Juíza anula resultado de concurso para professor da UFPel

CONCURSO ANULADO


EM PRIMEIRA MÃO
Candidata tomou posse há sete meses, mas segundo a Justiça deverá ser exonerada em favor do "segundo colocado" no concurso - na verdade, o primeiro




Não é de hoje que a UFPel é conhecida pela fragilidade de seus concursos públicos. Os critérios de seleção - precários - deixam margem a injustiças nos resultados. Sentindo-se lesados em seu direito, alguns candidatos recorrem à Justiça - e conseguem reparações. Foi o caso, por exemplo, de Marcos Cáprio Fonseca Soares.

Marcos obteve decisão favorável da juíza Marta Siqueira da Cunha, em 27 de janeiro passado. A juíza concedeu mandato de segurança em favor Marcos e contra o reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e Márcia Teixeira Antunes, aprovada em concurso para o cargo de professor assistente de Direito Privado da Faculdade de Direito. Ela foi aprovada pela banca examinadora em 2010, venceu por 0,15 avos de ponto, e tomou posse. Vem lecionando há sete meses.

Segundo a juíza, Márcia deve ser exonerada e Marcos deve tomar posse no lugar dela. Ela também condenou a UFPEL e Márcia a ressarcirem, proporcionalmente, as custas processuais despendidas pelo impetrante.

O concurso era constituído por três etapas: prova escrita, prova didática e prova de título. Marcos obteve a melhor média nas provas escrita e didática; porém, na prova de títulos, recebeu nota de 6,03, enquanto Márcia recebeu 7,15, o que lhe garantiu o 1º lugar no concurso e a nomeação em 12.07.2010.

Inconformado, Marcos alegou em juízo que solicitou por três vezes as planilhas de avaliação à banca examinadora. Quando as recebeu, constatou uma ilegalidade na atribuição de notas na prova de títulos. Segundo ele, a banca atribuíra pontos (20 pontos) erroneamente para Márcia, pois pontuara um mestrado que não poderia, segundo o edital.

Explicando: o edital dizia que, para participar do concurso, o candidato deveria apresentar como pré-requisitos uma graduação e um mestrado. Sendo pré-requisitos, esses títulos deixam de valer na prova de títulos. Mesmo assim, a banca contabilizou o mestrado pré-requisito quando, segundo a juíza, não poderia tê-lo feito.

Com a decisão judicial, os pontos de Márcia foram anulados e Marcos deve ser confirmado em 1º lugar. O caso permite recursos, mas por ora a decisão da juiza Marta deve ser seguida.

Trecho principal da decisão da juíza Marta

Diante do exposto, concedo a segurança pleiteada para determinar:

a) Que sejam subtraídos, da nota final da prova de títulos da candidata Márcia Teixeira Antunes, os 20 (vinte) pontos relativos ao item '4.22' da planilha 'Critérios para Avaliação' (planilha utilizada pela banca examinadora para avaliar os títulos dos candidatos), considerando que o título de mestrado apresentado pela candidata é pré-requisito para participação no concurso público;

b) Que seja atribuído mais 1 (um) ponto ao impetrante, na prova de títulos, no item '4.19' da planilha 'Critérios para Avaliação', considerando que apenas 1 de suas premiações/distinções (láurea acadêmica e voto de louvor na dissertação de mestrado) foi considerada pela banca examinadora;

c) Atendidas as determinações acima, seja recalculada a nota final da prova de títulos, assim como a nota final no concurso público, no que tange aos candidatos Márcia Teixeira Antunes e Marcos Cáprio Fonseca Soares, ultimando-se os atos de nomeação e posse relativos ao primeiro colocado, como decorrência lógica da finalidade do concurso público; e, caso a candidata Márcia Teixeira Antunes não reste aprovada em primeiro lugar, seja procedida sua exoneração.

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159 comentários:

Anônimo disse...

A grande Casa de Bruno Lima, 80 anos de história e nenhum curso em nível de mestrado ou doutorado em direito!

Anônimo disse...

Parabéns à juíza! Nós pelotenses poderíamos nos perguntar: "Parece que o MP estaria investigando ainda a aprovação, em um Departamento da UFPEL, de professores provenientes de doutorados concluídos em grupos de pesquisa de Química Orgânica de Santa Maria?" Nesta lógica talvez no Edital devesse constar também o grupo de pesquisa a que o candidato deva estar ligado. Assim inocentes poupam dinheiro de inscrição.

Eduardo disse...

A justiça tarda, mas não falha! Excelente decisão! Sensata e justa! Ponto para a meritocracia! Após esta, quantas mais virão?

Anônimo disse...

Parabéns ao blog amigos de pelotas, pois dificilmente através da imprensa "convencional" e tradicional de Pelotas, a população teria conhecimento destas práticas nocivas contra o serviço público de qualidade, tendo em vista o nível de comprometimento através dos tentáculos que ligam a velha oligarquia da comunicação pelotense as universidades locais, apesar da tristeza que estes acontecimentos chegam até nós.

Anônimo disse...

Se as seleções pra professor da UFPEL fosse idôneas, os critérios para pontuação das provas de títulos seriam divulgados explicitamente no edital, nos mínimos detalhes, para não restarem subjetividades. Assim, todos os candidatos já saberiam a pontuação dos títulos dos concorrentes durante o processo seletivo.
Mas, o MP prefere fechar os olhos para os editais da UFPEL.

Anônimo disse...

Olha, pelo que está relatado, mais do que eventuais problemas dos critérios da UFPel, o que ocorreu foi um erro da banca do concurso do Direito que não interpretou corretamente os critérios.

Anônimo disse...

É de se apontar que a decisão judicial publicada não é definitiva, isto é, deverá ser revista pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, com sede em POA, o qual decidirá, aí sim, em reexame necessário, emitir decisão definitiva sobre o caso.

Anônimo disse...

a professora que já foi empossada pode alegar direitos adquiridos e tal...duvido que ela saia.
Mas, por que o candidato processou o reitor e a outra concorrente, ao invés de processar a banca? Nem foi diulgado explicitamente quem foi a banca que "errou" no processo seletivo!

Anônimo disse...

Ao que parece pela decisão não foi caso de manipulação de resultado,mas sim equívoco de interpretação. A candidata continua aprovada, mas o que ocorrerá, se mantida a decisão, é inversão da classificação final.

Anônimo disse...

Haverá riscos de não ser nomeado e empossado o novo professor ante as medidas de contenção de Dilma?

Anônimo disse...

Quem constituia a banca do concurso? Era de divulgar-se também.

Anônimo disse...

Parabéns ao candidato e a essa juiza. Esse problema de insegurança de regras dos editais é constante e nada se faz para corrigí-los. O estilo das provas nas universidades é de um formato que propicia sim a manipulação. As notas acabam sendo subjetivas.

Anônimo disse...

Essa historinha é sempre a mesma.

Bola disse...

Infelizmente, essa fragilidade não está posta somente nos Concursos para Professores. Há relatos de irregularidades em Concursos para UFPel, FAU e ainda o não cumprimento de determinações judiciais, que possibilitariam a Substituição de TODOS - Terceirizados por Concursados. O MP, sendo mais atuante, com certeza ajudaria a fazer mais JUSTIÇA em outros casos. Esperamos que seja a primeira de muitas, sentenças favoráves aos CONCURSADOS. Ainda mais agora com a DILMA. Mas vale lembrar que as Universidade, através do DECRETO, tem autonomia para nomeação. Decreto? Autonomia? A Presidenta determina o que, quando e como deve ser feito, que autonomia é esta?

Anônimo disse...

Esta prática ocorre há décadas na ufpel, agora um candidato com conhecimento jurídico vislumbrou como funciona a "máquina" da engrenagem.

Anônimo disse...

O mérito e a competência devem preponderar sobre o jeitinho. Parabéns a Juizaa. O judiciário é justamente para corrigir distorções. Preofessor Cáprio, que DEUS te abençõe. Ass. Um operador do Direito, que chora por Justiça.

Anônimo disse...

O MP poderia começar intervindo nos próprios editais que não explicitam, nos mínimos detalhes, a pontuação dos currículos dos candidatos. Ao não explicitarem estes quesitos nos editais, se abre margem para "subjetividades". Se as seleções da UFPEL fossem honestas, após homologação das inscrições, todos os candidatos já saberiam a pontuação dos seus currículos.
Mas, isso é um hábito comum na UFPEL, tanto nos concursos para professores, quanto para as seleções de mestrado e doutorado.

Anônimo disse...

Contamos com vários estudos acerca do chamado "patrimonialismo" (tratar como particular aquilo que é público). Felizmente atingimos um estágio em que podemos contar com o Judiciário e a imprensa para varrermos este viés da administração pública.

Anônimo disse...

Se a justiça dos homens tarda, a de Deus não falha. Eu fui vítima de uma tremenda trapaçada na UFPel, mas nem precisei da justiça dos homens, e hoje estou ocupando o lugar que me era de direito!

Anônimo disse...

A composição da banca examinadora foi a seguinte: Gustavo Gazalle; Marcelo Bezerra e Silviana Henkes.

Anônimo disse...

Gostaria de parabenizar o Amigos de Pelotas pela qualidade das matérias, diversidade de temas abordados e comprometimento apenas com a verdade. Entre tantos desgostos, surge algo positivo, digno de orgulho da cidade.

Anônimo disse...

Desta vez a justiça foi feita!!!

Anônimo disse...

Alguém poderia responder uma pergunta: Para que perder tempo fazendo concurso se o regulamento do edital, os instrumentos previstos para avaliação e a legalidade não são cumpridos?

Anônimo disse...

Utilizei artigos do Marcos na construção teórica de minha monografia de graduação na UFPEL. Eu olhei os currículos Lattes dos candidatos, nossa... Sem palavras, nada mais a dizer.

Anônimo disse...

Minha indignação com os concursos,começou quando minha filha prestou prova para o IFSUL CAVG,para a disciplina de biologia e no resultado ví disparada na frente,e naturalmente aprovada,a filha de um dos membros do departamento de onde partem as provas e estão os responsáveis pelos demais procedimentos do processo seletivo.Naquele momento ví a impotência de quem não tem ninguém lá dentro e passei a questionar seus critérios.Cumprimentos à Magistrada pela brilhante decisão.

Anônimo disse...

Pois é, anônimo(a) das 23:20, também fiquei sabendo dessa história. O triste é que os interessados não tomaram nenhuma iniciativa. Assim, essa gente continua a tratar as instituições públicas como capitanias hereditárias...

Parabéns à Dra. Marta (grande juíza e uma das melhores pessoas que conheço) e ao candidato preterido, que não se resignou com a injustiça que sofreu.

Anônimo disse...

Por favor, não demonizem os concursos da UFPEL. Há muitos que são sérios. Em alguns, por interesses particulares, ocorrem fatos como este da Faculdade de Direito. Creio que o Ministério Público deve ser acionado para verificar se houve interesses escusos (dolo) ou se houve um erro. Se doloso, é situação caracterizadora de improbidade administrativa por parte do(s) integrante(s) da banca examinadora que manipulou(aram) as notas.

Anônimo disse...

Ao que consta, a manipulação na prova de títulos foi vergonhosa. A UFPEL tem que vir a público e explicar o que aconteceu. Não pode se omitir nessa hora, sob pena de comprometer todos os concursos da instituição. Deve instaurar o processo administrativo para apurar responsabilidades. Os responsáveis devem ser punidos administrativamente e responsabilizados judicialmente, pois pode estar caracterizada situação de improbidade administrativa.

Antonio disse...

Parabéns, Rubens. Gol do "Amigos". É para que todos sintam a importância de uma imprensa livre, descomprometida. Pelotas necessita do "Amigos".

Anônimo disse...

As denúncias que o amigosdepelotas faz são muito úteis, pois todos ficam sabendo e, agora, com a repercussão desse processo, temos mais é que difundir essa notícia! Apesar disso, a UFPEL segue com alguns editais abertos para seleção de professores com as mesmas "subjetividades", já que não constam nos editais os critérios para a pontuação dos currículos, o que abre margem para "interpretações".
Mesmo com todas as denúncias, eles continuam fazendo o que querem!
Mas, é bom o pessoal denunciar quem são as bancas desses concursos para a população e a justiça ficarem de olhos bem abertos!

Anônimo disse...

Entrevista em concurso público eu acho uma palhaçada, pois a banca dá a nota que quiser e é aí que, geralmente, os "peixes" entram, pois não existem provas materiais para contestação desse critério.
As provas didáticas também têm algumas subjetividades que abrem brecha para aprovarem os "amigos da banca"!

Anônimo disse...

Desconfio tanto da maioria dos concursos públicos para docência da UFPel, quanto da maioria dos que se dizem prejudicados por seus resultados.

Anônimo disse...

ao post das 23:20: você devia ter entrado na justiça! Esses educandários PÚBLICOS continuam com essas seleções subjetivas... porque ninguém tem a coragem e o conhecimento que este advogado teve agora para entrar com essa ação. Só gostaria de saber o quanto custou essa ação, pois muitas pessoas não entram na justiça, porque tem medo dos custos do processo. Na maioria das vezes, quem está prestando um concurso, não tem emprego ou não teria condições financeiras para arcar com os custos de um processo desses.

Anônimo disse...

Acho que se a banca de um concurso para professor quisesse beneficiar um candidato, faria isso nas provas didática e escrita, que, por natureza, admitem um certo grau de subjetivismo na apreciação dos desempenhos dos candidatos. Não faria, jamais, na prova de títulos que, dentre todas, é a mais objetiva, posto que há critérios para atribuir pontos aos candidatos. Há, sim, concursos em que existe a disposição de beneficiar candidatos. Não me parece que seja o caso deste. Pelo que li, houve tão somente a adoção de critério que a Juíza, por convicção própria, não entendeu justo. Não conheço um concurso para professor em que algum candidato derrotado não se dê como injustiçado...

Anônimo disse...

Não sei de um só concurso público para docência em que algum dos não vencedores não se tenha como "roubado".

Anônimo disse...

de que adianta denunciar, ganhar na justiça, se a banca não sofre nada, não é punida? Aliás, qu epunição poderia ter uma banca formada por funcionários públicos já establizados?

Anônimo disse...

Realmente, não adianta tanto alarde se as bancas dos concursos comentem as irregularidades que cometem e continuam aí. Se eles são funcionário públicos federais estabilizados e não podem ser demitidos, então que a justiça os impeça de serem bancas de outros processos seletivos públicos. Daí, sim, acredito que as bancas iriam temer um pouquinho, pois o "cachê" para ser banca de concurso é um bom plus no salário deles.
Tomara que os candidatos dos próximos concursos da UFPEL não tenham a covardia do "medo de se queimar" e coloquem a boc ano trombone e partam pra justiça exigindo os seus direitos!
Tomara que os profissionais que trabalham na justiça tenham vergonha na cara para punirem as irregularidades dessas bancas de seleção, proibindo-os de exercerem essa função novamente para selecionarem candidatos a cargos públicos, pois os direitos devem ser iguais para todos os cidadãos e não apenas para os amigos e familiares das bancas de seleção. Todo e qualquer brasileiro tem que ter o direito de condições justas para concorrer a um cargo público e não com essa maracutaia da UFPEL!

Anônimo disse...

Não entendi a noticia. Se era requisito para inscrição a especialização e o mestrado então os dois estavam empatados neste quesito. Como poderia a banca dar pontos para o mestrado de apenas um candidato? Ou foi incompetencia ou ma fé!

Anônimo disse...

Os funcionários públicos podem ser demitidos - cerca de 3000 funcionários foram demitidos em 2010

Anônimo disse...

Decisões judiciais como esta devem ser festejadas, pois é a vitória da democracia e da legalidade! Faz bem para a nossa autoestima (como brasileiros).

Anônimo disse...

O cumprimento das regras dos concursos e das leis é importante porque através disto se exerce a almejada igualdade, pois este país está cheio de pivilégios, favorecimentos e interesses particulares no serviço público.

Anônimo disse...

Sou pelotense mas estou há 3 anos em Porto Alegre. Eu já tinha ouvido muitos comentários aqui sobre os problemas nos concursos universitários recentes. Mas este caso específico, antes mesmo da sentença procedente ser concedida, gerou especial fervor e indignação. Fico pensando em quantos mais podem ter sido injustiçados e não tiveram a coragem do candidato Marcos.

Anônimo disse...

Para quem apontou no comentário dia 11/02 09:55 a necessidade de processo administratitivo interno da UFPel para verificar os fatos, vai a informação de que antes do candidato recorrer ao judiciário, solicitou revisão dos títulos apontando as irregularidades. Mesmo notificada e ciente da situação, a Universidade nada fez para corrigir o erro.

Anônimo disse...

Quero parabenizar à magistrada que sentenciou. Hoje, do jeito que as coisas estão, quem cumpre com sua obrigação de maneira digna e honesta tem que ser elogiado, por inc´rivel que pareça, o que deveria ser um dever tornou-se mérito, tão rara tornou-se a seriedade das coisas.

Anônimo disse...

Tenho duas graduações concluídas pela UFPEL e agora ingressei em mais um curso desta Universidade. Sempre me interessei pelos concursos, porque os professores são parte fundamental da nossa formação. Percebia que muitos professores tinham uma titulação elevada mas que sua didática era péssima. Por esta razão uma de minhas formações é em licenciatura. A didática, em minha opinião, é o principal atributo de um professor universitário. E digo que depois de tantos anos na Academia, tive poucos professores que reúnem títulos e didática, é coisa rara. O professor Caprio é um destes poucos e sua vitória é antes de qulaquer coisa, ganho para a Universidade e acomunidade pelotense.

Anônimo disse...

Foi ótimo o Amigos dar esclarecimentos sobre este caso. Eu já tinha ouvido falar que havia acontecido um episódio estarrecedor por extrema distância entre dos currículos dos candidatos, mas não tinha entendido bem por falta de informações concretas ou de uma fonte segura, pois outros veículos de comunicação da imprensa nada contribuíram para o esclarecimento do fato. Mais uma vez, o Amigos mostrou o que é jornalismo sério.

Anônimo disse...

É lamentável que aconteça algo tão desapontador na Faculdade de Direito que deveria zelar pela lei e pela transparência de seus atos. Ainda bem que o Judiciário deu uma resposta para corrigir a ilegalidade, sinal que nem tudo está perdido.

Anônimo disse...

Sou pofessora de ensino médio e meu marido professor universitário. O mais lastimável neste episódio é a constatação que o ensino supeior no país está muito ruim. Os professores que fizeram esta seleção não sabem matemática ou são analfabetos funcionais. O currículo do candidato é muito superior e não falo apenas de produtividade e experiência quantitativas, mas de aspectos qualitativos. Se a hipótese de que não foram incompetentes para julgar os títulos não for a mais certa, prefiro não dizer o que pode ter ocorrido...

Anônimo disse...

Concordo com o comentário de 13 de fevereiro 00:03, pois acabei de ler os currículos no site do CNPq - é muita diferença mesmo.

Anônimo disse...

O esforço e o investimento na educação superior não terão o efeito esperado se os profissionais que atuam nas universidades continuarem a exercer estas práticas danosas. Afinal, a educação não se constrói apenas com palavras e teorias mas sim com exemplos positivos, tão raros nos dias de hoje.

Anônimo disse...

A questão deste concurso é de interesse público. Algumas pessoas, erroneamente, consideram que é restrito aos dois candidatos envolvidos e à Universidade. A verdade é que a educação superior é interesse de todos, ou deveria ser assim considerada, pois todos pagamos impostos, de forma direta ou indireta, que devem ser bem empregados. Por isso, o candidato mais qualificado é o mais indicado para ocupar o cargo.

Anônimo disse...

A Universidade é mantida com dinheiro público, ou seja, de todos nós, inclusive o meu. Estou indignada. Tantos jovens lutam para ingressar nesta universidade e têm isto de exemplo - alguns profesores nas bancas fazem tudo o que vem na cabeça deles ou fazem seus próprios citérios de seleção. Não se preocupam em respeitar o edital, que vale para todos, sendo portanto instrumento de igualdade e muito menos se preocupam com a qualidade do ensino. Chega!!!!

Anônimo disse...

Concordo plenamente com o caráter público da coisa. E o pior de tudo é que a UFPel não tem a decência de vir a público responder à comunidade, acha que é superior ao ponto de não ter que dar satisfação.

Anônimo disse...

Eu sinto falta de uma mídia assim na minha cidade. Sou do interior, de um município menos desenvolvido que Pelotas. Temos Universidade particular e não temos pública aqui, mas muitas vezes ficamos sem entender certas contratações de professores, mas ninguém fala nada. Eu sabia alguma coisa do caso porque ouvi na UFRGS por ser o candidato que impetrou bastante conhecido lá. Mas eram "coisas que se ouve" no boca a boca, concretamente eu não sabia o que tinha ocorrido. Muito bom uma fonte de informação mais precisa. Parabéns!

Anônimo disse...

E a responsabilidade da banca, não será apurada?
Me pergunto: como em pleno século XXI a "mão de Alice" ainda conduz alguns por tais sendas?

Anônimo disse...

Eu já não acredito em erro de interpretação ou critérios equivocados. Impossível crer que os examinadores não tenham percebido que existe uma disparidade incrível entre os currículos e a titulação dos candidatos envolvidos. Ainda bem que com a Internet, todos podemos ver estas informações, de modo democrático para exercer a cidadania.

Anônimo disse...

Se a intenção fosse manipular o resultado final, para favorecer um determinado candidato em particular, certamente a banca teria utilizado a prova didática e escrita, onde os critérios são subjetivos, e não a prova de títulos. Não me parece caso de manipulação de resultado.

Anônimo disse...

Na prova didática e escrita cada membro da banca dá uma avaliação e todos os candidatos sabem qual nota foi dada por cada um dos membros da banca. Já a prova de títulos é facilmente manipulável por ter uma só uma só nota, dada uniformemente pela banca, ninguém individualmente pode ser responsabilizado. Daí entra a máxima "o que é respoinsabilidade de todos acaba por ser de ninguém".

Anônimo disse...

Admiro muito a coragem do candidato. A maioria das pessoas não luta por seus direitos e aceita a injustiça. Em concursos da UFPEL isto é muito comum, pelo que se ouve falar. A reversão é muito difícil, neste caso foi possível somente porque foi muito escancarada a coisa.

Anônimo disse...

É uma pena que tais fatos se repitam na UFPEL.É de se verificar as relações entre interesse público e o interesse privado no caso em tela.
Será que pelotinos são privilegiados nas seleções para carreira docente dentro da UFPEL? Nomes e sobrenomes são determinantes?

Anônimo disse...

Hoje fui tirar cópias xerox de documentos pendentes para levar para a matricula da UFPel. Estavam comentando que alguém era uma "cabeça", proferia palestras interessantes e fez concurso para uma instituição, mas não sabiam dizer ao certo qual. Mencionei o caso da UFPel e recebi a indagação "por que ninguém ficou sabendo? por que não sai no jornal?, respondi: Saiu no "Amigos de Pelotas" esta e muitas outras matérias interessantes, inclusive também sobre o estacionamento rotativo.

Anônimo disse...

Eu tenho muita estima por alguns indivíduos que participaram da minha vida acadêmica na UFPEL. Naquele tempo também acontecia este tipo de coisa e era uma das poucas coisas a lamentar. Hoje vivemos em uma era supostamente mais democrática, mas a realidade é que as coisas se efetivam e operam através de elites.

Anônimo disse...

Fico me perguntando: se um cadidato laureado, com duas graduações, já em fase adiantada de doutorado e com publicações em revistas conhecidas nacionalmente,com currículo de explícita superioridade pôde ser sub-avaliado nos títilos, o que podem esperar os outros candidatos? Até que ponto podem chegar? Haverá limites?

Anônimo disse...

Estou estudando à distância Gestão de Recursos Humanos. Este mês os trabalhos são sobre critérios de seleção e métodos avaliativos de perfil. Em Licenciatura pela UFPel estudei amplamente a questão da avaliação. Avaliar parece fácil para quem não faz parte do processo. A verdade é que a avaliação é complexa e não é nada fácil. É preciso um trabalho metodológico e comprometido, requer competência técnica associada à interpretação. Por esta razão carrega um grau de subjetividade, mas a interpretação e valoração de pesos não podem se sobrepor aos critérios objetivos.No caso deste concurso, examinei os currículos como exercício, pareceu-me bem superior o do candidato que reclamou ao judiciário, mas como eu mesmo afirmei, não é tarefa fácil. Por isto, a banca pode ter errado, não é possível afirmar manipulação enquanto houver a possibilidade de erro.

Anônimo disse...

Nos últimos anos, o incentivo e o investimento na educação de nível superior foi muito expressivo. Contratações de funcionários e professores, recursos diversos, novos cursos, aquisições de prédios, fomento à pós-graduação e a pesquisa. Tudo isto é fundamental para o crescimento do país. Entretanto, a educação não se dá somente na sala de aula, vai além disso. Educação se constrói com uma nova cultura e com práticas positivas que sirvam de exemplo para o progresso.

Anônimo disse...

É triste que seja preciso recorrer ao judiciário para que os princípios da igualdade, da legalidade e da transparência no setor público sejam resgatados.

Anônimo disse...

É muito bom poder ainda confiar no judiciário. É um recurso diante de tantos absurdos. Se os cidadãos tivessem mais consciência de seus deveres e direitos e agissem de acordo com esta relação, o judiciário não estava abarrotado e saturado de processos.

Anônimo disse...

Prestei recentemente um concurso para professor do IFRS (BENTO GONÇALVES) minha pontuação final foi 5 pontos a mais que o primeiro colocado, mesmo assim fui eliminado pois não atingi nota mínima no desempenho didático. É claro que concordei com o resultado, pois pequei quando esqueci de entregar à banca meu plano de aula e quando percebi o erro ao final da aula, a banca se recusou em recebê-lo, o que acabou causando enorme prejuízo na minha pontuação. Acho que as bancas são questionáveis sim em suas avaliações e com raras exceções são imparciais nos resultados. É necessário vigiar muito todo o processo do concurso e recorrer à justiça sempre que possível. Parabéns à magistrada de Pelotas. Na minha situação vejo injustiça, uma vez que o primeiro colocado tem uma nota final inferior à minha, e os outros 3 candidatos aprovados com notas menores ainda, mesmo assim foram aprovados.

Anônimo disse...

a FURG bolou uma outra estratégia para criar um nível de subjetividade nos concursos para professor. Trata-se da apresentação prévia de uma proposta para plano de atividades durante a sua carreira docente. Ora vejam, como uma pessoa de fora da universidade poderá propor algo condizente com a realidade da universidade, se não trabalha lá? Assim, mais uma vez, ficam os amigos e parentes da banca.
Existe um meio judicial de impedir esse "critério"?

Anônimo disse...

o cara de Bento Gonçalves, como qualquer outro que for desclassificado por esse motivo, tem que ver se no edital consta que o plano de aula deve ser entregue antes de iniciar a prova didática. Caso não conste em edital, você pode exigir o seu direito na justiça e fazer, como fez o cara que originou esse texto aqui.

Anônimo disse...

Caro Rubens, se você deixar, garanto que esse post bate records de comentários, pois todo mundo tem uma história sobre as irregularidades dos processos seletivos pra professores da UFPEL e só aqui será possível divulgar.

Anônimo disse...

Este caso teve repercussão e ficou conhecido, embora a mídia convencional não tenha noticiado. Foi um desgaste a mais para a imagem da UFPel, que já na não era das melhores. O fato do professor Caprio ser atuante em aulas especiais de pós-graduação, seminários e eventos importantes e suas publicações em periódicos de excelente nível, ajudou a espalhar estarrecimento e surpresa com o resultado, pois nestes meios se reúnem profissionais e estudantes de várias áreas do conhecimento e também de várias localidades. Na minha turma de doutorado todo mundo ficou sabendo e apesar contar com apenas 15 alunos, é cada um de um canto do estado e tem 2 alunos que não são gaúchos. Estou relatando isto porque o dano que uns poucos geram compromete a imagem da instituição como um todoe bons funcionários e professores podem ser associados a esta imagem negativa.

Anônimo disse...

Desta vez houve ponto para a meritocracia. Mas isso é coisa rara. O sucesso profissional se alcança através de favores, jeitinhos, tradição familiar e recursos financeiros. Fui colega do Marcos na graduação da UFPEL e sei que ele não tem nada destas vantagens que outros levam. Em compensação, desde aquela época destacava-se por sua inteligência, determinação e senso de justiça. E foi este senso de justiça e determinação que o levaram a lutar por seu direito.

Anônimo disse...

Desta vez alguém mostrou que não basta escrever, pensar, "filosofar". É preciso atitude, ações que façam a diferença. Como sociólogo e lutador por uma sociedade mais justa e também defensou ferrenho dos direitos fundamentais do cidadão, o professor Caprio mostrou que se acreditamos, devemos lutat. Que sirva de aprendizado para aqueles que fraquejam.

Anônimo disse...

A verdade é que dificilmente se prova algo contra as seleções. Todo mundoi sabe o que acontece, mas ninguém pode provar com exatidão na maioria das vezes. Ainda bem que neste concurso o candidato era além de corajoso, competente e com conhecimento jurídico suficiente para pleitear a revisão.

Anônimo disse...

A decisão da magistrada mostrou que nem sempre o que é injusto e errado não pode ser mudado. Ocorrem muitos casos de injustiças, como aqui mesmo nas postagens são relatados. Sei que diante de tanta cacetada é fácil cair, mas tem que levantar e voltar para o ringue.

Anônimo disse...

Os funcionários públicos deveriam ser submetidos a controles mais rígidos e avaliações periodicamente. Deste modo, seriam mais corretos e não aconteceria tanto este tipo e coisa.

Anônimo disse...

A mídia convencional não deu cobertura nenhuma deste fato. Mas para falar a verdade, quem se interessa por coisa séria e que tenha algo a acrescentar já não se baseia pela imprensa convencional. Eu mesmo já adotei outras fontes de informação, como por exempo, o Amigos de Pelotas, com principal meio de me atualizar. O caso deste concurso pode não estar na imprensa convencional, mas com certeza está na boca demuita gente, porque o que já ouvi falar...

Anônimo disse...

Minha vida na UFPEL foi marcada por bons e maus ensinamentos. Minha vida fora dela também. Muitas vezes eu percebia que aquilo que se pregava como certo não era praticado por funcionários e professores. Mas o fato é que conheci pessoas exemplares que acabam pagando pelo rótulo que a Universidade adquire devido a episódios deploráveis como este concurso e outros fatos desapontadores.

Anônimo disse...

Temos de parabenizar o Judiciário pela decisão. Lamentavelmente a UFPel não resolveu a questão intermanete, parece que não se importa com a legalidade, nem com sua imagem (pois acaba se expondo, e expondo aos pelotenses indiretamente). Mas felizmente o Judiciário está aí para corrigir injustiças.

Anônimo disse...

A sentença mostrou que o candidato tinha razão. Ainda bem que desta vez foi possível reverter pois na maioria das vezes, como tudo neste país, "acaba em pizza".

Anônimo disse...

Isto sempre se repete. Tem mesmo é que brigar, porque o que é direito não é praticado. Os direitos adquiridos e cumprimento dos mesmos não caem do céu, são fruto de lutas. Por isso são adquiridos, no sentido da palavra, é algo que adquire com espforço e não nos é dado sem esforço.

Anônimo disse...

O espírito cívico não é muito apurado nos brasileiros. Não se interessam por questões de ensino superior, com o futuro e o presente das coisas. Se não fosse deste modo, este fato não airia barato para a Faculdade de Direito. Já com o Big Brother se importam muito. Eta!!!

Anônimo disse...

Estou muito satisfeita tendo o Amigos como meio de informação. Esta questão do concurso foi por enquanto exclusivamente noticiada aqui. Outras coisas que interessam a um grande número de pelotenses, como os problemas do Minha Casa Minha Vida também não são comentados e são de extrema importância. Partabéns pela seriedade, diversidade e relevância dos temas abordados e qualidade do jornalismo.

Anônimo disse...

Sou do interior e sei "como a banda toca" na hora de construir a carreira profisional. Estou há 4 anos em Porto Alegre e vejo que aqui também as relações influem muito. Não condeno isto, é importante na minha opinião. Mas isto apenas não basta. A competência e a experiência são fundamentais e por mais que se tenha afinidades com determinado candidato, isso ´pode influenciar subjetivamente, mas não deveria determinar. A competência e o mérito profissional são mais relevantes que a afinidade e as relações pessoais ou ao menos aasim deveria ser.

Anônimo disse...

Esse caso foi totalmente abafado pela mídia local e ignorado pela reitoria da universidade? Será que as pessoas que compõem a mídia local têm relações diretas com os professores que participam dessas bancas "subjetivas" da UFPEL?
Será que a reitoria aprova e concorda com esse tipo de postura que é comum e institucionalisada nos processos seletivos da UFPEL?
Ainda bem que temos o amigosdepelotas com coragem pra divulgar essa matéria e os comentários de muitas pessoas que servem para alertar aos pequenos detalhes que os futuros candidatos devem prestar atenção.
Além do seu ótimo texto informativo, após ler os comentários, sairei daqui com uma visão bem diferente dos editais para processos seletivos de professor na UFPEL, o que não estiver ali, ou estiver deixando brechas para "subjetividades", irei brigar na justiça pelos meus direitos e também irei colocar a boca no trombone. Afinal, toda essa "farra acadêmica" é paga com o nosso dinheiro!

Anônimo disse...

Minha monografia de conclusão de curso foi sobre avaliação na educação. Considero que avaliar é bem mais difícil do que a maioria des passoas imaginam. Em alguns casos polêmicos de concursos é possível pensar realmente em critérios subjetivos de avaliação os quais para quem não participou do processo, parecem estranhos. Mas neste caso específico não dá para adotar esta idéia para justificar o que houve. A diferença dos currículos é muito grande, tanto no aspecto quantitativo de produtividade e de qualidade. Talvez o mais subjetivo seria a discriminação por ser o currículo do candidato que reclamosu à justiça totalmente interdisciplinar. O discurso é que a interdisciplinariedade é desejável, mas na prática o quadro é bem diferente. Quem atua em mais de uma área é geralmente discrimado por aqueles que acham que determinada área do conhecimento é superior à outra.

Anônimo disse...

Estudei Direito e desisti devido ao insuportável convívio com as pessoas do meio. Eram arrogantes e julgavam-se superiores, mantinham-se à parte dos dilemas acadêmicos que a maioria dos outros cursos enfretava. Era tudo assim: "você sabe com quem está falando?" Esta mentalidade de superioridade é que leva ao não cumprimento das regras dos editais, pois se acham acima de tudo e de todos. Houve problemas em concursos de outras unidades, mas a Faculdade de Direito é campeã.

Anônimo disse...

Agora, como eu faço pra me proteger dos editais com brechas à "subjetividade" nos concursos pra professor da UFPEL?
Tenho medo de identificar os pontos de "subjetividade" num edital, abrir minha boca e já ser reprovada antes do concurso acontecer?
O amigosdepelotas estaria aberto para denunciarmos essas brechas para irregularidades que as bancas de seleção deixam disfarsadas nos editais?

Anônimo disse...

Será que os candidatos dos próximos concursos terão coragem de colocar a boca no trombone que nem fez esse advogado?
O eterno medo do "se queimar" acaba deixando essa máfia da "subjetividade" seguir criando as suas próprias Leis na UFPEL.

Anônimo disse...

Acredito que esta caso não é isolado, conforme relatos e comentários que vão de boca em boa e agora no blog. A verdadeé que nada adianta só reclamar, tem q procurar os meios legais para tentar mudar.

Anônimo disse...

Seria ótimo se todos botassem a boca no trombone. A questão é que usam a tal discricionalidade e pesos não objetivados para avaliar os títulos, fator que dá margem para interpretações diferenciadas, distorções ou até mesmo manipulações. Muitas coisas absurdas neste caso demonstram que os pesos e a avaliação foram tendenciosos para prejudicar o candidato. Mesmo assim, o judiciário geralmente neste ponto não se manifesta, porque em matéria de concurso prefere se restringir ao direito claro e lei incontestável. Este caso só foi revertido porque além de sacanagem teve ilegalidade explícita de fácil comprovação.

Anônimo disse...

Sabe quando se tem certeza de uma coisa e não se pode provar? Usam regras pouco objetivas para manipular a prova. Daí o candidato sabe que pode ter sido prejudicado mas não faz nada por medo de se queimar e ser acusado de recalcado. As regras dos concursos da UFPEL são muito abertas e propiciam muita subjetividade e liberdade da banca.

Anônimo disse...

Depois deste caso surgiu um estímulo. Os últimos concursos abertos pela Universidade tiveram um número acima do comum de inscritos, bem acima da média para concursos da UFPEL. Acho que a descrença já era tão forte que alguns indivíduos já não se inscreviam para não fazer papel de palhaço, tão famosa ficcou a marmelada.

Anônimo disse...

Apesar das denúncias feitas aqui e dessa decisão da justiça em anular o resultado do concurso pra professor do Direito. Os novos concursos da UFPEL continuam com brechas e quesitos não objetivos. Por exemplo, a pontuação dos currículos dos candidatos não está descrita em detalhes no edital. Os professores que compõem essas bancas de seleção sabem que dificilmente alguém fará alguma coisa ocntra eles, ou entrará na justiça. Enquanto isso, segue a impunidade na UFPEL e o MP fazendo "vista grossa" pra isso.

Anônimo disse...

A impunidade certamente é um fator de stímulo para este tipo de conduta. A inoperância do Ministério Público nesta cidade também é inquestionável.

Anônimo disse...

Prova didática eu acho uma palhaçada, pois muitos dos que julgam são bachareis, ou seja, não tem formação pedagógica pra julgar uma prova didática. Além disso, os "peixes" sempre levam notas maiores nas provas didáticas. Por esse motivo, que muitas aulas na UFPEL são didaticamente equivocadas.

Anônimo disse...

Todas as provas de concurso universitário podem dar margem para subjetividade. Entretanto, a prova de títulos é mais sucetível a isso porque a nota dada é pela banca e não por fulano ou ciclano. Nenhum dos membros assume a responsabilidade desta avaliação. E mais uma coisa: esta prova vale 40% de todo o concurso, ou seja, o que é mais subjetivo é o que pesa mais.

Anônimo disse...

Na minha opinião além da banca de professores da Universidade deveria ter um professor de outra federal para avaliar todas as provas. Quanto à didática, o ideal seria uma comissão de alunos participar da avaliação. O que pode parecer boa didática para a banca pode não ser para o aluno, porque existem códigos de linguagens que expressam melhor idéias de acordo com cada contexto. Desta maneira a avaliação seria mais democrática.

Anônimo disse...

Existe uma falácia de que os concursos tornaram o funcionalismo público acessível. A verdade é que sempre tem os "peixes" e os "tubarões". qurem Arrumar a vida dos colegas de trabalho, dos amogos, dos parentes, por isso abocanham tudo.

Anônimo disse...

Como os professores bachareis podem avaliar, por meio de uma prova didática, um candidato a professor de um curso que forma bachareis? Nenhum deles têm formação pedagógica pra avaliar uma prova didática. Se um bacharel puder se outorgar esse direito e poder, então não existem mais motivos para existirem os cursos de licenciatura.

Anônimo disse...

Por mais que as pessoas reclamem, as provas didáticas jamais serão eliminadas dos concursos pra professor nas universidades, pois elas são justamente a brecha para uma avaliação subjetiva que possibilita dar notas maiores aos conhecidos da banca. Antigamente, a estratégia era a nota de uma entrevista. Agora, como a justiça pode atuar, caso o candidato se ache prejudicado por uma avaliação subjetiva, permanece um mistério.

Anônimo disse...

Tenho que concordar. No mínimo um membro da banca deveria ter formação em licenciatura para avaliar a didática.

Anônimo disse...

A didática é muito importante para ser eliminada. O que precisa é consciência moral da banca e profissionalismo. Um professor de fora poderia avaliar todo o processo e uma fiscalização específica para concurso podria ser instaurada.

Anônimo disse...

Uma tentativa para colocar um pouco de ética nos processos seletivos da UFPEL seria se a justiça impedisse os professores - que participaram de bancas de avaliação onde houveram irregularidas - de participarem em bancas futuras. Talvez assim, eles pensassem um pouco mais antes de tentar burlar a democracia nos processos seletivos da UFPEL. Além disso, os candidatos teriam que deixar de ser covardes e colocarem a boca no trombone e não terem o "medo de se queimar", entrando na justiça e reivindicando os seus direitos, assim como esse cara que originou o texto fez.
O problema é que, geralmente, quem está tentando um concurso desses, não tem dinheiro para pagar um advogado e as despesas de um processo. Mas, nesses casos, acredito que a imprensa pode ajudar. Em Pelotas, podemos contar com o apoio do amigosdepelotas, já que os outros meios de comunicação çocais são de propriedade das mesmas pessoas que tomam chá nos clubes com os professores da UFPEL.

Anônimo disse...

Quero parabenizar o Amigos por noticiar este fato do concurso e pelo Minha Casa Minha Vida. Educação superior e habitação popular são temas muito relevantes para o crecimento do país, embora negligenciados pela imprensa pelotense porque o jornalismo sério está cada vez mais raro. Alíás, a seriedade das coisas está comprometida em todas as áreas. O problema do concurso foi claramente vexaminoso. A cobrança de taxas e falta de clareza nos contratos do Minha Casa Minha Vida vem a completar o quadro de situações que ilustram como elites, pensando somente em interesses particulares, prejudicam a população. Os investimentos em educação e habitação não terão êxito se estas operações não forem denunciadas e corrigidas.

Anônimo disse...

Gostaria de saber se os membros da banca serão responsabilizados...

Anônimo disse...

Bem que o autor do blog poderia entrevistar a "primeira colocada", a fim de que a mesma possa apresentar os seus argumentos.
De qualquer modo, parabéns pela informação, em especial por se tratar de uma caixa-preta (a UFPEL e seus pelotinos).

Anônimo disse...

Gostaria que o amigo de Pelotas nos informasse como é que está a situação do caso. Precisamos estar atentos aos desdobramentos, considerando os meandros insondáveis que estão a ser trilhados...
Parabéns pela denúncia!

Anônimo disse...

Conheço o professor segundo colocado, e, tendo eu estudado fora do Brasil, percebo o quanto estamos atrasados em relação aos procedimentos nas universidades. Estamos a aguardar informações atualizadas sobre o caso!

Anônimo disse...

Parabéns ao colega Rubens Amador. Agora estou, eu e meus colegas, interessados em descobrir quais foram os desdobreamentos do caso. Me parece que os concursos da federal ficaram mais concorridos após a divulgação dos fatos ocorridos no direito.

Anônimo disse...

Gostaria de ver uma entrevista com o prof. Cáprio sobre o caso, sobre as eventuais resistências que enfrentou em sua luta por justiça!

Anônimo disse...

É a história da formiga contra o elefante... Espero que produza bons frutos na UFPEL.

Anônimo disse...

Como é que terminou a história????
Precisamos saber! ME parece que a "primeira colocada" continua ministrando aulas na federal...

Anônimo disse...

Gostaria de parabenizar o blog pela coragem em explicitar esses absurdos que ocorrem nos concursos da UFPel há anos e nossa lamentável imprensa não noticia.Vou estar atento ao desfecho deste triste episódio.

Anônimo disse...

Rubens Amador tem se mostrado um jornalista independente e comprometido com a verdade.Saúdo-o por depurar as etapas do concurso público na UFPel.Gostaríamos que aqui em Rio Grande houvesse um repórter assim, para mostrar como foi a última seleção pra professor substituto no Direito da FURG.Parabéns, Amador!

Anônimo disse...

A velha UfPel e seus apaniguados de sempre...ainda bem que jornalistas competentes e candidatos corajosos ainda empunham bandeiras por estes pagos.

Anônimo disse...

O que esperar da casa onde o nepotismo reina há anos e ninguém faz nada.Imagino os interesses e pressões que abarcam um "furo" jornalístico desses.Cada vez fico mais fã deste blog...

Anônimo disse...

Olha, meu caro Rubens: qualquer fato acontecido de forma igual e recentemente no Direito da Furg, terá sido mera coincidência...

Anônimo disse...

Que bom que existe o blog amigos de pelotas! Assim é possível que assuntos que permaneciam nas sombras venham para a luz do jornalismo sério. O que acontece na UFPEL há anos parece piada...Mas, não esqueçamos que outras tristes histórias acontecem nas faculdades privadas de Pelotas!

Anônimo disse...

Gostaria de saber qual rumo tomou a história. Acho que, conforme sugerido acima, deverias entrevistar o prof. Cáprio.

Anônimo disse...

Seria interessante o amigosdepelotas investigar se a professora foi destituída do seu cargo e o segundo colocado foi empossado, ou se ela permanece no cargo e foi "criada" uma nova vaga para o segundo colocado. Além disso, também seria muito legal uma entrevista com o segundo colocado sobre os procedimentos que se deve ter quando um caso desses acontecer.

Anônimo disse...

Prezado Rubens, me senti provocada quando li neste blog manifestações com relação à FURG.Participei do último processo seletivo para professor substituto no Direito e fiquei muito decepcionada com os rumos da seleção.Inclusive, alguns candidatos não aprovados têm se reunido e, em pouco tempo, teremos novidades...um abraço e continue com esse trabalho sério, rubens amador.

Anônimo disse...

Vejo uma faculdade privada como pano de fundo nesses casos UFPEL e FURG.Contornos de um laboratório?Parabéns ao jornalista do site e seus colaboradores.

Anônimo disse...

A propósito, meu caro Rubens: esses profissionais do "jeitinho" nunca têm mestrado na sua área de conhecimento, mas em outra mais fácil.É aquele velho hábito de turvar o sistema...

Anônimo disse...

A Candidata do dia 25 de março 09:12 deveria fazer como o cara que deu origem a esse texto e entrar na justiça. Não adianta ela vir aqui e comentar, se houve irregularidades no processo seletivo. NÃO TENHAM MEDO DE "SE QUEIMAR" e DENUNCIEM! Divulguem quem foi a banca de seleção e peçam na JUSTIÇA para que essas pessoas sejam impedidas de serem bancas em seleções futuras!

Anônimo disse...

Concordo e acho que as pessoas devem denunciar.Mas não deixo de reconhecer o quanto isso torna difícil ingresso dos denunciantes na academia em função das dificuldades criadas por esses professores desonestos.Temos que ser realistas...

Anônimo disse...

Me faço o seguinte questionamento:
Se fazem isso na Pública, o que será que não aprontam na Privada???

Anônimo disse...

Xiii... Fui informada que a "primeira colocada" continua sendo professora do direito da federal!!!
Seria interessante maiores esclarecimentos sobre a situação!

Anônimo disse...

Aconteceu algo aos membros da banca? Será que vai ficar por isso mesmo? Não seria interessante o conselho uni9versitário rever as regras para os concursos das federais? Me parece que lá quem tem origem pobre, não pelotina, não pode dar aulas!!!

Anônimo disse...

Onde está o professor Cáprio que não ministrou aulas para nós da federal? Continua a contestada professora...

Anônimo disse...

fui informada que uma das pessoas envolvidas no caso tem contribuido de forma não consciente para que alunos de uma certa faculdade privada migrem para outra privada confessional ou tentem vestibular na federal... e, mesmo depois do ocorrido, continua a ministrar aulas na federal...

Anônimo disse...

Eu posto este comentário de um terminal da UFPEL neste momento. Eu deveria estar tendo aula de etica neste, mas falta professor para a materia. Não estou aborrecida, até aliviada, pois sei que aula desta materia aqui configura muita hipocrisia, considerando as praticas permitidas nesta Universidade.

Anônimo disse...

Triste realidade... Acompanho o dsfecho do caso. Gostaria de uma entrevista com o professor Caprio. Fui seu aluno e sei sobre seu vasto conhecimento e didatica e lamento que ele tenha pasado por isto e mais precisamente que uma faculdade de direito de preste para tal feito.

Anônimo disse...

Recebi o link do site por uma amiga. Parabéns do Sr. Rubens Amador!
Para dar aula na federal de pelotas, especialmente no direito e na medicina, parece que existe um pré-requisito: não ser pobre, de origem mais simples. Se for filho de figurão, puxa-saco, amigo da banca, membro de alguma irmandade ou pelotino da gema: está garantido nas disputas com os "descamisados"! É triste, especialmente em uma faculdade de direito!
Não ouso mais me largar daqui para Pelotas onde o candidato acaba sempre por legitimar algum absurdo.

Anônimo disse...

Em Rio Grande, esta mentalidade "pelotina" tomou conta dos processos seletivos docentes para o Direito.Só passa se for do feudo ou não-descamisado...parabéns aos colaboradores do blog.

Anônimo disse...

Infelizmente os problemas nas seleções de professores para universidades públicas são recorrentes em várias instituições: não se trata de problema somente do pessoal do sul do RS. Mas, é importante o caso para que se perceba o que é possível fazer contra os favorecimentos e os interesses envolvidos em seleções de professores, nas quais pelotas tem triste destaque. Chega longe a fama de ser uma cidade que privilegia algumas pessoas que concebem suas panelas, seus feudos.Fico satisfeita ao ver tais fatos denunciados. Espero que os resultados do caso sejam informados no blog.

Anônimo disse...

Sou aluna da FURG e estou apavorada com algumas "aulas" que estão sendo dadas.São só brincadeirinhas que tomam todo o período e nos mandam fazer trabalhos de avaliação em casa.Será que tem a ver com seleções "arranjadas"? meus colegas estão começando a ler o blog, achamos muito bom.

Anônimo disse...

Padeço da mesma situação, mas sou aluna da UFPel. Estou impressionada com as aulas que tenho tido, não sei como passaram nos concursos, ou melhor, não sabia, pois agora estou começando a entender...

Anônimo disse...

Existe um comentário que o último processo seletivo pra professor substituto no Direito na FURG está sendo investigado...é verdade?

Anônimo disse...

Acho que a candidata mencionada poderia dar exemplo e pedir a exoneração, evitando tamanhã exposição!

Anônimo disse...

Fico curiosa para ver os desdobramentos... Acho que exonerar-se seria uma saída digna: mesmo que possam ser feitos recursos judiciais, acredito que o caso não se reverte em favor da candidata

Anônimo disse...

A candidata é uma boa professora na anhanguera. Não sabia do caso, e fiquei triste com o ocorrido... Pelo menos agora a candidata fica com mais tempo para coordenar e dar aula na melhor faculdade de direito de pelotas a anhanguera.

Anônimo disse...

interessante... depois ficam cobrando comportamentos dos alunos...

Anônimo disse...

Concordo com o texto sobre "esquecimento voluntário", publicado esta semana no Amigos. Acredito que precisamos tomar um caso como paradigma para rompermos esta lógica. Somos bombardeados com notícias de escândalos de corrupção, ilegalidades, etc. Mas tudo parece servir apenas para ratificar a percepção coletiva de que há uma cultura de desonestidade estabelecida. Mas está na hora de rompermos com esta realidade. O caso em questão envolve todos os ingredientes deste estereótipo de nossa cultura.

Anônimo disse...

infelizmente, a faculdade de direito da ufpel, quase centenária, não tem nem um mestrado! triste realidade de uma faculdade que se consagrou por ter entre seus quadros uma maioria de advogados que faz bico ou marketing pessoal na ufpel. a candidata se enquadra no perfil histórico da faculdade. ainda bem que assumirá o prof. cáprio, professor!

Anônimo disse...

Não há profissionalismo, ética ou comprometimento com os objetivos reais da universidade: ensino, pesquisa e extensão. Isto não é suposição, é conclusão da análise objetiva dos currículos envolvidos neste caso e do perfil dos candidatos.

Anônimo disse...

Dou os parabéns a juiza pela sentença.
Também fiz concurso na ufpel a pouco tempo e não tive acesso a planilha de notas do curriculo até hoje, e já se passam quase 1 ano.
Ao mesmo tempo, fiz concurso na FURG, e preciso elogiar o sistema de notas - tudo as claras para o candidato.

Anônimo disse...

Não é admissível que em qualquer órgão público não seja a transparência fundamental em todos os seus atos. Lamentável postura esta da UFPEL.

Anônimo disse...

Acho que o assunto mereceria, do blog, uma matéria para expor a situação do processo. O prof. Cárpio deveria se manifestar sobre o caso.

Anônimo disse...

O Amigos está dando um show de jornalismo. Este caso foi mostrado de forma objetiva e resumida, mas os comentários levantaram muitas questões interessantes relacionadas: Sistema de avaliação, legalidade, postura ética e cidadania são os principais pontos que os leitores tocaram. Percebe-se que o Amigos conquistou um público diferenciado, que acredita numa possibilidade de mudança, na imprensa séria e comprometida com o desenvolvimento e o progresso. Infelizmente, veículos como o Amigos de Pelotas são e "leitores cidadãos" são minoria neste país. Mas das sementes poderemos, quem sabe no futuro, colher bons frutos? Mais uma vez, parabéns!

Anônimo disse...

Sonho com o dia em que teremos mais professores que advogados fazendo bico na federal. Quando isso acontecer, talvez não tenhamos os problemas verificados na faculdade de direito.

Anônimo disse...

O ocorrido neste concurso é um exercício prático de manutenção e expressão da cultura brasileira dominante em instituições públicas. O pior de tudo é que isso não é uma mentalidade exclusivamente pelotense, se manifesta em toda parte, contamina nosso país em geral.

Anônimo disse...

Aguardamos ansiosamente o prof. Cáprio na UFPEL.

Anônimo disse...

Não podemos generalizar: existem exceções à regra na UFPEL. Soube que no último concurso para a faculdade de Direito não houve problemas, e, acredito, deva ter sido selecionado o candidato ou candidata mais capacitado. Não esqueçamos das privadas, não no que diz respeito às seleções (que podem ser feitas por pura camaradagem ou interesses forenses, por exemplo), mas em relação ao próprio funcionamento das instituições.
Fico preocupada em ver que a candidata em questão ainda seja nossa professora na Federal.

Anônimo disse...

Não sei o que aconteceu. Já faz meses que li esta notícia no blog, e já no meio do ano passado via as pessoas comentando, mas não entendo porque o professor não assumiu, será que a decisão foi revogada ou a UFPEL mais uma vez desrespeita a lei? Seria interessante uma informação mais completa para não gerar especulação. Ainda esta semana minha irmã assistiu uma participação deste professor numa aula especial e não sabia se ela era ou não já considerado professor da UFPEL.

Anônimo disse...

Greve na Odonto, caos no resto todo... A coisa ta feia pra UFPEL. Quando estou em Pelotas ouço alguma coisa sobre este concurso, e sobre outros tambem realizados por esta Universidade, mas o concurso desta reportagem vejo ser comentado mais fora da cidade do que por aqui.

Anônimo disse...

Recebi este link por um amigo e também o de repotagens do Minha Casa Minha Vida. Eu já tinha me antenado e visto que tinha irregularidade neste concurso logo que saiu o resultado,que era inacreditável, mas não sabia nada desta decisão, apenas pelo Amigos eu soube. Sobre o Minha Casa Minha Vida já ouvi muita gente reclamar e na revisão de alguns contratos vi muitos absurdos e lamentava que ninguém denunciava. Mas o Amigos cobre fatos importantes abafados pela mídia tradicional. Parabéns.

Anônimo disse...

Este concurso é apenas um exemplo das muitas coisas que contrariam a igualdade neste no Brasil.