Terça-feira, Agosto 04, 2009

O tempo

Meu aniversário de 87 anos se aproxima e
as pessoas me perguntam do que eu gostava mais.
Eu lhes digo: um processo de paternidade.

Georges Burns

"Marina lá"

Surgiu o primeiro site de Marina Silva presidente do Brasil.

Saia justa

A foto acima é de uma praia dos EUA, 1922. Naquele tempo, a lei proibia que saias de banho tivessem altura superior a 15 cm acima do joelho. Na imagem, um fiscal faz valer a lei. A 'moderninha' que a infringisse era punida com multa por desobediência e abandono da praia.

Blog que apoia Dilma estimula fraude em concurso

Deu no blog do Noblat
"Quero pedir encarecidamente a todos os amigos e simpatizantes do Blog Desabafo Brasil e Blog da Dilma, que votem no BLOG DA DILMA no Concurso TOP BLOG. Precisamos que cada um vote 10 vezes, utilizando 10 e-mails diferentes. Atenciosamente, Daniel Pearl - editor."

Em tempo: a ministra não pode ser responsabilizada pelo que seus apoiadores fazem ou deixam de fazer.

Quem não votou no blog Amigos e quiser, não precisa fazer como o blog que apoia Dilma propõe


Estamos participando do Prêmio Nacional Top Blog. Neste momento estamos situados entre os 100 blogs mais bem votados do país na nossa categoria, entre 64.937 blogs inscritos. A votação segue até 18 de agosto. Quem não votou, e quiser, basta clicar no selo acima e depositar seu voto. Como diz um certo jornalista de tevê, "me ajuda aí, ô..."

Marina pode trocar PT por PV e concorrer à presidência do país

O PV apresentou à ex-ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, uma pesquisa nacional feita pelo instituto Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas) com 1.000 pessoas, em que o nome dela foi colocado como possível candidata à Presidência da República, informa a coluna de Mônica Bergamo, publicada nesta terça (4) pela Folha.

Segundo a coluna, Marina aparece com até 12%, e a pesquisa foi realizada há cerca de dez dias. José Luiz Penna, presidente nacional do partido, confirmou a informação.

A coluna informa que ele disse que Marina pediu tempo para pensar na proposta de mudar do PT para o PV e virar candidata.

29 mil gaúchos têm o vírus da gripe A

A secretaria de Saúde do RS informa que a gripe A deve atingir seu pico de contágio na terceira semana deste mês. Ontem, com a notificação de mais quatro mortes pelo vírus H1N1, subiu para 29 o número de mortes confirmadas no estado. A secretaria prevê que haja neste momento cerca de 32 mil pessoas infectadas no RS. Até o final da terceira semana, haverá, segundo projeções oficiais, 100 mil pessoas infectadas. A previsão é de que a doença atinge 1% dos gaúchos até o final deste ano. Em Pelotas, até agora, não houve mortes confirmadas por causa do vírus H1N1. Um óbito está sendo investigado.

Puro prazer

Segunda-feira, Agosto 03, 2009

UFPel suspende atividades por causa da gripe

A reitoria da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) resolveu suspender as atividades de 9 a 17 de agosto, por medida de prevenção ao contágio pelo vírus da Gripe A. A aula magna do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que estava marcada para a próxima sexta, foi transferida para outubro.
A notícia está no site da instituição.

Voz do leitor: LIC e as salvaguardas

Leitor Jorge Costa escreve: "Se houvesse uma Lei Municipal de Incentivo à Cultura, haveria um fundo de cultura, mecanismo a ser usado, por exemplo, em momentos como esse, em que os espetáculos foram cancelados (acertadamente) no Theatro Sete de Abril, por causa do risco de contágio da gripe A.

Como não há aquela lei local, os produtores, que lutam com dificuldades, ficam ao Deus dará, no prejuízo, numa hora como essa. Não precisava ser assim.

A situação mostra que a prefeitura de Pelotas não trabalha, na área cultural pelo menos, com planejamento e visão, como deveria. Em outras palavras, com competência. Torçamos para que, em breve, a LIC Municipal seja aprovada. Todos têm a ganhar com ela".

Produtor cultural diz que foi destratado por "secretário de Cultura local"

Caio Lopes, Juca Chaves e Alexandre Mattos
Caio Lopes, sócio-proprietário da Caio Produções Culturais, envia a mensagem abaixo. Nela, ele afirma que foi destratado aos gritos e ofensas pelo secretário de Cultura, Mogar Xavier, durante reunião nesta segunda (3), em que foi tentar um acordo para amenizar seu prejuízo com o cancelamento (por causa da Gripe A), de um espetáculo por ele contratado para o Sete de Abril. A seguir, a carta:

"Gostaria de tornar público a forma como fomos atendidos pelo Secretário de Cultura de Pelotas, Mogar P. Xavier. Eu, Caio Lopes, e Alexandre Mattos, meu sócio na produtora, procuramos o secretário averiguar a possibilidade de reaver nosso prejuízo com o cancelamento do show do Delicatessen por parte da Secretaria de Cultura (por causa do risco de contágio pela Gripe A) e remarcar uma data para o espetáculo.

Ao chegarmos à secretaria, ouvimos o secretário, aos gritos, ordenando que nós entrássemos em sua sala, onde estava também a diretora do Theatro Sete de Abril. O secretário bateu na mesa e gritou:

- O que tu quer? Fala rápido, pois não posso perder contigo mais de um minuto.

Respondi que o que eu tinha para falar durava mais do que um minuto. Ele, gritando, respondeu: "Eu não te conheço, conheço apenas ele" - referindo-se a meu sócio. Não me dirigiu a palavra. Eu interpelei, falando que queria ver da possibilidade de remarcação de data do Delicatessen, bem como ver a possibilidade de o municipio arcar, de alguma forma, com o prejuizo que tive. Sempre gritando, ele disse:

- Já perdi muito tempo contigo, tenho um decreto da Saúde; se quiseres, te dou o endereço do Fórum".

Falou com o dedo em riste, esbravejando e ameaçando me colocar pra fora da sala, pois, segundo ele, "eu tinha falado demais já, na mídia".

Pergunto: um secretário de Cultura pode tratar qualquer cidadão dessa forma? Ele é apenas um funcionário público.

Minha questão era saber se eu tinha direito a esse ressarcimento. Não gritei com o secretário, porém não deixei me destratar com os termos de baixo calão que usou comigo, como "sem-vergonha", e dizendo que "estou de má vontade com o município faz tempo". Gostaria de saber o que ele quer dizer com isso. Se trazer espetáculos pra cidade o ofende tanto, deve haver um motivo.

O fato de não me conhecer talvez se deva ao fato de não conhecer as pautas que assina no teatro ou os espetáculos que trago a Pelotas; possivelmente, não lê jornais, não sabe dos projetos aprovados em lei federal, como o Caixa Cultural e o SESI Música SP, e de todo trabalho que desenvolvo Brasil afora. Sou um profissional e, antes de tudo, cidadão, que não pode ser destratado por um homem público da forma como fui.

Se a prefeitura não pode pagar o cancelamento do evento porque há um decreto, tudo bem. Se eles entendem que não existe quebra de contrato, vamos discutir. Mas será que o prefeito Fetter Jr. sabe do tratamento que seu secretário de cultura, dentro de um gabinete municipal, dispensa aos cidadãos?

Posso nunca mais ter uma pauta aprovada no teatro, como ele ameaçou, mas não vou aguentar tamanho destrato e gritos de quem pensa que está em um trono de rei".
Em telefonema para a secretaria de Cultura na manhã desta terça (4), oferecemos espaço para réplica ao secretário Mogar Xavier.

Após defender saída de Sarney, Simon troca ofensas com Renan e Collor

Deu na Folha Online
Os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor de Mello (PTB-AL) trocaram ofensas nesta segunda-feira com o senador Pedro Simon (PMDB-RS) no plenário do Senado depois que Simon defendeu o afastamento do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). Renan, que é um dos principais aliados do peemedebista, acusou Simon de ter como "esporte preferido nos últimos 35 anos" falar mal de Sarney.

Quando o PMDB indicou o presidente Sarney para ser vice do Tancredo Neves, desde aquele momento Vossa Excelência fala mal do Sarney, porque ele seria o vice-presidente e Vossa Excelência não conseguiu isso naquele momento. Vossa Excelência perdeu a indicação, queria que a chapa fosse puríssimo sangue", acusou Renan.

Simon disse que Renan "inventava" acusações contra ele para defender Sarney. O líder do PMDB, por sua vez, disse que Simon não tem autoridade para criticar o presidente do Senado porque, nos bastidores, fez um apelo para que Sarney disputasse o cargo com o petista Tião Viana (AC).

"Vossa Excelência insistia para que o presidente Sarney saísse candidato à presidência do Senado. E tenho várias testemunhas dentro da bancada. Antes de ir ao hospital foi ao gabinete do presidente Sarney dizer que estava solidário com ele. Vossa Excelência faz isso no particular e vem à tribuna dizer de maneira diferente para a sociedade acreditar", disse Renan.

Irritado com as críticas do líder peemedebista, Simon afirmou que recebe com "tranquilidade" as palavras de Renan, mas considera o senador uma "figura controvertida". "Vossa excelência foi à China fazer acordo com o Collor. Agora eu estou falando! Na véspera do Collor ser cassado, Vossa Excelência largou o Collor. Lá pelas tantas, apareceu como ministro da Justiça do Fernando Henrique. Lá pelas tantas, largou o FHC. Agora é o homem de confiança do Lula. E vem perguntar para mim?", questionou Simon.

Collor
Irritado com as menções ao seu nome, Collor também partiu para o ataque contra Simon depois que o peemedebista lembrou que o ex-presidente havia lhe convidado para ser vice-presidente na sua chapa.

"São palavras que não aceito sobre mim e minhas relações políticas. São palavras que eu quero que o senhor as engula e as digira como achar conveniente. As minhas relações com o senador Renan Calheiros são relações conhecidas, são relações das quais em nenhum momento eu me arrependi. Estivemos distantes em alguns momentos, estamos juntos em outros momentos", atacou Collor.

O ex-presidente ameaçou Simon ao afirmar que, se o peemedebista continuar mencionando o seu nome indevidamente, vai vir a público revelar informações que podem comprometer Simon.

Leia na íntegra.

Houdini












Houdini (foto) lembra os
pelotenses, quando olhamos
para o poder público local.
Contudo, ele conseguia
facilmente se desvencilhar
das trancas e amarras.

A auto-estrada do sul




Marcos Macedo
Crítica literária

Na década de 1980 morei em São Paulo. No início, chamava-me atenção que meus sonhos nunca se passavam lá. Quando começou a aparecer como cenário dos sonhos, foi como uma cidade muito peculiar. Os prédios davam diretamente para praças enormes, algumas quase terrenos baldios, outras bem cuidadas, mas nunca para calçadas com ruas. No lusco-fusco do entardecer eu descia a rua Augusta a partir da Alameda Santos, e ela era um calçadão de paralelepípedos, como a rua XV de Novembro de Pelotas, e eu só ouvia o barulho dos passos das pessoas e algumas vozes ao longe

Eu logo vi o que tinham em comum todos aqueles sonhos variados: a São Paulo dos meus sonhos era uma impossível metrópole sem automóveis.

No conto “A auto-estrada do sul”, Julio Cortázar descreve um congestionamento na auto-estrada que liga Fontainebleau a Paris, e os sentimentos contraditórios de “enclausuramento em plena selva de máquinas concebidas para correr”.

Iniciado como uma marcha lenta, como se um acidente tivesse acontecido adiante, logo os carros ficam completamente parados. Passam-se as horas, depois os dias, e os meses, e os motoristas nunca ficam sabendo exatamente a causa do congestionamento.

Aos poucos, os motoristas cujos carros estão mais próximos começam a estabelecer relações entre si. Uma senhora morre; um casal se forma e decidem ir viver juntos no automóvel de um deles; os adultos se revezam para cuidar uns das crianças dos outros; organizam-se para conseguir comida e água com os motoristas mais distantes.

Nunca ficamos sabendo os nomes dos motoristas, eles são denominados pelo nome de seus automóveis, o engenheiro do Peugeot, o homem pálido que dirige um Caravelle, a menina do 203.

Um dia qualquer, depois do verão, da primavera, da neve, os carros à frente começam a se mover. Todos entram em seus autos, a coluna põe-se “de novo em marcha, lentamente durante alguns minutos, e logo após como se a auto-estrada estivesse definitivamente livre”, umas pistas mais rápidas que as outras, os carros se distanciando uns dos outros em alta velocidade, “sem que já se soubesse bem para que tanta pressa, por que essa correria na noite entre automóveis desconhecidos onde ninguém sabia nada sobre os outros, onde todos olhavam fixamente para frente, exclusivamente para a frente”.

Lembro-me que quando morei em São Paulo uma das coisas que mais sentia falta era do vento. Expunha o rosto quando sentia alguma brisa, depois passava o lenço na testa para limpar a fuligem e o óleo que escapava dos motores dos carros.

Para melhorar o trânsito, muitas das praças de São Paulo restam apenas como nome em placas de cruzamentos. Lá, o automóvel obrigou a rasgar ruas através das praças. O equivalente disso em Pelotas seria atravessar uma rua na Praça Coronel Pedro Osório para melhorar o trânsito na rua Anchieta, em direção ao shopping que está sendo construído no Anglo.

Júlio Cortázar
Um dos melhores exemplos da prioridade que o trânsito recebe em São Paulo é o aeroporto de Congonhas: aviões subindo e descendo no meio da cidade, próximos de residências e avenidas movimentadas. São Paulo só pode ser entendida como cidade do trânsito, não-lugar que as pessoas cruzam de um lado para outro, sem prestar atenção umas nas outras. O que o asfaltamento de ruas estreitas, de calçadas estreitas, como a Gonçalves Chaves, provocará em Pelotas? Os motoristas certamente estão satisfeitos em suas “máquinas feitas para correr”, “olhando exclusivamente para frente”.

Só o tempo dirá se as calçadas não perderão a segurança para os pedestres, agora banhados de vento empoeirado e oleoso, e se os moradores daquelas vias não se isolarão da rua, dentro de suas casas, enquanto o automóvel recebe a prioridade que ele requer. Virarão nossas ruas espaços de circulação de máquinas velozes? Ainda veremos moradores sentados em cadeiras nas portas de suas casas, tomando chimarrão?

Esse post deveria começar de maneira diferente, por ordem de importância: há poucos dias, como foi amplamente noticiado pela imprensa, um motociclista morreu ao colidir violentamente contra a parede de uma casa na esquina das ruas Gonçalves Chaves e...

Todos os Fogos o Fogo
Julio Cortázar
Editora Civilização Brasileira
205 pág.
R$ 28


Outros textos de Marcos Macedo
E-mails para o autor: msmacedo@terra.com.br

Outras obras disponíveis na Mundial

Jornal do prefeito elogia projeto de 'carroças'

Jornal Diário Popular publica na página 3 desta segunda (3) que a aprovação pela Câmara de Vereadores do projeto de lei da prefeitura que liberará a circulação de 2000 carroças na cidade, em qualquer local e horário, "será um verdadeiro avanço."

O jornal tem entre seus proprietários o prefeito da cidade, Fetter Jr. Ele é dono direto de 10% das ações. Outros 30% pertencem à sua mãe, Dona Olenca.

Leia mais
Pelotas é tratada como Bombaim

Puro prazer

Ações escolares em tempos de gripe



João Alberto da Silva
Doutor em Educação

Esta semana a maioria das instituições educacionais de Pelotas adiou o retorno às aulas. A decisão ocorreu em função das ameaças de contaminação pela gripe A. Esta medida não deve trazer prejuízos à aprendizagem dos estudantes. A legislação não prevê um período específico de férias. O que deve ser observado é o cumprimento dos 200 dias letivos e das 800 horas-aula. Esta situação traz uma questão importante: os assuntos que extrapolam os conteúdos e as atividades extra-curriculares. A promoção de atitudes que visem à saúde dos estudantes é obrigação inerente à escola. Diversos conteúdos, que não aparecem comumente em sala de aula, são de suma importância na vida das pessoas e poderiam ser tema de projetos de aprendizagem.

No caso de Pelotas, a prefeitura mantém longa lista de atividades extra-classe oferecidas aos estudantes. Estes projetos poderiam e deveriam ser usados para trabalhar assuntos tais como hábitos saudáveis, atividades de leitura coletiva, de aprendizagem da história da cidade.

Um exemplo de indiscutível importância é o da educação alimentar. Muitos estudos evidenciam que os hábitos alimentares dos adultos têm sua origem nas práticas que realizaram em sua infância. Todas as escolas públicas possuem refeitório e fornecem gostosas e nutritivas refeições às crianças. Por que não utilizar o espaço do lanche para ensinar hábitos alimentares saudáveis?

Diferentemente, a opção que a Secretaria Municipal de Educação de Pelotas faz pelos projetos extra-classe é engraçada. Há considerável volume de recursos empregados. Todavia, os projetos resumem-se à “cultura popular”, entendida como oficinas de rap, hip hop, futebol, skate, percussão e dança. Há algumas atividades de cultura gaúcha, informática, desenho etc.

Não se trata de subestimar a importância da arte e do esporte, mas de questionar se essas são as únicas possibilidades de atividades extra-classe. As crianças precisam mais do que momentos de entretenimento.

Este recurso gasto pode ser empregado em projetos que atendam às demandas mais imediatas. Por exemplo, a crescente onda de vandalismo ao patrimônio público pode ser combatida com atividades que valorizem os espaços coletivos; o uso indiscriminado de embalagens pode ser atenuado com o ensino de práticas de reciclagem. Iniciativas comomessas são essenciais a um povo carente de instrução elementar, de aprender e tomar consciência de suas ações.

Outros textos de João Alberto da Silva
E-mails para o autor: joao.alberto@ufrgs.br

Domingo, Agosto 02, 2009

Sessão remember






Gustavo Ramos Zimmer.

Pegar ônibus é um desafio: só faltava a nova gripe

Metamorfose



uma namorada entrou-me em casa
fez-me a cama
esfregou e encerou o chão da cozinha
lavou as paredes
aspirou
limpou o banheiro
esfregou o chão do quarto
cortou-me as unhas dos pés e
o cabelo.

depois
tudo no mesmo dia
veio o canalizador e consertou as torneiras da cozinha
e do banheiro
e o homem do gás consertou o esquentador
e o homem dos telefones consertou o telefone.
agora sento-me no meio de toda esta perfeição.
é um sossego.
acabei com todas as minhas 3 namoradas.

sentia-me melhor quando tudo estava
desordenado.
precisarei dalguns meses para que tudo volte ao
normal:
nem consigo encontrar uma barata para conviver.

perdi o meu ritmo.
não durmo.
não como.

roubaram-me a minha
imundície.


Charles Bukowski.
O escritor norte-americano é a imagem do poeta decadente e aventureiro. Nasceu no dia 16 de Agosto de 1920 em Andernach, na Alemanha. Mudou-se para os EUA aos três anos de idade. Viveu em Los Angeles quase toda a vida. Morreu em San Pedro, Califórnia, em 9 de Março de 1994, aos 73 anos. Publicou mais de 45 livros de prosa e poesia. Sua obra foi traduzida em várias línguas.

Diferenças entre os sexos

Degustação sinalizada



Luiz Minduim
Artista plástico / Da equipe do blog

"Vou inventar moda", dizia minha mãe, sempre que aparecia com uma novidade. Pois nesta semana regida pelo frio, combinei com meu cunhado uma bóia para espantar a umidade e colocar as ideias e piadas em dia. Peguei um livro sobre tomates, para alguma inspiração; eram receitas vistosas e apetitosas, cada foto de fazer salivar as estátuas humanas desaparecidas do casarão 8 - todavia, todas muito complicadas, repletas de riquefifes, espumas, confits e ingredientes de outras paragens e instâncias. No final, fiquei com aquela coisa de fazer algo recheado no forno.

Fui-me à despensa, saquei um atum enlatado; da geladeira, puxei alcaparras esquecidas, tomate picadinho. O estalo se deu! Vou rechear pimentões desses grandes, lustrosos e de boa espessura, que andam por aí. Combinei com o dito cunhado para trazer os ditos cujos bem vermelhos e provocativos. Vinho e cerveja.

O recheio foi preparado com cinco latas de atum e um pouco da água, azeitonas verdes picadas, embora pretas também dessem boa figura. Um vidro de palmito picado, bastante salsinha e cebolinha. Acrescentei uma cebola e dois dentes de alho picadinhos para escalda. Juntei ainda as alcaparras e o tomate. A liga foi constituída com... "pensou maionese, nana nina nana..." Usei requeijão, maionese no forno é falta de estudo.

O parceiro me chega com cinco pimentos... amarelos, lindos e enormes. Pareciam aqueles de tachões que brotam do asfalto em cada esquina... Na outra encarnação vou fabricar tachinhas, olhos de gato e bate-rodas, chega de miséria. Cortei os áureos elementos ao meio; havia um tomate tão grande que deu três “barquetes”. Molhei o interior com água da azeitona e recheei candidamente com a mistura do atum.

Cobri com queijo tipo frescal e farinha de pão e direcionei ao forno para amalgratinar, enquanto um arroz com casca de limão ralado fervia. Ficou de fotografar. Mas a fome era de ontem, não sobrou nem para exemplo... quem manda inventar moda?

Os Intocáveis: do direito ao exercício da crítica



Roberto Soares
Advogado / Da equipe do blog

Boa parte dos pelotenses (em especial o pelotino), até mais que o brasileiro em geral, tem pavor à crítica. Crítica por essas bandas é sinônimo de ofensa. E não estou falando de “crítica construtiva” apenas, mas também da válida forma de crítica “destrutiva”, ou seja, dizer que algo que é ruim de fato é ruim. Não se deve tocar os “intocáveis”, sob pena de ser tachado de “invejoso”. Talvez a raiz dessa fobia remonte à subserviência que a elite escravagista impunha aos seus serviçais. O certo é que quanto mais as pessoas se submetem a determinadas situações de acomodação, mais reacionárias se tornam a qualquer nota dissonante, afinal, ‘o cachimbo entorta a boca’.

A cidade é pequena, mas isso não justifica que apenas os monopólios tenham direito de manifestação, mantendo sempre o mesmo padrão de conduta, e 'punindo' quem discorda com repreensões.

Vejamos o blog, por exemplo. As situações que mais geraram polêmica foram aquelas em que alguém “desceu do muro” e deu uma opinião objetiva sobre algo. Imediatamente vários comentaristas “desceram o malho” no autor do post, sob argumentos variados.

O moderador os publica, porque dá espaço a todas as correntes ideológicas, política, artística ou tecnicamente falando. Assim mesmo, há gente que reage como se alguém tivesse riscado a Monalisa, vociferando sem nenhuma argumentação decente.

Eu mesmo, quando somente leitor do blog, travei batalhas com pessoas que, além de incultas, querem só agredir, por vezes a defender cegamente uma bandeira ou um amigo. Mas até os amigos não são (ou melhor, não deveriam ser) intocáveis, sob pena de justificarmos as relações entre Lula e Sarney, Lula e Chávez, Lula e Evo Morales etc.

Paulo Francis dizia: “Dizem que ofendo as pessoas. É um erro. Trato as pessoas como adultas. Critico-as. É tão incomum isso na nossa imprensa que as pessoas acham que é ofensa. Crítica não é raiva. É crítica. Às vezes é estúpida. O leitor que julgue. Acho que quem ofende os outros e os leitores é o jornalismo em cima do muro, que não quer contestar coisa alguma.”

Por vezes meus textos são alvo de críticas, a favor e contra, e somente respondo àquelas que desferem ataques ou àquelas em que o comentarista não soube interpretar o texto.

A crítica, mesmo que não necessariamente construtiva, deve ser, no mínimo, coerente, clara e concisa. Deve dizer o motivo de aquilo que está sendo criticado ser ruim, e isso pode ser feito sem desmerecer o autor da obra. Paulo Francis, para mim o expoente máximo do jornalismo crítico, num momento de rara precisão, escreveu:

“Dizem que ofendo as pessoas. É um erro. Trato as pessoas como adultas. Critico-as. É tão incomum isso na nossa imprensa que as pessoas acham que é ofensa. Crítica não é raiva. É crítica. Às vezes é estúpida. O leitor que julgue. Acho que quem ofende os outros e os leitores é o jornalismo em cima do muro, que não quer contestar coisa alguma.”

Os incomodados com algum eventual “ataque” aos intocáveis são bem-vindos ao debate. Pois se quiserem “mais do mesmo”, aí estão o “Ponto de Vista” e os “Instantâneos” do Diário Popular e os informes do site da Câmara para acabar com a insônia de qualquer um que se encorajar a lê-los.

Sábado, Agosto 01, 2009

O último coronel, 'amigo para guardar'

Sarney avisou a Lula: vai sair

"Não aguento mais. Vou negociar uma saída", afirmou Sarney, de acordo com um interlocutor do presidente Lula

Deu na VEJA

O senador José Sarney lutou muito, mas não conseguiu vencer os fatos. Ao decidir disputar a presidência do Senado, em fevereiro passado, acreditava que o cargo era uma garantia de imunidade para ele e a família - aquela altura já investigada pela Polícia Federal por suspeita de uma multiplicidade de crimes. A visibilidade, porém, teve efeito contrário e acabou colocando o mais longevo dos políticos brasileiros no centro de uma devastadora crise de no Congresso. José Sarney, o último dos coronéis, rendeu-se diante de tantos escândalos. Na semana passada, o senador disse ao presidente Lula que está cansado e que decidiu deixar o cargo. Leia na íntegra.

Pânico potencializa epidemia, diz médico



Médico aprova a recente suspensão de aulas, eventos culturais e outras atividades em lugares fechados. Segundo ele, esta providência, mesmo que dure apenas 15 dias, é útil nessa fase de frio intenso, mais propício à ocorrência de gripe, e porque, ao combater o fluxo do contágio, torna-se mais fácil enfrentar a doença mais tarde. "A partir de meados de agosto, com a proximidade da primavera e da chegada dos ventos, o quadro deve melhorar bastante"

VÍDEO 1
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O pânico e a desinformação potencializam a epidemia de qualquer doença, como pode vir a ocorrer em Pelotas e no país no caso da Gripe A (H1N1), conhecida como gripe suína, se a imprensa e o poder público não abordarem o tema com serenidade. Quem afirma é o médico alergista Alcino Ancantara, entrevistado pelo blog na manhã deste sábado (1).

"Quando há pânico, os pronto-socorros e postos de saúde ficam abarrotados. Nesses ambientes fechados, quem está com o vírus pode facilmente transmití-lo a mais pessoas, aumentando a extensão do contágio", diz Alcantara.

Para evitar isso, protocolos internacionais, seguidos pelo Ministério da Saúde, recomendam que o atendimento de casos como de gripe "ou suspeita" sejam feitos fora daqueles locais, em espaços específicos, preferencialmente ao ar livre, por causa da circulação de ar.

"Por isso é que a Secretaria de Saúde de Pelotas está atendendo pessoas suspeitas de contágio pelo vírus da nova gripe em tendas armadas na rua", diz ele.

Alcantara diz que a imprensa tem papel decisivo em momentos como este. "Se fizer uma abordagem sensacionalista, pode assustar e potencializar a epidemia, como expliquei. Ao contrário, se fizer uma cobertura sóbria do tema, trazendo informações e esclarecimentos precisos, pode colaborar para reduzir os danos e manter a epidemia dentro de limites. Epidemia esta que, no Brasil e mesmo no RS, tem índices de mortalidade muito baixos, ou seja, não é caso para pânico".

VÍDEO 2
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VÍDEO 3
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Alcino Alcantara alerta para o perigo que pode representar o uso indiscriminado de anti-virais, como o Tamiflu (do laboratório Roche), até há pouco comercializado livremente nas farmácias daquele país, sem necessidade de receita médica, e que vinha sendo contrabandeado para o Brasil por causa da paranóia.

Depois de reações de autoridades mundiais de saúde, o Paraguai passou a vender o Tamiflu apenas com receita.

Preocupados, brasileiros, principalmente gaúchos, começaram a recorrer àquele medicamento como forma de se prevenir, mesmo que estivessem apenas com gripe comum ou gripe nenhuma. O medicamento tem se mostrado eficaz no combate ao vírus H1N1, eficiência comprovada, contudo deve ser ministrado por médico e usado com parcimônia.

"O uso abusivo de medicamentos como o citado pode criar resistências ao vírus e tornar uma pessoa sadia ou infectada mais vulnerável aos efeitos do vírus H1N1", diz Alcantara.

Tamiflu é eficiente para combater o vírus
O consumo do Tamiflu é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que, para garantir o abastecimento mundial, acertou com a Roche que a empresa aumente sua produção.

O Tamiflu é usado com bons resultados no tratamento e na prevenção ao vírus H1N1 em quem tenha mantido contato com pessoas infectadas, mas NÃO É um substituto da vacina. Ou seja, cura, mas não impede a ocorrência da infecção, como faz a vacina.

Em 2006, depois do controle da Gripe Aviária, o Brasil guardou um estoque de 8,8 milhões de unidades do medicamento, que deve ser distribuído, com critério, às redes públicas de saúde mais necessitadas, como a gaúcha. O Ministério da Saúde diz que essa liberação deve obedecer critérios porque a liberação total do remédio pode fortalecer a gripe suína.

VÍDEO 4
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O médico Alcino Alcantara diz que a vacina atual contra a gripe comum, disponível em clínicas ao preço de cerca de R$ 50 a dose, não funciona contra o vírus H1N1. É inútil tomá-la. Informa também que os laboratórios estão em fase de testes para a produção de uma vacina contra o vírus da gripe suína, vacina esta, acredita ele, que em breve será obtida.

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Puro prazer

Breves considerações sobre Bombaim, Pelotas, prefeituras do Rio, Nova York e a 'nossa'



Victor Schroder
Geógrafo / Da equipe do blog

Há alguns meses, o protagonista do filme “Quem quer ser um milionário?”, o menino pobre de Mumbai (Bombaim) ficou sem casa. A prefeitura local decidiu acabar com os loteamentos irregulares insalubres da cidade, onde morava o protagonista, num grande esforço para requalificar a cidade. É fácil criticar este tipo de ação mostrando a situação dramática de pobres temporariamente desabrigados por este tipo de projeto. No entanto, mais fácil ainda é não fazer nada, assistindo ao crescimento de loteamentos irregulares em condições precárias onde, silenciosamente, muitos sofrem na luta do cotidiano.

No Rio de Janeiro também
No Rio, o prefeito Eduardo Paes, logo que assumiu o cargo, implementou o “choque de ordem”, combatendo pequenos delitos como ambulantes informais, transporte pirata, construções irregulares, publicidade não autorizada, desrespeito no trânsito e desordem nas praias. A população de rua também é recolhida e devidamente levada para abrigos.

A inspiração é a Nova York de Rudolph Giuliani
O "PREFEITO", que na década de 90 transformou a “capital do mundo”, então tomada por gangues e tráfico, em uma metrópole civilizada e com baixíssimos níveis de violência. O segredo?
Segundo Giuliani (foto), o negócio é combater pequenos crimes, como porte de drogas, pichações e danos ao patrimônio. Assim, o delinqüente de hoje não se torna o traficante de amanhã e todos têm a sensação de que as leis são respeitadas. Giuliani ressalta, no entanto, que a repressão não faz sentido sem a “retaguarda” de um excelente sistema de segurança social: abrigos, refeitórios populares, assistência social.

Em Pelotas, é necessário tirar lições
Quando se permite a cobrança por estacionamento no espaço público ou traillers nas areias do Laranjal, admite-se que o público pode servir em benefício individual. Quando se permite que uns desrespeitem a lei de trânsito e as leis de proteção aos animais, fica entendido que nem todos precisam cumprí-las.

“Eu podia tá robando, eu podia matando...”
Parece que o poder público (não só em Pelotas) acredita no bordão do pedinte. Como se fosse preciso deixar que certas pessoas desrespeitassem as leis, ou então elas recorreriam à violência. É a criminalização da pobreza. Sabemos que existem pessoas em situação precária que preferem viver honestamente, mesmo com as dificuldades.

Por outro lado...
Aos políticos, fazer vista grossa ao cumprimento das leis faz com que o povo faça vista grossa à robalheira em geral. “A gente rouba de cá, vocês roubam de lá...”.

Produtor se diz lesado após cancelamento de espetáculos no Sete por causa da "gripe"

E reclama de atitude da Secretaria de Cultura e da direção do Theatro Sete de Abril, que, segundo ele, garantiram que os canlamentos não ocorreriam

A suspensão dos espetáculos no Theatro Sete de Abril no início da noite desta quinta (31) pelas próximas duas semanas, como medida preventiva ao contágio pelo vírus da Gripe A (H1N1) - maior em ambientes fechados e de aglomeração - causou perplexidade ao produtor cultural Caio Lopes, da CL Produções. Isto porque, diz ele, antes de contratar o show, teria feito contato por e-mail com um funcionário do teatro e foi informado que os espetáculos estavam mantidos.

Caio Lopes conta que já havia contratado artistas para a apresentação de um espetáculo (Delicatessen) e começado e vender ingressos. "Na verdade, fiz mais. Antes de assinar o contrato com os artistas, fiz uma consulta hoje mesmo (quinta, à tarde) à direção do Teatro, perguntando se os espetáculos seriam suspensos. Como disseram-me que 'não', dei andamento ao projeto".

Pego de surpresa à noite, o produtor indignou-se. "Acho uma atitude irresponsável e de muita falta de consideração da Secretaria de Cultura e da direção do Theatro Sete de Abril não me informarem sobre os cancelamentos, após eu ter procurado saber se os espetáculos seriam ou não cancelados. Tenho compromisso com patrocinadores, ponto de venda, pessoas que compraram ingressos e que estão me ligando e não tenho o que dizer. Sinto-me lesado moral e financeiramente".

Abaixo, troca de e-mails entre produtor
Caio Lopes a um funcionário do Theatro

Consulta feita por Caio
"Oi gente , por favor me informem se existe alguma determinação do secretário de Saúde sobre a não liberação do teatro na próxima semana, pois estou pagando mídias em jornal para o show do Delicatessen, bem como fechando outros negócios, e se eu não tomar uma atitude hj (quinta, 30), de cancelar essas mídias em tempo, no caso hj, pois amanhã é sábado e domingo já veicula e terei de pagar. Achei muito sensacionalista essa onda toda de avisos, pois bancos, ônibus, cafés e etc., as pessoas tb convivem , então vamos interditar a cidade TODA e não somente shows".

Caio Lopes

Resposta do Theatro (Sete de Abril)
Oi Caio. Hoje o Theatro Sete de Abril não possui nenhuma ordem para que os espetáculos sejam cancelados, isso fica a cargo das produções dos mesmos.

Fábio

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Suspensa programação do Sete de Abril

Sexta-feira, Julho 31, 2009

IF-Sul suspende aulas até dia 17

O Instituto Federal de Educação (IF-Sul) anunciou que as aulas no campus Pelotas serão suspensas a partir da próxima segunda, em virtude do avanço da gripe A (H1N1) no Estado. O retorno está previsto para 17 de agosto.

O reitor do IFSul, Antônio Carlos Barum Brod, comunicou a decisão após reunião com pró-reitores da instituição de ensino e o corpo diretivo do campus Pelotas. Nos campi de Sapucaia do Sul, Charqueadas e Passo Fundo, o início do segundo semestre letivo, marcado para esta segunda-feira (3), foi adiado para o dia 17 de agosto.

"Nossa decisão foi baseada nos alertas das autoridades de saúde pública. A medida, também adotada em outras instituições, tem como objetivo garantir a tranquilidade dos pais e a segurança dos alunos diante da disseminação da doença?", explica Brod.

"A conscientização das pessoas também é fundamental. Não adianta nada fazermos a nossa parte se a população continuar seguindo uma conduta considerada de risco neste momento, como a aglomeração em locais fechados", ressalta.

Desde a semana passada, o IF-Sul vem orientando a comunidade acadêmica sobre as formas de contágio do vírus Influenza A (H1N1). Cartazes e panfletos foram distribuídos nos quatro campi em atividade, alertando alunos e servidores e reforçando o trabalho de prevenção.

Suspensa programação do Theatro Sete de Abril

Levando em conta as disposições do Decreto 5183/09, do Executivo Municipal, que estabelece Estado de Alerta Epidemiológico em Pelotas e as recomendações da Secretaria Municipal de Saúde, o secretário Municipal de Cultura, Mogar Pagana Xavier, informa que estão adiados até o próximo dia 17 de agosto as apresentações artísticas no Theatro Sete de Abril. Todos os espetáculos (realizados do período até 17/08), incluindo as edições do Projeto Sete ao Entardecer, ganharão nova data.

Começa atendimento para gripes no PS

A prefeitura informa que a partir do meio-dia deste sábado (1) o Pronto Socorro de Pelotas começa a dar atendimento específico para gripes. Pessoas que sentirem sintomas da doença, seja Influenza A (H1N1) ou gripe sazonal, poderão devem procurar duas tendas na área externa do PS (rua Barão de Santa Tecla, 834).

Uma equipe com médico, enfermeiro e técnicos em enfermagem fará o atendimento das 12h às 20h, no sábado e no domingo, e uma unidade móvel da Secretaria de Saúde (SMS) estará no local para prestar apoio.

Durante a semana, o serviço funcionará apenas a partir do final da tarde, das 17h às 22h. “As pessoas não devem deixar de procurar as Unidades Básicas de Saúde, como já vem sendo orientadas. Este serviço no PS é uma alternativa a mais para aqueles que moram em localidades nas quais os postos de saúde não abrem no turno da noite”, reforça o secretário Francisco Isaías.

A partir do próximo final de semana, os horários de atendimento específico para gripes no PS serão ampliados: das 8h às 20h, ininterruptamente, tanto sábado quanto domingo. As tendas nas quais serão realizadas as consultas foram cedidas pela 8ª Brigada de Infantaria Motorizada.

Relatório da gripe em Pelotas
• 28 casos notificados (suspeitos);
• 02 casos descartados;
• 01 caso confirmado notificado em Porto Alegre (oriundo da Austrália);
01 óbito em investigação (Influenza A H1N1 e Hantavirose);
• 21 aguardando resultado de exames;
• 12 internados, no momento, em acompanhamento.

Mais informações na Sala da "Influenza", no Centro de Especialidades, rua Voluntários da Pátria, 1436. O telefone é (53) 3222-5963. O horário de funcionamento é de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30. Sábados, domingos e feriados, das 8h às 17h.

Sarney: Uma desculpa do Marimbondo Moribundo



Para um crítico do New York Times, os países de língua inglesa aguardam com ansiedade a prometida tradução dos outros livros da trilogia Marimbondos de Fogo (Firebugs), de José Sarney: as obras Marimbondos de Pileque (Drunkbugs) e Marimbondos de Ressaca (Hangoverbugs)


Sérgio Estanislau
Cronista do blog

Alguns dos principais acadêmicos da Academia Brasileira de Letras concederam entrevista coletiva na tarde de hoje e decidiram lançar oficialmente a candidatura de José Sarney ao Prêmio Nobel de Literatura, a ser concedido pela Academia Sueca no próximo mês de outubro. Para a comissão, formada pelos acadêmicos Ivan Pitangy, Paulo Coelho e Marco Maciel, há alguns anos o nome de José Sarney vem sendo seriamente cogitado pela Academia Sueca para o prêmio de 1 milhão de coroas (suecas), a ser entregue em Estocolmo pela rainha Sylvia.

“O nosso eterno presidente Sarney, querido e amado por todos os brasileiros, tem sofrido pacientemente as sucessivas recusas do sodalício sueco, consciente de que apenas razões políticas o separam do laurel tão merecido”, afirmaram os membros da comissão.

Exemplo disso é a concessão do Nobel a escritores latinoamericanos de qualidade reconhecidamente inferior, como Pablo Neruda e Gabriel García Márquez, cuja militância esquerdista lhes teria granjeado simpatias, da mesma forma que Saramago.

Aos amigos mais íntimos, o senador por vezes demonstra seu desencanto pelas injustiças, mas repele com veemência a insinuação de que a sua aproximação com Lula seria uma maneira de contornar as resistências do seu nome ao Nobel. Teria até confidenciado a amigos próximos que não se importa com o desdém sueco, pois está na companhia de Proust, Joyce e Jorge Luis Borges. A recente tradução para o inglês de sua coletânea de poesia, Marimbondos de Fogo(Firebugs), é mais um item a reforçar a sua candidatura, segundo Ivan Pitangy. Para um crítico do New York Times, os países de língua inglesa aguardam com ansiedade a prometida tradução dos outros livros da trilogia, Marimbondos de Pileque (Drunkbugs) e Marimbondos de Ressaca (Hangoverbugs).

“Será o lançamento mais aguardado da década”, escreveu o NYT. Para consolidar a candidatura, porém, o senador do Amapá pretende renunciar à presidência do Senado, a fim de se dedicar em tempo integrala sua carreira literária e a seus compromissos no exterior.

Outros textos de Sérgio Estanislau

O debate político




Eduardo Leite
Advogado e vereador (PSDB)

O blog Amigos de Pelotas tem ocupado lugar importante nos meios de comunicação da cidade. Nele, travam-se discussões políticas fundamentais ao lado de opiniões seguidamente pautadas pelo facciosismo partidário, em que a argumentação cede lugar à paixão. Quando dois políticos de partidos contrários debatem, não há de se esperar que um convença o outro. Normalmente, encontram-se, um e outro, aferrados a posições previamente assumidas, recheadas de ardor passional. Se for permitida uma comparação, o mesmo ocorre na discussão entre torcedores de times adversários.

Como o aficionado de um clube pode admitir a eventual superioridade do rival? No mais das vezes, é impossível. Quando muito, o que pode acontecer é a racionalidade brotar depois de alguns anos. Quando a perspectiva é o passado, pode até ocorrer que um dos opositores admita a excelência de uma equipe rival de tempos atrás.

Sendo o debate político geralmente marcado pela passionalidade, para quê então haverá de servir? Obviamente, só para esclarecer terceiros, desde que não sejam também apaixonados. Para que o esclarecimento ocorra, porém, é essencial que o foco da discussão não seja desviado. O apelo às paixões em lugar da objetidade dos fatos serve apenas aos propósitos de demagogos e dos que fazem política rasa.

Políticos há – em grande número – que desviam o foco da discussão com habilidade, tanto quanto não se sintam seguros sobre o mérito do tema que se propõem debater.

Tratam eles, então, de procurar diminuir o interlocutor, constrangendo-o com ofensas ou o uso de estereótipos fáceis, deixando indagações fundamentais sem resposta. Noutras vezes, a tática é fazer acusações em sentido inverso, provocando inadequada disputa de “situações críticas”, que levam o ouvinte ao julgamento cômodo: “Eles são todos iguais”.

Não foi a procura deste debate político – demagógico, pequeno e enganador - que me fez postular um lugar na Câmara. Neste foro privilegiado da municipalidade, entendo que os fatos que merecem destaque têm de ser apresentados e devidamente respondidos a partir de argumentos e sem tentativas de desqualificação do opositor.

Esta é a exigência mínima de uma política de bom nível – aquela que não desfila estereótipos, que não apela para tiradas demagógicas, que não desqualifica o opositor, que não reúne claques que garantam o aplauso comprometido.

Para fazê-la, devemos estar verdadeiramente abertos à discussão, sabendo que nela – pela natureza mesma da matéria política em um país democrático – não deverá importar a vitória de um protagonista sobre o outro, mas sim o ganho de todos com o desfilar límpido de ideias. Debater não é necessariamente convencer. É, muito mais, esclarecer.
Semana um, semana outro, sempre às sextas-feiras, os vereadores Eduardo Leite (PSDB) e Ivan Duarte (PT) escreverão artigos no blog sobre política e questões da cidade.

Pelotas é tratada como Bombaim

A última notícia envolvendo o nome do secretário de Trânsito de Pelotas, Jacques Reydams, conhecido entre outras características por sua paixão pelo golfe, é a formatação de um projeto de lei que permitirá a carroceiros transitar em veículos puxados por cavalos ou bois (a lei também não restringe a espécie animal) em qualquer ponto da cidade, a qualquer hora, como era o desejo da associação dos carroceiros. O projeto vem sendo costurado com aqueles trabalhadores e os vereadores, mas já se chegou a entendimento favorável aos interesses dos carroceiros.

Dados da secretaria mostram que Pelotas possui cerca de 2000 pessoas que ganham a vida sobre carroças, recolhendo lixo reciclável e fazendo frete. Reydams diz que a maioria desenvolve a segunda atividade, embora haja controvérsias, e o argumento pouco atenue o drama social na cidade.

Em entrevista recente, ele justificou a "liberalidade" temporal e geográfica daquele projeto, alegando que é preciso pensar na "questão social".

Entre séries de tacadas nos macios gramados do campestre, onde encontra o buraco como destino, o secretário manifesta sua solidariedade aos pelotenses "menos favorecidos que recolhem os restos da cidade e que transportam o mobiliário da classe média".

De fato, por óbvio, essas pessoas pertencem aos extratos carentes e, na maior parte, atuam na informalidade - merecem consideração. A questão é o modo de fazê-lo.

Em defesa do projeto, o secretário invoca também a legislação federal, lembrando que o Código de Trânsito permite a circulação de Veículos de Tração Animal. É fato, embora tenha se esquecido de dizer que os municípios são livres para regulamentar a lei conforme suas realidades.

É fato ainda que a atual administração interpreta a lei de acordo com seus interesses. Para não fugir do tema "frota veicular", o prefeito Fetter Jr. há três anos desobedece a Lei Federal de Licitações, que manda os Poderes Executivos realizarem concorrência pública para prestação do serviço de transporte coletivo.

Questionado pelo blog, justificou-se: "Só porque alguém em Brasília faz uma lei, não sou obrigado a seguí-la". Ao ouvir isso, os proprietários de empresas de ônibus locais, que gozam de reserva de mercado há décadas, rodam catracas de felicidade.
Sinais "indianos" em Pelotas
Se o prefeito afronta a lei por tanto tempo, apesar de fustigado pelo Ministério Público, vale dizer que poderia, se quisesse ou seu secretário insistisse, negar-se a aceitar o tráfego livre de carroças na cidade, justificando que o já confuso trânsito pelotense não tem condições de assimilar aqueles veículos, a 30 km/h na frente de carros, motos, ônibus e caminhões, não sem restrições de horário e de vias, o que seria razoável para todos. Contudo, nesse caso, o prefeito pensa que sim e que o Código de Trânsito deve ser cumprido sem ajustes à realidade local (possíveis e legais), para regozijo dos charreteiros, que chicoteiam cavalos de puro contentamento.
Bombaim: futuro de Pelotas?
Na última campanha eleitoral, Fetter assinou artigo na imprensa, afirmando que, ao final do seu mandato (passado), entregaria aos pelotenses uma cidade "moderna, próspera e desenvolvida". Não é o que vem ocorrendo. O número de pobres aumentou, tanto assim que, dos 2000 carroceiros em atividade, pouco mais de mil possuem cadastro na prefeitura - dobrou o número de pessoas e de carroças. Sinais de progresso em Pelotas, por mais que tenhamos dificuldade de aceitar, ainda parecem com pequenos buracos distantes num campo de golfe.

Oportunidades de novos negócios locais geradores de riqueza, emprego e renda são raras e geralmente de pequeno porte. Além disso, negócios de fora continuam a enfrentar dificuldades titânicas para se instalar em Pelotas, como ocorre, por exemplo, no setor do transporte coletivo. Quando novos empreendimentos chegam, como os grandes supermercados, temos a sensação de que aportam velhos, um estágio atrás na escala da modernidade.

Que nos perdoem o prefeito e o secretário Jacques Reydams, mas asfaltar algumas ruas, restaurar prédios "históricos", revitalizar praças (com dinheiro do governo federal e do Banco Mundial, ou seja, moeda de fora) e permitir o tráfego irrestrito de carroças e animais entre veículos de tração industrial não são sinais de progresso nem de prosperidade. Muito menos de inteligência e modernidade na condução da administração pública, como anunciou o prefeito, com a infalibilidade de Mãe Dináh.

Pelotas não é Bombaim, mas se parece cada vez mais. Não só pelo que já foi citado, mas também pela mendicância de crianças, adultos e idosos, pela favelização das ruas do centro e, ainda, pela liberdade desassistida de matilhas e mais matilhas de cães abandonados à própria sorte que transitam pela cidade como se fossem vacas sagradas.

A "preocupação com a questão social" não pode significar a liberalidade sem regras. Não é o que se espera de uma cidade moderna e desenvolvida.

A prefeitura e a Câmara de Vereadores estão aí para trabalhar em busca de soluções criativas ao menos para amenizar os danos, em vez de deixar os problemas se avolumarem e se incorporarem à paisagem, como ocorre aos indianos que habitam Bombaim e outras cidades daquele país, tão acostumados à miséria que parecem ter perdido a capacidade de indignação e se tornaram contemplativos e místicos ao invés de enfrentar seus problemas de frente.

Num cenário como esse, que domina Pelotas em muitos aspectos, torna-se fácil a qualquer um administrar a cidade.

Um dos melhores empregos por aqui hoje é o de Secretário Municipal. Para padrões pelotenses, o salário é bom e o trabalho, tranquilo. Ou alguém duvida de que qualquer pessoa medianamente capaz, mesmo sem formação na área, daria conta, por exemplo, do que vem sendo feito no trânsito local? (RF)

Gripe H1N1: A solução Monk

A decisão de efeito cascata de suspender as aulas nas escolas de Pelotas, que começou na quarta-feira passada com a escola particular Mario Quintana, onde estudam mil alunos, e prosseguiu na quinta, ontem, em toda a rede privada, na rede municipal de ensino, na UCPel e pode chegar hoje ao Instituto Federal de Educação (IF-Sul), ajuda a amenizar os riscos de contágio pelo vírus da Gripe A - H1N1, conhecida como Gripe Suína, sobretudo nestes dias de maior frio e ocorrência de gripe. Uma providência extra, contudo, é fundamental, para evitar a infecção.

Se o vírus de propaga facilmente ao contato com tosses e espirros alheios, o aperto de mão é igualmente perigoso. Se uma pessoa sadia cumprimentar outra infectada e levar a mão à boca, o perigo de contágio é grande, já que o vírus sobrevive na pele por mais de 10 horas.

A saída, nesse caso, é fazer como o personagem Monk, interpretado pelo ator Tony Shaloub (foto), um detetive vítima de "TOC" (Transtorno Obsessivo Compulsivo), na série Monk: depois de apertar a mão de alguém, ele limpa as suas num lenço embebido em gel que mata vírus e germes, facilmente encontrado em farmácias. Essa providência simples pode fazer toda a diferença.

Além das escolas que paralisaram as aulas, algumas até o dia 10, outras até dia 17 próximos, incluem os pré-vestibulares gratuitos financiados pela prefeitura.

Puro prazer



Se passássemos pelo gordinho do vídeo, de terno azul-royal, nós o acharíamos uma pessoa comum. Provavelmente não daríamos muito por ele. Não veríamos a beleza sob a aparência. Veja o que ele faz com o trumpete e aonde nos leva, tocando My Way, da Frank Sinatra. O nome do trumpetista é Derek Watkins.

Tipos de Festa dentro da Feira do Livro

Pelotas se aproxima de um de seus eventos mais importantes, a Feira do Livro, que neste ano vai homenagear o escritor uruguaio Mário Benedetti. Sobre o assunto, mais uma vez nosso crítico de cultura se debruça

Ars Longa
Psicólogo
Crítica de Cultura


Qualquer motivo serve para festejar; todos os dias se celebram aniversários. Até nas Feiras há gente animando os potenciais compradores. A festa comercial ocorre em torno aos estandes e objetos ou serviços à venda. Requer espaço, estímulos, movimentos, promoções, novidades para que os bolsos se abram e os clientes saiam satisfeitos com as compras. Quando os produtos são substitutos do alimento mental, música, luzes, gentileza e belas ofertas aumentam a alegria e ajudam a vender mais.

A festa artística precisa de bonitas e emocionantes criações. Música, teatro, dança, artes plásticas, poesia declamada e palavras escritas, toda a criatividade brota de dentro do artista e faz uma sintonia com o espírito do espectador. Este tipo de Festa costuma ficar no âmbito do encontro social e da diversão.

A gastronomia às vezes é usada como gancho artístico para atrair pessoas, mas no máximo alimenta o corpo, e passa a funcionar como isca comercial. Mas não pode ser excluída das Feiras ou das Festas, pois todo ser humano precisa comer e alguns gostam de comer bem

A festa literária precisa da inteligência e da sensibilidade, para conversar sobre a vida e os modos de melhorá-la. Muitas vezes é levada para o lado da ficção, mas isso ocorre quando os problemas mais tangíveis já estão encaminhados. O ensaio e a pesquisa também se incluem na literatura ou contribuem a ela. Autores e leitores formam uma parceria espiritualmente amorosa, e sentem grande prazer ao encontrar-se, no âmbito das ideias.

Num encontro literário – onde há Festa artística e comercial – haverá estandes sem fim de lucro: para tertúlias, para o público aprender a escrever ou a apreciar o que lê, para desenvolver a imaginação e a redação. As associações de escritores e os artistas falam de seus modos de criação, os jornalistas publicam sua visão do mundo, os pesquisadores mostram o que descobriram nos laboratórios.

Numa Feira de Ideias, a comunidade desperta e escolhe novos pensamentos e melhores formas de viver. A alegria se manifesta no encontro, nas compras, na comida, nas artes e na leitura.

Leia mais
Festa ou Feira do Livro?
Feira do livro ou dos conflitos?
Feira vai homenagear Benedetti

Puro prazer



Cena e música do filme Lolita, de Stanley Kubrick.

Site da Câmara está desatualizado

Até este momento, 00h40 do dia 31/07, o site da Câmara de Vereadores não publicou a notícia da aprovação pelos vereadores, na manhã de ontem (quinta, 30), do projeto de lei do Executivo que institui o Programa Minha Vida, Minha Casa, em Pelotas.

A última notícia com data de ontem (30) refere-se a um projeto, protocolado pelo vereador Professor Adinho(PPS), que altera o número de vereadores para obtenção de quórum em sessões da Câmara de Pelotas. Antes desta, aparece um texto de uma homenagem feita no sábado passado pelo vereador Idemar Barz (PTB) aos imigrantes alemães.

Idemar é pai da assessora de imprensa da Câmara, onde transita um projeto de lei que concede aumento aos vencimentos da assessora, com a incorporação de gratificação intitulada Regime de Tempo Integral (RTI).

Quinta-feira, Julho 30, 2009

O comentário anônimo



Marcos Macedo
Para o Amigos

Alguns leitores do blog recriminam os comentaristas anônimos por não revelarem sua identidade. Gostaria de defender a importância do comentário anônimo, recorrendo a três episódios literários. Em primeiro lugar, o coro do teatro grego. Como atestam as peças de Sófocles e Ésquilo, o coro era um personagem coletivo da Tragédia, formado por um grupo de atores que se mantinham afastados da ação principal da peça, tendo a função exclusiva de comentar os acontecimentos dramáticos.

O coro fornece conselhos, exprime opiniões, coloca questões, critica valores de ordem social e moral. É o remoto antepassado do comentário anônimo, com uma diferença importante: expressava um sentimento coletivo, cuja verbalização é facilitada pela proteção da multidão, como hoje ocorre com as manifestações das torcidas de futebol.

Ao contrário, o comentário anônimo no blog é solitário, às vezes dissonante, como nos Lusíadas é o discurso do velho do Restelo. Esse personagem anônimo, “que ficava nas praias, entre a gente”, assistindo à despedida das naus portuguesas, é a única voz destoante no épico poema.

Após zarparem os navios, levantou o velho a voz que os marinheiros claramente ouviram, para discursar contra as navegações: “Ó glória de mandar, ó vã cobiça / desta vaidade a que chamamos fama /(...) A que novos desastres determinas / de levar estes reinos e esta gente?” Expressava ele o sentimento do povo simples português que suportava as navegações, cujo proveito ficava concentrado em alguns nobres e na realeza. A voz do velho do Restelo é contra o discurso dominante, e só pôde se pronunciar livremente porque estava a salvo na praia. O que aconteceria se exercesse sua crítica ao alcance dos ilustres comandantes das naus portuguesas?

A resposta pode estar em um episódio da Ilíada. Tersiste, “o homem mais feio que fora a Tróia”, homem do povo, resolve na assembléia dos gregos censurar o rei Agamenon, de quem todos estavam desgostosos, porque lutavam e apenas Agamenon beneficiava-se dos despojos.

Eram tempos aristocráticos, pré-democráticos, e, mesmo sendo porta-voz de um sentimento coletivo, Tersiste é repreendido por Ulisses e apanha dele: “Não queiras sozinho lutar contra reis”. Tersiste “sentou-se, aterrorizado, enxugou os olhos, olhando em torno, assustado, sob o peso da dor”.

Tersiste não teve nem a imunidade do comentário anônimo do velho do Restelo, nem a proteção do coro grego. Foi uma voz subversiva calada pela intimidação. E se ele pudesse ter postado seu discurso como comentário anônimo num blog? (post republicado).

Outros textos de Marcos Macedo
E-mails para o autor: msmacedo@terra.com.br

UCPel interrompe aulas por causa da gripe

A reitoria da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) decidiu suspender as aulas por causa do risco de contágio pelo vírus da Gripe H1N1. Formaturas também foram suspensas. Notícia foi publicada no site da instituição.

Secretaria da Saúde recomenda
suspender eventos fechados
A Secretaria de Saúde recomendou nesta quinta (30) a suspensão de eventos em ambientes fechados, como atividades escolares, por um período de quinze dias, e o adiamento de eventos com concentração de público em ambientes fechados, tais como shows, conferências, encontros religiosos ou acontecimentos esportivos, entre outros.

O grupo também determinou a suspensão das cirurgias eletivas (não urgentes) nos hospitais por um período de 60 dias, para dispor do maior número possível de leitos clínicos, e decidiu que será implantado um serviço de atendimento específico para gripe, a ser coordenado pelo Pronto Socorro de Pelotas, pelos próximos dois meses.

“Como muitas pessoas com suspeita de gripe ainda se dirigem ao Pronto Socorro, nos pareceu o mais acertado a fazer”, declarou o secretário Francisco Isaías.

"O tempo é senhor da razão", avisava Collor - logo ele - ao renunciar à Presidência por corrupção

Vale a pena ver de novo: relembre o discurso petista.

Câmara autoriza prefeitura a instituir programa federal para construção de casas populares

A Câmara de Vereadores aprovou nesta quinta (30) projeto de lei que autoriza a prefeitura a instituir na cidade o Programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, rebatizado pelo prefeito Fetter com o nome de Pelotas Habitação Digna. O objetivo do governo Lula é viabilizar a construção de 1 milhão de habitações populares, em parceria com estados, municípios e setores da construção civil.

O déficit habitacional em Pelotas é de 12 a 15 mil unidades, segundo a prefeitura; no RS, é de mais de 285 mil unidades. No Brasil, de 6,27 milhões de unidades, segundo dados de 2007 do Ministério das Cidades.

De acordo com o programa, a prefeitura entrega o terreno, e a empresa constrói as habitações. A iniciativa beneficiará a população com renda de até 10 salários mínimos, principalmente com renda de até três salários.

Os imóveis serão classificados em quatro estratos: para famílias com renda até três salários mínimos; para famílias com renda de três a seis salários mínimos; para famílias com renda de seis a dez salários mínimos e para moradias estudantis.

A seleção dos beneficiários será feita pela Secretaria de Habitação. Primeiras famílias a serem atendias são as que moram em áreas de risco e onde a remoção seja condição necessária para a implantação de obras e para o atendimento de acordos ou decisões judiciais.

Programa Minha Casa, Minha Vida
O programa foi instituído pela Lei 11.977. Ele se propõe a viabilizar a construção de 1 milhão de moradias para famílias com renda de até dez salários mínimos.

Terão prioridade como beneficiários os moradores de assentamentos irregulares ocupados por população de baixa renda, que, em razão de estarem em áreas de risco ou de outros motivos justificados no projeto de regularização fundiária, tiveram, excepcionalmente, que ser transferidos.

O programa foi anunciado dia 24 de março pelo governo, em São Paulo, e faz parte das medidas do governo para incentivar a economia.

Sessão remember

"Aos dezesseis anos de idade estabeleci uma regra para mim mesmo. A fim de evitar o cinismo e, pior ainda, a mordacidade e a amargura, eu iria tirar o melhor proveito da vida. Seus prazeres. O mar, a natureza, esportes, Ferraris, amigos e companheiros, arte, noites de embriaguez, a beleza das mulheres, insolência e irreverência para com a sociedade. Mantive minhas ideias políticas - sou um liberal alérgico às palavras "fanatismo" e "intolerância" - mas recusei comprometimentos de qualquer espécie. Acreditava no homem enquanto indivíduo, mas perdera minha fé na humanidade".





Roger Vadim
Escritor, ator e diretor de cinema franco-argelino.
Autor de filmes como E deus criou a mulher, que projetou
Brigitte Bardot, e Barbarela, que consagrou Jane Fonda.
Ele foi casado com as duas, em tempos diferentes, e com
a atriz francesa Catherine Deneuve. Morreu em 11 de Fevereiro
de 2000, aos 72 anos de idade.

Prêmio Top Blog


Estamos participando do Prêmio Nacional Top Blog. Neste momento estamos situados entre os 100 blogs mais bem votados do país na nossa categoria, entre 64.937 blogs inscritos. A votação segue até 18 de agosto. Quem não votou, e quiser, basta clicar no selo acima e depositar seu voto. Como diz um certo jornalista de tevê, "me ajuda aí, ô..."

PGM recomenda cobrança de verba da Escola de Samba General Osório, que não desfilou em 2009

Se não devolver verba da prefeitura, escola não participará do Carnaval de 2010 e pode ser acionada judicialmente. Dois blocos que não prestaram contas do dinheiro gasto podem sofrer a mesma punição



Atualizada às 12h12
A Procuradoria Geral do Município (PGM) recomendou a devolução da verba de R$ 16 mil transferida pela prefeitura à Escola de Samba General Osório (Grupo de Acesso), no Carnaval 2009. Mesmo tendo recebido o dinheiro, a escola não desfilou, alegando problemas por causa da chuva. A informação é da secretária de Projetos Especiais, Cláudia Ferreira.

"Em consulta à PGM, eles me orientaram, baseados no regulamento do Carnaval, que a escola deve devolver a verba. De posse dessa orientação, vou informar a direção da escola e, caso eles não devolvam o dinheiro, além de ficarem proibidos de participar do Carnaval de 2010, vou formalizar processo do caso e encaminhá-lo à PGM, que deverá dar consequências judiciais ao caso".

Apesar de não ter entrado na passarela do samba no dia do desfile, a direção da Escola General Osório entregou à Secretaria de Projetos Especiais um documento de prestação de contas do dinheiro recebido do Executivo. "Nós nem abrimos o envelope, já que não desfilaram", diz Claúdia.

Blocos não prestaram contas
No encontro de hoje à noite, adianta a secretária, será discutida ainda a possibilidade de dois blocos carnavalescos serem proibidos de desfilar daqui por diante pela não prestação de contas da verba recebida em 2009, caso dos blocos Vaca Louca e Malvadas do Arco-Íris. Cada um recebeu pouco mais de R$ 4 mil. O regulamento da Associação dos Carnavalescos de Pelotas prevê a punição aos blocos nesse caso.

Histórico do caso
Em março passado, Cláudia Ferreira disse ao blog que pretendia reaver a verba da General Osório. Na ocasião, ela avisou que faria consulta à Procuradoria Geral do Município, informando da situação, e aguardaria orientações.

A resposta de PGM à secretária se baseia no regulamento do Carnaval, elaborado em conjunto com a Associação das Entidades Carnavalescas de Pelotas, que prevê a devolução da verba pública quando o serviço não é prestado, o que ocorreu no caso da General Osório, e a proibição de desfilar, que pode atingir os blocos citados.