Carta aberta à dona Virgínia Fetter (Final)

Rubens Filho
Editor do Amigos

Prezada Virgínia Fetter

Segunda, 31

Dona Virgínia Fetter:
silêncio sobre certos assuntos
Recebi com atenção sua Interpelação Judicial, esse instrumento da democracia, através de seu advogado. Creio que minha resposta a satisfez, já que não deu sequência a processo judicial contra mim. Talvez um dia me processe, ou eu a você. É também da democracia que coisa assim ocorra, sobretudo em atividades de conflito como o Jornalismo, e sendo nossas linhas editoriais tão díspares.

Na sua Interpelação, você diz que não compreendeu uma frase de matéria minha, e pergunta se eu quis insinuar que você recebia dinheiro da prefeitura para o evento dos Conjuntos Vocais (bandinhas de Carnaval), realizado pelo DP em parceria com seu funcionário Sérgio Cabral, editor de esportes em seu jornal.

Como lhe expliquei, nada no meu texto permite concluir que você recebia dinheiro da prefeitura. Pensar nessa hipótese foi mera ilação sua. Mesmo porque não possuo provas de transação da natureza que você supõe que eu tenha insinuado.

O que sustentei na matéria é que você e seu primo, Fetter Jr., atual prefeito de Pelotas, não têm o menor pudor de misturar as esferas pública (prefeitura) e privada (sua empresa) em situações que beneficiam o Diário Popular, firma da qual seu primo também é proprietário.

Terça, 01

No tal Concurso de Bandinhas, promovido por sua empresa desde o Carnaval de 2008, a despudorada mistura de interesses públicos e privados ronca mais alto do que as cuícas na noite do barulhento evento e ofendem o cidadão bem informado. Decerto você percebe, mas faz vista grossa.

Afinal, o concurso, realizado por você em parceria com seu funcionário Sérgio Cabral (editor de esportes e autointitulado promotor de eventos) é realizado sobre os centenários paralelepípedos da quadra em frente da sede do Diário Popular - trecho este, na rua XV, interrompido ao tráfego por autorização-ordem do prefeito, para que você e seu jornal possam realizar seu evento e faturar em marketing.

Em vez de alugar um local para fazer o concurso, como seria o correto, você desfruta da gratuidade do espaço público oferecido pelo seu primo. Na verdade, você e Fetter Jr. desfrutam juntos do benefício.

A confusão parte daí - você percebe? Você se dá conta? É impossível que você não entenda o que estou dizendo...

Afinal, se você e seu primo tivessem cuidados elementares com a ética nas relações e na gestão da coisa pública, sequer cogitariam de um pedido de sua parte e de uma autorização por parte dele para fechar o passeio público a um evento que beneficia uma empresa do qual ambos são acionistas-proprietários. Dar-se-iam por impedidos.

O fato de vocês virem passando por cima desse impeditivo de ordem natural, há anos, denuncia, para mim, o modo como você e seu primo veem Pelotas: como quintal da casa de vocês. Vale lamentar, desde já, a ausência da dignidade de um protesto da Câmara de Vereadores contra sua conduta e de seu primo.

A falta de ética de vocês - o abuso - não pára aí, como você sabe.

Como se fosse a coisa mais natural (pensando bem, por que não seria para quem foi até este ponto?), não contente em gozar da rua como propriedade privada, você assiste - sem esboçar censura - a seu funcionário Cabral (oficialmente atribui-se a este a façanha a seguir...) "convencer" o prefeito Fetter Jr. a aceitar a inclusão no cronograma oficial da prefeitura de uma "apresentação pública para o povão das cinco bandinhas vencedoras do concurso privado promovido pelo DP".

Mesmo que quem tenha tratado da "inclusão" do evento no calendário municipal tenha sido oficialmente o funcionário do DP, se você concordou com essa negociação (sendo parceira do funcionário no evento de origem - o concurso), torna-se "parceira" de seu subordinado no segundo evento - já que este traz ganhos para o marketing e a imagem do DP.

Não há provas de que você recebeu pagamento em dinheiro da prefeitura pelo show das bandinhas vencedoras - então, não recebeu. Mas é óbvio que lucrou em mídia para o Diário Popular com a inclusão do evento derivado (apresentação das bandas vencedoras) na programação da prefeitura.

A mera inclusão do evento no calendário oficial já seria falta de ética. Mas, você sabe, ainda falta a cereja no bolo: pela apresentação das "bandinhas vencedoras" do evento do DP, o prefeito Fetter concordou pagar ao promotor do evento e funcionário do DP com dinheiro dos cofres públicos. Ou seja, aceitou pagar - oficialmente - a um subordinado (que é parceiro seu e de seu primo no evento) com dinheiro do contribuinte, e não cogita que essa conduta ultrapassa todos os limites éticos.

Seu Cabral recebeu R$ 20 mil pela apresentação das tais bandinhas vencedoras em 2011. Cada uma das cinco bandas recebeu apenas R$ 250 por tocar no evento público do calendário municipal - total R$ 1.250. O restante ficou no 'bolso de Cabral'.

Você, Virgínia, considera ético esse pagamento ao seu também funcionário, e parceiro profissional?

Não precisa responder. Já sabemos que, para você, tudo que foi relatado acima é normal. Inclusive porque não demitiu seu funcionário...

Quarta, 2

Hoje, Finados, Dia dos Mortos, pensei por um instante naqueles que se foram desse mundo em Pelotas nos últimos 50 anos. Eles assistiram à decadência econômica, social e moral da cidade como um fade que vai escurecendo a cena final nos filmes tristes.

Pelotas encolheu, mas, como viveu sua época dourada, sentiu mais forte o baque, tanto que o que restou da chamada elite local tratou de negar a realidade – até hoje o faz em proporção inversa à sua queda. A psicanálise explica tal comportamento, perceptível no excessivo espaço dado à figura do "colunista social", um ser que, por aqui, nada produz além de tentar encobrir a realidade com purpurina.

À medida que o dinheiro foi rareando junto com as oportunidades, com louváveis exceções pessoais a imprensa local, que sempre detestou a crítica e amou ser interiorana, no que essa palavra tem de pior, viu o mel e se deu conta de sua condição de mosca: ficou ainda menos fiel à sua nobre função social, que deveria ser fiscalizar o poder público (e o uso do dinheiro do contribuinte); buscar a verdade e exercitar o espírito crítico.

Veja seu caso e de seu primo, por exemplo...

Você, que é arquiteta mas não exerce a profissão, a certa altura optou por dirigir o Diário Popular, negócio que herdou de sua família. Bom para você, que pegou o bonde andando, não precisou ter o trabalho de colocar o negócio em pé.

Quinta, 3

Hoje não estou com vontade de escrever para você. Ainda mais que daqui a pouco começa a nova temporada da série House, você conhece? É sobre aquele médico especialista em diagnósticos difíceis. Ele entra em campo sempre que alguém está para morrer e ninguém sabe a causa.

Nesta sexta terminarei a carta toda.

Sexta, 4, Última parte

Olá.

O episódio de estreia da nova temporada da série House foi ótimo. Não sei se você viu, passa na Universal, canal 30, por assinatura. É inteligente, vale a pena. O protagonista vive em conflito com todos, mas é respeitado porque quase sempre acerta os diagnósticos.

Mas o que eu queria dizer a você neste final de carta é que sua falta de ética e de seu primo no caso citado acima não me surpreende. Ela já é conhecida de muitos cidadãos.

O que me surpreende é ver o Ministério Público permitir acertos entre você e o prefeito para eventos de marketing que beneficiam um negócio privado de ambos, como é caso também do "Estação DP", em que vocês oferecem cortes de cabelo grátis e outras ‘bondades’ do tipo para pessoas pobres - também sobre o passeio público, com autorização do atual prefeito.

Por falar nisso, permita-me uma observação extra nesse caso. No final das Estações DP, vocês se esquecem de recolher o lixo que o evento deixa para trás. Poderiam dar exemplo de consciência ambiental, mas deixam tudo para os lixeiros. Você, por certo, conhece o significado do termo “Patrimonialismo”. Então compreende o que estou dizendo.

Não tenho nada pessoal contra você, como já deve ter percebido. Procuro vê-la do exato tamanho que tem na função que exerce, sem as lentes enganadoras das colunas sociais, do fotoshop. Procuro entendê-la pelas atitudes, que sempre nos definem mais do que nossas palavras.

Veja o caso da cobertura do caso das cobranças ilegais de corretagem em Pelotas no Minha Casa, Minha Vida, programa federal que financia imóveis à população de baixa renda. Acho esse caso exemplar - no sentido de explicar você.

Quando as denúncias vieram à tona, em fevereiro passado, o que seu jornal fez?
Foi ouvir mutuários lesados?
Foi defender os interesses do cidadão e dos consumidores?
Não.
Vocês deram voz apenas aos donos de imobiliária e construtores, seus anunciantes fortes. Quase não tocaram no assunto, aliás.

Quando a coisa começou a engrossar para os maus empresários praticantes de enriquecimento ilícito contra pelotenses, segundo definiu o Ministério Público Federal, o DP não publicou sequer a Recomendação do MPF à Caixa e ao Ministério das Cidades para que a cobrança fosse interrompida. Por que você não mandou noticiar esse documento oficial?

Eu acredito que a população não se contenta só com cortes de cabelo de graça.

Todos ficamos sabendo como o caso evoluiu: a Procuradoria da República ajuizou ação contra Fuhro Souto, HFM, Rodobens, Caixa e BB. Aí não teve jeito. Você teve de publicar, mas seguiu dando espaço exclusivo à visão dos empresários-seus-anunciantes, que financiam seu jornal e, por extensão, financiam a sua vida, desprezando a voz dos mutuários. Se seu diário fosse "popular" de fato não agiria assim, certo?

Você, talvez, tenha pensado: “Se eu publicar algo que desagrade o Henrique (Fuhro Souto), ele vai parar de anunciar comigo e vou perder dinheiro e sei lá o que... Se pensou assim, pensou na sua saúde financeira, mas 'denunciou' que o DP não faz jornalismo, mas outra coisa com outro nome.

Você não gosta muito de internet. Para você, deduzo, a internet (o progresso) atrapalha seu modo de vida. Afinal, quando criamos o amigosdepelotas.com em 2008, 14 anos depois da chegada da internet ao Brasil, seu jornal não publicava informação online. Lembra? Passou a fazê-lo apenas depois que nós chegamos. Na verdade, você ainda não publica online pra valer, já que em geral prefere deixar o filé bem passado para o dia seguinte no papel. Mas o mundo está mudando, você deve ter percebido. Depois da net, nada será como antes, não está sendo, as pessoas estão cada vez mais bem informadas sobre tudo.

Aí está a diferença entre nós, entre o DP e o Amigos. Na minha opinião, os sinais mostram que você tem amor pelo passado e tenta congelar (ajustar) a realidade de Pelotas aos seus interesses e aos interesses dos que lhe sustentam o negócio. Já por aqui temos amor pelo futuro, queremos ver Pelotas renascer noutras bases de relacionamento, emancipada, altiva, moderna.

Vale lembrar que, sem a internet, a cobrança ilegal de corretagem em Pelotas teria permanecido no limbo. Ao ser denunciada e provocar reações no MP, na Justiça e nos envolvidos - queira você ou não - é "a realidade mudando". Decerto você percebe isso, talvez sinta até um certo desconforto diante do olhar das pessoas.

Ao completar 200 anos, é mais que hora de enfrentar questões estruturais da cidade e da sociedade. O adiamento desse debate é responsável, em parte, pelo nosso atraso local. O excesso de elogio e auto-elogio, tão comum nas suas colunas sociais, paralisa e emburrece, cria um mundo onírico apartado da realidade. É tempo de lidar com o mundo real e com a crítica com maturidade.

Saúde e paz.

RF.

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34 comentários:

Anônimo disse...

E não é apenas no concurso de bandinha que Virgínia Fetter e o seu Diário Popular se beneficiam da relação de parentesco com o Prefeito.
No tal estação Diário Popular, que acontece anualmente, a Avenida Dom Joaquim também é 'fechada' para as promoções do jornal.

Anônimo disse...

Rubens tu és, em alguns momentos, brilhantemente irritante.

Anônimo disse...

uau...

Anônimo disse...

Li que a dna. Virgínia tomou posse hoje no tal conselho que o Matteo Chiarelli inventou. Fetter tava precisando mesmo ficar ainda mais próximo da sua prima.

Anônimo disse...

Queremos mais!

Anônimo disse...

Rubens, a tua linha de raciocínio deixou a aludida senhora e seu primo alcaide "mais apertados que rato em guampa"...

Anônimo disse...

Finalmente veio a tona a carta aberta. Em aberto seguem os motivos de sua edição e dos motivos da interpelação. O Rubens deve ter ficado perplexo com esta atitude da proprietária do aludido jornal, portanto, melhora ainda mais a preferência popular pelo Amigos(que ironicamente faz alguns inimigos com seu jornalismo revelador). Mesmo em nome da democracia, a interpelação pode ser traduzida como um instrumento de intimidação. Não gostaria de ter esta sensação.

Anônimo disse...

Quem tá na chuva, é para se molhar...
Ser demandado judicialmente, injustificadamente, não é privilégio do Rubens. Quem se impressiona com isso, não cumpre bem com seu mister.

Jorjão disse...

Muito bem!!!

Jorjão disse...

“Um voto é como um rifle: sua utilidade depende do caráter do usuário.”
Theodore Roosevelt

Nas próximas eleições o povo tem uma ótima oportunidade para mudar o rumo da política em nosso município.

Anônimo disse...

Chefe, fantástico! Tu tens o raro dom da pena e do raciocínio.

Anônimo disse...

A senhora Virgínia deveria ter ficado quieta. Abriu espaço para ouvir uma resposta pública.

Anônimo disse...

Gosto do blog, mas, como disse anteriormente, acho que a Vírginia tem razão nesse assunto.

Anônimo disse...

Bem lembrado o aspecto do espaço público. Nem tinha percebido. É verdade. Os primos, um no mercado privado e o outro no setor público, foram sócios de um evento num local de todos, da população. Mais uma economia, além do lucro ilegal e da receita, vamos dizer assim, "lícita". Estas condutas, sem dúvida, feriram os princípios éticos, fazendo prevalecer o interesse do particular sobre o coletivo. Isso é democracia?

CBN disse...

Ao anônimo das 22:14...a Virginia tem razão em que????? fiquei curioso...

Anônimo disse...

Concordo quando você diz que Virgínia Fetter e seu primo veem Pelotas como o quintal de casa. Este é o problema de algumas famílias de Pelotas. Quando essa gente vai deixar de usufruir de privilégios injustificados e ser tratada como todos os outros cidadãos.

Anônimo disse...

Gostaria de ler/ver/ouvir um pronunciamento da Sra. Virginia, uma resposta.

Anônimo disse...

Não me pareceu apropriado o termo "decadência moral".Moralmente Pelotas está pior?Claro que não,continua igual ao que sempre foi.Decaiu economicamente e,em consequência,socialmente.O "modus vivendi" inspirador é que é o mesmo,embora todos mais pobres.Possivelmente alguns analistas,hoje mais maduros,percebam o que outros já percebiam há trinta,quarenta anos.A diferença é que felizmente as pessoas estão menos hipócritas:uns por ter perdido definitivamente a vergonha na cara e outros tantos por vergonha de serem desmascarados.Afinal não falta um blog para anunciar,sem censura,que o rei está nú.

Anônimo disse...

Enquanto o Amigos de Pelotas ocupa-se com a investigação do uso do dinheiro público, vejam o que fazem outros veículos:

"Prefeito recebe prêmio de programa da TVC"
"O apresentador do programa Esportes e Cia, da Tevê Comunitária (TVC), Rogério Farias, esteve na manhã de hoje (3) no gabinete do prefeito Adolfo Antonio Fetter para entregar o troféu Destaque 2011, pelo primeiro aniversário do Programa.
No total foram 60 homenageados, entre vereadores, gestores municipais e sociedade civil, entrevistados do programa. Fetter lamentou não ter participado da festa e agradeceu a homenagem recebida."

Anônimo disse...

Outra coisa que tem que acabar é o evento do DP na praça da Dom Joaquim! Ridículo! Eles e seus patrocinadores ocupando o espaço publico para fazer publicidade!

Anônimo disse...

A gente também não vê nada crítico sobre a Ecosul no DP.

Anônimo disse...

Tem jornal por aí que deveria se chamar "Caderno de Imóveis".

Anônimo disse...

Será que a esta carta, haverá correspondência da sra. Virgínia? Esperamos não ser um monólogo, depois de uma interpelação judicial inócua.

Anônimo disse...

Será que deixam a Virginia ler o Amigos de Pelotas?

Anônimo disse...

Cara, que "relhada".
Como o "Amigos" faz bem pra Pelotas!
Duvido que algum leitor do blog não se sinta encorajado, e até entusiasmado, em exercer cidadania a partir de abordagens aqui expostas.
2008 é o marco do jornalismo de verdade em Pelotas.

Anônimo disse...

Também não se viu cobertura no DP sobre o caso do professor Cáprio, que conseguiu voltar à UFPel depois de entrar na Justiça contra uma maracutaia num concurso da UFPel.

Anônimo disse...

Parece-me muito apropriado o termo "decadência moral". Quando se põe o fútil, as aparências e o irreal no lugar do mais importante, a saber, a ética, a conduta correta, tem-se sim a derrocada de valores morais. A isso se chama decadência moral. Não que nas charqueadas o sangue que escorria dos abatedouros e do trabalho escravo fosse o emblema da boa moral. O que havia era uma meia dúzia de famílias realmente ricas. Esvaziaram-se os bolsos e ficaram os narizes em pé, a pompa patronal, o olhar de mandante. Em pleno século XXI, com Ministério Público em cima e os meios de comunicação como o Blog Amigos, ainda assim políticos e outro (s) atrevem-se a operações estranhas. E pior: ainda querem satisfação, através da Justiça, de quem aborda alguns pontos! Conclusão: Não só é decadência moral, mas inversão ética o que está se vendo.

Anônimo disse...

Do todo que li, resta apenas observar que a câmara de vereadores não faria qualquer menção ao assunto porque a impressão que dão é de que até mesmo os que se postam de oposição temem contraporem-se a este diário. Quanto à oportunidade que cada eleição nos oferece, não tenho mais esta ilusão, uma vez que os pré-candidatos já precisam da venalidade para serem candidatos. Não adquirem isso com a diplomação, mas nas convenções partidárias. Em uma projeção por demais otimista, talvez 0,5% escape. E nenhum nos partidos grandes.

Anônimo disse...

Já que estão falando nos donos do jornal... Será que em Pelotas foi formado um cartel para alavancar as vendas do DP em detrimento de outros jornais? Pergunto isso porque hoje procurei em todas as bancas pela Zero Hora dominical e não encontrei. Preciso dar uma olhada nos classificados da ZH, por isso o interesse pelo jornal da RBS. Fui a todas as bancas que estavam abertas ali no centro e nada. Fui a uns 5 postos de gasolina e só havia o DP à venda. Desisti, mas fiquei com essa dúvida na cabeça: será que a RBS desistiu de Pelotas ou há um acordo com os Fetter estabelecendo por aqui o império do DP?

Anônimo disse...

E pq os Marronis tbm nada falam em beneficio dos prejudicados no MCMV? nem fiscalizam um projeto do governo federal (PT), estranho a atitude não?

gci disse...

Maravilha Rubens! Foi das melhores coisas que lí no Amigos até hoje. Adorei ler assim como odiaria estar no lugar da Sra. Virgínia. O melhor comentário foi um dos primeiros que disse: "Rubens tu és, em alguns momentos, brilhantemente irritante.".
Essa é a tua arte e a fazes muito bem.
É claro que a carta aberta vai pro meu face. Por PELOTAS!
Um abraco,
GCI

Anônimo disse...

A bem da verdade não é só o Diário Popular que utiliza à vontade o espaço público em Pelotas sem que as autoridades municipais tomem qualquer providência. Nessa mesma condição estão os proprietários de automóveis que estacionam seus veículos pela manhã e só os retiram à tardinha fazendo da rua seu estacionamento particular.Da mesma forma ocorre em relação à verdadeira enxurrada de vendedores "ambulantes" que tomaram conta do centro de Pelotas. O trânsito é um inferno, já que os azuizinhos foram retirados de circulação para não multar os amigos do "rei". Nada que não pudesse ser facilmente resolvido com o estacionamento rotativo e com fiscalização eficiente. O Sr. Fetter (e os Prefeitos anteriores) não sabem (ou não querem) exercer a autoridade que a polulação os concedeu nas urnas. A falta do exercício de autoridade vira nessa verdadeira baderna que assola Pelotas.

Rogério Brasil disse...

Não sei o que prefiro: a burguesia decadente do Fetter ou a burguesia emergente do Marroni!?

Anônimo disse...

É a indústria do charque mais uma vez tentando usar de sua força para constranger as pessoas... Aqui, eles fazem de tudo, influenciam nas instâncias de poder, controlam as mídias de massa - inclusive a TV - calam a boca dos jornalistas locais, pois eles querem trabalhar no seu jornal ou nas Tvs; parecem 'privar a população de teatros públicos para lucrarem com o teatro privado' etc. Nem os políticos locais que são oposição a eles tem coragem de se expor e de declarar algo que fira a aristocracia pelotense.