Uma corriqueira extorsão


Relação entre motoristas e flanelinhas com frequência chega ao conflito. Até a prefeitura virou "refém". Em várias edições da Feira do Livro, por ter ocupado parte da pista do entorno da Praça (em frente ao Grande Hotel), a prefeitura propôs um acordo para indenizar em dinheiro os flanelinhas pelos 15 dias em que eles deixaram de "lucrar" no trecho de rua ocupado pelo estande da praça da alimentação

Marcos Macedo
Para o Amigos

Roberta, 40 anos, dentista, moradora no Centro de Pelotas, reside em um apartamento cujo edifício não tem garagem. Por isso, ela precisa estacionar na rua seu carro, um GM Chevrolet Agile LTZ 1.4 MPFI 8V FlexPower 5 portas, à gasolina, zero km, pelo qual pagou, semana passada, R$ 43.300 à vista.

Sexta-feira, ela vinha dirigindo o veículo quando, em frente a seu edifício, o guardador de carros fez sinal que tinha uma vaga para estacionar. Quando o flanelinha reconheceu a motorista, mudou de idéia. Fez novo sinal, indicando outro lugar mais adiante. Roberta prosseguiu em direção à segunda vaga, na área de outro guardador.

PÔ, QUE SACANAGEM...

Quando ela foi estacionar, o guardador gesticulou que o espaço não estava livre. Mesmo diante da cara feia do flanelinha, Roberta estacionou no lugar.

- Pô, que sacanagem! Mandar ela pra cá! Era pra ter parado lá! – reclamou o guardador, indignado com o colega que encaminhou Roberta para a área dele.

- Moço, me desculpa – pediu Roberta -, mas eu moro aqui.

Outra vez, antes disso, Roberta deu 50 centavos para o guardador, e ele reclamou.

- Passa o dia inteiro com o carro na vaga e dá só isso - desdenhou.

Desde então, Roberta passou a dar 1 real. Mesmo assim, continua persona non grata na quadra de seu edifício.

BÊBADO, COMEÇOU A PRAGUEJAR

Valdomiro, 36 anos, comerciário, mora no Sítio Floresta, e costuma ir para o trabalho de carro, um Ford Del Rey Belina Ghia 1986 à gasolina, que comprou usado no ano passado por R$ 5.800, e que ainda está pagando em prestações diretamente ao antigo proprietário.

Valdomiro é caixa em uma loja no calçadão. Almoça no Centro. Estaciona o carro na Praça Coronel Pedro Osório às 8 da manhã e só sai depois das 19 horas.

Um dia, meses atrás, quando foi pegar o carro, Valdomiro disse para o guardador que estava sem dinheiro. O flanelinha, bêbado, ficou furioso e começou a esbravejar. Valdomiro se assustou, levantou o vidro e foi saindo devagarinho.

Depois disso, com medo, nunca mais parou naquela quadra. Prefere estacionar em frente ao Grande Hotel, onde fez amizade com outro guardador, chamado Pelotinha.

Pelotinha não se importa que a Belina fique parada o dia inteiro na vaga. Quando Valdomiro não tem 1 real, Pelotinha releva e aceita receber em dobro outro dia.

Certa vez, Valdomiro esqueceu o vidro do carro entreaberto e o alarme disparou. Pelotinha mandou alguém avisá-lo. Valdomiro mandou o controle para Pelotinha, que desligou o alarme e devolveu o controle à noite, quando Valdomiro foi pegar a Belina.

Por R$ 10 Pelotinha lava o carro, por dentro e por fora. “Dá pra deixar tranquilamente a chave com ele de manhã e pegar à noite”, diz Valdomiro.

"SÃO UNS ABUSADOS" - DIZ FLANELINHA

Juraci, 60 anos, guardador de carros desde os 7, nunca teve outra ocupação. Estudou até a 5.a série. Tem três filhos, entre eles uma jovem formada em História, que trabalha na UFPel.

Em sua quadra, Juraci facilita o estacionamento para seus clientes e dificulta para os que não aceitam seus serviços. Guarda vaga para os clientes e despista os outros.

- Quem não quiser pagar, não tem problema. Mas se estacionar e pedir para eu cuidar o carro, tem de pagar. Contratou um serviço.

Uma vez bateram no carro de um cliente seu. O causador do acidente quis subornar Juraci com R$ 10 para que ele ficasse quieto. Não funcionou. Juraci anotou a placa do carro e caminhou 7 quadras para chamar o cliente prejudicado.

- Tem gente que não paga e depois, quando acontece alguma coisa, quer reclamar. Aí eu não tenho responsabilidade – diz Juraci.

Foi o caso do dono de um carro Escort importado, que estacionava todo dia na quadra seguinte, vigiada por um colega de Juraci, e queria pagar só de vez em quando. Certa vez, quando foi pegar o carro, ele encontrou a placa do veículo caída no chão. Foi reclamar com o guardador, que respondeu que não tinha responsabilidade pelo acidente, porque não recebia nada há dias. O dono do Escort importado ficou furioso. “Eles não são os donos da rua? Não podiam deixar isso acontecer. Têm de cuidar”, reclamou, inconformado. Desde então prefere deixar o carro nos estacionamentos pagos. “É mais caro, mas não tem estresse”, diz ele.

"MACONHEIRINHOS"

Quando Juraci fala sobre casos como esse, deixa transparecer uma ponta de indignação. “São uns abusados”.

Ele também não gosta dos “maconheirinhos”, como chama os bêbados e drogados que, segundo ele, se fazem passar por guardadores de carro, mas não pertencem à Associação Profissional de Guardadores e Lavadores Autônomos de Veículos Automotivos de Pelotas. São eles, os maconheirinhos, que arranham carros e se metem em brigas, como a que aconteceu em fevereiro deste ano, quando um guardador esfaqueou outro, na esquina das ruas General Neto com 15 de Novembro, em uma disputa pelo ponto.

- Eu imponho respeito. Quando eu chego, os maconheirinhos vão embora. Eles sabem quem manda aqui – conta Juraci.

Mas o que mais o preocupa, atualmente, é o estacionamento rotativo.

A Prefeitura propôs uma parceria com os guardadores, mas Juraci, como a maioria dos colegas, acredita que o estacionamento pago vai prejudicá-lo. Em Caxias do Sul, Gramado, Rio Grande, em todo lugar, o sistema funciona com parquímetros. Em Pelotas, a proposta prevê que os guardadores venderão os bilhetes e receberão uma percentagem (24%) do valor cobrado.

- É pouco – diz Juraci.

Ele também não quer ser responsabilizado por acidentes que acontecerem na sua área. “A Prefeitura é que deve ser responsável”, propõe. “Eu vou só vender o bilhete. Não vai ser obrigação minha cuidar os carros”.

Juraci quer também um salário e vínculo empregatício.

- E se eu ficar doente? Preciso ficar protegido.

Os 53 anos de trabalho também precisam ser reconhecidos de alguma maneira. Juraci teme que, logo depois que o estacionamento rotativo for implantado, a Prefeitura o mande embora e coloque outro em seu lugar. “Um cabo eleitoral ou um apadrinhado qualquer”.

- Tem de ter alguma garantia – reclama Juraci. – E os meus direitos? Não posso perder tudo de uma hora pra outra.

PREFEITURA FEZ ACORDO PARA PAGAR FLANELINHAS

A Prefeitura tem se mostrado sensível às reivindicações dos guardadores. Quando a praça de alimentação da Feira do Livro ocupava o meio da rua da Praça Coronel Pedro Osório, por exemplo, a Secretaria de Cultura promoveu um acordo com os livreiros para que eles indenizassem os guardadores de carro prejudicados.

Se o projeto da Prefeitura for aprovado tal como está, dificilmente o município escapará de uma onda de pedidos judiciais de reconhecimento de vínculo empregatício por parte dos guardadores, ou “zeladores autônomos”, como são denominados no pré projeto em discussão. Por outro lado, surgirão questionamentos sobre a contratação disfarçada, pela Prefeitura, de funcionários sem concurso.

Como proposto, o estacionamento rotativo poderá se revelar um verdadeiro cavalo de Tróia. Uma solução capenga para os problemas de trânsito e estacionamento, cada vez maiores devido ao crescimento da frota de automóveis, uma chance de regularização para os guardadores de carro, e um problemão para futuras administrações da cidade de Pelotas.

Quem não tem nada a temer é Roberta, a dona do Chevrolet Agile LTZ 1.4 MPFI 8V FlexPower 5 portas, à gasolina, zero km, R$ 43.300. O projeto prevê que moradores da zona central que não tiverem garagem na sua residência terão direito a cadastrar um veículo por imóvel. Quando soube disso, ela declarou:

- Estou extremamente a favor do projeto.

(A pedido dos entrevistados durante a preparação desta matéria, alguns dos nomes das pessoas que aparecem na reportagem foram mudados.)

Leia mais
- Corriqueira extorsão com a cumplicidade do poder público em Pelotas
- Flanelinha é primeiro emprego de ex-detento

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47 comentários:

Anônimo disse...

"Isso" não é, e nunca será profissão, prefiro pagar R$ 3,00 em um estacionamento que pagar R$ 0,50 para essas pessoas que praticam essa guarda compulssória.

Cláudia de Lira disse...

Achei oportuna e excelente a matéria do Marcos Macedo sobre essa realidade pelotense.
Parabéns ao Blog!

Anônimo disse...

A vida é dura e cada um sobrevive como pode. Quando ronca as tripas o bicho pega. É fácil falar quando se tem a vida organizada.

Anônimo disse...

sou favoravel a nao pagar nada! eles nao tem responsabilidade nenhma sobre os veiculos, se roubarem meu 147 de R$800,00 eles tao terao condiçoes de arcar, imagina se roubarem o de R$43000! a policia tinha que recolher os flanelinhas das ruas!

Anônimo disse...

Por que todo mundo que vai de carro para o centro tem que parar grudado no calçadão?
Caminhar é necessário para a saúde, faz o individuo, perder peso e melhorar sua capacidade cardio respiratória, além de outros beneficios.
Vamos todos estacionar longe do centro e caminhar. Nas ruas afastadas a presença de flanelinhas nao é tão frequente.

Anônimo disse...

Na praça Cel Pedro Osório,junto aos brinquedos,fica um "guardador",que chega sempre perto do meio dia,deixando pela manhã um elemento que geralmente está embriagado.O "dono" do ponto é costumaz,na tarefa de arranhar os carros de quem ele não gosta,ficando sempre tudo por isto mesmo.

Anônimo disse...

Sou a favor do estacionamento rotativo com parquímetro.

Ninguém pode se proclamar como donos das ruas, intimidar e ameaçar motoristas.

Se a prefeitura se sensibiliza tanto com eles, que arrume outra coisa para fazerem. Se nada for feito, o contingente de flanelinhas só vai aumentar e, pode ter certeza que é muito mais fácil negociar uma solução com o contingente atual de flanelinhas do que com 10 vezes mais flanelinhas.

Anônimo disse...

A matéria nos mostra a extorsão legalizada em Pelotas. Com chancela da prefeitura. Este é apenas mais um dos fatos que mostram a desorganização do município e a sensação de impunidade que reina na Princesa do Sul. Lamentável...

Anônimo disse...

Legal a matéria, muito apropriada. Ainda bem que não trabalho no centro; quando estudei na ucpel era extorquida diariamente, um inferno, até que me vi obrigada a pagar estacionamento.

Anônimo disse...

Se a prefeitura não implantar o estacionamento rotativo e mostrar quem manda no campinho; vamos ter que se submeter aos guardadores/zeladores/flanelinhas cobrando R$5 pra vagas centrais pago adiantado (cm jah acontece em POA) e trabalhadores/moradores pagando mensalidade.

Anônimo disse...

flanelinha é igual a vizinho, se encher o bico prá falar tem que mete porrada! tão pensando o quê!

Anônimo disse...

Eu gostaria muito que este post fosse apenas uma ficção.
Não posso crer que algum agente público tenha negociado algum centavo de indenização durante a Feira do Livro (se o fez, só pode ter sido com dinheiro privado). Não posso crer que vão cadastrar moradores para utilizar o espaço público (morador do Centro que não tem vaga na garagem que pare o carro onde tiver vaga, nem que tenha que tenha que deixar lá no Porto).
Nas cidades grandes, as cahamadas "Zona Azul" são controladas por agentes de trânsito (os marronzinhos, amarelinhos da vida). Em Pelotas os azuizinhos poderiam fazer esse serviço. Se quiserem acabar com os flanelinhas, acabam. Basta ter disposição.

Anônimo disse...

Eis a questão, Anônimo das 17:04. Disposição para algo... A máxima parece ser que é melhor empurrar com a barriga e ver depois o que acontece...

Natália R. disse...

E também tem os flanelinhas noturnos, que ficam próximos de casas noturnas e às vezes cobram uma quantia na chegada e outra na saída...

Anônimo disse...

Após desculpas e conversas, agora o silêncio pairou.De volta a estaca zero!Estacionamento Rotativo,não serve para Pelotas?

Anônimo disse...

Realmente é uma vergonha ! Os "pseudo guardadores de carros" são crias dos políticos (prefeitos, vereadores e súditos) que deixaram eles se "criarem". Aposto que se for oferecido um emprego fixo,com carteira assinada e demais deveres dos "mortais" trabalhadores, nem 5% do contingente aceitaria a oferta. Enquanto isso, o estacionamento rotativo não é implantado pois precisa de "autorização" dos flanelinhas para tal. E como nossos políticos vendem a mãe por um voto, não sairá tão cedo. Em outros lugares funciona, em Pelotas não, pois seus dirigentes não tem visão ou não querem ver o problema. Os exemplos citados são vergonhosos, são uma afronta ao cidadão e a Constituição.

Anônimo disse...

É isso aí anônimo de 29 Novembro, 2010 17:04, o Poder Público além de cadastrar e considerar legítima a ação dos 'vândalos', ainda proporciona "férias remuneradas" durante a Feira do Livro, se eu conto isso em outra cidade não irão acreditar em mim.

Anônimo disse...

Este governo não tem secretários fortes, pois os "guardadores" de carros fazem o que bem entendem e a prefeitura ainda pensa em lhes estender a mão. Vão ajudar as crianças,os idosos,os doentes,os necessitados,não os achacadores,e vândalos que nos pressionam diariamente.

Anônimo disse...

Rubens,quando a prefeitura negociou com os flanelinhas,o pagamento acho que foi feito pelos livreiros. Este governo compactua com o erro, creio, dobrando-se a pressão de meia dúzia.

Anônimo disse...

Gostaría que o ministério público,investigasse,quem pagou os guardadores e a mando de quem,pois isto é o fim de tudo,o gestor público se dobrando a vontade destes exploradores.

Anônimo disse...

Perseguem os carroceiros, que trabalham legítimamente com os meios que possuem, e legitimam esses lumpens achacadores.
Porque ?
Porque preferem gente pedinte e submissa, todo "sim-sinhor", preferem mandaletes do que trabalhadores autônomos que não devem nada a ninguém e cuidam da sua vida.
Os flanelinhas são o que há de mais próximo hoje em dia dos escravos: é um subempregado, meio mordomo, meio pajem, submisso a quem lhe passar alguns cobres.

Anônimo disse...

A prefeitura se esmera para dar errado e envolver a maior quantidade de pessoas em um imbróglio legal ingerenciável.
Nunca ouviram falar do KISS, o Keep It Simple Stupid?
Ou estão tentando provar a tese predileta deles de que o Estado é mau administrador?
Esse projeto vai ser um "case" de mau projeto.

Anônimo disse...

O que esperar de uma prefeitura que não dá jeito em flanelinha...imaginem como ficam os principais problemas da cidade. Aqui em Florianópolis foi implantada a Zona Azul e funciona muito bem. Minha opinião:
Fora flanelinhas
Zona Azul já
A rua não é deles e não dou um centavo.

Anônimo disse...

É refém de flanelinha quem quer.
Um pouco de dignidade não faz mal a ninguém.

Anônimo disse...

A ordem é: botar uma banca de camelô bem na frente das lojas e não pagar imposto, dizer que cuida carros e exigir pagamento, férias, 13º, indenização (todos os dEreitos), vender vale-transporte (alguns de origem duvidosa)na parada do ônibus e ainda xingar quem não quer comprar, receber vale transporte e usá-lo como moeda de compra, usar moto-táxi para carregar pessoas quando foi instituído p/carga, vender contrabando em frente à Receita Federal e sacoleiras dentro de órgão públicos em horário de serviço,não respeitar sinal de trânsito(carros e pedestres), não pagar IPTU porque no final do ano tem "perdão", tomar posse de terreno público e/ou privado porque depois ninguém tira dalí, pagar a escola particular do filho e depois transferí-lo para outro pq o colégio é obrigado a dar a transferência e não divulgar que é mau pagador, usar carro oficial em atividade privada,dar atendimento nos órgãos públicos como se fosse favor e nos privados como se fossem os reis da cocada!!!Será esse o modelo da Anarquia que foi implantado por aqui? E o que dizer para quem recebe o contracheque com os descontos todos, que tem que bater ponto ou para quem pensa em estudar para ser alguém na vida??Meu filho, vai prá anarquia institucionalizada que tu ganhas mais! Se alguém quiser, é só continuar completando a lista de desmandos!

Anônimo disse...

Eu estaciono onde tiver vaga e não dou um centavo pra ninguém!
Já sofri xingamentos, gestos, etc... Mas, e daí? Não sou criminosos e não fiz nada de errado, apenas estacionei em local público.

Anônimo disse...

Por falar em flanelinhas, tenho um amigo, Juiz de Direito em uma cidade de Santa Catarina, que 'enquadrou' os cuidadores de carros por vadiagem, determinando que a polícia os retire das ruas. Resolveu...

M.Ferreira disse...

Cidade esculhambada.Me resta pouca
resistência,perdi a paciência,a alegria,esperança.Ter uma coleta de lixo decente,poder caminhar nas calçadas,não ser atormentado por um som abusivo e prejudicial,e,ter
um trânsito funcionando,o que sei ser possível,sem a presença nefasta
e incompetente do secretrário.
Meu repúdio aos que tem a obrigação
de tratar com dignidade a população
e não o fazem.

Anônimo disse...

Acredito que não deveria ter nem flanelinha e muito menos estacionamento rotativo. Afinal, já pagamos muitos impostos, não precisamos de mais custos. Quem tinha que ficar rondando nas ruas para evitar esse tipo de coisa e cuidar dos automóveis, bem como das pessoas que andam a pé ou de bicicleta é a Guarda Municipal. Se eles nada fazem esse trabalho, que é deles, pra que ter então?

Anônimo disse...

Em uberlândia minas, cidade de quase 1 milhão de habitantes, devido a violência e assaltos provocados pelos moradores de rua, a promotoria estabeleceu que moradores de rua que fossem recolhidos e levados para albergues e retornassem as ruas seriam presos, isso diminui parcialmente a violência e coloca o poder na mão do estado. Mas aqui em pelotas não sabemos quem faz as leis.........

Felipe Mitre disse...

Um anonimo comentou isso: "A vida é dura e cada um sobrevive como pode. Quando ronca as tripas o bicho pega. É fácil falar quando se tem a vida organizada."

E foi mais ou menos essa mesma "desculpa" que me deram sobre os traficantes do Rio (vitimas da injustiça e desigualdade social, sem oportunidades e blablbla).

Isso pra mim , chama-se PREGUIÇA, ACOMODAÇÃO!
Tanta gente sem condições que estuda e batalha nessa vida, por que essas pessoas tem de ser diferentes e culpar a sociedade? Simplesmente por PREGUIÇA de batalhar!

Anônimo disse...

o estacionamento rotativo é sim uma necessidade de uma cidade de porte médio como pelotas e que possui essa frota de veículos. já não existem lugares que você vá em pelotas que não existam pessoas te pedindo dinheiro para estacionar em uma via pública sem quaisquer garantias de segurança. o estacionamento rotativo têm sua função, ele aumenta o número de vagas de estacionamento impedindo que os carros façam da rua garagens privadas.já os "guardadores",que se misturam em pessoas de bem, com moradores de rua grande parte deles drogados e alcoolatras que só estão em busca de dinheiro para o financiamento do do seu vício.não se pode generalizar, mas infelizmente a população de pelotas não pode mais ficar a mercê de "alguns donos da rua" que agem contra o patrimônio das pessoas. sim, falta trabalho, mas esse não é um !!!

Anônimo disse...

Impressionante a incompetência dos gestores pelotenses na resolução (ou falta dela) dos problemas da comunidade. Pagamento dos flanelinhas por conta da feira do livro e estacionamento garantido para moradores sem garagem dos prédios em volta da praça!?!?!?
Só pode ser piada!!!

Anônimo disse...

nunca tive problemas com flanelinha... já com os azulzinhos!!!

Anônimo disse...

Sou a favor da cobrança de pedágio para circular de carro no centro da cidade.

compra-se um ticket que permite circular durante "X" horas com seu veículo dentro do perímetro controlado.

Isso controla o fluxo, controla a poluição e controla as vagas de estacionamento.

Quanto aos flanelinhas, sou contra pagar qualquer tipo de esmola a eles. Acho que devem ser corridos pela guarda municipal.

No entanto, esta mesma guarda tem que ocupar o espaço para impedir o retorno dos ladrões e dos flanelinhas.

E quando um flanelinha arranhar um carro o que deve-se fazer é retornar ao local e espancá-lo com um porrete de tamanho médio.

Anônimo disse...

Ao Felipe Mitre (12:45):
Eles não estão culpando ninguém e nem reclamando, eles estão AGINDO.

Pelo texto, reclama o pobre proprietário de uma BMW, que se sente "achacado" (coitadinho), por um cara que pede um real.

Anônimo disse...

"Isso pra mim , chama-se PREGUIÇA, ACOMODAÇÃO!
Tanta gente sem condições que estuda e batalha nessa vida, por que essas pessoas tem de ser diferentes e culpar a sociedade? Simplesmente por PREGUIÇA de batalhar!"

Faça um simples exercício de imaginação: Você, classe média, tem um filho adolescente. Como são os tênis, roupas e material escolar dele?
De vez em quando vc paga um moço da vila para cortar a sua grama. Ele também tem um filho adolescente. E, que assiste às mesmas propagandas que o filho de toda outra classe social qualquer.
Quando o filho do cortador de grama, do carroceiro, da faxineira diz ao seu filho que não pode dar a ele aquele último modelo de celular que ele viu na TV, é porque esse pai e/ou essa mãe é simplesmente preguiçoso?

Anônimo disse...

Não pago e nunca vou pagar um PxXx centavo para esses trabalhadores fiscais do vento. "Cuidar carro" não é trabalho. Estacionamento rotativo já.

Anônimo disse...

Eu mesmo já fui testemunha quando esses vagabundos pegaram um FIAT UNO por dentro dos paralamos traseiros e arredaram para o lado para "abri uma vaga". Vamos esperar Pelotas virar o Rio de Janeiro para cortar esse mal pela raiz ?

Anônimo disse...

Um anonimo comentou isso: "A vida é dura e cada um sobrevive como pode. Quando ronca as tripas o bicho pega. É fácil falar quando se tem a vida organizada."


Complementando. Tem muita gente que vive de reciclagem do lixo, vendendo guloseimas e vale-transporte nos pontos de ônibus, vendendo lanches a domicílio nas empresas e até mesmo guardadores que ainda ganham mais um pouco lavando carro e era essa a função inicial deles antes de aparecer os "espertos" e começar a lotear espaço público. Tem muito trabalho que nem precisa de qualificação profissional.


E em resposta ao anônimo das 18:26, se quem tem um BMW ficar dando um real para todo mundo, daqui há pouco ele é que irá estar nas ruas, enquanto os outros é que irão estar com um BMW através da extorsão.

No mínimo tu deves ser algum destes guardadores ou familiar.

Anônimo disse...

Revela piedade a situação dos pobres, indefesos e socialmente humilhados proprietários de veículos nesta cidade.
É preciso fazer alguma coisa para proteger esta minoria (nem tão minoritária assim).
Cotas.
Cotas poderiam ser a solução.
Cotas para os ricos, injustiçados e indefesos proprietários de veículos.
Teriam preferência nas cotas para estacionar SEM PAGAR NADA, primeiro os proprietários de veículos acima de R$ 200.000,00; depois os acima de R$ 100.000,00 e assim por diante.
Por uma questão de justiça, pagariam apenas os carroceiros e os de veículos puxados a tração humana.

H.M.de Luca disse...

O Código Nacional de Trânsito,em nenhum lugar do território nacional
é tão desrespeitado.O que vemos no trânsito é aquilo que existe:
Sem fiscalização,jamais projeta,ou seja,um descaso total.
As autoridades deveriam trabalhar voltadas para a segurança e o bem-estar do cidadão.Se o poder público
não agir dessa forma,ele não tem sentido de existir."Flanelinhas" X
Estacionamento Rotativo,demonstra a dificuldade de lidar c/trânsito.
Dessa dificuldade e omissão,nascem
os acidentes em trânsito.
Reforma Administrativa é anunciada,
fazer uma faxina na boçalidade do Trânsito de Pelotas,é fundamental e urgente!

Anônimo disse...

Ao anônimo que sugeriu o pedágio: li hoje no site da câmara que implantarão esse sistema quando finalizarem a obra do metrô aqui de pelotas...

Anônimo disse...

Algumas coisas q.vi nestes últimos
dias,me compeliram a retornar ao Amigos.Leio os comentários,sempre bem intencionados,e manifesto meu acôrdo com o das 10:41 hs.Também acredito que para administrar uma secretaria de tamanha envergadura,
que deveria zelar pela"segurança e
bem-estar do cidadão",o mínimo que se pode exigir é competência em trânsito,e,evidentemente não é o caso.
Apoio,pois,"a faxina na boçalidade do trânsito"

Anônimo disse...

Ora por favor! Que mania o povo tem de contrapôr as coisas em dois extremos. Não interessa se o cara tem uma BMW ou uma carroça! O que se está defendendo aqui é que NINGUÉM é obrigado a pagar "cuidador" de carro.

E daí que o cara tem uma BMW? Ele está errado agora, por ter sido bem sucedido na vida?

Ele tem tanto direito ao estacionamento na via PÚBLICA quanto o carroceiro.

Ninguém disse que era um contra o outro...

Anônimo disse...

R$ 43 mil em um Agile? Putz...

Anônimo disse...

e carroça atrapalha o trânsito no centro da cidade...fiscalização prefeitura!!!!