quem age dessa forma cedo há de perder-se”. E pelas palavras de Zeus na Odisséia, a fonte do mal e das desgraças não são os deuses, mas a própria loucura humana, por isso era natural que os gregos sofressem as conseqüências de seus ultrajes.
Na viagem de volta a Ítaca, Ulisses passou sete longos anos na ilha de Ogígia, cativo da bela Calíope. Ela o amou e prometeu fazê-lo imortal, sem jamais envelhecer, desde que em troca ele aceitasse casar-se com ela. “Não pôde, porém, conquistar meu coração”, recusou Ulisses, essa que era a glória maior, tornar-se um deus.
Ulisses ainda vai enfrentar tribulações, causadas por Poseidon, que só vão cessar quando ele joga ao mar suas roupas, os últimos presentes de Calíope. Ulisses tem de abandonar até as pequenas ambições materiais para garantir seu retorno.
Quando finalmente desembarca em Ítaca, Ulisses enfrenta os “vagabundos que querem tirar proveito como podem, todos mentirosos que não dizem a verdade”, que O vivem às custas de seus bens, na esperança de desposarem sua esposa Penélope.
O Ulisses arquetípico parte para o mundo em busca de glória e riqueza. Para retornar, precisa abandonar toda e qualquer ambição, mesmo as menores, porque em sua terra há menos oportunidades.
Odisséia (box com 3 volumes)
Homero / Tradução de Donaldo Schüler
L&PM Editores
806 p.
R$ 43,50
E-mails para o autor: msmacedo@terra.com.br
Outras obras disponíveis na MundialVida líquida / Madame Freud /Os cães ladram / Um certo capitão Rodrigo / O chefão / Uma história íntima da humanidade / Mães e filhos / Chorar sobre o leite derramado / Em busca de sentido / Os trabalhos e os dias / Vida conjugal / Doutor Jivago / Mãos de cavalo / Eles eram muitos cavalos
Miniconto: Dois em um
Escritora
Não sabia em qual dos dois Fernandos acreditar: no que mandava mensagens apaixonadas pelo celular, ou no que fazia questão de manter o relacionamento a uma prudente distância. Até o dia em que percebeu que o homem sensível cada vez mais se escondia sob uma carapaça há muito tempo forjada. E, pelo visto, inexpugnável...
Sábado, Junho 06, 2009
A la minuta do Aquários

Slow Food
Crítica de Gastronomia
Domingo passado, o blog destacou o “Canto dos desejos” na lancheria do Aquários, que resume prazeres viscerais, sociais e românticos, e até filosóficos e espirituais – o lugar é como um templo religiosamente aberto todos os dias, das 7h às 22h.
Os pratos “a la minuta” têm três opções: filé grande (R$ 19,50), filé pequeno (R$ 13,50) e frango (R$ 11). Todos incluem arroz, fritas, ovo, alface e tomate, podendo ser retiradas ou acrescentadas porções, seguindo o preço de cada uma. Por quantidade, é impossível ficar insatisfeito.
Neste sábado às 16h, tivemos a sorte de achar o cantinho livre justo ao chegar, e ser atendidos em somente 3 minutos. A minuta (no sentido de “rápida, num minuto”) neste caso não fez jus ao nome: chegou em 20 minutos.
Qualquer bebida acompanha bem, mas ainda o paladar pede um doce no final (costuma haver sempre quindins, camafeus e bem-casados) e o clássico cafezinho, que a casa às vezes dá como cortesia pós-almoço.
O lado fraco do Aquários, que já tem 55 anos de existência, é um atendimento precário, que depende da variável boa vontade dos funcionários. Nesta curta visita, vimos um freguês limpando a mesa, outro se retirando pela demora, a maioria esperando pacientemente.
Gran Torino confirma maestria de Eastwood
Clint Eastwood, diretor e ator de cinema, é como vinho. Fica melhor a cada ano. Acabei de assistir ao seu último filme, Gran Torino. Uma história narrada como um conto. Enganosamente simples, pois recheada de significados, sobre os quais se fica pensando depois que termina. A narrativa é enxuta, nada falta, nada sobra, todos os personagens, todas as falas, tudo "derrama para dentro".
Eastwood também trabalha no filme. Ele interpreta Walt, ex-mecânico da Ford, onde ficou conhecido por alinhar a direção do automóvel Gran Torino antes de seu lançamento. Ele tem orgulho de sua passagem pela empresa e saudades dos áureos tempos dos EUA como país. Tanto que um exemplar do Gran Torino dorme em sua garagem ao lado de uma picape.
O filme começa com o velório de sua mulher e a preocupação dos filhos mais velhos com o destino do pai, já que Walt está velho. Mas ele se nega a abandonar sua casa num bairro pobre para ir viver num pensionato moderno de atendimento a idosos, como eles querem.
Passa os dias sentado na varanda, remoendo feridas passadas. Veterano de guerra, Walt é assombrado por fantasmas de coreanos que matou no campo de batalha, mas também pela má relação com seus dois filhos adultos - um deles, para seu desgosto, vendedor de carros asiáticos.
Homem tradicional, cético, duro consigo e com os outros, é famoso também por sua rabugice, que se acentua quando uma família de chineses se muda para uma casa ao lado da sua. Uma família de mulheres com um casal de adolescentes sem pai, cujos traços físicos sugerem a reencarnação dos que ele matou em combate na Coréia.
Os dois jovens irmãos da família asiática são constantemente importunados por uma gangue e pouco a pouco Walt se torna uma espécie de pai e protetor deles. Os dois, ao contrário dos filhos de verdade do velho combatente, não se incomodam com a inflexibilidade dele e acabam vencendo sua resistência, tornando-se motivo do afeto do velho mecânico.
A preocupação com eles torna-se o sentido da existência de Walt, que tem a oportunidade de amansar os fantasmas juvenis dos soldados que matou. Uma outra guerra, contudo, o assombra. Ela ocorre nas ruas da agora fraturada sociedade americana, simbolizada pelas ameaças e as agressões da gangue contra os protegidos de Walt. Para complicar, o conflito se acentua, obrigado-o a tomar uma decisão radical.
Eastwood é um minimalista. Seus filmes não têm efeitos especiais, tomadas espetaculares. São artesanais, bordados com sutileza. No final, a soma de todos os pontos delicados toma forma e vulto - sem exceder-se jamais.
Gran Torino, sobretudo pelo final, soa como um "testamento" de Eastwood. Se ele morresse amanhã, teríamos neste filme uma bonita despedida de sua passagem por este mundo e uma assinatura de sua obra como artista.
Velázquez
O dia em que Fetter superou Yeda
Sábado, 6 de junho de 2009.Fetter Jr. (PP), prefeito de Pelotas, tomou vaia de sindicalistas na abertura da Feira Nacional do Doce (Fenadoce) na noite desta sexta (5). Já a governadora Yeda Crusius (PSDB), informada por sua assessoria do protesto armado contra ela pelos mesmos manifestantes presentes ao Centro de Eventos da Feira, deu meia volta do aeroporto de Pelotas para Porto Alegre, direto para o conforto de sua bela mansão, onde lava as mãos com água quente.
Política se faz, entre outras coisas, com coragem e espírito público, qualidade que faltou a Yeda e sobrou em Fetter na noite gelada de ontem. Ambos, na função que exercem, são passíveis de protestos e de aplausos. É um risco da sua posição.
Sendo assim, além da grosseria da ausência depois de confirmar presença ao presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Ricado Jouglard, a fuga de Yeda macula ainda mais sua trajetória ao invés de preservá-la. Yeda se apequenou.
Como se sabe por qualquer livro de psicologia, quanto mais se foge dos problemas, mais eles tomam proporções. No caso da governadora, o desafio psicológico de entendê-la é maior, já que ela é perseguida por fantasmas criados em seu próprio governo.
Mesmo assim, pensando exclusivamente em si (na sua imagem), a governadora acabou virando às costas a um evento tradicional do calendário gaúcho, aos organizadores do evento e à população pelotense.
Por causa de cerca de 100 vozes contrárias, esqueceu do papel público que representa. O que ficou pensando a maioria do público que não vaiava?
Já Fetter, que vive um impasse com o comando dos municipários por reajustes salariais que a prefeitura diz não poder pagar, enfrentou a democracia das vaias, que, por sinal, não escolhem lugar nem hora, capazes de se abater sobre figuras públicas e privadas sem aviso.
Quando teve a chance, ao microfone, o prefeito respondeu com a frase: "O silêncio dos que nos ouvem fala muito mais alto do que o barulho de uns poucos".
Mesmo que tenha sido uma frase de efeito ensaiada para momentos assim, ele teve a grandeza de pensar na importância de sua presença ao evento como homem público. O que pensaríamos se Fetter tivesse dado meio volta para casa?
Político pode ser bom ou ruim, leniente ou não, corrupto ou não, quem vai julgar isso é a população, com a intermediação da imprensa. Só não pode fugir de seu destino. O pior homem público é capaz de sair ileso da pior tempestade, mas será preciso atravessá-la de peito aberto, sem medo da reação do público. Se fugir, a luta estará perdida de antemão.
Esta atitude Fetter demonstrou ontem, Yeda não. Por paradoxal que seja, a ausência da governadora preencheu uma lacuna. O fantasma de Yeda engorda a cada dia.
Sexta-feira, Junho 05, 2009
OI, não. Tchau!!!
Todo o dia recebo pelo menos cinco ligações do telemarketing da empresa, mesmo que eu já tenha pedido há tempos que não me ligassem mais.
A companhia deveria rever seu marketing, pois conheço um monte de gente que resolveu cancelar a operadora de suas vidas por causa da insistência desses telefonemas.
Yeda desiste de visitar Fenadoce
Cerca de 100 manifestantes esperavam por ela dentro do pavilhão. O grupo estava localizado numa arquibancada e estendia faixas de protesto. Uma delas traz a inscrição: "Governo da roubalheira".
A governadora era esperada no palanque pelo prefeito de Pelotas, Fetter Jr., o deputado estadual Nelson Härter, o deputado federal Fernando Marroni, entre outras autoridades.
Dia Mundial do Meio Ambiente
Obra analisa 'redes sociais' na internet
Uma nova obra sobre a internet e sua influência na sociedade chega ao mercado. Chama-se Redes Sociais na Internet, da autora Raquel Recuero. A obra, publicada pela editora Sulina, trata das alterações em curso nas formas como nos relacionamos uns com os outros, em comunidades virtuais, sociedades em rede ou nas chamadas tribos urbanas. Raquel Recuero é professora na Universidade Católica de Pelotas (UCPel), além de pesquisadora de renome na área. O lançamento do livro ocorrerá a partir das 18h do próxima terça (9), na livraria Vanguarda, em frente ao Campus I da UCPel.
Breve registro de uma "peça" da natureza
Marieta CazarréJornalista e antropóloga
Jorge é uma tartaruga. O último da sua espécie, originária das Ilhas Galápagos.
Estima-se que o jovem rapaz tenha uns 110 anos, aproximadamente. Levando-se em consideração que as tartarugas chegam a viver mais de duzentos anos, ele está na flor da idade.
Aí botaram o Jorge em contato com tartarugas fêmeas de espécies (reinos, filos, famílias, sei lá) parecidas, para tentar reproduzir. Após meses de expectativa, os pesquisadores identificaram que uma dessas tartarugas tinha posto nove ovos. Surgia então, a esperança.
No entanto, o tempo passou e nunca saíram tartaruguinhas daqueles ovos. Tempos depois, outra fêmea botaria ovos. De novo, nada.
Descobriram que Jorge é infértil.
O último exemplar da espécie, a última esperança, não pode reproduzir. Ironias do destino.
David Carradine fez fama pela não-violência
No papel que o guindou para a fama e a riqueza, o ator David Carradine, que apareceu morto por enforcamento ontem (quinta, 4) no quarto de um hotel na Tailândia, vivia um monge seguidor da filosofia da não-violência na série de tevê Kung-Fu, sucesso no Brasil e em outros países nos anos 1970.
Ele interpretava um chinês. Vivia, porém, em solo americano, entre cawboys toscos e xenófobos que o hostilizavam a todo instante, obrigando-o a levar ao limite a tradicional "paciência chinesa".
Ao contrário dos heróis de hoje, seu personagem suportava insultos de todo o tipo. Só entrava em brigas depois de ser atacado fisicamente. Mesmo assim, utilizava os movimentos do oponente para derrotá-lo sem grande esforço.
A cada abertura e encerramento dos episódios, em que a história se repetia (as hostilidades, a tolerância e a reação aos ataques físicos com grande habilidade marcial), ele aparecia caminhando no deserto, comovendo-nos com sua solidão de "desterrado" sobre a Terra. Uma solidão que só poderia ser suportada com paz interior, que o seriado fazia-nos crer possível para ele.
A morte do ator de 72 anos permanece envolta em mistério, mas as primeiras informações sugerem suicídio. Se foi assim, terá sido uma ironia cruel.
O homem que ficou famoso por viver um pacifista deixa a vida pelas próprias mãos, de forma violenta. Igualmente sozinho, num outro tipo de deserto e sem paz interior, relembrando-nos que o mito é incapaz de esconder a fragilidade da vida humana.
Valeu, David, dirão os garotos dos anos 1970 hoje beirando os 50 anos de idade, que trazem gravada sua figura de chinês enjeitado que sobrevivia entre os coiotes.
O texto acima foi escrito antes de se sabermos o motivo da morte de David. Foi este: Segundo a polícia tailandesa, como David foi encontrado com cordas amarradas em seu pescoço e genitais, a versão que prevalece é de que tenha morrido por uma asfixia acidental durante ato sexual.
Tucano reclama de contradição do PT: "No governo Marroni eram contra o trancamento da pauta na Câmara, agora são a favor"
Em entrevista ao blog, o vereador Eduardo Leite (PSDB) disse que, em 2003, na administração de Fernando Marroni (PT), o então prefeito encerrou unilateralmente negociações com o Sindicato dos Municipários (Simp) e, mesmo assim, a Câmara não tomou uma atitude extrema como o trancamento da pauta - em vigor na Casa há três semanas. Para se ter ideia, conta Leite (foto ao lado), no dia 3 de junho de 2003, a vereadora Miriam Marroni (PT), mulher do prefeito (hoje novamente vereadora), dizia na tribuna:"Eu não posso aceitar um movimento que mente, ofende e não reconhece o sacrifício e a prioridade que o governo (Marroni) deu a sua categoria".
Miriam, assim como os outros três membros da bancada do PT na Câmara, votou esta semana pela renovação do trancamento da pauta de votação, em apoio aos municipários, que vivem um impasse com a prefeitura, reivindicando reajustes salariais e de outros benefícios acima do que a prefeitura diz poder pagar. Eduardo Leite votou contra.
"Quem assiste hoje aos discursos inflamados da oposição, que na época era situação, tem de saber que estas pessoas tiveram oportunidade de resolver problemas semelhantes quando eram governo, mas não o fizeram. Agora, na oposição, adotam postura diferente", critica Leite. "Faço esse alerta porque acho essencial a responsabilidade e coerência no trato da matéria", acrescenta.
Leite pesquisou em atas das legislaturas passadas a posição de Miriam Marroni e de outros vereadores petistas do governo de Fernando Marroni sobre o mesmo conflito com o Simp agora reinstalado. Além da fala de Miriam (acima), ele encontrou outras manifestações do que chama de "incoerência da bancada oposicionista".
Numa delas, diz Leite, o então vereador Mattozzo (PSB), da base do governo Marroni, disse em 22 de maio de 2003:
"Definirmos que não vamos votar nada em pouco altera a relação (do governo com o Simp). Acho que a proposta (de trancar a pauta) é anti-regimental, porque a Câmara não tem possibilidade legal de não votar projetos que são do Executivo".
Noutra manifestação daquela época, o então vereador Eduardo Abreu (PT), disse em 23 de maio de 2003:
"Isto (o trancamento da pauta) seria um movimento "paredista", um movimento grevista? Contra quem, contra o Governo (Marroni)? Este seria um movimento contra toda a sociedade, contra toda uma comunidade. Isto se constitui em ato que pode nos levar no mínimo a uma responsabilidade civil. E eu me pergunto se os vereadores teriam a cara-de-pau de receber seus salários?
Pauta se arrasta há anos
Eduardo Leite diz que o pleito dos trabalhadores é justo. "Os salários estão abaixo do que a categoria merece". Alerta, contudo, que há formas de luta mais adequadas do que utilizar o trancamento de pauta com a conivência de parlamentares. Reforça que "é necessário levar em conta que o problema se arrasta há vários governos sem solução, por causa da precária situação financeira do município".
Quinta-feira, Junho 04, 2009
Simon diz que general Leônidas 'mandou' empossar Sarney no lugar de Tancredo
"Na noite da morte de Tancredo, eu, o Ulysses Guimarães, e outros políticos, estávamos reunidos num quarto do Hospital de Base, de Brasília, discutindo quem deveria assumir a presidência da República. Havia quase um consenso de que Ulysses, na condição de presidente da Câmara Federal, era o indicado, uma vez que Tancredo não havia tomado posse no cargo".
"Foi quando chegou o general Leônidas Pires Gonçalves", contou Simon.
O general estava fardado e com uma Constituição na mão. Argumentou que, de acordo com a Carta, quem deveria assumir no impedimento, doença ou morte do presidente era o seu vice. Eu tentei protestar, mas fui contido por Ulysses, que concordou com o general.
Risco na transição
Sacramentado o nome de Sarney para substituir Tancredo, cujo estado de saúde se agravava sem recuperação possível e com o desfecho conhecido, Simon conta que cobrou de Ulysses aquela posição de concordância com o general.
"Ulysses foi muito claro. Ele se justificou, lembrando que, naquele clima de tensão em que vivíamos, quem coordenava o esquema militar e garantia a transição do regime militar para a democracia era o general Leônidas, nosso aliado. 'Já imaginou o que pode acontecer se questionamos o general, que está citando a Constituição? É possível que se crie um impasse constitucional e, nesse ambiente, ele mesmo resolva assumir a presidência para garantir a ordem'".
Programa Falando Francamente
A entrevista de Simon vai ao ar nesta sexta (5), às 7h45, pelo canal 115 da Sky, com reprise no domingo, às 11h20, e na segunda, às 22h. Também é possível assistir através de antenas parabólicas ou pela internet no endereço http://www.rtve.pr.gov.br/
Yeda vem para inauguração da Fenadoce
Taison, o presidente da CDL, Ricardo Jouglard (esq) e prefeito Fetter Jr.
A 17ª Feira Nacional do Doce (Fenadoce) será inaugurada oficialmente nesta sexta (5), no terceiro dia de funcionamento, a partir das 19h30, em Pelotas.
A governadora Yeda Crusius estará presente, juntamente com o deputado estadual Nelson Härter, representando a Assembléia Legislativa, e mais os deputados federais Claudio Diaz, Afonso Hamm e Fernando Marroni, além do prefeito Fetter Jr.
A cerimônia será realizada no lado externo do Centro de Eventos, onde será montada uma estrutura em frente ao novo pórtico de entrada da Festa, mesmo local onde ocorrerão os desfiles temáticos.
O jogador do Internacional Taison esteve na feira na tarde desta quinta (4). Ele distribuiu autógrafos e foi fotografado com centenas de pessoas. “Há dois anos eu não visitava a Fenadoce, estou surpreso com o tamanho da feira” comentou.
“Não posso esquecer das compras! Prometi que vou levar os famosos doces de Pelotas para os meus amigos do Inter”, disse.
Taison fica na cidade até a noite de amanhã (sexta, 5), depois volta a Porto Alegre, para se preparar para o jogo da final da Copa do Brasil contra o Corinthians.
Maryam canta em Pelotas
Crítica de Cultura
A cantora Maryam, que apresentei nesta seção há poucos meses, tem duas apresentações programadas na Fenadoce.
Há um mês ela abriu um blog onde se pode conhecer mais de seu repertório e seus momentos pessoais.
Mariana Santangelo nasceu em Bagé, canta em shows desde os 14 anos e seu estilo é pop-rock. A música que está no demo é "Coisas que eu queria te falar", composição dela, gravada em 2006.
Apresentações
Domingo 7 às 17h, no palco da Cidade do Doce, canções acústicas.
Domingo 21 às 15h, na Praça de Alimentação, show com banda.
Uma bela foto da Fenadoce
Justiça proíbe UFPel de utilizar Enem no lugar de vestibular como forma de acesso em 2010
A Justiça Federal acolheu nesta quinta (4) Ação Civil Pública da Procuradoria da República de Pelotas e proibiu a utilização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como mecanismo de ingresso exclusivo na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) em 2010. A liminar judicial foi concedida na forma de "tutela antecipada", ou seja, antes do julgamento do mérito. O caso vai agora a julgamento em primeira instância. A universidade pode recorrer.Mãos nas consciências
Como a Câmara de Vereadores mantém a pauta de votações trancada há quase 20 dias, em apoio ao movimento dos servidores municipais por aumento salarial, não tenho visitado o site da Câmara ultimamente. Concluída triagem de roupas no Grande Hotel
O material (cerca de 100 mil peças, segundo uma funcionária) estava no Grande Hotel há quatro meses, sem destinação.
As roupas estão sendo encaminhadas a instituições sociais cadastradas para receberem as doações. Os voluntários permanecem no hotel, fazendo agora a triagem de calçados, que deve ser terminada nesta sexta (5).
Leia mais
- Flagrante de 'descaso' depois da enchente
Voz do leitor
Transporte seguro

De fato, o avião é o meio de transporte mais seguro do mundo. O problema é que, quando acontece alguma porcaria, é brabo que sobre alguém pra contar a história. Afinal não é todo voo que dispõe de um piloto ninja, talvez um fã ardoroso do Ayrton Senna, capaz de pousar na água.
Um fato me impressionou nesse acidente: não faltou gente pra dizer que o seriado Lost está virando realidade. Não tem 5 dias que o avião desapareceu, mas essa piadinha de humor negro já está mais velha que andar pra frente. Também vi muita gente cogitando a possibilidade de o avião ter sido sequestrado ou atacado por alienígenas. Talvez sejam viciados em Independence Day e Sinais.
Pior: teve espírito de porco que se achou engraçadão e foi dizer que acharam sobreviventes do voo. Depois dizem que as câmeras escondidas do Serginho Mallandro não influenciam negativamente as pessoas.
Quando localizaram os destroços, disseram que "podem ser do avião". Podem? Se não fossem do avião, seriam de quê? De outro avião que se perdeu e ninguém soube? De algum cruzeiro cheio de universitários riquinhos que estavam com vontade de jogar poltronas de avião no mar? Ou fuselagem de avião faz parte da biodiversidade marinha da região?
Sou do tempo em que as pessoas sonhavam com um futuro tecnológico insano. Vi pessoas falarem convictas que, no ano 2000, teríamos carros voadores estacionando sozinhos. Seriam a solução para o trânsito.
Pois bem: estamos longe de resolver os problemas do trânsito terrestre - Pelotas que o diga. Pedágios serão polêmica enquanto existirem e carros não dirigem sozinhos quando bebemos. Se misturarmos isso aos aviões, que têm falhas de comunicação com torres e "pontos cegos" no ar, já imaginaram a balbúrdia que os carros voadores seriam?
Prefiro a piadinha besta do Lost. Causa menos acidentes.










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