O reitor e seus súditos agachados

Vereadores que aprovaram e que assinaram moção de "solidariedade" a reitor condenado pela Justiça Federal à prisão e à perda do cargo foram esses abaixo:

Ademar Ornel (DEM) , Ivan Duarte (PT), Eduardo Macluf (PP), Professor Adinho (PPS), Diaroni dos Santos (PT), Beto da Z3 (PT), Milton Martins (PT), Zequinha (PDT), Idemar Barz (PTB), Pedrinho (PSD), Valdomiro Lima (PRB), José Sizenando (PPS), Adalim Medeiros (PMDB), Roger Ney (PP)

Leia toda a história abaixo:


Rubens Filho
Editor do Amigos

Como cidadão, a cena acima me causa indignação - certamente vai causar o mesmo sentimento em muitas pessoas, repugnância até. Eu ia falar em surrealismo, mas está explícito, deixa pra lá. Na foto vemos os vereadores Ademar Ornel (DEM), Valdomiro Lima (PRB) e Milton Martins (PT). O reitor da UFPel, Cesar Borges, segundo da direita à esquerda, completa o quarteto. Ele posa segurando, com os demais, uma Moção de Solidariedade e Apoio a si próprio, apoiada por 14 dos 15 vereadores da Câmara de Pelotas.

A Moção tem data de 29 deste mês e foi publicada no site da UFPel juntamente com a foto acima.

A solidariedade dos vereadores decorre da condenação judicial de Borges a quatro anos e meio de prisão, à perda do mandato de reitor e à multa de R$ 34,5 mil pelo crime de Licitação Indevida. O reitor poderá apelar em liberdade, mas encontra-se, nesse momento, sentenciado.

O primeiro ponto chocante é ver que os vereadores não têm noção de seu papel como representantes da sociedade. Vereador existe para produzir e respeitar leis - e para fiscalizar o Poder Executivo. Se compreendessem isso, entenderiam o absurdo de se solidarizar com uma autoridade pública do Executivo, no momento em que é condenada por crime contra o patrimônio público.

Mas certamente seria esperar muito da nossa assistencialista Câmara, que pouquíssimas leis produz, onde grande parte dos vereadores mantêm parentes diretos de sangue e afilhados empregados em cargos de confiança na Prefeitura e, portanto, não fiscalizam o Executivo Municipal.

Se grande parte dos próprios vereadores são condescendentes com o Executivo Municipal, por interesses pessoais (cargos, poder, dinheiro etc.), é de se perguntar, por outro lado, que valor tem sua Moção de Solidariedade ao reitor, um representante do Executivo Federal?

Politicamente, o gesto não tem peso, mas pode indicar algumas pistas para o Ministério Público e a imprensa sobre ligações entre vereadores e o reitor.

Na foto, o reitor está ladeado à esquerda pelo vereador Valdomiro Lima, praticante de nepotismo. Até outro dia seu filho era funcionário de confiança da Coinpel/Prefeitura; de lá teve de sair por ação do MP e da Justiça, juntamente e pelo mesmo motivo, com o filho de outro vereador (José Sizenando/PPS) que assinou a moção de apoio a Borges.

Mais à esquerda, vemos o vereador Ornel, autor da ideia da moção. Ele enfrenta processo judicial por suposta licitação irregular de refrigeradores na Câmara e conseguiu recentemente a proeza de advogar a favor da Escola de Samba Estação Primeira do Areal (patrocinada pela empresa de ônibus Santa Maria) contra a Prefeitura e ocupando cargo de secretário de Educação do Município.

A Escola ocupa área publica há cinco anos e de lá só sairá para ocupar outra área pública, mas esse é um capítulo à parte - o acordo entre Ornel e o promotor Paulo Charqueiro, por sinal homenageado por Ornel na Câmara.

À direita do reitor, vemos o petista Milton Martins, que defende o atual aluguel de R$ 29 mil mensais pagos pela Câmara (contribuinte) aos proprietários da empresa Biscoitos Zezé, dona da casa onde a Câmara funciona hoje, na rua Quinze. Milton, assim como o petismo, já não são mais os mesmos em se tratando de fiscalizar a coisa pública e zelar pelo dinheiro do contribuinte.

De volta à moção
Há um trecho incrível na moção. Dizem os vereadores:

"Não obstante o respeito à decisão exarada pela nobre magistrada de primeiro grau, que deu guarida à ação judicial promovida em face do Sr. Reitor, verdade é que as acusações por ele respondidas fazem parte da difícil tarefa a que se submete o gestor público, na complexidade de gerenciar organismos gigantescos (...)"

Formalmente, os vereadores não contestam a decisão judicial. Mas sutilmente "lembram" que é de "primeiro grau", como se esta não tivesse fundamento e valor jurídico. Pior: tentam "desculpar" Cesar Borges pelo crime pelo qual foi condenado, por causa das "dimensões da estrutura administrativa da UFPel". Ora, se Borges quis ser reitor aceitou arcar com os ônus e bônus do cargo. É o que se espera de uma pessoa adulta, madura, responsável. Além disso, o argumento da "estrutura maior que o gestor" não corresponde à realidade neste caso, já que Borges foi sentenciado por crime em que atuou diretamente para sua consumação, segundo a Procuradoria da República e a Justiça Federal, beneficiando um professor, Alípio Coelho, seu assessor direto para assuntos de saúde.

No documento, os vereadores manifestam ainda "sua total confiança no trabalho desenvolvido pelo reitor". Surrealismo de novo. Vereador não existe para "depositar confiança". Vereador existe é para "desconfiar, fiscalizar". Mas se não o fazem no âmbito do município, vale insistir na pergunta: Por que o fariam em esfera federal?

Nossa Câmara é tão patética que seu presidente atual, Professor Adinho, do Partido Popular 'Socialista' (PPS), homenageou com título de Cidadão Pelotense um colunista social do Diário Popular, cujo trabalho é divulgar o ócio e o lazer dos supostos abonados. Não se faz mais socialista como antigamente.

Com exceções, nossa Câmara de Vereadores chegou a um ponto de cinismo e descompromisso absurdos. No geral, sua atuação não corresponde à realidade em torno. Vivem num mundo paralelo, tomando atitudes que nada somam para a cidade, como esta moção de solidariedade a uma autoridade de outra esfera no momento em que é condenada à prisão por crime.

Sartre diz que as pessoas se definem nas suas escolhas. Logo, podemos deduzir que os vereadores pelotenses desprezam a justiça. Aliás, aí outro absurdo - nosso Legislativo 'confrontando' o Judiciário para desculpar o Executivo.

A moção foi votada em sessão extraordinária 
pedida pelo vereador Ademar Ornel (DEM),
autor da moção, e apoiada por 14 dos 15 vereadores.

Vereadores que aprovaram e 
que assinaram a moção
- Ademar Ornel (DEM)
- Ivan Duarte (PT)
- Eduardo Macluf (PP)
- Professor Adinho (PPS)
- Diaroni dos Santos (PT)
- Beto da Z3 (PT)
- Milton Martins (PT)
- Zequinha (PDT)
- Idemar Barz (PTB)
- Pedrinho (PSD)
- Valdomiro Lima (PRB)
- José Sizenando (PPS)
- Adalim Medeiros (PMDB)
- Roger Ney (PP)




Posts associados
- 14 dos 15 vereadores apoiaram a moção de solidariedade ao reitor
- Moção de vereadores não passou pela assessoria de imprensa da Câmara

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29 comentários:

Anônimo disse...

Nao consegui saber quais vereadores mais assinaram a mocao.

Anônimo disse...

Isso se chama desespero. Como o eleitorado desses vereadores é pouco instruído, incapaz de compreender a verdadeira extensão dos fatos, eles não têm cultura o bastante para captar o que significa esse ato que mistura em promiscuidade inaceitável interesses públicos e privados.
Mas dessa composição do legislativo local eu não me admiro de nada.
Quanto à postura do reitor, é ato típico do desespero esse tipo de epístola. Se a pessoa está mesmo sendo alvo de uma campanha difamatória, quem deve declarar-lhe a inocência é o Judiciário, jamais o Legislativo. Mas o que é Montesquieu para um bando de iletrados?

Vinícius Alves Hax disse...

Sou muito ignorante mesmo.

Eu sempre achei que o poder legislativo devia legislar, e não julgar.

Como sempre privado e público se misturam em Pelotas.

Infelizmente devido não é possível identificar claramente todos os que assinam o documento.

Anônimo disse...

Mas também o que se pode esperar.

Ademar Ornel (DEM) tem um processo, que não sei como anda a situação, de improbidade administrativa por causa da compra de climatizadores de ar para a Câmara de Vereadores em 2002.

Valdomiro Lima (PRB)deu um jeitinho de empregar seu filho na Coinpel, como um dos principais diretores ganhando uma "merreca" e mal deve saber como ligar um computador.

O Miltinho (PT)está feliz da vida nesta foto, sorrindo de orelha a orelha, e não só ele, como o dono do imóvel onde fica a Câmara, já que o Miltinho alugou o prédio pagando um aluguel, que reajustado deve estar em mais de R$ 30.000,00 para os cofres do município.

Adeni Renato disse...

Não sei o que comentar ! O 4º parágrafo do post diz tudo. Mas não posso deixar de criticar o " atrevimento" dos vereadores em fazer esta moção, como se o reitor estivesse acima da lei. Ora, a justiça, apesar de suas falhas, não é leviana. A condenação de alguém é baseada em argumentos e provas, não raras vezes irrefutáveis, então tratar uma decisão judicial em primeira instância como "não menos importante " ou "insignificante" é um desrespeito ao Judiciário. Ao olhar esta foto, sinto-me impotente diante de tanta arrogância e ainda por saber que o salário deles é pago com meus impostos. E pior ainda, a grande maioria vai ser reeleita. O brasileiro não sabe votar !

Luciano "blues" Teixeira disse...

...O primeiro ponto chocante é ver que os vereadores signatários da Moção não têm noção de seu papel como representantes da sociedade. Vereador existe para produzir e respeitar as leis - e para fiscalizar o Poder Executivo. Se compreendessem isso, entenderiam o absurdo de se solidarizar com uma autoridade pública como eles, no momento em que esta é condenada por crime contra o patrimônio público, assim classificado pela Justiça...

Claríssimo e elucidativo este pedaço do texto.

Até quando os nossos NOBRES EDIS permanecerão incólumes????

"Marcas nas paletas" é o que eles merecem para as próximas eleições...


POVO QUE NÃO TEM VIRTUDE ACABA POR SER ESCRAVO!!

Anônimo disse...

Vi e fiquei perplexa. Cá pra nós, a solidariedade vai dentro de um plástico, pra nenhum se contaminar. Se não tivesse visto não acreditava.V.

Anônimo disse...

tiririca não sabia o que fazia um deputado mas prometeu aprender e ensinar aos eleitores... aqui em pelotas os "nobres edis" ainda não aprenderam... hahahahahahah
que pena saber disso... preferia que fosse piada!!!!!

Pelotense Gaúcho De Verdade disse...

RESUMO: Dos 15 vereadores apenas 1 NÃO assinou a LISTA DA IMPUNIDADE:
-Eduardo Leite (PSDB) NÃO assinou(Pq?).

Assinaram A LISTA DO REITOR:
-Adalim Medeiros (PMDB)
-Ademar Ornel (DEM)
-Waldomiro Cardoso Lima (PRB)
-Miltinho (PT)
-Idemar Barz (PTB)
-Diaroni Pedro Rocha dos Santos(PT)
-Vereador Beto da Z3 (PT)
-Ivan Duarte (PT)
-José Sizenando dos Santos Lopes (PPS)
-Pedro Godinho da Silva (PSD)
-Luiz Eduardo Brod Nogueira (PPS - Lamentável hein Professor!?! O Reitor lhe foi solidário na questão do piso da categoria aqui no município?)
-Roger Ney (PP)
-José Inácio Lopes de Jesus(Zequinha Dos Trabalharoes - PDT)
-Eduardo Rodrigues Macluf (PP)

Querem ABSOLVER O RÉU! Que bonito esse MULTIPARTIDARISMO!

É com esse mesmo esforço que os VEREADORES tentaram retirar a ECOSUL das nossas entranhas?!? Ou TODOS esqueceram que Pelotas é uma cidade SITIADA por TODOS OS LADOS?! Temos que pagar para nos deslocarmos para todas as cidades vizinhas e TUDO ISSO aconteceu nos últimos 15 anos. Ainda somos surrupiados por um dos pedágios mais caro do país e que recentemente GANHOU MAIS UMA VIA! De graça!!! Agora falta para a Ecosul colocar um pedágio para o LARANJAL!

Será que eles pediriam para diminuir a pena de algum infrator desconhecido?

VOCÊS NÃO NOS REPRESENTAM.

GUARDEM ESSES NOMES.

Paula Ferro disse...

Simplesmente patético.

Anônimo disse...

Eu assisti na TV , com o estômago embrulhado, parte da sessão patética da câmara que votou essa moção exdrúxula.
Emquanto isso, bem na frente da minha casa, um sujeito se apropriou de parte de terreno público onde deveria existir uma praça (Juscelino esquina Gonçalves Chaves, pra quem quiser conferir, cercou e fez um estacionamento). Todos os dias, quando abro a porta, dou de cara com essa e outras ilegalidades, com o abuso, a mistura do público e do privado que impera nesta cidade frouxa. Cadê os vereadores que deveriam pressionar a Prefeitura a tomar medidas contra a invasão do espaço público? Ora, estão tomando chá com o reitor sentenciado!

Anônimo disse...

Totalmente descabida a iniciativa dos vereadores.
Partem da falaciosa ideia de que a condenação decorreu das vicissitudes do exercício de função pública (algo que os políticos costumam dizer) para vitimização do reitor (e, por via de consequência, deles mesmos).
Pensando nas nossas instituições e no papel que deveriam desempenhar para a evolução da sociedade, não consigo imaginar algo pior do que isso.

Anônimo disse...

Isto é bizarro! A atual gestão transformou a cidade em um faroeste, uma terra sem lei...

'Ave César'..

Anônimo disse...

Pra mim, MOÇÃO DE SOLIEDARIEDADE é CAMPANHA DO AGASALHO!

Xiru do Posto disse...

Campanha urgente: NÃO REELEJA NINGUÉM.

(e de quem é assinatura que imita uma carinha sorrindo, ou algo assim? baita seriedade...)

Anônimo disse...

Ironicamente, a moção dos Vereadores em favor do Reitor, condenado na esfera penal por conduta relacionada diretamente com o ato de improbidade que já havia lhe rendido condenações tanto pelo judiciário (JF/RS) quanto pelo legislativo (TCU), vem a público no dia em que o STF ressalta a importância da Lei 8.429/92 (http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=208878).

Anônimo disse...

Não sei qual das partes devería se sentir mais constrangida na foto.

Anônimo disse...

Rubens,gostaría de saber de quem é a posse de um enorme terreno em frente ao camelódromo,pela Lôbo da Costa,transformado em estacionamento privado.Pelo que lembro,aquela área fazía parte do braço morto do Santa Bárbara,ou seja área pública ,que alguém se adonou,"ou foi contemplado".Vamos começar a procurar a verdade.

Anônimo disse...

Me causa cada dia mais vergonha ver o quanto nosso reitor consegue colocar a UFPel como pauta nacional, pelos mais esdrúxulos acontecimentos. Espero que dessa vez a UFPel consiga com as eleições mudar mesmo. E que acontecimentos que esse malfadado documento, tenham efeito pedagógico, no sentido de mostrar o que há de pior nas relações políticas entre instituições das diferentes naturezas de Pelotas.

Anônimo disse...

Prezados,

A Ufpel até tem como justificar aluguel temporário de prédios, baseado no fato de que precisava de mais espaço físico para alocar um grande número de cursos.

Já no caso da Câmara, como eles podem justificar o aluguel de uma sede? Há como justificar isso? Se há como justificar, por quanto tempo se pode justificar isso? Com mais de R$30.000,00 por mês (R$ 360.000,00 por ano) dá para construir quantas câmaras ao final de 3 anos?

É o mesmo absurdo de descobrir que a UFPel aluga a casa do estudantes há mais de 10 anos.

Esse tipo de coisa só acontece porque não há fiscalização para que se crie um plano para sair do aluguel.

Anônimo disse...

AMIGOS: ISSO MERECE UM POST!
"Prezados,

A Ufpel até tem como justificar aluguel temporário de prédios, baseado no fato de que precisava de mais espaço físico para alocar um grande número de cursos.

Já no caso da Câmara, como eles podem justificar o aluguel de uma sede? Há como justificar isso? Se há como justificar, por quanto tempo se pode justificar isso? Com mais de R$30.000,00 por mês (R$ 360.000,00 por ano) dá para construir quantas câmaras ao final de 3 anos?

É o mesmo absurdo de descobrir que a UFPel aluga a casa do estudantes há mais de 10 anos.

Esse tipo de coisa só acontece porque não há fiscalização para que se crie um plano para sair do aluguel."
Abs para os PELOTENSES DE VERDADE.

J. A. Magalhães disse...

Eu nunca me sinto apto a julgar esse tipo de maracutaia, dada a quantidade de mecanismos e interesses envolvidos. Meu pitaco prima facie, contudo, é que mesmo que os vereadores julgassem muito sincera e desvinculadamente que a condenação do Borges se deve aos "ossos do orifício" de administrar uma bantesma pública como a UFPel, deveriam ter assim se manifestado enquanto pessoas particulares, enquanto cidadãos, e não enquanto Câmara de Vereadores. Afinal, salvo engano, o post tem razão em dizer que esse tipo de manifestação não está entre (e vai até contra) as atribuições do órgão.

Agora... uma questão que é interessante para se discutir nisso tudo é: realmente faz parte dos "ossos do orifício" (repetindo o trocadalho ruim) da administração pública acabar incorrendo em certas ilegalidades. Já ouvi isso ser dito muitas vezes por diferentes pessoas (em geral em um contexto não-Câmara de Vereadores, ainda bem) e, embora eu não tenha experiência alguma no âmbito para saber em que grau isso procede, me parece altamente verossímil que, dado o grau de burocracia pelo qual as nossas instituições são famosas, agregado ao seu mau funcionamento, se torne em certa medida impossível administrar sem em certos momentos esbarrar na lei (o indivíduo ficaria, por assim dizer, obrigado a escolher entre uma ilegalidade ou outra; ou entre uma ilegalidade e um fracasso muito grave; algo assim). A questão é: isso que os vereadores afirmam (em lugar onde não deveriam afirmá-lo nem que fosse verdade) tem algum grau de procedência? Ou é só uma lorota já contada muitas vezes, cujo único fim é justificar a prática comum da charlatania e bandidagem institucionalizadas? Fica a pergunta, por curiosidade minha mesmo.

Anônimo disse...

Deveria haver um curso preparatório sobre o que é ser um vereador de verdade, preparar os futuros vereadores a ter senso de justiça para defender sempre o povo contra os poderosos. Aqui em Pelotas percebemos que essa gente não faz a mínima idéia do que é ser vereador. Só querem se arrumar! Que tristeza.
Mirtes

Anônimo disse...

Será que estes "representantes do povo" nada mais tem para fazer na cidade? Gastam seu tempo com essas reuniões para defender corruptos que roubam o povo? E a cidade largada as traças, cheia de problemas pontuais e urgentes para serem resolvidos.

Anônimo disse...

Mas a cara de constrangimento do reitor humilha a moção

Anônimo disse...

Eu não consigo acreditar que o Ivan assinou tal documento.

Sou ingênua ou realmente devo estar surpresa com isso?

Anônimo disse...

Eleitores, cobrem seus vereadores!

Anônimo disse...

Vereador Professor Adinho, foi assim que tu, meu (ex)candidato a Vereador defendeu os teus colegas de profissão, os professores? Porque os vereadores não fizeram uma moção pelos professores municipários? Ainda tem outros "professores" na câmara de vereadores, não é mesmo?! O Ornell também ERA professor. Agora é vereador, "subiu na vida".

ACHE AQUI TCHÊ! disse...

Às vezes dá vontade de acreditar na existência de algum político honesto, mas aí acontece uma coisa dessas: direita, esquerda, centro, tudo apoiando um condenado do colarinho branco.