O sombrio crepúsculo de um homem


Melancólico fim de carreira do médico César Borges, atual reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e descrito pelo jornal Zero Hora como homem “solteiro, sem filhos e discreto”. Se a natureza humana não falha, a solidão de Borges começou a aumentar a partir desta sexta (22) quando o indicado por ele para sucedê-lo na Reitoria perdeu a eleição. Ao dizer não ao professor Manoel Moraes, candidato de Borges e seu atual vice-reitor, a comunidade acadêmica disse não ao reitor e à sua gestão, esvaziando qualquer resquício de seu poder. Em 2013, se não invocarem o perverso recurso do tapetão, de triste memória dos tempos de ditadura, a Universidade mudará de mãos, após oito anos do reitorado do autocrático Borges e seu grupo.

Mauro, o vencedor
O vencedor do pleito democrático de 2012, que teve seis competidores, foi o professor Mauro Del Pino, atual diretor da Faculdade de Educação, homem que, pela formação, tem condições de reerguer a Universidade e devolvê-la às seções nobres do noticiário, que desandava para esferas judiciais e policiais por causa de quase uma década de gestão marcada por irresponsabilidades, incompetências, manobras, negócios ilegais e decisões envoltas em sombras, em que privado e público se mesclaram além do imaginável.

Faz tempo que o reitor, responsável por orçamento maior que o da Prefeitura de Pelotas, anda enredado com a lei. Tornou-se como que um modo de vida para ele – digamos - o prazer de ser perseguido. Sendo neurologista, só Borges, contudo, pode captar o significado preciso das emanações de suas sinapses. As ações civis públicas da Procuradoria da República e as decisões judiciais, fartamente publicadas nos últimos quatro anos pelo Amigos de Pelotas, expuseram pela primeira vez o lado sombrio do gestor público Borges na UFPel, em geral tratado pela imprensa com "cordialidade" excessiva demais.

Apesar de tudo, só em 23 de maio passado Borges sofreu o primeiro golpe realmente duro no plano judicial. O que parecia impossível, devido à lentidão do rito judicial, virou assombro, com a notícia da condenação do reitor a quatro anos e meio de prisão no regime semiaberto, à perda do cargo (banimento do quadro da Universidade) e à multa de R$ 34 mil. A ele foi dado direito de apelar em liberdade. Veja o caso pelo qual foi condenado.

"Espumantes: para sedar?"
Não parou aí o inferno astral do reitor. Logo depois Zero Hora expunha ao Rio Grande do Sul e ao Brasil a confusão feita por Borges entre o que é público e o que é privado. ZH publicou investigação do Ministério Público Federal (MPF) sobre gastos pessoais do reitor, provando com documentos que ele consumia livros, refeições, bebidas etc. em Pelotas, Brasília e outras praças e pagava com dinheiro da Fundação de Apoio Universitário (FAU), ligada à UFPel. Borges gastou, por exemplo, R$ 1,287 em espumantes que certamente não serviram para sedar pacientes. Todas as garrafas da bebida, porém, foram pagas com dinheiro público do contribuinte, via Fundação. O reitor aceitou ir ao Jornal do Almoço, do Grupo RBS, dar explicações sobre o caso. Em vez disso, lançou no ar a acusação: “Quem terá pago a Zero Hora para fazer essa matéria?”Tentava sugerir que ZH queria prejudicar a campanha de seu indicado à eleição de reitor, Manoel Moraes, já que estava próxima a data do primeiro turno. Borges “apostou alto”, mas não funcionou, já que seu candidato perdeu o pleito.

Dias depois ZH trouxe à luz um escândalo de proporção, cifra e atrevimento surpreendentes, envolvendo Borges. O caso é tão grave que o procurador da República Mauro dos Santos adiantou hoje (22) que deve pedir quebra do sigilo bancário do reitor e de outros envolvidos. O jornal comprovou que Borges gastou R$ 12,3 milhões do Ministério da Educação numa operação suspeita de compra de terreno (imóvel) do antigo frigorífico Anglo.

Oficialmente, no dia 15 de março deste ano, o imóvel foi adquirido pela Fundação Simon Bolívar (de apoio à Universidade, criada por Borges) por R$ 700 mil e revendido à UFPel, estranhamente e no mesmo dia, por R$ 12,3 milhões – valor 17 vezes mais alto do que R$ 700 mil. O terreno este tem 5 hectares e fica às margens do canal São Gonçalo, ao lado do prédio da Reitoria.

Confrontado com o negócio, o Ministério da Educação, que já havia liberado R$ 7,4 milhões para a transação, teria cancelado um segundo repasse à UFPel de outros R$ 4,9 milhões previstos para integralizar o valor de venda (R$ 12,3 milhões) e fechar negócio. ZH insiste, porém, que a escritura de compra e venda (023/42.318), à qual teve acesso, traz escrito que houve “quitação geral e irrevogável” do imóvel por R$ 12,3 milhões. Uma versão possível para explicar essa 'frase' da escritura é que o reitor já tinha R$ 4,9 milhões em caixa e pagou adiantado, esperando ser reembolsado com o segundo repasse que acabou não sendo feito. Haverá outra?

"O dinheiro sumiu"
O MEC foi mais longe. Além de sustentar não ter feito o segundo repasse (de R$ 4,9 milhões), considerou ilegal o negócio feito pelo reitor e cobrou diretamente de Borges a devolução integral ao MEC da primeira parcela de R$ 7,4 milhões, recebida pela UFPel e transferida à Fundação Simon Bolívar. Borges, que viajou inutilmente a Brasília tentando manter o negócio, deixou o MEC obrigado a desfazê-lo e a devolver o dinheiro. O reitor devolveu ao MEC R$ 2,8 milhões. Falta devolver o restante do valor pago à Fundação, mas o dinheiro desapareceu...

Se, como diz a escritura, foram pagos R$ 12,3 milhões, subtraindo os R$ 2,8 milhões devolvidos ao erário, ainda faltam R$ 9,5 milhões para serem devolvidos.

César Borges: como uma tela de Jackson Pollock

Contudo, surpreendentemente, o presidente da Fundação Simon Bolívar, Geraldo Fonseca, amigo e compadre de Borges desde muito antes de ser colocado no cargo, disse ao procurador Mauro dos Santos que “o dinheiro (quase R$ 10 milhões) foi gasto, que não tem como devolver”.

Teria sido gasto, segundo ele, para "saldar compromissos previamente assumidos".

Daí o procurador ter dito que pretende quebrar o sigilo bancário dos envolvidos na operação. Ele que tentar descobrir - toda a sociedade quer - onde foram parar os R$ 9,5 milhões que permanecem "voando". Para tal, deu prazo até esta sexta para que Geraldo Fonseca informasse a ele, procurador, com quem saldou os compromissos mencionados e quanto pagou a cada um dos credores. Até o final do dia, porém, o procurador ainda não havia recebido resposta de Fonseca.

Para onde foi o dinheiro?
Pelos depoimentos colhidos, os quase R$ 10 milhões teriam sido pagos às empresas donas do imóvel comercializado: Ruluvi Participações Ltda e Montebelluna Participações Ltda. As duas haviam contratado Alceu Cheuiche para mediar o negócio, mas o velho corretor diz que foi tirado da transação um dia antes deste ser consumado. Para Cheuiche, o dinheiro deve estar com as empresas citadas. ZH tentou ouvir o advogado das empresas, Marcelo Maximilian. Este, porém, respondeu que as direções das firmas não têm interesse em falar sobre o assunto porque até o momento não receberam notificação do MPF ou de qualquer outro órgão fiscalizador.

Certamente os diretores das duas firmas serão chamados a se pronunciar no MPF, já que o procurador Mauro informa que as investigações vão prosseguir.

Um dos pontos obscuros mais importantes é quanto realmente custou o imóvel. Terá custado R$ 12,3 milhões? Terá custado menos? Gente do setor imobiliário ouvida pelo Amigos diz que o preço de R$ 12,3 é muito alto. Se custou menos, então, para onde teria ido o excedente dos recursos e com que finalidade?

O resultado até aqui desse caso nebuloso é a comprovação do modo de ser do gestor Borges, a maneira dele fazer as coisas. Quando ZH descreve Borges como um homem "solteiro, sem filhos, discreto" fornece uma pista evidente para entendê-lo e a alguns de seus atos. Baseado nos fatos jurídicos e judiciais que o circundam e envolvem, eu diria que cabe descrevê-lo também como uma figura sinuosa, oblíqua, em nada transparente, a não ser na sua maneira abstrata de existir, características inadequadas para um gestor público. Borges é uma tela de Pollock.

Resultados da eleição

Mauro Del Pino
Docentes - 399
Técnicos-administrativos - 460
Estudantes - 4.517
Total: 5.376 (49,99%)

Manoel Moraes
Docentes - 541
Técnicos-administrativos - 559
Discentes - 2.114
Total: 3.214 (46,20%)

* A contagem dos votos foi paritária, ou seja, os três segmentos tiveram o mesmo peso percentual - proporcionalmente ao número de votantes. O voto de oito estudantes valeu, por exemplo, um voto de professor.

REPORTAGENS DO AMIGOS
- Borges condenado à prisão e à perda do cargo
- Vereadores apoiaram moção de solidariedade a reitor condenado. Vão apoiar outra moção de novo?
- Impeachment para César Borges (Rubens Filho)
- Reitor Borges, um fora da lei (Rubens Filho)
- MPF investiga gastos feitos por reitoria
- Vítima de fraude em concurso obtém na Justiça vaga de professor
- Concursos da UFPel dão margem à manipulação
- Borges diz que maioria dos problemas da Odonto são da direção do curso
- Prontuários de pacientes são abandonados no pátio da Odonto
- FAU pagou pós-graduação de dois únicos funcionários, depois aprovados em concurso da UFPel e assessorando Borges
- Reitor se defende acusando Zero Hora de ter sido comprada
- Jornalista diz que acusação de reitor é um absurdo
- ZH pode processar Borges
- Reitor vai pedir 'direito de resposta' à ZH e publicar nota no DP
- Documentos publicados na matéria de ZH
- Nota da Reitoria sobre o caso
- Reitor usa dinheiro da FAU para comprar mais de mil reais em espumantes
- FAU pagou CD para músico Marquinho Brasil
- TCU aponta irregularidades na UFPel
- A fraternidade é vermelha
- A casa dos espíritos
- Vigilante vira diretor de centro de pesquisa. Irmão dele, sem curso superior, vira diretor de universidade. E viaja à Europa com o reitor
- Reitor terá de demitir 700 sem concurso. Será o fim da mamata?
- Mudança de hábito: o caso do paliteiro
- Reitor tenta remover servidora de modo arbitrário
- UFPel cancela edital de concurso com problemas
- Reitor tenta salvar funcionários que Justiça mandou demitir
- Edital de concurso para substitutos de 700 contratados ilegalmente repete erros e favorecimentos de edital anulado pela Justiça
- Borges deixa reitoria de camburão
- Protesto de estudantes impede eleição de reitor
- Reitor chega escoltado pela polícia
- O preço de uma eleição
- Privilégios em calda na UFPel
- Um velho filme revelador na UFPel (Uma conversa com o leitor)
- Nepotismo em Pelotas (Uma conversa com o leitor)
- O silêncio dos inocentes (Uma conversa com o leitor)

16 comentários:

Anônimo disse...

Mauro será o Reitor da Ufpel - cumpriu as regras do jogo e foi eleito.

No entanto, é importante destacar que ele perdeu entre os técnico-administrativos e docentes.

Sua vitória se deu pela diferença significativa que obteve entre os estudantes.

Carol disse...

O fato de ter perdido entre professores e técnicos não desmerece sua vitória. Mesmo porque a derrota nesses casos foi por margem pequena. No final, houve um equilíbrio geral. Concluído o pleito, tudo se reagrupa em torno do vencedor. A vida é assim, olhar para a frente.

Joaquim Dias disse...

Acredito que a vitória de Mauro Del Pino é merecida e incontestável! Sobretudo, porque obteve ampla maioria do corpo discente. São os estudantes que mais sofrem com a precariedade dos setores da universidade. São eles que encontram bibliotecas sucateadas, salas de aula apertadas, laboratórios com material velho e ultrapassado.
Lógico, que as escolhas do corpo docente e dos técnicos-administrativos também tem seu peso e importância, mas ressalvo uma coisa: muitos docentes não estâo muito preocupados com a universidade em si. Arrisco até a dizer que isso não é característica somente da UFPel. Para alguns, meu velho, importa mesmo é se tal ou tal grupo vai lhe manter a "boquinha". Quem negar isso é hipócrita.

Anônimo disse...

Prezados,

A derrota entre os técnicos e professores mostra bem o pensamento destes grupos da UFPel.

A maioria deles não queria mudança.

Eles queriam que seus candidatos vencessem para assumir posições de poder, mantendo as "tradições" da UFPel (o que ressoa bem com outro post do Amigos, da família tradicional).

Dado que seus candidatos não conseguiram chegar ao segundo turno, concluiram que era melhor manter o status quo ("tradição").

Para os estudantes, porém, não interessava manter as "tradições" da UFPel. Eles estão pagando o pato.

Muitos deles não tem carro e tem de pegar "tradicionalmente" ônibus para ir de um prédio a outro. Eles têm de "tradicionalmente" aturar estudar em prédios velhos em eternas e "tradicionais" reformas, muitos "tradicionalmente" sem os laboratórios necessários ou em "tradicionais" más condições, em locais onde "tradicionalmente" não há nem mesmo água potável. Etc., Etc.

Será que falei "tradicional" demais? Ou será que não venho de família "tradicional"?

Anônimo disse...

Os alunos, inteligentemente, ao contrário da maioria de professores e técnicos administrativos comprometidos com a administração Cesar Borges e Manoel Moraes, julgaram a administração e deram um basta. Cesar Borges nunca mais. Fora. Agora falta a Policia Federal, Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, assim como a Justiça continuarem a trabalhar para clarear as coisas na Ufpel via suas três fundações de apoio.

Anônimo disse...

Prezados, a derrota entre os técnicos e professores mostra bem o pensamento destes grupos da UFPel. A maioria deles não queria mudança. Eles queriam que seus candidatos vencessem para assumir posições de poder, mantendo as "tradições" da UFPel e, talvez, de Pelotas. Dado que seus candidatos não conseguiram chegar ao segundo turno, concluiram que era melhor manter o status quo ("tradição"). Para os estudantes, porém, não interessava manter as "tradições" da UFPel. Eles estão pagando o pato. Muitos deles não tem carro e tem de pegar "tradicionalmente" ônibus para ir de um prédio a outro. Eles têm de "tradicionalmente" aturar estudar em prédios velhos em eternas e "tradicionais" reformas, muitos "tradicionalmente" sem os laboratórios necessários ou em "tradicionais" más condições, em locais onde "tradicionalmente" não há nem mesmo água potável. Etc., Etc. Será que falei "tradicional" demais? Ou será que não venho de família "tradicional"? em Coisas de Pelotas (cena da eleição na UFPel)

Anônimo disse...

Sim, fim melancólico mas com muito dinheiro suja destinação precisa ser explicada ainda.

Anônimo disse...

As regras estavam estabelecidas... e Mauro é o reitor eleito! contudo, fico em dúvida se realmente foi a melhor forma de escolha... digo isto porque a vitoria de Mauro foi devido aos estudantes.. os quais, são passageiros numa universidade...

Nessa disse...

A vitória de Mauro, seja pelo voto majoritário dos alunos e minoritário de professores e técnicos administrativos, é uma conquista. Tomara que novos ares tomem conta da UFPel, para que toda a comunidade acadêmica seja beneficiada pelos projetos do novo reitor e de seu grupo gestor. Mauro promete diálogo. Quer ouvir a todos, o que é bom. Será melhor se ele puder, além de ouvir, também falar, mais que tudo, realizar. Que inicie com a estatuinte, mas não deixe para um segundo momento as melhorias nos cursos – professores, estrutura e biblioteca. Os alunos precisam, no mínimo, de boas bibliotecas. Que faça isso pelos alunos, responsáveis diretos por sua escolha. Há muito a fazer pela UFPel. E que ele faça. É o meu desejo. Que seja democrático, tanto quanto foi a eleição que o erigiu à condição de reitor. E que projete a Universidade, colocando-a em lugar de destaque.

Anônimo disse...

Importante não colocar no mesmo time os professores e técnicos, por a maioria ter votado na situação. Em primeiro lugar, eles tinham direito de votar em que achassem melhor. Em segundo lugar, mesmo sendo minoria, foi grande o número de professores e de servidores que votaram em Mauro.

Adeni Renato disse...

Tem até uma sátira "bastante ousada" no youtube sobre o episódio eleitoral.
http://www.youtube.com/watch?v=s_6o7k2VRqs
Intitulada "Ufpel - o fim de uma era".

Anônimo disse...

A nossa UFPEL estava morna, sem a mínima perspectiva de melhorar as condições tanto de infraestrutura(água e energia no campus Capão do Leão, transporte precário, etc... Ocuparia muito espaço para enumerar os problemas, mas com a eleição direta e Vitória de Mauro e Mauch, vamos ter uma UFPEL que todos queremos, sem apadrinhamento, sem troca de favores, aplicação de recursos corretos com transparência e principalmente DEMOCRACIA, que tanto faltou neste vinte anos de autoritarismo. Parabéns MAURO E MAUCH.

Anônimo disse...

Devemos salientar que a diferença de votos dos TA's não foi tão significativa se compararmos com o número expressivo de FG's e CD's atuais, foram apenas 99 votos de diferença para a Chapa 1. Lembrando que, do 1º turno para o 2º turno os votos dos alunos para a Chapa 1 cresceu, foram quase 900 votos discentes que se somaram aos votos do 1º turno, para a Chapa 1. Em contrapartida, foram mais de dois mil votos discentes que se somaram aos votos do 1º turno para a Chapa 4. Não obstante todas essas considerações, um recado aos alunos: na atual conjuntura política do Brasil e considerando que o Lula e agora, a Dilma não demonstraram nenhum interesse em mudar a forma de escolha dos reitores das Universidades brasileiras, foi o votos dos discentes que mudou o rumo da UFPel e que mesmo com o voto paritário, que, infelizmente, ainda é a maneira de conseguirmos um consenso entre as 3 entidades da UFPel e possibilitar que aconteça a consulta à comunidade, evitando que a mesma se dê no CONSUN. OS ALUNOS ELEGERAM A CHAPA 4, isso prova que o voto paritário não impede que o aluno determine o rumo que deve seguir a UFPel. Como disse alguém aqui, eles são transitórios, mas, acima de tudo, o direito de todos é igual e eles fazem parte da sociedade, portanto, a transitoriedade alegada por uma grande maioria é falásia. Sem eles, não teríamos nosso emprego na UFPel, são a razão de tudo na UFPel e o mais importante, o voto deles é o mais sincero e fiel dentre as três categorias, pois, eles votam com o coração e razão, sabem que não terão vantagens de cargos, mas tão somente melhores condições de ensino. Parabéns aos discentes da UFPel.

Anônimo disse...

O Imenso número de votos dos alunos na chapa quatro demopnstra que o ensino; ENTENDA-SE AQUI PROFESSIRES E FUNCIONÁRIOS está péssimo na ufpel; porque os pelotudos (pseudo elite de Pelotas) acham que os alunos são figuras acessórias no processo ensino aprendizado. VIVA A RENOVAÇÃO CHAPA QUATRO.

Anônimo disse...

Será que algum dia saberemos exatamente o que é a Fundação Simon Bolivar? Um projeto que revive os tempos da ditadura, sem transparência nenhuma, contratando funcionários sem concurso ao péssimo estilo dos CCs da prefeitura. Esperamos que no novo reitor acabe com essa orgia e também dê uma ajeitada na FAU que rumava pelo mesmo caminho!
Maura

Luiz Brettas disse...

Foram os estudantes os principais agentes desta mudança. Quem disse que a juventude estava perdida?